Segundo Deinfra, implantação da nova rodovia estadual na região ainda precisa resolver pendência de terreno.
Tubarão
Ainda falta desapropriar um terreno no trajeto da obra de implantação da rodovia estadual Ivane Fretta Moreira, que liga o quinto bairro mais populoso de Tubarão, São Martinho, com cerca de dez mil habitantes, à região central do município (no bairro Revoredo – direto na BR-101 acesso Norte de Tubarão).
Outros dois imóveis que ainda estavam pendentes já receberam autorização para fazer a desapropriação, segundo o fiscal da obra, Jaimir Freccia, engenheiro civil do Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra). Ele explica que os lotes estão localizados na região onde será construído o viaduto previsto no projeto da rodovia.
Freccia garante que a obra segue em ritmo normal, dentro do planejado. Com 4,5 quilômetros de extensão, a rodovia começou a ser construída em meados de 2014 e era para ter sido concluída em 2016, mas teve o prazo prorrogado por mais um ano.
Até o momento já foram feitos 3,2 mil metros de terraplanagem, e as duas pontes que constam no projeto estão em fase final de construção. A próxima etapa é dar início à pavimentação.
Terreno deixa obra complexa
O fiscal do Deinfra explica que a obra é complexa por estar localizada em uma área com muita água, cercada por plantações de arroz, o que obriga a um cuidadoso trabalho de drenagem. Como terá duas pistas em cada lado, Freccia diz ajudará a desafogar o trânsito nas redondezas. “A rodovia promete desafogar o acesso e melhorar o tráfego na região de São Martinho”, garante.
Morador critica demora na indenização por parte do Estado

Nilmar Goularte diz que o terreno de sua família está à espera de indenização há cerca de três anos. “Tem gente que acha que estamos com a intenção de bloquear a obra. Negativo. Foi o juiz que fez o embargo por não haver acordo de pagamento do valor justo e de mercado aos proprietários do imóvel”, afirma.
Segundo ele, falta ser feita a avaliação do terreno, que vai determinar o valor das indenizações. “Depende do governo nomear peritos e um avaliador imobiliário”, diz.
Goularte conta que o trânsito no local está bastante complicado, com registros de acidentes e trechos de fluxo lento. “Está horrível no horário de pico. Um perigo. A SC-370 está um caos, e nada de solução”, critica.
Características da obra
Empresa: Setep Construções
Valor da licitação: R$ 50.142.335,24
Início: 1º de setembro de 2014
Término: Fim de 2017
Extensão: 4,53 quilômetros
Pistas: quatro faixas de rolamento com 3,5 metros cada
Ciclovia: nos dois lados da pista com 2,5 metros cada, da BR-101 ao bairro São Martinho
Canteiro central: 3,5 metros com iluminação e acostamento
Viaduto: próximo à SC-370 com duas saídas de pista
Bueiros: dois bueiros celulares
Ponte: uma passagem de 60 metros de comprimento
Trevos: dois dentro da via

