Início Geral Operação ‘Casa da Mãe Joana’: Ré pede afastamento de promotor

Operação ‘Casa da Mãe Joana’: Ré pede afastamento de promotor

Capivari de Baixo

As investigações da Operação ‘Casa da Mãe Joana’ iniciaram há um ano, em Capivari de Baixo. Porém, os primeiros desdobramentos divulgados ocorreram apenas em dezembro. De lá para cá, algumas ações foram realizadas, como pedidos de prisões, afastamentos de vereadores e servidores da Câmara, além de ressarcimento dos bens públicos. Ao todo, 14 envolvidos estão na mira da justiça.

Nos últimos dias, uma ex-funcionária da casa legislativa, ré (além dela outras 13 pessoas são acusadas) no processo criminal protocolado pelo Ministério Público (MP), entrou com pedido, na Comarca da Cidade Termelétrica, de suspeição do promotor Ernest Kurt Hammerschmidt, por ele ter no passado um provável envolvimento com a filha de um ex-legislador citado na ação, envolvido na operação.

Procurada pelo Notisul, a ingressante da ação, Regiane de Souza Torquato, não quis responder os questionamentos e afirmou que somente o seu advogado, João Batista Fagundes, poderia se pronunciar. Por outro lado, o profissional da área de direito não foi encontrado. Ele não atendeu e não retornou nenhuma ligação da equipe do jornal. A juíza da comarca, Rachel Bressan Garcia Mateus, ainda não analisou o pedido.

No mês passado, a magistrada aceitou a denúncia de processo criminal protocolada pelo MP e decidiu manter suspensos de suas funções na Casa legislativa os quatro parlamentares que venceram o pleito nas eleições passadas (Jean Rodrigues (PSDB); Ismael Martins (PP); Edison Duarte (PMDB) e Fernando de Oliveira (PSB). Eles, assim como dois ex-vereadores e oito ex-funcionários, são acusados de praticar atos ilícitos como: associação criminosa, peculato, corrupção passiva, inserção de dados falsos em sistemas de informação e concussão.

Os 14 envolvidos estão proibidos de se aproximarem da Câmara, precisam manter uma distância de 100 metros do local.

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