José da Silva Thiesen tem até 30 dias para pedir a reconsideração, além do chamado recurso hierárquico.
Tubarão
Ainda em meio ao descontentamento de pais e alunos com a exoneração José da Silva Thiesen do cargo de diretor da escola Martinho Alves dos Santos, o presidente da Comissão de Processo Administrativo Disciplinar, professor José Hipólito da Silva, esteve ontem na Gerência de Educação de Tubarão (Gered) para esclarecer o assunto.
Ele preferiu não comentar o teor do processo, e sim tratar dos trâmites cumpridos nesses casos. Segundo Silva, antes da formação da comissão, a denúncia recebida pela Gered é submetida à consultoria jurídica da secretaria de Educação e à procuradoria do Estado. Com a instauração do processo, o indiciado tem o direito de fazer sua defesa.
Após a publicação da decisão no Diário Oficial, ele dispõe de até 30 dias para pedir reconsideração, enquanto cumpre a determinação. Além do pedido de reconsideração, o ex-diretor ainda tem o recurso hierárquico com o secretário da Educação. A advogada de Thiesen, Camila Cascaes, diz que recebeu ontem o processo e que nos próximos dias deve entrar com o pedido. “Acredito no retorno dele. Não passou de uma inverdade tudo que ocorreu”, defende.
Silva explica que, no cargo, o diretor não pode sofrer nenhuma punição; caso contrário, é obrigado a deixar a função. “Temos de tirar a questão pessoal. O Jaime (Ondino Teixeira, gerente de Educação) teve que encaminhar a denúncia para cumprir a lei”, afirma.
Ontem à noite, pais e alunos protestaram mais uma vez em frente à Gered. Queriam conversar com Teixeira, mas ele não teria sido encontrado. O grupo promete nova manifestação às 18 horas de hoje e logo em seguida, às 19h30min, faz uma assembleia geral na escola.
