IMAGENS PCSC Divulgação Notisul
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Uma operação da Polícia Civil de Santa Catarina resultou na apreensão de cerca de R$ 1 milhão em medicamentos irregulares e na interdição de quatro locais ligados a uma farmácia de manipulação na região continental de Florianópolis. A ação, denominada Operação Remédio Amargo, foi realizada em conjunto com fiscais da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Vigilância Sanitária Estadual.
Denúncia deu início às investigações
A investigação começou a partir de uma denúncia anônima, que apontava falhas graves no processo produtivo e irregularidades administrativas na empresa investigada. Diante dos indícios, a Polícia Civil solicitou e obteve autorização judicial para o cumprimento de mandados de busca e apreensão.
As diligências ocorreram em endereços utilizados para produção, armazenamento e administração da empresa, que atuava na distribuição de medicamentos em larga escala para diversos estados do país.
Produtos de alto valor e risco à saúde 

Durante a operação, foram encontrados medicamentos injetáveis de alto valor, popularmente conhecidos como “chips da beleza”, além de hormônios e outros produtos de uso subcutâneo, fabricados em desacordo com as normas sanitárias vigentes.
Segundo as autoridades, a produção e comercialização desses medicamentos representavam risco direto à saúde pública, o que motivou a adoção de medidas imediatas.
Locais interditados e materiais apreendidos
Diante das irregularidades constatadas, os quatro locais vistoriados foram interditados pelas autoridades sanitárias. Todo o material apreendido foi recolhido no âmbito do inquérito policial e permanece sob custódia, aguardando autorização judicial para destruição.
A operação contou ainda com o apoio de peritos da Polícia Científica, responsáveis pela análise técnica dos produtos e das condições de fabricação.
Investigações continuam
A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento, com o objetivo de apurar responsabilidades criminais e identificar outros possíveis envolvidos no esquema de produção e distribuição irregular de medicamentos.
A comercialização e o uso de medicamentos sem registro ou fora das normas sanitárias representam riscos graves à saúde. Denúncias podem ser feitas aos órgãos de vigilância sanitária ou à Polícia Civil.