Lily Farias
Capivari de Baixo
A história da construção do novo cemitério em Capivari de Baixo parece ter chegado ao fim. Pelo menos é o que espera o prefeito Moacir Rabelo, que se diz contrário a dar continuidade ao projeto, no bairro Três de Maio. É estudada a possibilidade de encontrar um novo terreno, mas não há nada definido por enquanto. Um dos planos para o terreno destinado ao cemitério é construir uma grande praça para a comunidade.
Moacir garante que analisará a situação, mas pede paciência aos moradores, já que faz poucos dias que reassumiu a prefeitura e não há como resolver essa questão nos primeiros três meses.
“Este período é para arrumar a casa. Depois disso, faremos um replanejamento das ações para pontuarmos as necessidades básicas do município, que são saúde e educação. Mas não esquecemos do caso do cemitério. Serão tomadas ações no momento certo”, assegura.
O cemitério municipal começou a ser instalado há mais de dez anos. Desde então, existe uma “briga” entre a administração municipal e os moradores da localidade. A contestação tem como justificativa a existência de um lençol freático a cerca de dois metros de profundidade e também uma reserva de restinga (vegetação). A comunidade concorda que o município precisa de um novo cemitério, já que a capacidade do atual está esgotada, mas pede outro local.
Em fevereiro de 2011, a Fundação de Meio Ambiente (Fatma) concedeu a Licença Ambiental de Instalação (LAI) e o ex-prefeito Luiz Carlos Brunel Alves mandou reiniciar as obras. Os trabalhos foram suspensos em setembro do ano passado, após os moradores protestarem.
Total abandono
O cemitério municipal começou a ser construído em um terreno da prefeitura, na rua Manoel Vieira, no bairro Três de Maio. A área tem 1,5 mil metros quadrados e foi projetado para ter mais de 800 jazigos. Estava prevista também a construção de uma capela mortuária e a implantação de drenagem pluvial.
Quem passa por lá hoje vê que em alguns momentos o portão está fechado e em outros aberto. Na frente do cemitério, há espalhadas por toda a parte lajotas que deveriam ser usadas para fazer as calçadas. Não há nenhum segurança e, aos poucos, o lugar é depredado e o material de construção é roubado.
No ano passado, a prefeitura registrou dois boletins de ocorrência por causa de vândalos que quebraram boa parte do muro que cerca o terreno. A situação é de completo abandono.

