domingo, 12 julho , 2026
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Previsão do tempo: sol predomina nesta quarta-feira no Sul de Santa Catarina

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IMAGEM Notisul

TEMPO DE LEITURA: 4 minutos

A previsão do tempo no Sul de Santa Catarina indica uma quarta-feira (4) de sol predominante e temperaturas elevadas na maior parte da região. As máximas podem chegar a 29°C em cidades do interior, enquanto municípios do litoral devem registrar temperaturas um pouco mais amenas.

De acordo com os dados meteorológicos mais recentes, o céu deve permanecer ensolarado durante o dia e limpo à noite, com baixa probabilidade de chuva. Outro destaque é o índice UV em nível 9, considerado muito alto.

Confira a previsão detalhada para algumas das principais cidades do Sul catarinense.

Criciúma terá sol forte e calor ao longo do dia

Em Criciúma, o dia começa com temperaturas em torno de 20°C nas primeiras horas da madrugada, caindo até 18°C no início da manhã, que será a mínima do dia.

A partir das 8h, o aquecimento ocorre rapidamente, com 22°C, chegando a 26°C por volta das 10h. O pico de calor deve ocorrer entre 13h e 14h, quando os termômetros podem atingir 29°C.

Durante a tarde, a temperatura permanece elevada, variando entre 28°C e 27°C, e começa a cair gradualmente no início da noite, chegando a 23°C por volta das 19h e 20h.

A previsão indica 0% de chance de chuva, ventos vindos de leste com média de 7 mph, umidade de 66% e índice UV 9.

Tubarão terá tempo firme e calor semelhante ao de Criciúma

Em Tubarão, a quarta-feira também será marcada por tempo estável e ensolarado.

A temperatura mínima prevista é de 19°C nas primeiras horas da manhã, enquanto a máxima pode atingir 29°C durante a tarde.

Ao longo do dia, o aquecimento ocorre de forma gradual, com temperaturas passando dos 24°C ainda durante a manhã e atingindo o pico entre 13h e 15h.

A probabilidade de chuva é de 0%, e os ventos sopram de nordeste, com média de 8 mph. A umidade relativa do ar permanece em 66%, e o índice UV chega a 9, considerado muito alto.

Laguna terá clima ensolarado e temperaturas mais amenas

Na cidade de Laguna, o clima também será de tempo firme e sol predominante, porém com temperaturas um pouco mais moderadas devido à influência marítima.

A previsão indica mínima de 23°C e máxima de 26°C ao longo do dia.

Os ventos vindos de nordeste, com média de 14 mph, devem manter maior circulação de ar, o que ajuda a suavizar a sensação térmica.

A umidade relativa do ar chega a cerca de 74%, e não há previsão de chuva.

Imbituba terá dia ensolarado e ventos moderados

Em Imbituba, o cenário climático será muito semelhante ao de Laguna.

A quarta-feira terá sol durante todo o dia e céu limpo à noite, com temperaturas variando entre 22°C e 26°C.

Os ventos também sopram de nordeste, com média de 14 mph, enquanto a umidade fica em torno de 72%.

Assim como nas demais cidades do litoral, não há previsão de chuva, mantendo o tempo estável durante todo o dia.

Braço do Norte terá calor e pequena chance de chuva isolada

Em Braço do Norte, a quarta-feira será marcada por sol predominante e temperaturas elevadas.

A mínima prevista é de 18°C, enquanto a máxima pode alcançar 29°C durante a tarde, semelhante ao que ocorre em Criciúma e Tubarão.

Ao contrário das outras cidades da região, há pequena possibilidade de chuva isolada, com 10% de chance durante o dia e 5% durante a noite.

Os ventos sopram do leste, com média de 6 mph, e a umidade relativa do ar fica próxima de 65%.

Índice UV muito alto exige cuidados com o sol

Em todas as cidades do Sul catarinense analisadas, o índice UV está em nível 9, classificado como muito alto.

Por isso, especialistas recomendam alguns cuidados ao longo do dia:

  • Utilizar protetor solar regularmente

  • Evitar exposição direta ao sol entre 10h e 16h

  • Usar bonés, chapéus e óculos de sol

  • Manter hidratação frequente

Jiu-Jítsu Integrativo como ferramenta de inclusão

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ARTE Divulgação Notisul

Tempo de leitura: 4 minutos

O jiu-jítsu integrativo inclusão é uma proposta que une prática esportiva, desenvolvimento humano e convivência estruturada. A metodologia favorece especialmente pessoas neurodivergentes ao combinar movimento organizado, previsibilidade e interação orientada.

Mais do que uma atividade física, trata-se de um ambiente planejado para promover autonomia, pertencimento e crescimento integral. A reportagem a seguir, realizada com Ademir Dias, pai atípico e Faixa Preta em Jiu-Jítsu, trata desta questão.

jiu-jítsu integrativo inclusão
FOTO Acervo Pessoal Divulgação Notisul

Compreendendo as necessidades individuais

Pessoas com neurodeficiência — incluindo diferentes formas de neurodivergência e condições do neurodesenvolvimento — podem apresentar desafios variados, sempre respeitando a singularidade de cada indivíduo.

Entre as dificuldades mais comuns estão:

  • Regulação emocional: maior sensibilidade a estímulos e dificuldade em lidar com frustrações.

  • Processamento sensorial: hipersensibilidade ou hipossensibilidade a sons, luzes e toques.

  • Coordenação motora: desafios no equilíbrio e no planejamento dos movimentos.

  • Atenção e funções executivas: dificuldade em manter foco e organizar tarefas.

  • Interação social e comunicação: barreiras na interpretação de sinais sociais e expressão de sentimentos.

Essas características não definem a pessoa. Elas indicam necessidades específicas de apoio. Com intervenções adequadas e ambientes estruturados, é possível promover inclusão e qualidade de vida.

Um espaço de pertencimento

A proposta do jiu-jítsu integrativo inclusão prioriza acolhimento e respeito às individualidades. O ambiente é organizado para oferecer segurança emocional e clareza nas orientações.

A inclusão se concretiza quando cada praticante:

  • Tem seu ritmo respeitado

  • Recebe instruções objetivas

  • Participa ativamente das atividades

  • Vivencia progressos graduais

Mais do que estar presente, o aluno é incentivado a sentir-se parte do grupo.

Movimento como experiência organizadora

As práticas no tatame envolvem deslocamentos, apoios, giros e transições que estimulam:

  • Consciência corporal

  • Coordenação motora

  • Organização espacial

  • Integração sensorial

  • Regulação do ritmo e da respiração

Para pessoas neurodivergentes, essas experiências estruturadas contribuem para maior equilíbrio emocional e autonomia funcional. O movimento passa a atuar como mediador da organização interna e da expressão individual.

Estrutura que reduz ansiedade

A previsibilidade das aulas é um dos pilares do jiu-jitsu integrativo inclusão. A organização clara das atividades — com início, desenvolvimento e encerramento definidos — favorece estabilidade e segurança.

Elementos como:

  • Regras consistentes

  • Sequências repetidas

  • Progressão gradual

  • Interações mediadas

ajudam a reduzir a ansiedade e facilitam o engajamento.

Desenvolvimento social de forma natural

A convivência estruturada no esporte promove habilidades sociais de maneira orgânica, como:

  • Cooperação

  • Respeito aos limites

  • Comunicação não verbal

  • Construção de vínculos

O contato é orientado e seguro, favorecendo experiências positivas de interação.

Inclusão que promove autonomia

Ao reconhecer suas próprias conquistas — motoras, emocionais e sociais — o praticante fortalece a autoconfiança e amplia o senso de competência.

Nesse contexto, a inclusão torna-se prática diária. Cada avanço é valorizado, cada trajetória é respeitada e cada indivíduo encontra espaço para evoluir.

O jiu-jítsu integrativo inclusão consolida-se, assim, como ferramenta eficaz ao integrar movimento, estrutura e convivência. O ambiente organizado acolhe, o corpo em ação promove desenvolvimento e a experiência compartilhada fortalece o sentimento de pertencimento.

Trata-se de uma proposta que transforma o espaço de prática em ambiente de crescimento, respeito e autonomia.

Fundação Inoversasul é homenageada com selo do Programa Educando Cidadãos em Florianópolis

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A Fundação Inoversasul recebeu o selo Educando Cidadãos nesta terça-feira (3), durante solenidade realizada no Auditório da Procuradoria-Geral de Justiça, em Florianópolis. O reconhecimento foi concedido pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

O evento, intitulado “Educando Cidadãos: Construindo Cidadanias Ativas”, contou com transmissão ao vivo pelo canal oficial do MPSC no YouTube.

Selo reconhece apoio à educação para a cidadania

O Colégio Dehon representou a fundação na solenidade. O presidente da instituição, professor Valter Alves Schmitz Neto, recebeu o selo “Amigo do Programa Educando Cidadãos”.

A honraria é concedida a entidades que se destacam pelo apoio e engajamento no fortalecimento do programa, que tem como foco a promoção da educação para a cidadania e o combate a todas as formas de corrupção.

Compromisso com formação cidadã

Segundo a organização do evento, o reconhecimento reforça o compromisso da Fundação Inoversasul com a formação de cidadãos conscientes, éticos e participativos.

A premiação consolida o trabalho desenvolvido pela instituição na área educacional e social, especialmente em iniciativas voltadas à construção de uma cultura de responsabilidade e participação cidadã.

Pelo Estado – Pesca da Tainha 

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Uma portaria do governo federal aumentou em 20% a cota de pesca da tainha para a safra de 2026 em todas as modalidades. A decisão foi publicada em documento conjunto do Ministério da Pesca e Aquicultura e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. 

Este ano, o limite de captura total da tainha é de 8.160 toneladas em todo o país, dividida da seguinte forma para os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul: na Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul, poderão ser capturadas até 2.760 toneladas. No mar, a pesca industrial de cerco, ou traineira, poderá capturar até 720 toneladas. Já as embarcações de emalhe de superfície, classificadas como semi-industriais, poderão capturar 2.070 toneladas. 

Desde o ano passado, a pesca artesanal também passou a ter uma cota específica, que este ano será de 1.094 toneladas para pescadores artesanais de emalhe anilhado e até 1.332 toneladas de tainha para pescadores artesanais que atuam de canoas a remo. 

Em 2025, Santa Catarina ultrapassou 2,5 mil toneladas capturadas. 

 

Visita eleitoreira 

Começou a campanha. Flávio Bolsonaro (PL), candidato a Presidência da República, estará em Santa Catarina neste mês de março, cumprindo agenda ao lado do governador Jorginho Mello (PL), que concorrerá à reeleição, da deputada Carol De Toni e de seu irmão, Carlos Bolsonaro, que são pré-candidatos ao Senado.  

A ideia é percorrer o Estado e fortalecer a presença do PL e dos candidatos com as principais lideranças de cada região.  

 

Empreende Brazil 

O Empreende Brazil Conference chega à sua 12ª edição nos dias 22 e 23 de maio, na Arena Opus, em São José (Grande Florianópolis), consolidado como um dos principais eventos de empreendedorismo da América Latina. Entre os primeiros nomes confirmados estão o escritor Augusto Cury, referência em inteligência emocional e saúde mental; o empresário Roberto Justus, destaque em liderança e posicionamento de marca; e o investidor João Kepler, especialista em inovação e startups. 

 

Saneamento 

A Aegea Saneamento venceu a disputa para a concessão dos serviços de esgotamento sanitário no município de Brusque (SC), no Vale do Itajaí Mirim. Estão previstos cerca de R$ 686 milhões de reais em investimentos ao longo de 35 anos de contrato, que abrangerá a área urbana da cidade, com população estimada em 138 mil habitantes. O projeto prevê ainda a implantação de uma infraestrutura completa de esgotamento sanitário, estruturada para garantir a ampliação progressiva da cobertura até atingir 95%, conforme metas contratuais. O contrato estabelece ainda metas de desempenho vinculadas a indicadores como qualidade do tratamento, intermitência, índice de reclamações e atualização da micromedição. 

A Aegea já atua em concessões de água e esgoto em Águas de Bombinhas, Águas de Penha, Águas de Camboriú, Águas de São Francisco do Sul e Águas de Palhoça,. 

 

Mais caro 

Os preços de atacado dos ovos de galinha em Santa Catarina registraram alta de 9,2% nas três primeiras semanas de fevereiro, na média estadual, em comparação com o mês anterior. O movimento interrompe a trajetória de forte queda observada desde abril do ano passado e sinaliza um ajuste do mercado diante de mudanças sazonais na demanda e na oferta. Os dados são do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa). 

 

Oportunidade 

O Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) está com inscrições abertas para diversos cursos de qualificação e de idiomas com início ainda em março deste ano. São dois processos distintos: um com seleção por sorteio e outro com seleção por ordem de inscrição. As oportunidades estão distribuídas entre vários câmpus da instituição e contemplam formações presenciais e a distância (EaD). As inscrições poderão ser realizadas de 2 a 23 de março de 2026, por meio do Portal de Inscrições do IFSC. Não há cobrança de taxa. 

 

Temporada frustrada 

A temporada de verão se aproxima do fim com um sentimento de frustração para o setor de bares e restaurantes de Santa Catarina. Embalados por uma expectativa de alta no turismo, os empresários se prepararam para atender a demanda, mas o movimento ficou abaixo do esperado. Segundo a pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Santa Catarina (Abrasel SC), entre 1º de janeiro e 17 de fevereiro, 58% dos estabelecimentos receberam menos turistas comparado com o mesmo período do ano passado. Entre os empresários, 36% apontam uma queda de até 15% e 22% indicaram uma redução de mais de 15% na presença de turistas. Para 24% dos entrevistados o movimento foi igual e para 18% o movimento foi maior ou muito maior. Considerando a região da Capital, os resultados são parecidos: 59,8% dos estabelecimentos registraram movimento menor, 26,2% tiveram movimento igual e 14% maior. 

 

Redução 

O PROCON/SC oficiou 128 postos de combustíveis do estado para que apresentem notas fiscais de compra e de venda de gasolina comum e aditivada no período de 17 a 27 de janeiro e de 17 a 27 de fevereiro. O órgão vai comparar se a redução de preços da Petrobrás está sendo repassada aos consumidores. 

Projeto “Remédio em Casa” é apresentado na Câmara de Tubarão

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FOTO Divulgação Notisul

Tempo de leitura: 3 minutos

O projeto Remédio em Casa Tubarão foi protocolado nesta segunda-feira (2), durante sessão da Câmara de Vereadores. A proposta, apresentada pelo vereador Maurício da Silva, cria o programa “Remédio em Casa – Tubarão Mais Cuidado”.

O objetivo é garantir a entrega domiciliar de medicamentos de uso contínuo para idosos, pessoas com deficiência, pacientes acamados e cidadãos com mobilidade reduzida.

Entrega de medicamentos em domicílio

De acordo com o texto apresentado na Câmara de Vereadores de Tubarão, o programa prevê que medicamentos disponibilizados pela rede pública possam ser entregues diretamente na residência dos beneficiários.

A proposta busca assegurar continuidade no tratamento de pacientes que enfrentam dificuldades de locomoção.

“Tem muita gente que depende do remédio público, mas não consegue sair de casa para buscar. Esse projeto é sobre cuidado, respeito e compromisso com as pessoas”, destacou o vereador Maurício da Silva.

Público beneficiado

O projeto Remédio em Casa Tubarão contempla:

  • Idosos

  • Pessoas com deficiência

  • Pacientes acamados

  • Pessoas com mobilidade reduzida

A proposta ainda deverá tramitar nas comissões permanentes antes de ir à votação em plenário.

Caso aprovado, caberá ao Executivo regulamentar os critérios de funcionamento do programa.

O que podemos aprender com a demissão do Filipe Luís?

Bom dia, boa tarde, boa noite.

Depende de que horas você está lendo isso.

Eu escrevo com um nó na garganta. Não é personagem. Não é exagero literário. É aquele incômodo que aperta o peito e acompanha o dia inteiro.

Porque, às vezes, não é uma derrota que dói. É a forma como se decide o rumo das coisas.

E ontem, o que aconteceu foi maior do que futebol.

Primeiro, o desabafo. Porque eu preciso.

Eu sou flamenguista. Tenho orgulho disso. E é exatamente por isso que hoje eu estou com vergonha.

Filipe Luís foi demitido em 3 de março de 2026. Horas depois de uma goleada por 8 a 0 sobre o Madureira. Ele deu coletiva. Projetou a final do Carioca. Falou das críticas com serenidade, maturidade e responsabilidade.

Minutos depois, saiu a nota oficial.

Ele estava demitido.

Não foi sobre “ninguém é maior que o clube”.

Foi sobre uma diretoria que confundiu pressão com planejamento.

Filipe não fez política de vestiário. Não blindou medalhão. Não construiu panelinha. Não terceirizou culpa. Cobrou de quem precisava cobrar. Sustentou decisões impopulares. E quando o time oscilou, chamou a responsabilidade para si.

Isso é liderança de verdade. Da rara.

E o clube virou as costas de forma fria, rápida e protocolar. Sem despedida proporcional ao que foi construído.

Eu estou triste. E estou revoltada.

E sim, estou tomando as dores dele.

Agora, os fatos. Porque emoção sem dado vira só grito.

O que aconteceu

O pano de fundo da demissão foi um início de temporada com dois vice campeonatos:

  • Supercopa do Brasil 2026, vice para o Corinthians
  • Recopa Sul Americana 2026, vice para o Lanús, com derrota no Maracanã

Dois resultados que frustraram a expectativa de invencibilidade.

A torcida pressionou. A narrativa cresceu. A diretoria reagiu.

Mesmo com um 8 a 0 acontecendo na mesma noite da decisão.

Isso não é planejamento estratégico.

Isso é reação institucional sob ruído.

O que ele construiu. Com números.

Filipe Luís deixou o Flamengo com:

  • 101 jogos
  • 63 vitórias
  • 23 empates
  • 15 derrotas
  • 69,9 por cento de aproveitamento

Entre os treinadores com mais de 100 jogos na história recente do clube, está entre os maiores aproveitamentos da era moderna.

Cinco títulos em dezoito meses.

Competição Ano Resultado
Copa do Brasil2024Campeão
Campeonato Carioca2025Campeão
Supercopa do Brasil2025Campeão
Copa Libertadores2025Campeão
Campeonato Brasileiro2025Campeão
Copa Intercontinental FIFA2025Vice, 1 a 1 com PSG, derrota nos pênaltis após 120 minutos de muita luta de igual para igual
Supercopa do Brasil2026Vice
Recopa Sul Americana2026Vice

Ele não caiu por colapso estatístico.

Ele caiu em meio a pressão.

Dorival e Jorge Jesus também tiveram ciclos consistentes. Mas o diferencial de Filipe foi sustentar alto nível dentro de um ambiente historicamente instável, com sequência de títulos e tempo de permanência acima da média recente do clube.

O padrão do Flamengo desde 2019

Após a saída de Jorge Jesus, o Flamengo viveu alta rotatividade.

A média de permanência dos treinadores desde 2020 gira em torno de seis meses.

Filipe ficou dezoito meses. Quase três vezes mais.

TreinadorJogosAproveitamentoTítulos
Jorge Jesus5782%3
Filipe Luís10169,9%5
Renato Gaúcho3772%0
Dorival Júnior4367%2
Tite6866%1
Rogério Ceni4662%2
Paulo Sousa3265%0
Sampaoli3960%0
Domènec Torrent2364%0
Vitor Pereira2053%0

Conclusão objetiva: não houve desastre técnico que justificasse ruptura imediata.

A decisão foi contextual. Política. Pressionada. ERRADA.

O Brasil e a cultura da demissão

O futebol brasileiro tem uma das menores médias de permanência de treinadores no mundo.

A Série A gira em torno de quatro a seis meses de duração média no cargo.

Na Premier League, a média ultrapassa dois anos.

Na Espanha e França, gira entre dezesseis e dezoito meses.

O Brasil normalizou a demissão como resposta emocional.

Trocar técnico virou ferramenta simbólica para mostrar ação. Mesmo quando o problema não é técnico.

Uma visão além do futebol

Antes que alguém diga que isso é só dor de torcedor, eu quero trazer uma leitura que vem de fora do campo.

Theo Orosco é empresário, investidor e uma das vozes mais lúcidas quando o assunto é gestão, cultura organizacional e liderança em ambientes de alta pressão. Ele não fala de futebol. Ele fala de negócios. De empresas que crescem. De empresas que quebram. De líderes que constroem e de líderes que são descartados.

E foi justamente por isso que o que ele disse sobre o caso Filipe Luís me chamou a atenção.

Nos stories, Theo fez três observações que extrapolam completamente o universo do esporte.

Primeiro, ele disse que muitas vezes competência não é suficiente. É preciso lidar com narrativa e percepção. Você pode ser capaz, pode entregar resultado, pode ter números sólidos, mas se a percepção pública não estiver alinhada, o ambiente começa a corroer o projeto.

Isso é brutalmente verdadeiro. E não é sobre Flamengo. É sobre sociedade.

Vivemos num tempo em que não basta ser. É preciso parecer. Não basta entregar. É preciso performar emoção, discurso e gesto para agradar plateia.

Segundo ponto: demitir um líder respeitado pelo grupo gera efeitos colaterais profundos. Não é só troca de comando. É quebra de confiança. É ruído interno. É mensagem subliminar de que estabilidade não existe. E quando estabilidade não existe, ninguém se compromete de verdade com o longo prazo.

Terceiro, e talvez mais importante: se a questão era alinhamento estratégico, isso deveria ter sido tratado antes, com transparência. Não se espera a primeira turbulência para impor decisão. Gestão madura resolve divergência antes da crise. Gestão pressionada resolve durante o barulho.

E aqui entra o ponto que mais me incomoda.

Isso não é um problema do Flamengo. É um problema nosso.

A sociedade criou uma régua impossível. A régua do erro zero. A régua do desempenho contínuo. A régua do 100 por cento de aproveitamento.

E nem máquina opera com 100 por cento de eficiência permanente. Nem algoritmo acerta tudo. Nem inteligência artificial é perfeita.

Mas a gente exige isso de humanos.

Exige de técnico.

Exige de líder.

Exige de gestor.

Exige de jogador.

Exige de si mesmo.

Quando alguém entrega cinco títulos, quase 70 por cento de aproveitamento, disciplina interna, cultura instaurada e ainda assim cai na primeira sequência de ruído, o recado é claro:

Não é sobre resultado. É sobre tolerância ao erro.

E nós não temos mais.

O caso Filipe Luís é só o reflexo esportivo de uma doença maior. A incapacidade de sustentar processo quando ele não é perfeito.

Gestão madura resolve divergência antes da crise.

Gestão pressionada resolve durante o barulho.

A história mostra que isso não é novo

Se parece exagero dizer que política sempre encontra um jeito de entrar em campo, basta olhar para trás com um pouco de honestidade.

O futebol é feito de memória afetiva, mas também é feito de decisões frias. E, quase sempre, quando interesses institucionais entram em conflito com símbolos, o símbolo perde.

Flamengo e Zico

Em 1983, Zico foi negociado para a Udinese. Oficialmente, foi uma transferência. Na prática, foi o encontro entre necessidade financeira, contexto político e desgaste interno. O maior ídolo da história do clube não ficou imune à lógica institucional. O Flamengo precisava reorganizar suas contas e suas estruturas, e o maior nome da sua história virou peça de ajuste.

Santos e Pelé

Pelé encerrou seu ciclo principal no Santos em 1974, depois de mais de uma década carregando o clube ao topo do mundo. O Santos viveu um período glorioso com ele, mas nunca conseguiu estruturar um modelo que sustentasse aquela hegemonia depois da sua saída. Nem o maior jogador da história conseguiu garantir estabilidade estrutural eterna.

Real Madrid e Iker Casillas

Iker Casillas foi capitão, multicampeão, símbolo de uma geração histórica do Real Madrid. Mesmo assim, saiu em 2015 após desgaste público e conflito interno. A despedida foi fria, protocolar, cercada de tensão. A instituição escolheu seguir outro caminho, mesmo que isso significasse romper com um dos maiores ícones de sua história recente.

Cruzeiro e Alex

Alex foi protagonista de um dos ciclos mais brilhantes do Cruzeiro no início dos anos 2000. Tinha identificação, liderança e respeito absoluto da torcida. Ainda assim, saiu por lógica de mercado e reconfiguração interna. Não houve ruptura dramática, mas houve a confirmação do mesmo princípio: história não garante permanência quando o contexto muda.

O padrão se repete em décadas, países e culturas diferentes.

Quando interesses institucionais, pressões políticas ou necessidades estratégicas entram na equação, o ídolo deixa de ser intocável e passa a ser variável.

E é isso que dói.

Porque enquanto torcedor acredita em lealdade a instituição acredita em sobrevivência.

Quando essas duas lógicas colidem, quase sempre quem perde é quem construiu identidade.

A demissão de Filipe Luís não inaugura um capítulo novo. Ela apenas confirma um roteiro antigo: no futebol, quando política entra em campo, nem quem fez história está protegido.

E talvez seja exatamente isso que a gente precise encarar com maturidade.

O futebol sempre foi paixão.Mas sempre foi poder também.

 

Então, o que podemos aprender com a demissão do Filipe Luís?

Aprendemos, antes de qualquer coisa, que no futebol a palavra lealdade é frágil. Ela existe na arquibancada, existe no discurso, existe na camisa que a gente veste. Mas institucionalmente, ela tem prazo. Nem de jogador para clube, nem de técnico para diretoria, nem de diretoria para técnico. No fim, todo mundo é substituível quando o barulho aperta.

Aprendemos que o mundo está com a régua errada.

Hoje se exige 100 por cento de aproveitamento como se fosse possível. Se exige perfeição como se liderança fosse algoritmo. Se exige vitória constante como se processo não tivesse oscilação. E quando alguém que entrega quase tudo não entrega tudo o tempo inteiro, vira alvo.

Filipe ganhou tudo no ano passado. Construiu cultura. Conquistou títulos. Sustentou o Flamengo em alto nível. Levou o time a disputar 120 minutos contra o PSG de igual para igual. Fez o Flamengo competir com dignidade internacional.

E ainda assim não foi suficiente.

Isso não é sobre desempenho.Isso é sobre expectativa irreal.

Aprendemos também que a ansiedade da torcida, quando encontra uma gestão frágil, vira gasolina. E gestão reativa toma decisões para apagar incêndio, não para sustentar projeto.

E o resultado é sempre o mesmo: a gente troca o líder e mantém o problema.

Mas, acima de tudo, aprendemos algo mais dolorido.

Foi uma traição.

Traição com um cara que deu sangue e alma pelo Flamengo. Que voltou para o clube por paixão, não por necessidade. Que poderia ter escolhido outro caminho, mas escolheu assumir responsabilidade num dos ambientes mais pressionados do futebol brasileiro.

Ele sempre disse que ninguém é maior que o clube. Nem artilheiro, nem técnico.

E ele estava certo.

Mas isso não significa que o clube pode agir como se história, entrega e caráter não valessem nada.

Ele não merecia isso. Pela trajetória. Pela entrega. Pelo respeito que construiu internamente. Pelo histórico que apresentou.

Aprendemos que você pode fazer quase tudo certo e ainda assim ser descartado quando o ambiente está doente. E não apenas no futebol.

Que o futebol brasileiro ainda confunde liderança com espetáculo.

Que exigimos de humanos o que nem máquina consegue entregar.

E talvez a lição mais amarga seja essa:

Às vezes não é sobre o que você faz. É sobre o contexto em que você está. Já viu sobre o Endrick?

Eu estou frustrada como flamenguista.

Eu gostaria de pedir desculpa a ele, em nome de uma parte da torcida que entende o que é processo, que entende o que é liderança, que entende que ninguém constrói nada grande sem atravessar momentos de oscilação.

Porque o que fizeram não parece decisão estratégica. Parece medo.

E quando o medo manda mais do que a convicção, o preço chega.

Nem sempre no placar.Mas chega.

E eu temo que o Flamengo ainda vá pagar por isso.

Não por demitir um técnico, mas por mostrar que nem quem entrega títulos, respeito e identidade tem respaldo quando a pressão aumenta.

Isso dói.

E não é pouca coisa.

E talvez a lição mais dura:

Você pode fazer quase tudo certo e ainda assim ser descartado se o ambiente não estiver preparado para sustentar processo.

Filipe tinha títulos.

Tinha números.

Tinha respeito interno.

Tinha cultura instaurada.

E não foi suficiente.

Então a pergunta deixa de ser esportiva.

Se isso não basta, o que basta?

Talvez a resposta seja incômoda. Às vezes não é sobre competência. É sobre política, timing e pressão.

O problema não parece técnico.Parece estrutural.

E estrutura não se corrige trocando treinador na mesma noite de um 8 a 0.

Hoje eu escrevo triste. Mas mais do que triste, preocupada.

Porque enquanto o medo de perder for maior do que a coragem de construir, nenhum projeto vai sobreviver.

E isso não é só sobre futebol.

É sobre quem nós estamos nos tornando.

 

Santa Catarina recebe R$ 280 milhões para ampliar e modernizar rede elétrica

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FOTO SecomGOVSC Divulgação Notisul

Tempo de leitura: 6 minutos

Os investimentos rede elétrica SC somam R$ 280 milhões aplicados por cooperativas de energia e empresas de distribuição para ampliar e modernizar a infraestrutura no estado. O pacote inclui novos postes, religadores, subestações, transformadores e equipamentos voltados à melhoria da segurança energética e da qualidade do fornecimento, principalmente em áreas rurais.

Os investimentos contam com apoio do Governo do Estado por meio da Política Estadual de Apoio às Cooperativas de Energia Elétrica de SC (Peacesc).

Peacesc já aprovou 37 projetos

A Peacesc já aprovou 37 projetos de mais de 20 cooperativas e empresas distribuidoras, beneficiando dezenas de municípios catarinenses. O apoio ocorre por meio de incentivo fiscal.

Na prática, a distribuidora realiza o investimento e recebe crédito de ICMS correspondente ao valor aplicado, limitado a 20% do recolhimento anual do imposto. Até fevereiro, mais de R$ 50 milhões em créditos já haviam sido concedidos.

O governador Jorginho Mello destacou a importância da medida.

“Santa Catarina está crescendo forte, acima da média nacional, e precisa de energia de qualidade na área rural também. O apoio para as cooperativas beneficia pequenos municípios e produtores, que agora contam com energia mais robusta e trifásica”, afirmou.

Parceria entre secretarias

A concessão do benefício é operacionalizada em parceria entre a Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (Sicos) e a Secretaria de Estado da Fazenda (SEF).

O secretário da Sicos, Silvio Dreveck, afirmou que a política é estratégica para o setor energético e complementa investimentos da Celesc e do programa Energia Boa.

Segundo o presidente da Fecoerusc, Edson Flores da Cunha, o incentivo fiscal foi decisivo para acelerar as obras.

“Algumas já estão prontas e outras serão concluídas ao longo do ano. O programa está ajudando a levar energia de mais qualidade ao homem do campo”, afirmou.

Projetos beneficiam Sul do Estado

Entre os projetos aprovados está a aquisição de um transformador para a nova subestação da Coorsel. A cooperativa atende consumidores em Treze de Maio, Orleans, Pedras Grandes e Tubarão.

O investimento beneficia mais de 7,6 mil unidades consumidoras.

“O investimento vai garantir mais confiabilidade e estabilidade no sistema. Vamos cadastrar novos projetos para continuar ampliando a infraestrutura”, afirmou o engenheiro Helton Weber Stang.

Outro projeto contemplado é a construção de nova linha de transmissão das cooperativas Cegero e Cerbranorte, que atendem São Ludgero, Braço do Norte e municípios vizinhos.

Com a nova linha, houve redução no custo de transporte da energia, com reflexo positivo nas tarifas.

“Esse investimento impacta diretamente os consumidores locais, garantindo mais eficiência e economia”, destacou o presidente da Cerbranorte, Alex Wiggers.

O presidente da Cegero, Tito Hobold, classificou a iniciativa como histórica e inovadora.

Impactos no campo e no desenvolvimento

Os investimentos rede elétrica SC têm foco especial na área rural, garantindo energia trifásica mais estável e segura para produtores agrícolas.

A modernização da rede reduz quedas no fornecimento e aumenta a capacidade de atendimento à demanda crescente do estado.

Bitcoin cai abaixo de US$ 67 mil com escalada da guerra entre EUA e Irã

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O Bitcoin caiu abaixo de US$ 67.000 após a escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã, desencadeando forte volatilidade no mercado de criptomoedas. A maior moeda digital do mundo chegou a recuar de cerca de US$ 69.000 para aproximadamente US$ 63.000 antes de apresentar recuperação parcial na manhã desta terça-feira.

O movimento ocorreu após ataques coordenados realizados por Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos nos dias 27 e 28 de fevereiro. Segundo dados da CoinGlass, mais de 153 mil traders foram liquidados em 24 horas, totalizando cerca de US$ 517,9 milhões.

Liquidações e impacto nas principais criptomoedas

A forte queda do Bitcoin foi acompanhada por perdas em outras criptomoedas relevantes.

O Ethereum chegou a cair, mas depois recuperou mais de 5%, tentando se manter próximo de US$ 1.960. Já o XRP recuou 9,4%, para US$ 1,29, enquanto a Solana despencou 10,8%, sendo negociada em torno de US$ 78,10 logo após os ataques.

A volatilidade ocorreu em meio à aversão global ao risco, com investidores avaliando a possibilidade de um conflito prolongado no Oriente Médio.

Operação militar e reação do mercado

O presidente Donald Trump confirmou em rede social que “operações de combate de grande escala” estavam em andamento contra o Irã, em ação conjunta apelidada de “Operação Fúria Épica”.

Explosões foram registradas em cidades como Teerã, Isfahan e Qom. O governo iraniano reagiu com lançamentos de mísseis contra instalações militares dos EUA na região e ameaçou fechar o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.

Em meio à tensão, circularam informações sobre a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, o que gerou reação imediata no mercado. O Bitcoin chegou a saltar de US$ 64.000 para acima de US$ 68.000 diante da expectativa de um conflito mais curto, mas voltou a oscilar.

Bitcoin é ativo de refúgio?

A turbulência reacendeu o debate sobre o papel do Bitcoin como possível ativo de proteção em momentos de crise.

Inicialmente, a criptomoeda caiu junto com bolsas globais, reforçando seu comportamento como ativo de risco. No entanto, analistas observaram que a recuperação foi mais rápida do que em parte dos mercados tradicionais.

Especialistas apontam que, caso o conflito se prolongue, pode haver impacto na política monetária dos EUA, o que poderia influenciar novamente o mercado cripto.

Mesmo diante da volatilidade, dados do mercado de opções indicaram compra significativa de contratos com preço-alvo entre US$ 74.000 e US$ 75.000 para março, sinalizando apostas em recuperação no curto prazo.

Caso Orelha: MPSC tem 30 dias para analisar vídeos e celulares de investigados

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O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) terá 30 dias para analisar vídeos e dados extraídos de celulares apreendidos no âmbito do Caso Orelha, que apura a morte de um cão comunitário em Florianópolis. O material foi encaminhado pela Polícia Civil de Santa Catarina no fim de fevereiro.

A informação foi confirmada nesta segunda-feira (2). O órgão criou um grupo de trabalho específico para avaliar as novas diligências.

Material inclui vídeos e dados de celulares

Entre os documentos enviados estão vídeos encaminhados em 25 de fevereiro e informações extraídas dos celulares dos investigados. Os aparelhos foram apreendidos durante o cumprimento de mandados de busca e tiveram os dados analisados pela Polícia Científica.

Os trabalhos serão conduzidos pela 10ª Promotoria de Justiça, da área da Infância e Juventude, e pela 2ª Promotoria de Justiça, responsável pela área criminal.

A investigação tramita em segredo de Justiça por envolver adolescentes, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Por que o MP pediu novas diligências

A morte de Orelha ocorreu em 4 de fevereiro. Um mês depois, o Ministério Público recebeu a conclusão das investigações da Polícia Civil.

No dia 10, o órgão solicitou informações complementares, apontando lacunas no material reunido que impediam a formação de um posicionamento conclusivo sobre o caso.

Ao todo, foram solicitadas 35 novas ações, além de 26 atos de investigação e 61 diligências extras. Entre as medidas requisitadas estava a exumação do corpo do animal, realizada em 11 de fevereiro.

Agora, com o envio das novas informações, o MPSC deverá decidir se acolhe o pedido de internação do adolescente apontado como autor, se determina novas investigações ou se arquiva o caso.

Entenda o caso

Orelha foi agredido em 4 de janeiro e morreu no dia seguinte, após ser resgatado por moradores da Praia Brava, bairro turístico da Capital. O cão era comunitário e recebia cuidados de diversos moradores da região.

Em laudo inicial, baseado no atendimento veterinário, a Polícia Civil apontou que a morte teria sido causada por um golpe na cabeça com objeto contundente e sem ponta.

Após a exumação, um novo laudo indicou que não foram identificadas lesões na cabeça, mas não descartou a possibilidade de morte por trauma.

A análise agora passa a ser central para a definição dos próximos passos do Ministério Público no Caso Orelha.

Capivari de Baixo celebra Dia da Mulher com programação especial neste sábado (7)

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IMAGEM PMCB Divulgação Notisul

Tempo de leitura: 5 minutos

O Dia da Mulher Capivari de Baixo será comemorado neste sábado (7), véspera do 8 de março, com uma programação especial no Ginásio de Esportes Juan Manuel dos Santos. O evento ocorre das 8h às 12h e contará com serviços, oficinas e atividades voltadas às mulheres do município.

A iniciativa é promovida pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, com apoio das secretarias de Educação, Cultura, Esporte e Turismo e de Saúde.

Quatro estações de atendimento

A programação será organizada em quatro estações temáticas, oferecendo diferentes atividades ao público feminino.

Estação 1 – Movimento e Autocuidado

  • Oficinas de Pilates

  • Aula de Ioga

  • Spa para mãos

A proposta é incentivar o cuidado com o corpo e o bem-estar.

Estação 2 – Arte, Convivência e Fortalecimento de Vínculos

  • Roda de crochê

  • Oficina de artesanato

  • Espaço para conversa e troca de experiências

O objetivo é promover integração e fortalecimento de vínculos comunitários.

Estação 3 – Direitos e Oportunidades

  • Orientações sobre CadÚnico

  • Informações sobre Bolsa Família

  • Projeto Recomeçar

  • Apresentação do Grupo Mães Além das Diferenças

  • Roda de conversa sobre Empreendedorismo Feminino com DNA

  • Atendimento do Sine

A estação busca ampliar o acesso a direitos e oportunidades de geração de renda.

Estação 4 – Saúde da Mulher

  • Aferição de pressão arterial

  • Teste de glicemia

  • Orientações sobre saúde preventiva

  • Agendamento de exames

  • Distribuição de materiais informativos

  • Presença da Rede Feminina de Combate ao Câncer

O foco é reforçar a importância do cuidado preventivo.

Momento especial e atividades para toda a família

No final da manhã, haverá um momento ecumênico com mensagem especial às mulheres e pronunciamento de autoridades.

Durante o evento, também serão oferecidas atividades infantis, como cama elástica e oficina de desenhos, com apoio da Câmara de Dirigentes Lojistas de Capivari de Baixo.

A programação será encerrada com uma partida amistosa de vôlei entre servidoras públicas municipais. As inscrições para o jogo devem ser feitas no Departamento Municipal de Esportes, junto ao ginásio.

A secretária de Desenvolvimento Social, Thayse Izidro, destaca a importância da data. “Muitas das ações da assistência social do município já são direcionadas às mulheres, mas nesta data especial queremos dedicar a elas este dia de serviços e lazer, reconhecendo suas contribuições com a cidade”, afirma.

A origem do Dia Internacional da Mulher

O Dia Internacional da Mulher é celebrado oficialmente em 8 de março. A data tem origem em movimentos sociais do início do século XX na Europa, Estados Unidos e Rússia, marcados por reivindicações por direitos trabalhistas e igualdade.

Em 1975, a Organização das Nações Unidas (ONU) oficializou o 8 de março como data internacional, com o objetivo de combater a discriminação de gênero e celebrar conquistas políticas e sociais das mulheres.