quinta-feira, 21 maio , 2026
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Presos fogem pelo telhado

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Rafael Andrade
Imbituba

Dois presidiários estão à solta após uma fuga ser registrada às 3 horas de ontem da Unidade Prisional Avançada (UPA) de Imbituba. Marcelo Henrique Veiga, 30, natural de Joinville, mas tinha residência fixa em Garopaba, e Cristiano Urbano, 37, natural de Torres (RS), mas morava em Araranguá, decidiram retornar à liberdade por cima… Mais precisamente pelo telhado da casa de detenção imbitubense.

Ontem, todas as autoridades policiais da região foram comunicadas, bem como o Departamento de Administração Prisional (Deap), e o judiciário, que já incluiu os nomes e fotos dos fugitivos no sistema de alerta. As buscas pelos paradeiros da dupla iniciaram ainda de madrugada pela Polícia Militar da cidade portuária.

Marcelo cumpria sentença pelos artigos 155, 157, 69 e 71. Ele ingressou no sistema prisional no dia 27 de novembro de 2010 e, segundo as últimas informações, era considerado reeducando de bom comportamento. A mesma conduta tinha Cristiano, que já havia ingressado à progressão do regime semiaberto. Ambos eram considerados regalias (nome dado ao recluso que coopera com alguns afazeres dentro das unidades carcerárias, como a limpeza e serviços na cozinha, por exemplo).

O diretor da UPA de Imbituba, Cristiano Duarte, informa que esta foi a primeira fuga registrada neste ano no local. “Já comunicamos toda a rede e esperamos recapturá-los em breve”, resume. Ele destaca que o imóvel passou por ampla reforma recentemente e pulou da capacidade de 94 detentos para 140. “Hoje (ontem), são 103 reclusos. Setores como o seguro e a ala externa não passaram por reformas. Com os trabalhos infraestruturais dos últimos meses, os agentes não precisam mais ter contato direto com reeducandos de alguns pontos da unidade, principalmente os de maior periculosidade (homicidas, estupradores, caixeiros, assaltantes à mão armada e traficantes, por exemplo).

A última fuga da UPA tinha ocorrido no dia 16 de junho do ano passado, também de madrugada, por volta das 4h30min, quando oito fugiram. Na ocasião, cavaram um túnel no pátio que passava por baixo do muro lateral e serraram uma grade para sair das celas. A anterior tinha sido registrada em 2011, quando 13 detentos alcançaram a liberdade forçada.

Tubaronenses prontos para o Pan-Americano

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Tubarão

A seleção brasileira que disputa o Campeonato Pan-Americano de Karatê terá quatro tubaronenses na equipe. Nícolas de Souza, Daiana Viel, Laura de Souza e João Vitor da Costa da Silva embarcaram para Guayaquil, no Equador, onde disputam medalhas com alguns dos melhores atletas do continente. A competição inicia amanhã e segue até domingo. Os dias que antecedem a disputa são dedicados aos treinos comandados pelo técnico brasileiro.

“A expectativa é muito intensa, visto que nunca tivemos uma equipe tão grande na seleção brasileira. Além disso, eles estão muito bem preparados, o que também aumenta a confiança. Sabemos que é um evento muito difícil, pois além dos atletas da América do Sul que disputaram o Sul-Americano, ainda entram atletas de várias nacionalidades que possuem muita tradição no karatê”, avalia o treinador da Academia Impacto, Fabricio de Souza. 

Daiana busca medalha no kumitê e conta que não teve uma preparação fácil para a competição. Além da preocupação em angariar os fundos para custear a viagem, ela teve dificuldades médicas. 

Campeão no Sul-Americano, Nícolas tem boas expectativas para o desafio no Equador, mas reconhece que terá pela frente um nível diferente de dificuldade. Entretanto, o atleta está confiante em trazer mais um ouro para a Cidade Azul. 

Estreante no Pan, Laura de Souza sente-se preparada para a competição. “Será, com certeza, de um nível altíssimo. Mas, como participei do Sul-Americano, adquiri mais experiência e conhecimento. Estou pronta para esta competição e busco o ouro”, assegura Laura.

Em 2014, João Vitor foi vice-campeão Pan-Americano e está ansioso para fazer uma campanha ainda melhor nesta edição. “A hora tão aguardada está chegando, é preciso manter o foco e confiar em toda a preparação que foi feita. Espero sair com o resultado bem positivo deste campeonato”, destaca.

Músico da região divulga clipes e prepara CD

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Jailson Vieira
Capivari de Baixo

Ainda falta um tempo para o cantor e compositor Felipe Benta Silva, o Mc Elipê, de 27 anos, lançar o seu primeiro CD, previsto para o próximo ano. Porém, antes disso, o seu trabalho tem alcançado espaço nas redes sociais e em casas noturnas com muitos shows pela região e em diversos municípios de Santa Catarina. Há pouco tempo, o jovem divulgou dois clipes com músicas de sua autoria que farão parte de seu álbum: Quero mundo e o mais atual Melhor amigo, em homenagem ao seu pai.

Mc Elipê, que reside em Capivari de Baixo, compõe e canta desde os 21 anos profissionalmente. Conforme o rapper, a canção Melhor amigo foi diferente de todas as outras que fez. “Essa música foi com uma visão de maior maturidade. Mostrou uma relação de amadurecimento e grandeza minha com o meu pai. Hoje somos os melhores amigos e isso é bom”, enfatiza. 

Felipe conta que compõe em geral à noite e que tem a pretensão de lançar um selo (gravadora independente), assim como o cantor de rap paulista Leandro Roque de Oliveira, o Emicida. “Procuro me inspirar neste grande cantor que retrata a realidade brasileira. Se conseguir por meio das minhas músicas falar a metade do que ele aborda, já está bom. Também gosto do Racionais, MV Bill e Gabriel Pensador”, projeta. 

Depois de um ano intenso e com shows pelo estado, o compositor da Cidade Termelétrica está mais focado na produção de seu álbum em parceria com Luiz Beats. Agora, o jeito é esperar o CD completo que Elipê prepara há um bom tempo. O cantor promete que virá muita coisa boa e diferente por aí, até janeiro mais um clipe será divulgado. 

Edição histórica une ex-profissionais

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Florianópolis

Com altas ondas e muito surfe, a etapa de abertura da primeira edição do Banana Wax The Legends 2016, valido pelo Circuito Catarinense de Surf Máster, rolou neste sábado. A competição reuniu grandes nomes do surfe em boas disputas nas perfeitas ondas de um metro e meio da paradisíaca e preservada Praia Mole, na Ilha da Magia.

Nomes como David Husadel, Junior Maciel, Cristiano Guimarães, Carlos Santos, Saulo Lyra, André Zanini, Raphael Becker, Álvaro Bacana, Stewson Crippa, Adriano Lemos, Steward Dean e muitos outros atletas renomados marcaram presença no evento e puderam, além de competir, reencontrar amigos e colocar o papo em dia em uma grande confraternização do surfe catarinense.

“Esse Circuito Catarinense de Surf Máster é uma forma de homenagearmos essa galera das antigas que ajudou a construir a história do surfe em nosso estado”, destaca o presidente da Fecasurf, Reiginaldo Ferreira.

Na categoria Máster, para surfistas com idade acima de 35 anos, o ex-profissional Raphael Becker estreou muito bem. Ele encontrou as melhores ondas da grande final e, surfando muito bem, garantiu o topo do pódio, em uma bateria disputadíssima contra velhos adversários, como Cristiano Guimarães, também ex-surfista profissional, que acabou na segunda colocação, Stewson Crippa, que ficou na terceira colocação, e Álvaro Bacana, em quarto.

Na categoria Gran Máster, para surfistas acima de 40 anos, Cristiano Guimarães, que está voltando este ano às competições, mandou ver nas ondas da Mole e venceu a final contra Álvaro Bacana, amigo e ex-adversário nas competições de surfe profissional, que ficou com a segunda colocação. Completou o pódio da categoria Gran Máster os surfistas Rodrigo Viúdes na terceira colocação e Túlio Koerich na quarta colocação.

A categoria Kahuna, para “maiores” de 45 anos de idade, também foi de muitas ondas bem surfadas, mas quem fez a melhor apresentação aos árbitros foi o surfista da Guarda do Embaú, Juninho Maciel, oito vezes campeão catarinense na categoria Máster do Circuito Catarinense Amador, que já chegou com tudo.

Vento provoca queda de muro em creche

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Tubarão

A queda de um muro no bairro São Cristóvão, em Tubarão, neste sábado, foi uma das avarias provocadas pelo mau tempo neste fim de semana. O encontro de uma massa de ar quente com uma frente fria provocou muita chuva na região e rajadas de vento que chegaram próximas dos 70 quilômetros por hora. De acordo com a Defesa Civil da Cidade Azul, não houve feridos e não foi preciso interditar casas. A creche precisou ser lada na área externa devido ao perigo de mais desmoronamento. 

A coordenadora da Defesa Civil no município, Elna Fátima Pires de Oliveira, disse que voltará ao local na manhã de hoje com a equipe de engenharia da prefeitura para melhor avaliar os estragos, principalmente por se tratar de um local que tem circulação de crianças. Ela acredita, porém, que não haverá prejuízos para as aulas.

“É necessária a avaliação de engenharia para o relatório que será entregue à prefeitura. Após, os entulhos serão removidos e será iniciado o projeto de construção de um novo muro”, explica Elna. Por volta das 13 horas deste sábado ocorreram as rajadas de vento de maior intensidade na região.

Outros incidentes de menor proporção foram registrados em Tubarão no fim de semana. No bairro Sertão dos Corrêas, o vento forte derrubou um ponto de ônibus. Na SC-370, no bairro São Martinho, uma árvore precisou ser retirada da beira da pista. O trânsito não chegou a ser interrompido. A Defesa Civil de todo o estado manteve o alerta para riscos de deslizamentos na Serra do Rio do Rastro e outras rodovias na região. Alguns municípios registraram volumes aproximados de 100 milímetros. Mesmo com muita chuva, não houve registros de alagamentos em Tubarão, segundo informou a Defesa Civil do município.

Nível do rio chegou a 2,3 metros
As chuvas que começaram a cair na noite desta sexta-feira elevaram o nível do rio Tubarão para 2,3 metros, mas as condições são bem abaixo para se criar qualquer alarme. De acordo com a Defesa Civil, as chuvas registradas na Serra podem fazer o nível subir ainda mais.
Até 4,8 metros a cima, a cidade está segura. Acima disso, alagamentos seriam registrados nos bairros da Madre e do Bom Pastor. Foi o que ocorreu em 5 de maio de 2010, quando a prefeitura de Tubarão decretou situação de emergência. 
Com relação às chuvas, a Defesa Civil informou que consegue emitir um alerta com duas a três horas de antecedência, graças às estações de medida instaladas em Orleans e em Braço do Norte. De posse da previsão do tempo, os técnicos verificam ainda as condições de maré, pois o mar alto dificulta o escoamento da água na foz do rio, elevando o nível das águas. Com a ajuda da população, pelo telefone da Defesa Civil, os técnicos conseguem monitorar as possíveis áreas de risco. O contato de emergência é 199, e a ligação é gratuita.

Temperatura negativa: neve encanta turistas
Apesar de decepcionar turistas neste sábado, a neve veio na manhã de ontem nas áreas mais altas da serra catarinense e, pelas condições meteorológicas, alguns turistas ficam com a expectativa do fenômeno se repetir nas primeiras horas da manhã de hoje. Especialmente em São Joaquim, Urubici e Urupema, onde foram relatados os fenômenos.
De acordo com técnicos da prefeitura de Lauro Müller, o movimento semanal no trecho da Serra do Rio do Rastro é de 12 mil veículos. O tráfego no pé da Serra é monitorado pelo posto da posto da Polícia Militar Rodoviária (PMRv), em Guatá.
Segundo a Epagri/Ciram, as temperaturas continuam baixas, mas as chuvas diminuem na região Sul do Estado e também na Serra. O frio, porém, continuará sobre a Amurel, com a perspectiva de que ocorra a formação de geadas ao amanhecer. A mínima será abaixo de 0° em todas as regiões.
A queda brusca na temperatura é o resultado de uma massa de ar polar frio e seco. Há um alerta para os ventos, que soprarão com até 90 km/h na região, especialmente no Planalto Sul e Litoral, devido ao ciclone próximo à costa Sul do Brasil. Com os ventos fortes na área oceânica, há previsão de mar grosso. As ondas podem chegar acima de 3,5 metros, o que serve de alerta.


Crianças brincam na neve acumulada em Urubici, na Serra Catarinense


No início da manhã, fenômeno proporcionou uma bela paisagem em São Joaquim

 

 

Homem leva golpe com barra de ferro

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Rafael Andrade
Laguna

Uma tentativa de homicídio dolosa contra Valcedir Soares, 48, praticada por um antigo desafeto, 40, já começou a ser investigada pela Polícia Civil da cidade. O delegado Flávio Costa Gorla está à frente do caso. Informações iniciais, segundo o próprio delegado, são de que o fato ocorreu em via pública da Estrada Geral da Caputera, próximo ao Campo da Baixadinha, por volta das 23 horas deste sábado. Antes de deferir golpes na cabeça da vítima com uma barra de ferro, o autor tentou o atropelamento, mas sem sucesso.

Foi quando iniciou uma briga, mas o autor do crime não encarou seu desafeto de ‘mãos limpas’. Pegou um cano de ferro e começou a golpear. A vitima foi socorrida em estado grave até o Hospital de Caridade Senhor Bom Jesus dos Passos, no Centro Histórico. A Polícia Militar foi acionada e deteve o autor nas redondezas dos fatos. Apresentou-o na delegacia, onde Gorla atendeu a ocorrência e enquadrou o suspeito em flagrante delito por tentativa de homicídio. Logo após os procedimentos, ele foi encaminhado à Unidade Prisional Avançada (UPA) de Laguna, e já está à disposição da justiça.

A Cidade Juliana é que apresenta os principais índices de crimes graves neste ano. Já são 12 assassinatos no ano, uma média de mais de um por mês, além de algumas tentativas, como esta deste fim de semana.

Uma vitrine de opções

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Tubarão

Qual carreira escolher? Como estar preparado para encarar o vestibular e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)? O que uma universidade oferece e como tirar melhor proveito disso? Estas são algumas perguntas que o projeto Vitrine das Profissões, da Unisul, pretende responder ao público externo em dois dias de atividades intensas no campus em Tubarão. Entre 21 e 22 de setembro, mais de 150 escolas e 11 mil alunos devem participar das atividades.

Palestras, miniaulas, oficinas, orientação vocacional, visitas aos laboratórios e ginásio poliesportivo incluem o roteiro. Os jovens de diferentes cidades da região receberão kits informativos e conversarão com psicólogas especialistas em orientar carreiras, bem como pedagogos com dicas para o vestibular. 

Parte do evento é transmitida ao vivo pela internet em parceria com a Unisul Virtual e Unisul TV. Segundo a direção do campus, por meio de um cadastro o participante receberá materiais, semanalmente, com informações adicionais, especialmente sobre os exames vestibulares. 

Até os professores de escolas públicas e particulares da região participam de oficinas. Em uma delas, o assunto é o Enem. Na palestra “SOS Profissões” o público-alvo é aquele aluno que acompanha o que há de mais inovador em orientação de carreiras, em uma linguagem bem acessível.

Em diversas salas e auditórios da Unisul serão ministradas miniaulas. Professores dos cursos de medicina, engenharia, jornalismo, farmácia, gastronomia, ciência da computação, arquitetura e urbanismo, psicologia e relações internacionais darão detalhes do que é ser um universitário. O evento contará com a animação da Companhia de Dança e de Teatro e Coral Unisul, além de outros conjuntos.

Empreendedorismo em workshops
Além da escolha de carreiras universitárias, o Vitrine de Profissões da Unisul prevê a realização de diversos workshops relacionados ao empreendedorismo. Esta parte é organizada pela Geração Empreendedora, Conselho Estadual do Jovem Empreendedor Catarinense (Cejesc) e Fábrica de Talentos.

 

Cerca de 80 atuam em Braço do Norte

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Kalil de Oliveira
Braço do Norte

Com o pai músico, era uma questão de tempo para José Canedo Gomes Ferreira Junior, 22, de Braço do Norte, interessar-se pela arte. Admirava os acordes e a leveza de um violão bem tocado e ensaiava em casa desde criança.

A oportunidade de chegar aos palcos surgiu no grupo de jovens Ruah, há três anos. “Com o amor que passo tocando, os jovens sentem-se influenciados para seguir o mesmo caminho”, reflete o técnico de informática que sonha em apresentar-se em palcos de grandes emissoras cristãs.

Assim como Canedo, centenas de outras histórias surgem nos últimos anos na cidade que é mais conhecida por sua vocação no mercado agropecuário. Dono de uma escola, Alexandre Fornasa conta que aproximadamente 80 profissionais já atuam no mercado, que está em crescimento. “Alguns, como professores de música”, revela o empresário, que nas últimas semanas trabalhou no primeiro CD de um grupo de rap de Tubarão, o Chubazada. “As vozes foram capitadas aqui e enviadas para o produtor Luiz café, do Rio de Janeiro, um dos melhores do país no gênero Rap, para serem produzidas lá”, valoriza.

Apaixonados por música podem gastar muito. É preciso desembolsar pelo menos R$ 5 mil para produzir o CD mais simples, segundo Fornasa, mas, geralmente, as bandas pagam mais para ter qualidade, podendo chegar a R$ 25 mil. Para piorar, cada vez menos há incentivos públicos. Em Braço do Norte, por exemplo, o empresário desconhece a existência de uma lei municipal de auxílio aos talentos locais.

O maestro Lourenço Muller, 67, que já participou da gravação de mais de 20 CDs, e que já se apresentou em Fátima, Portugal, com mais de 100 músicos brasileiros, conta que atualmente está mais difícil viver da música. Para ele, a qualidade decaiu e o preço cobrado pelas apresentações segue uma concorrência desleal. “Vivo da música porque ensino, mas se fosse fazer música para vender um CD, eu não teria condições. Tocamos em casamentos, eventos, mas a concorrência é muito ampla e como o nosso estilo é mais erudito, com violinos, trompetes, trombones, clarins, fica três vezes mais caro que aquela apresentação mais simples, com menos qualidade”, explica.

Formado em três faculdades em Florianópolis, o maestro diz que se interessou pela área aos 7 anos, quando ganhou uma flauta. No colégio interno, aprendeu a tocar teclado. “A música sempre esteve presente na minha vida, principalmente na regência e corais. Já são 48 anos que sou regente do Coral Municipal de Grão-Pará”, destaca.

Hoje, o artista mais caro que se apresenta no país é conhecido por Wesley Safadão. Os ingressos para os seus shows chegam a custar cerca de R$ 1 mil. Para contratar o cantor, o organizador do show deve desembolsar pelo menos R$ milhão por apresentação.

Incentivos federais estarão em debate na Câmara Federal
Criada em 1991, a Lei de Incentivo à Cultura (Lei 8.313/1991), mais conhecida como Lei Rouanet, concede incentivos fiscais a projetos e ações culturais. Por meio da lei, cidadãos (pessoas físicas) e empresas (pessoas jurídicas) podem aplicar na área cultural parte do Imposto de Renda devido.
Todos estes benefícios estão em debate nas próximas semanas em uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara dos Deputados, em Brasília. Autorizada, a CPI pretende discutir denúncias de mau uso do dinheiro público. Entre os investimentos estranhos, está as despesas de uma festa de casamento em Jurerê Internacional, em Florianópolis, alvo da Operação Boca-Livre, da Polícia Federal. 
Atualmente, mais de três mil projetos são apoiados a cada ano pela lei. Mais de 80% dos projetos custam até R$ 600 mil.

Governo estadual mantém suspense sobre edital
O maior instrumento de incentivo à cultura de Santa Catarina é o edital Elisabete Anderle, que no ano passado investiu R$ 7 milhões em 11 categorias, com a maior procura justamente na área da música: 343 inscrições. Para este ano, o portal www.fcc.sc.gov.br ainda mantém o suspense sobre o que o lançamento de um novo edital.
Por tradição, o governo estadual abre o edital em meados de outubro. Na última edição, 1569 projetos foram analisados, dos quais 1.161 foram habilitados para receber os recursos. O edital foi visto com desconforto pela classe artística devido à demora em se conhecer os aprovados, que atrasou, segundo o governo, devido ao trabalho de triagem das muitas das inscrições recebidas. Uma orientação da Fundação Catarinense de Cultura é que os interessados observem todos os documentos solicitados nos editais.

 

Banda carioca canta depois de 12 anos

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Jailson Vieira
Tubarão

Foram 12 anos sem se apresentar em Tubarão, e o público apaixonado por rock aguardava ansiosamente. Ao que parece, a espera foi angustiante, mas o espetáculo valeu a pena. A banda carioca Biquíni Cavadão levou fãs ao delírio com um show de 1h30min de duração, nesta sexta-feira, na Hangar Eventos.

O público cantou do início ao fim sucessos como: Tédio, Timidez, Zé Ninguém, Roda-Gigante, Dani, Janaína e tantas outras. A vinda do grupo para a Cidade Azul é especial e em comemoração aos 30 anos do grupo. Conforme o vocalista, Bruno Gouveia, o fim de semana foi dedicado de shows em Santa Catarina.

Esta foi a quarta vez do Biquíni Cavadão na Cidade Azul. No ano passado, o grupo se apresentou em Criciúma. “Queríamos muito vir a Tubarão. É um município acolhedor, com pessoas animadas e que amam o rock. Não vamos esperar mais 12 anos para voltar. Temos que retornar nos próximos 11 meses”, pretende Bruno.

O vocalista destaca que neste período lançaram quatro discos e percorreram centenas de cidades pelo Brasil. Mais de 600 já viram 1,9 mil shows realizados pela banda desde o seu surgimento. Neste ano, está prevista a apresentação número 2.000. “Mais uma vez é bom ter retornado à cidade e como já era esperado, os tubaronenses e os que moram nas proximidades deram um show de envolvimento e recepção”, observa o cantor. 

Bruno, Coelho, Miguel e Álvaro buscam mostrar, durante esta turnê, a essência de um grupo que surgiu na década de 1980, consagrou-se na década de 1990 e se reinventou no século 21. Suas músicas se desatrelaram do estereótipo saudosista para conquistar novos fãs, a cada espetáculo que fazem. As letras são atemporais, sem gírias datadas, sem conceitos que marquem uma época ou lugar. Por isso, são facilmente passadas de pai para filho.

A Cidade Azul está entre as principais do estado que recebem o maior número de artistas com reconhecimento nacional.

Imbitubense é vice-campeão

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Florianópolis

O imbitubense Jander Carvalho destacou-se novamente em sua categoria em uma Corrida de Rua e recolocou a Capital da Baleia-Franca no pódio, ontem, no Bairro Lagoa da Conceição, em Florianópolis. Ele foi o 2ª colocado entre os corredores de 50 a 54 anos na 9ª edição da Volta à Lagoa 2016.

Nem a chuva, subidas e o forte vento Sul atrapalharam o corredor nos 10,7 quilômetros do evento, promovido pela Associação dos Corredores de São José. Cerca 600 atletas disputaram as provas de 10,7 e cinco mil metros. Empolgado com o período olímpico, o imbitubense, que se prepara para uma prova internacional, deu o máximo de si na busca do ouro, mas não escondeu a alegria em conquistar o segundo lugar.

“Fiquei feliz pelo vice na prova, pois as condições não foram das mais fáceis e também porque consegui superar o campeão do ano passado, que ficou em terceiro desta vez. Estou treinando forte para a meia-maratona internacional de Florianópolis, que ocorrerá em novembro”, projeta.

Jander é treinado pelos personal trainers Gabriel Freitas e Jonas Brandalise, da Academia Vila Power Fitness.  O corredor, que trabalha como assistente de logística, recebe também apoio das empresas Bicho com Luxo, Empty e Proartes e divulga os programas sociais Sexta Jovem, da Igreja Adventista de Imbituba, contra as drogas.