quinta-feira, 21 maio , 2026
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Desembargador mantém decisão

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Imbituba

O desembargador Luiz Fernando Boller, da 1ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), manteve a decisão da juíza Taynara Goessel, da 2ª vara da Comarca de Imbituba, na ação civil pública contra a empresa Emacobrás Imóveis-Comércio e Serviços Ltda. O documento é referente à Área de Preservação Permanente (APP) (dunas), as quais dezenas de pessoas foram prejudicadas. A multa diária é de R$ 5 mil pelo atraso na execução das obras.

Além da empresa, a ação é também contra a prefeitura de Imbituba, que deixou passar o prazo para a implantação do projeto do loteamento ‘Granja Henrique Lage’ sem que a Emacobrás comprovasse o cumprimento das etapas do cronograma. As tratativas para a regularização do local iniciaram em maio de 1986, há mais de 30 anos.

Desde a decisão da magistrada e trânsito em julgado da sentença, a qual condenou a empresa em 2008 a realizar as obras de urbanização do loteamento, ainda não ocorreram as ações de cumprimento do comando judicial. Conforme Boller, a juíza da comarca não viu outra medida para coagir a empresa a finalizar as obras que não o estabelecimento da multa por dia de descumprimento. “Essa é a finalidade precípua da ‘astreinte’”, explica o desembargador. O acórdão contém, ainda, ordem para que a empresa coloque placas visíveis sobre a restrição dos terrenos caucionados para garantir a execução. 

A direção da empresa alegou que a implementação do cronograma subordinava-se a ato da Fundação do Meio Ambiente (Fatma), que teria deixado de exercer a sua atribuição de fiscalização no período previsto. Os magistrados da câmara, porém, observaram que a Emacobrás tinha conhecimento de que as questões ambientais acerca de parcelamento do solo são inflexíveis e demandam de tempo hábil, e agora não se pode escorar-se na suposta morosidade da Fatma para eximir-se da multa.

Em 60 dias, produtores conquistam repasse

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Kalil de Oliveira
Braço do Norte

Vinte por cento. Esta foi a conquista de uma difícil negociação de mais de 300 produtores de leite da região de Braço do Norte. Pela primeira vez, decidiram se reunir e formar uma comissão. 

Em pouco mais de 60 dias e encontros pelo menos uma vez por semana, o grupo conseguiu atrair o interesse de um novo laticínio no mercado, a multinacional francesa Lactalis, que inicia hoje as coletas. Ao preço de R$ 1,68 o litro, o repasse ao produtor representa um aumento de 20% aproximadamente.

De acordo com o produtor Fernando Becker Schlickmann, o preço médio pelo litro na região ficava próximo de R$ 1,40, o que não pagava os custos, que estão ainda maiores devido ao inverno, com a escassez das pastagens. Para piorar, a ração e outros produtos relacionados ao gado de leite subiram mais do que o esperado. 

Era preciso tomar uma atitude. “Aos poucos esta empresa chegará em uma coleta de 50 mil litros de leite na nossa região e esperamos que as empresas locais acompanhem ou pelo menos cheguem próximo ao valor praticado por esta”, analisa.

Braço do Norte possui nove laticínios. Desde a disparada do preço do leite, no início do ano, produtores pressionavam os empresários a melhorarem o repasse pelo litro. 

O déficit na balança comercial de lácteos no primeiro semestre de 2016 fechou com o dobro do registrado no ano passado. Para o produtor, era preciso fazer algo, ou desistir da atividade.

Após a Feira do Agronegócio (Feagro), houve a primeira reunião no restaurante Borguete, em Braço do Norte, com quase 200 produtores. No dia 22 de junho, o grupo formou uma comissão que se reuniu com os laticínios. 

No pagamento de julho, o reajuste seguiu um novo padrão, baseado na tabela do Conselho do Leite (Conseleite), com até R$ 0,10 por litro de acréscimo. Ao mesmo tempo surgia a negociação com a empresa francesa, que está instalada no meio oeste e fará deslocamento de caminhões para as coletas na região.

Preço nos mercados
Fernando não acredita que o aumento do repasse aos produtores reflita no valor praticado nas gôndolas dos supermercados, ao consumidor final. Pelo contrário, com a aproximação da primavera e o retorno das pastagens, a tendência é aumentar a oferta do leite, pressionando os preços para baixo. “Um pouco nós já percebemos que o preço baixou em alguns mercados, mas a certeza é que parou de subir e estabilizou”, diz Fernando.

 

Equipes de Tubarão reencontram a vitória

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Tubarão

Foram quatro partidas, três derrotas e apenas uma vitória na estreia do Catarinense da Série B, no último dia 17. Nos confrontos seguintes, o elenco do Hercílio Luz bem que tentou, mas não conseguiu sair com o resultado positivo. Porém, neste sábado, enfim, o grupo Colorado colocou fim a má fase e obteve a vitória  sobre o Concórdia por 2 a 1, no Anibal Costa.

Os visitantes vieram para cima dos donos da casa e abriram o placar com Everton César. Minutos depois o novo contratado, o atacante Leandro Rodrigues, do Leão Sul, empatou a partida. Na etapa final, Leandro marcou também o gol da virada do time do Centro de Tubarão.

“Acredito que vamos conseguir grandes vitórias e alcançar os resultados. O torcedor que for nos prestigiar pode ter certeza que não faltará entrega dos jogadores e vamos fazer o máximo para sairmos com os êxitos nos próximos duelos”, projeta Rodrigues. O Hercílio volta a campo no próximo domingo, às 16 horas, quando enfrenta o Porto, no Estádio Antiocho Pereira. 

Já o Atlético Tubarão teve mais uma vitória incontestável com a liderança do atacante Brasão. O Peixe venceu o Jaraguá por 3 a 0, também sábado, no Estádio João Marcatto, em Jaraguá do Sul. 

Brasão marcou duas vezes e Calyson fechou o placar para a equipe do bairro Oficinas. O time teve a volta dos laterais Arilton e Vitão, além do meia-atacante Everton Júnior, considerados imprescindíveis para a vitória. “Estou muito feliz com o resultado e por estar nesse projeto. É o melhor momento da minha carreira, treinamos muito, estamos unidos, a torcida está incrível. Pedimos no vestiário para cada um correr o seu máximo por esses torcedores.

Queremos demais o acesso à elite”, enaltece Vitão. Na próxima partida, domingo, o Tricolor encara o Barra no Estádio Domingos Silveira Gonzales, às 16 horas, pela 6ª rodada.

 

Poucos recursos e grandes demandas

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Priscila Loch
Tubarão

Prefeito de Gravatal pela segunda vez (o primeiro mandato foi de 2001 a 2004), Jorge Leonardo Nesi, o Nardo (PP), faz parte do grupo de administradores municipais da região que decidiu não disputar a reeleição este ano. Os motivos são as dificuldades financeiras cada vez maiores enfrentadas nas prefeituras, especialmente pela divisão dos recursos entre União, estados e municípios, considerada injusta, e limites estabelecidos por lei com folha de pagamento. Nardo é totalmente favorável a mandatos de cinco anos, sem reeleição, e eleições gerais.

 

Notisul – Por que decidiu não disputar a reeleição?
Nardo –
Pela falta do Pacto Federativo. Não temos mais autonomias administrativas. Já tem as regras prontas. Por exemplo, se não fizer o programa Estratégia de Saúde da Família, que eu não precisaria fazer, não ganho PAB (Programa Atenção Básica), não posso participar do Mais Médicos. Está tudo amarrado. Minha dificuldade de ser prefeito é nesse sentido: os recursos são poucos e as demandas são grandes. Enquanto não tiver essa mudança, eu não serei mais prefeito. Não temos condições de atender as necessidades da comunidade. Estamos fadados ao insucesso. Prova disso é o caos que está nos estados e municípios. Santa Catarina ainda é o patinho feio dessa república e está diferente, mesmo assim já sente o drama. Falta distribuição de recursos. A União abocanha 70%, enquanto as ações ocorrem nos municípios. Com essa falta de gerenciamento administrativo por parte da esfera municipal eu, como gerente municipalista, não tenho mais interesse em participar.

Notisul – E com as mudanças na distribuição melhoraria.
Nardo –
Sim. Teríamos que ter um montante de 30% a 32%, hoje trabalhamos com 17%. É a metade. As responsabilidades têm que ser de acordo com os recursos. Se tenho que contratar um médico por R$ 10 mil, tenho que receber R$ 10 mil, mais os encargos, férias, 13º. Mas o governo dá R$ 7 mil, R$ 8 mil para contratar uma equipe inteira. Como vou conseguir bancar isso? Hoje, o município de Gravatal trabalha com 23% a 25% na saúde e o índice constitucional é de 15%. Na educação, trabalhamos com 37%, 38%, e o índice é 25%. Gasto R$ 1 milhão e eles me mandam R$ 300 mil. Aí como é que eu faço? Sempre vou ficar devendo na infraestrutura, no turismo, na agricultura, no social, que não têm índices de aplicação mínima. A forma está errada. Temos que mudar isso. O Fundeb, para se ter uma ideia, cobre 60% do meu programa, e 40% o município tem que pagar. Os programas da saúde, da educação, da área social estão furados. Os congressistas estão para estabelecer piso aos agentes de saúde, como os professores, mas não vem recurso para bancar. O salário é uma vergonha, mas se eu extrapolar 50% com folha de pagamento vou ter problemas. Dá uma frustração de não poder realizar o planejamento estratégico.

Notisul – E só estás conseguindo executar porque tomou algumas medidas com antecedência…
Nardo –
Em 2014, demiti todos os comissionados. Hoje, de 60 estou com 11 comissionados. E esses 11 são porque há necessidade de secretários e pessoal de financeiro e recursos humanos. Proibimos horas extras e diárias. Reduzimos as despesas, fizemos pacotes dentro da própria prefeitura, na saúde, na educação. A redução do custo em quase 50% não afetou em nada as ações. Se eu não tomasse essas medidas, automaticamente eu já estaria no vermelho. 

Notisul – Esse tipo de medida acaba se tornando um pouco impopular. Se você fosse candidato à reeleição, acredita que esses cortes te prejudicariam?
Nardo –
De fato, como trabalhamos em forma de competição, a oposição usaria isso para mostrar que somos muito rudes. Embora a população quer que sejamos justos. Em 2004, perdi a eleição com 86% de aprovação. Porque não sou populista. Não sou de frequentar festa, bar, sou técnico, sou de resolver as situações. E isso me dá uma desvantagem. Na hora que aperta, o populista é o primeiro que pula do barco. É essa visão que a população tem depois que passa a eleição, mas na hora da eleição ela tem a visão populista. O forte de Gravatal é o turismo e a agricultura, mas os investimentos maiores são na saúde e na educação, porque tem a questão legal.

Notisul – Isso acaba engessando a cidade por não ter como investir mais nos setores que deveriam crescer…
Nardo –
É isso que digo para as pessoas. O lençol é curto, então tenho que tapar a parte que é mais necessária. É nesse sentido que trabalhamos. Mesmo assim, houve bastante investimentos, consegui recursos com os partidos aliados nas esferas estadual e federal. Em 2013, tivemos um grau de investimento em Gravatal de 26%, em municípios vizinhos foi de 1,9%. O município mais rico da nossa região, São Ludgero, se não me engano, aplicou 18,4%. Hoje, com essa crise toda, Gravatal está com índice de investimento em torno de 16%. Isso porque o trabalho não é populista. Tem muita gente que faz um banquete na sobremesa, mas passa fome no principal. 

Notisul – O fato de te dedicares tanto tecnicamente e não ter condições de levar o trabalho adiante na prefeitura não te deixa um pouco frustrado?
Nardo –
Eu peguei duas terras arrasadas e deixei plantadas e com frutos. Nesse ano, vou entregar a prefeitura com tudo em dia, dinheiro em caixa. Toda a frota está renovada. Fizemos oito pontes de concreto, quadra coberta, postos de saúde, reformamos escolas, pavimentamos ruas. As comunidades rurais foram beneficiadas. 

Notisul – E agora, quais são os seus planos? Sai da política ou só sai de cena?
Nardo –
Sempre tive a vaidade de ser deputado. Em 2004, quando fui para a reeleição, tinha ideia de me reeleger e depois fazer carreira como deputado estadual. Foi uma frustração política. Fui convidado então para ser secretário executivo da Amurel e deu para fazer esse trabalho em nível regional. Não fui deputado, mas fiz esse papel em prol do desenvolvimento regional. Agora, estou saindo do executivo e pedindo emprego. Vou à luta para ajudar no desenvolvimento regional. Ser deputado, dentro da política, ainda é algo que me entusiasma. 

Notisul – Prefeito nunca mais?
Nardo –
Claro que a gente nunca pode dizer “dessa água não beberei mais”. O Pacto Federativo precisa ser aprovado. 

Notisul – Mas o Pacto Federativo pode mesmo ser aprovado ou é apenas uma utopia?
Nardo –
É uma utopia porque os próprios deputados e senadores perdem o poder. O deputado hoje com R$ 16 milhões de emenda é uma vergonha. A emenda parlamentar é uma ingerência, uma negociação. É uma porta de entrada para a corrupção. Cerca de 90% dos prefeitos vão a Brasília atrás de emenda parlamentar. Mas como fazer isso? Pega todo o dinheiro que é para emenda, transforma em verba e joga dentro do FPM (Fundo de Participação dos Municípios). Olha o tanto de economia que daria. Não teriam mais essas viagens a Brasília, o dinheiro das emendas cairia automaticamente nos caixas das prefeituras. Teria o dinheiro dividido. Isso sem contar as emendas coletivas, que é mais um bojo enorme. O prefeito que der aumento hoje está fadado ao insucesso, porque vai ficar ficha suja, já que vai extrapolar o índice de responsabilidade fiscal. E o fundo do poço é agora no segundo semestre. As receitas municipais caem. Não tem mais IPTU, o ICMS cai e automaticamente diminui o nosso fundo de participação. Ainda tem a restituição do Imposto de Renda, que tira do Fundo de Participação.

"Os prefeitos têm que parar de nominar obras. Eu estou quatro anos na prefeitura e não inaugurei nenhuma, e executamos várias. A população cobra, mas não é isso que é importante. O que importa é o benefício que vai trazer”.

Falta de pagamento é denunciada

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Tubarão

A última vez que os agentes de limpeza, que prestam serviço para a prefeitura de Tubarão e suas fundações, receberam o pagamento em dia foi em março deste ano. De lá para cá, os valores não foram efetuados no quinto dia útil pela empresa terceirizada All Serv, de Sergipe.

Conforme os funcionários, todos os meses tem sido uma luta para receber. “Não nos repassaram os salários, nem os vales-alimentação e transporte. A situação está ficando difícil, não podemos comprar porque não temos perspectivas de pagar as nossas dívidas. Sofremos retaliações”, denuncia uma funcionária.

Os fatos têm ocorrido desde maio. Alguns trabalhadores relatam que já assinaram a folha do pagamento antes mesmo de receberem os valores, o que acarretou a abertura de um processo administrativo por parte da prefeitura. De acordo com uma ex-funcionária, há muitas situações ilegais na forma contratual. “Fomos assinar o contrato de admissão e demissão na mesma hora. Isso é um absurdo! A encarregada nos deu o aviso coletivo em frente aos seus familiares, foi uma situação vexatória”, conta a trabalhadora.

Conforme outra funcionária, um representante da empresa ressaltou que quem não está de acordo pode pedir demissão. “Falaram que muitas pessoas que estão desempregadas querem vir trabalhar na All Serv, mas como? Só se for para realizar serviço voluntário”, lamenta uma colaboradora.

A All Serv, com sede em Sergipe, iniciou os trabalhos na Cidade Azul no início de fevereiro deste ano e, desde então, os problemas apresentados pelos agentes são constantes. Ninguém da empresa quis se pronunciar a respeito dos atrasos.

Boa alimentação e exercícios são sugeridos por pai coruja

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Tubarão

O Dia dos Pais é celebrado neste domingo. Ser pai, nos dias atuais, exige flexibilidade, amor, paciência e adaptação, sobretudo pela eclosão das tecnologias, não disponíveis nas gerações anteriores. Para destacar esse desafio, que envolve, dentre outras lições, a transmissão de hábitos de saúde e prevenção, um pai tubaronense fala sobre esses aspectos.

O psicólogo e professor Darlan Albino é pai de Luan, 4, e Luara, 1. Em torno dos hábitos relativos à saúde e à prevenção, ele destaca que antes mesmo das crianças, “a saúde já era algo com o que minha esposa e eu nos preocupávamos muito! Desde quando nos casamos, passamos a adotar pequenos hábitos positivos, como utilizar arroz integral, sal marinho e açúcar não-refinado”, sugere Darlan. “Outro fator ao qual procurei estimular meus filhos foi quanto à ingestão de frutas e verduras, além de sucos mais naturais em vez dos refrigerantes. Matriculei meu filho na natação, como forma de incentivá-lo a realizar atividades físicas, e penso o mesmo caminho com minha filha”, pretende.

A adoção de bons hábitos alimentares, a prática de exercícios físicos e a orientação médica periódica são essenciais nos dias de hoje, com pokémons em excesso e sonos perdidos. Sobre a importância desse aspecto aos pais de várias faixas-etárias, o cardiologista Bruno Medeiros dos Santos, da Clínica Pró-Vida, em Tubarão, enfatiza: “É essencial destacar a importância de dois fatores fundamentais: alimentação saudável e atividade física constante”, recomenda Bruno.

Sea Shepherd recorrerá ao TRF 4ª Região

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Rafael Andrade
Imbituba

“Sempre cuidamos muito bem das baleias que passam por aqui! Ainda mantemos a estrutura para o turismo embarcado de observação da baleia-franca. Tanto é que nossos barcos foram projetados exclusivamente em forma de grandes botes para não machucar o animal em qualquer momento da navegação”, esclarece a filha dos proprietários de uma pousada na Praia do Rosa, em Imbituba, Kailany Litman. Ela lamenta o entrave jurídico que envolve o Instituto Sea Shepherd e empreendedores que defendem a atividade de observação dos cetáceos na região.

A prática está suspensa há três anos. Nesta terça-feira, após uma avaliação pró-retomada das ações, por meio do Ministério Público Federal (MPF), o juiz Rafael Selau Carmona, da 1ª Vara da justiça federal, em Laguna, emitiu parecer favorável à liberação das atividades. A decisão do magistrado já foi protocolada e seguiu o parecer dos procuradores, desde que o plano de fiscalização elaborado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em parceria com outras entidades, seja cumprido rigorosamente. A atividade estava suspensa desde maio de 2013, após uma ação civil pública do Instituto Sea Shepherd. O juiz solicita, em seu despacho, a inspeção ostensiva nas embarcações durante as saídas e a revisão de normas e procedimentos a partir dos métodos continuados de monitoramento, bem como o diálogo com o Conselho Gestor da Área de Proteção Ambiental da Baleia-Franca, pesquisadores, gestores públicos, centros de pesquisa, universidades e operadores de turismo embarcado.

A deliberação de Rafael será contestada pelo Shepherd. Além deste, outro processo tramita no Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, em Porto Alegre, e será julgado no próximo dia 30, às 13h30min.

“Oi papai, te amo”, a milhares de quilômetros

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Braço do Norte

Uma conexão com a internet, bem cedo, será a oportunidade do paizão Márcio Witthirich, de Braço do Norte, matar a saudade dos filhos. É o primeiro domingo de Dia dos Pais (celebrado neste fim de semana) longe dos dois herdeiros, que residem fora do país para estudar. 

Apesar da distância, o empresário do ramo de petshop fala com orgulho da atitude adotada pelos herdeiros, que iniciou com a filha mais velha, Vanessa Witthinrich, 24, há sete anos. O pedido inusitado da viagem para outro país ocorreu durante um jantar em um restaurante em Orleans. “Ela me convidou para irmos a uma pizzaria e eu já desconfiava que tinha alguma coisa. Só não sabia que seria um pedido para morar na Bolívia”, revela.

Vanessa tinha apenas 17 anos e queria ingressar na carreira de medicina. “Ela é muito inteligente e sempre quis que realizesse seus sonhos. Tentei ser forte e disse que não teria problema, mas estava com o coração apertado”, recorda Márcio. 

Após resolver o problema da burocracia – foi preciso emancipar a jovem – a família foi para a despedida no aeroporto. Vinte dias depois, Márcio já estava na Bolívia para ver se estava tudo bem com a caloura de medicina. “Cheguei de madrugada, era 4 horas. Fiquei assustado com a cultura. Um país muito diferente da gente. Pensei em trazê-la de volta, mas me segurei. Assim se passaram sete anos. Ela já é uma médica formada, graças ao bom Deus”, comemora.

Para Márcio, após o choque de ter a filha a mais de 3,3 mil quilômetros, foi mais fácil aceitar o pedido do filho caçula, Ruy Witthinrich Neto, 20, que trancou o terceiro ano de medicina veterinária no Brasil para um intercâmbio. O jovem está há nove meses na Irlanda, aprimorando o seu inglês. “Um dia, bem cedo, ainda estávamos (minha esposa e eu) dormindo, e ele foi até o nosso quarto perguntar nossa opinião. Já tinha passado o choque, a gente achou legal! Foi conhecer a Europa. É difícil um pai e uma mãe ficarem sem os filhos do lado, mas ao mesmo tempo eles voltam com uma cabeça forte”, defende.

Desafios de viver fora são superados a cada dia
Desde os 17 anos, a jovem Vanessa Witthinrich prepara-se na Bolívia para ser médica no Brasil. Os últimos sete anos em terras estrangeiras foram de dificuldades que, segundo o pai, Márcio Witthinrich, 45, foram superados com bastante coragem. “Ela é uma menina linda, maravilhosa e está lá em um país que, agora, considero próximo ao Brasil. Já sou um ‘cidadão boliviano’. É o país que acolheu a nossa filha”, reconhece.

“Quando falam da Bolívia, a gente brilha os olhos. Agora, depois de sete anos morando fora, ela conta que várias vezes fez a mala, pegou o telefone, e disse ‘vou ligar para ir embora’, mas aí ela ia dormir e, no outro dia, mais calma, desfazia a mala e voltava à rotina dos estudos”, revela. A família, ansiosa, aguarda os últimos detalhes para o retorno da braçonortense, que ainda não voltou, pois precisa passar em exames oficiais no país canarinho. Com o resultado em mãos, Vanessa terá que prestar uma outra prova no Brasil e, assim, pleitear o Conselho Regional de Medicina (CRM), que é o número de inscrição para poder exercer a profissão no país. A condição do filho, Ruy Witthinrich Neto, 20, também é provisória. 

Assim que terminar o intercâmbio de um ano, pretende voltar para concluir o curso de medicina veterinária na Unibave, em Orleans. Ele pretende ajudar o pai, que é empresário do ramo petshop há 14 anos em Braço do Norte. “Hoje, está lá lavando carro, vendendo marmita, para se sustentar, para conhecer, dar valor à vida, ter um futuro, mas está adorando a experiência. Estuda de manhã e trabalha à tarde. Além disso, tem a oportunidade de conhecer outros países”, detalha o pai coruja

 

Vigia é amarrado em assalto

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Tubarão

Quatro homens com um revólver 38 amarraram um vigilante durante um assalto a Delupo Ferragens, na BR-101, em Tubarão. O crime ocorreu por volta das 4 horas de quinta-feira.

Segundo a Polícia Militar, os bandidos tentavam chegar ao cofre da empresa, mas o alarme disparou. Eles fugiram levando a lanterna e o celular do vigia, que ficou trancado em um banheiro e não se feriu.

Também às margens da BR-101, pelo menos dois homens encapuzados e armados renderam funcionários  e clientes de um posto de combustíveis em Paulo Lopes, na madrugada de sexta-feira. Os criminosos portavam um revólver preto. 

Enquanto as vítimas estavam sob a mira do revólver, por volta das duas horas, o outro ladrão vasculhou o escritório. Foram levados um notebook, R$ 2,3 mil em dinheiro, um cartão de crédito e cheques. Ninguém foi preso nas duas ocorrências.

Acidentes com motos crescem

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Tubarão

Entre os acidentes de trânsito, 1.166 envolveram carro e motocicleta em Tubarão. Exclusivamente motociclistas são 106 ocorrências, conforme os atendimentos da Polícia Militar apenas neste ano. Nos 12 meses de 2015 foram 1.793 acidentes.

“Em comparação com o ano passado, há mais acidentes de trânsito. Como cresceu o fluxo de veículos, consequentemente aumentaram os acidentes, principalmente de motocicletas”, avalia o comandante do 5° Batalhão de Polícia Militar na Cidade Azul, tenente-coronel Heder Martins.

Segundo Martins, as fiscalizações são realizadas estrategicamente, justamente para a segurança dos condutores, entre blitze e abordagens. A polícia auxilia na orientação do trânsito, especialmente após as mudanças na avenida Patrício Lima, que se tornou mão única na quarta-feira.

As últimas mortes de motociclistas ocorreram em um intervalo de sete dias. Luciano da Silva Ribeiro Junior, 17 anos, na quinta-feira, e o aposentado Valdir Machado, 71, no dia 4.