Rafael Andrade
Tubarão
O ano é político, a burocracia é maior, a necessidade é evidente. O assunto é segurança e trânsito. O protagonista é, como sempre, o cidadão, que fica em meio aos principais assuntos públicos da cidade e do seu dia a dia. Aliás, o município em questão é o principal, de maior população e o mais rico da região: Tubarão, que deve ficar sem os trabalhos de seus 35 guardas municipais nas ruas neste ano.
No entanto, a corporação mantém o expediente de guarnição do patrimônio da prefeitura, como museu, algumas fundações e secretarias, além de ceder profissionais que atuam com procedimentos administrativos na Central de Plantão Policial (CPP) e na Delegacia de Trânsito e Crimes Ambientais. E, segundo o guarda municipal Maciel Brognoli, que está desde o primeiro concurso (2006) no cargo, todos trabalham sem uniformes e ninguém utiliza as viaturas. “Vamos até esses pontos com nossos carros, exclusivamente para realizar ações internas. Não saíamos às ruas porque estamos sem a possibilidade legal, neste momento, de portar arma de fogo”, explica.
O vice-presidente do Sindicato dos Guardas Municipais de Santa Catarina (Sindiguardas), Ronaldo da Rosa Damázio, lamenta a atual situação em que se encontra o grupo tubaronense. Ele indica o problema a uma grande burocracia evidente dentro da própria prefeitura, responsável pelo pagamento de um curso obrigatório para a retomada do uso da arma de fogo, que não pode, desde a última segunda-feira, mais ser realizado por instituições militares, conforme o parágrafo 3º do artigo 12º da Lei 13.022, o estatuto federal das guardas, que entrou em vigor nesta semana. “Com isso, ainda precisamos passar pelo curso, mas agora via instrução da Polícia Rodoviária Federal (PRF) – o que é extremamente burocrático, já que a solicitação precisa ser encaminhada a Brasília – ou da Polícia Civil, que já nos adiantou, por meio da Academia da Polícia Civil (Acadepol), que não poderá realizar o procedimento neste momento porque está em fase de preparação de novos agentes da própria entidade. Acho muito difícil de sair este curso antes das eleições e até mesmo neste ano”, lamenta Damázio.
“Foi encaminhado ofício à PRF e à Acadepol para saber a disponibilidade de período e firmar convênio para ministrar o curso. Aguardamos resposta”, resume um comunicado da prefeitura.
Patrício Lima: Deu ‘porco’ no 1º dia de mão única
São três faixas de rolamento, serão instalados, nos próximos dias, tachões para uma ciclovia, e pintadas algumas faixas de pedestres. Mas até os milhares de motoristas de Tubarão e região, que costumam utilizar a avenida Patrício Lima, que corta três bairros: Humaitá de Cima, Humaitá e Centro, perceberam a mudança de fluxo – passou a ser mão única ontem – a atenção precisa ser redobrada.
Comerciantes locais informaram à reportagem do Notisul que presenciaram pelo menos duas colisões ontem, entre o trevo de acesso à BR-101 e as proximidades do Banco Itaú (apenas ponto de referência). Foi justamente neste trecho da via que o fluxo foi modificado.
O maior entrave, pelo menos até que toda a sinalização horizontal seja concluída, é justamente no cruzamento com a marginal da rodovia federal, onde, agora, os motoristas são obrigados a parar. A preferencial é de quem está na Patrício Lima.
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