Kalil de Oliveira
Tubarão
Sempre que um crime é praticado dentro de um banco, o Sindicato dos Bancários colabora com as investigações. Foi o que ocorreu nesta semana com uma mulher, vítima de um assalto em uma agência na Avenida Marcolino Martins Cabral, em Tubarão, enquanto operava o caixa eletrônico por volta das 20 horas do último domingo. O ladrão estava com uma faca e fugiu a pé.
O responsável pelo setor jurídico do sindicato, o advogado Eduardo Israel, destaca os avanços dos últimos anos, com investimentos em câmeras de vigilância, detectores de metais, e, mais recentemente, em biombos, que dão total privacidade ao cliente durante a sua permanência nos caixas.
De acordo com Israel, o crime mais comum é a “saidinha de banco”, quando o criminoso observa a vítima e, fora da agência, pratica o assalto ou um golpe. “Do lado de fora, esse tipo de crime é questão de segurança pública. Neste caso, o banco não pode se responsabilizar”, alerta.
Graças à tecnologia, os inspetores dos bancos conseguem apoiar investigadores com imagens de estelionatários em ação. “Internamente, as agências divulgam as imagens entre si. Se o bancário percebe que o criminoso está na agência, ele pode chamar a polícia”, explicou.
Horários dos bancos
O horário de atendimento das agências é de responsabilidade do governo federal. “Não temos competência para alterar o horário de funcionamento do caixa eletrônico”, ressaltou o secretário de Segurança e Patrimônio do executivo municipal, Flávio Martins.
Por meio de leis orgânicas municipais, desde 2010 há uma determinação para que as instituições ofereçam, em Tubarão, um agente de segurança nos caixas eletrônicos fora do período bancário até as 22 horas. As agências, porém, recorreram e a determinação está na justiça.
A última prisão em agência bancária em Tubarão foi no mês passado. Um criminoso tentava desbloquear um cartão, ao se fazer passar por outra pessoa. A polícia foi chamada e o estelionatário preso.

