sexta-feira, 22 maio , 2026
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Presos no caso da chacina podem ser soltos

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Tubarão

Com quase 800 páginas, o inquérito sobre a chacina de uma família de cinco pessoas, em Porto Alegre, em maio, e que mantém preso um policial da reserva de Tubarão, deve ser concluído na próxima terça-feira pela Polícia Civil gaúcha.

O advogado de defesa do policial, Edilson Garcia, que esteve ontem com o suspeito, disse que o seu cliente se manteve em silêncio. “Eu senti um direcionamento da delegada nas investigações. Tudo leva para o meu cliente. Eu não vejo isso. Não existe nenhuma prova pericial que indique que ele esteve no local ou que alguém mandado por ele  esteve”, criticou.

Segundo Garcia, as três pessoas presas na sexta-feira possivelmente serão liberadas após a conclusão do inquérito. Ele acredita que após a entrega do relatório da delegada será possível convencer a justiça da inocência. 

“Não há processo. Há investigação criminal e muitas coisas permanecem sem uma explicação razoável”, observou.

Tentativa de homicídio deixa jovem ferido

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Imbituba

Com o rosto ainda muito ferido, mal conseguia falar o jovem de 25 anos, que foi atingido por dois tiros no bairro Sambaqui, segunda-feira, por volta das 21h20min, no depoimento prestado ontem à Polícia Civil, em Imbituba. A linha de investigação do delegado Raphael Giordani é pela tentativa de homicídio. “Tudo indica que se trata de uma rixa”, afirmou.

Segundo Raphael, a vítima não conseguiu ver quem atirou porque o local estava muito escuro. O delegado instaurou o inquérito policial e segue no levantamento das informações que levem à autoria. 

A suspeita recai sobre dois irmãos, ambos desafetos da vítima. Após a conclusão da perícia, o delegado poderá interrogar os suspeitos.

O resultado preliminar é que a bala tenha atingido de raspão o rosto da vítima e o ombro esquerdo. Raphael afirmou ainda que o jovem atingido pelos tiros cumpriu dois anos de pena na Unidade Prisional Avançada (UPA) por porte ilegal de arma.

Exército convoca 31 militares da região

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Kalil de Oliveira
Tubarão

Após meses de treino e expectativa, está tudo pronto para a missão. Trinta e um homens da 3ª Cia de Infantaria, de Tubarão, sendo 20 soldados, seis cabos, quatro sargentos e um tenente, estão convocados para compor o esquema de segurança dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. 

A data da saída pode ser confirmada esta semana pelo Ministério do Exército. O pelotão de Tubarão vai integrar com o batalhão, em Florianópolis, após meses de treinamentos, entre eles a participação na Operação Ágata, em São Miguel do Oeste, no combate a crimes na Tríplice Fonteira.

“É uma atividade de grande importância e demanda bastante efetivo do exército”, justificou o 1° tenente Leandro Antum Recalde Xavier, responsável pelo grupo. Segundo ele, os militares estão treinados para diferentes situações, como patrulhamento extensivo em áreas de grande risco em favelas e morros. Os soldados realizam revista pessoal e veicular, abordagem de suspeitos e até isolamento da área em caso de ameaça terrorista, por exemplo.

A maioria dos selecionados tem pelo menos um ano de exército. Os homens residem em Tubarão, Braço do Norte, Imbituba, Lages, Capivari de Baixo e Araranguá. Alguns já estiveram no Rio de Janeiro, atuando no projeto de pacificação do Complexo da Maré. 

Comportamento
A orientação do exército para os patrulhamentos, segundo Recalde, é o uso da força somente como último recurso. Nas comunidades cariocas, os soldados utilizam o fuzil 762, mais leve, que facilita na mobilidade, contudo, a primeira ação é imobilizar o agente agressor. Em seguida, pode usar spray de pimenta ou gás lacrimogênio. “Trabalhamos com a progressão de força. Somente se alvejar nossa tropa, a gente responde”, explica.
Outros equipamentos são colete balístico, capacete, rádio, carregadores, luvas e óculos escuros.

183
É o número de militares que atuam na 3ª Cia de Infantaria de Tubarão, dos quais 107 são recrutas.

Ação do ISS chega à reta final

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Rafael Andrade
Tubarão

São entre R$ 40 e 50 milhões de Imposto Sobre Serviço (ISS) dos bancos das operações de leasing que a prefeitura de Tubarão terá de restituir aos bancos, principalmente ao Itaú, que tem sede em São Paulo, e ao Bradesco, com sede em Osasco, os quais detêm 80% do direito do valor citado, segundo entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ), desde 2012. A cronologia em análise a seguir pode ser considerada positiva para a Cidade Azul, apesar de uma eventual possibilidade de devolução do valor citado a qualquer momento.

Tudo começou em 2003, quando foi deferida a questão a favor do poder público municipal tubaronense, que ficou dois anos recebendo o imposto dos bancos, até que em 2005 o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) acatou recursos dos banqueiros e mudou toda a história.

Mas o debate com os magistrados não parou por aí. Sete anos depois, após uma série de ações sobre onde deveria ficar o ISS dos bancos das operações de leasing: ou para as prefeituras dos municípios que os clientes as requisitavam ou nas prefeituras das cidades-sedes dos bancos. Após a decisão de desembargadores do TJSC, com muita persistência e uma gama de argumentos que poderiam culminar em boas notícias para Tubarão, a equipe jurídica, liderada pela procuradora-geral Patrícia Uliano Effting, impetrou recurso no STJ. Os últimos ministros da corte finalizaram seus votos sobre a questão em março de 2013. Um mês depois, o processo tomava rumo ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde ainda é debatida a questão. “Nossa vitória, até agora, foi conseguir espaço e argumentos para a discussão jurídica. Em abril de 2013, após a análise do STJ, elaboramos discussões sobre a maneira da devolução deste valor. Será uma grande conquista se ficarem definidos que os pagamentos poderão ocorrer por meio de precatórios, por exemplo. Assim, esta dívida poderá ser quitada em até quatro anos”, almeja a procuradora.

A equipe de defesa tubaronense já esteve várias vezes em Brasília. “Inclusive nos reunimos com ministros do STF, que nos ouviram, mas ainda não sinalizaram seus votos, obviamente. Um recurso movido por Tubarão, o 1060, foi o que mudou a jurisprudência em todo o país”, lembra Patrícia sobre os votos vencedores no STJ a favor dos bancos, quando a maioria dos municípios decidiu iniciar a devolução do ISS arrecadado, como Itajaí, por exemplo, mas Tubarão optou por lutar até o fim. “É uma tese extremante difícil, mas se tiver que devolver, poderemos ter uma opção por modular os efeitos. Se não conseguirmos quem vai perder é o município. O ISS me tira o sono! Se tiver de pagar, que seja de maneira menos impactante aos cofres públicos”, projeta a jurista.

Equipe tem apoio de renomado consultor jurídico

São três procuradores de carreira que atuam na prefeitura de Tubarão, todos empenhados nas ações de ISS dos bancos. “Diante da gravidade jurídica, além de termos o mesmo advogado da prefeitura que atua na ação desde 2003 (há 13 anos), optamos por buscar um dos maiores processualistas do país, um doutor na área, Luiz Guilherme Marinoni, de Curitiba, que elaborou o nosso recurso, pois o pedido de modulação dos efeitos é algo novo. Assim, poderemos ter uma sustentação necessária. Estamos lutando até o fim, esta já é uma grande conquista. Nosso caso, hoje, é singular. Conseguimos discutir, temos argumentos, no mínimo, razoáveis, para seguir em diante. Temos competência e forca técnica”, detalha procuradora-geral da prefeitura tubaronense, Patrícia Uliano Effting. Marinoni é um dos principais escritores de obras jurídicas do Brasil. 

Conheça os detalhes da operação de leasing
O leasing, ou arrendamento mercantil, é uma operação com características legais próprias, em que o proprietário de um bem o arrenda a um terceiro, que terá a posse e poderá usufruir dele enquanto vigorar o contrato, com a opção de adquiri-lo ou não definitivamente no fim. Para isso, o cliente paga uma espécie de aluguel mensal (as contraprestações) e deve cumprir as obrigações específicas assumidas (no caso de um automóvel, com o IPVA, multas e seguro, por exemplo). As partes são denominadas “arrendador” (instituição financeira ou sociedade de arrendamento mercantil) e “arrendatário” (cliente).

O foco do contrato é a aquisição, por parte do arrendador, do bem escolhido pelo arrendatário para sua utilização. Podem ser objeto do arrendamento bens móveis ou imóveis de fabricação nacional, bem como aqueles produzidos no exterior e autorizados pelo Conselho Monetário Nacional. O contrato de arrendamento mercantil pode prever ou não a opção de compra, pelo arrendatário, do bem de propriedade do arrendador. Esta é a principal diferença entre o leasing e o financiamento tradicional, já que neste último caso o bem é de propriedade do contratante, já no ato da compra. Outra característica do leasing é a cobrança do Valor Residual Garantido (VRG), pago independentemente das prestações mensais e dos juros, que se constitui em uma garantia da empresa arrendadora, para a eventualidade de o arrendatário não exercer sua opção de compra. Neste caso, o bem é leiloado para terceiros, vendido pela melhor oferta sem avaliação prévia e sem preço mínimo, e o VRG serviria para garantir a lucratividade e excluir qualquer possibilidade de risco empresarial no negócio. Tanto pessoas físicas quanto jurídicas podem contratar o leasing. Os contratos de arrendamento mercantil devem ter um prazo mínimo de 24 meses para bens com vida útil de até cinco anos e de 36 meses para os demais.

No fim do prazo, o arrendatário pode prorrogar o contrato, fazer a opção de compra, desistir da compra ou ainda indicar outro comprador, que irá adquirir o bem pelo valor calculado de acordo com os valores das contraprestações pagas e do VRG.

No leasing, em caso de inadimplência, o bem é retomado pela financeira e depois vendido. Se o valor obtido no mercado for menor do que consta no contrato, o cliente deverá cobrir a diferença, descontadas as contraprestações pagas por ele. Os tributos que incidem sobre o leasing são o Imposto Sobre Serviços (ISS), PIS e Cofins. Toda esta operação, por contrair maior grau de complexidade, tem aprovação final de equipes técnicas das matrizes dos bancos, justamente por este motivo, iniciou-se (em 2003) o debate jurídico ainda questão que envolve a prefeitura de Tubarão, bem como abrangeu outras municipalidades, principalmente de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.

Grupo reforça união dos três estados sulinos

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Jailson Vieira
Tubarão

Separar os três estados do Sul: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, do Brasil, tem sido uma luta frequente de representantes do movimento ‘O Sul é o Meu País’. Ontem à noite, o historiador, jornalista e escritor Celso Deucher ministrou a palestra com o mesmo título da iniciativa, no auditório 3 do Praça Shopping, em Tubarão.

Com a possível ‘separação’, o novo país terá aproximadamente 29 milhões de habitantes, e uma renda per capita superior a do Chile, a qual o novo 'Estado' figuraria hoje em 37ª posição mundial em renda. "Com o novo país, a administração seria mais enxuta. Queremos ser um Estado com vergonha na cara", expõe Celso.

De acordo com Deucher, no dia 2 de outubro deste ano, um plebiscito será realizado para saber se o projeto de separação dos três estados do restante do Brasil é aceito por pelo menos 5% da população sulista. "Serão necessários mais de um milhão de votos para validarmos o processo nas  Nações e Povos não representados (Unpo), que integra o sistema da Organização das Nações Unidas (ONU)", explica. Ele detalha que a aprovação pode levar um, dez ou 20 anos, mas que ocorrerá. "Esse negócio de médico ser prefeito, ou qualquer outro está errado, o chefe do poder executivo tem que saber o mínimo de administração pública", observa. No dia do plebiscito consultivo serão distribuídas quatro mil urnas nos estados sulinos. O palestrante garante que a iniciativa não é inconstitucional, porque não será realizada a força. "Os tratados internacionais, os quais o Brasil participou, permitem esses processos. Portanto, é legal o movimento que iniciou em 1992", finaliza.

Decisão poderá ser revertida na justiça

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Tubarão

Vence em outubro a licença da Guarda Municipal de Tubarão que autoriza o uso de arma de fogo. Ainda assim, o convênio foi interrompido, obrigando a atuação desarmada a partir de hoje.

Alguns guardas ouvidos pelo Notisul defenderam que não existia irregularidade no uso da arma e que será possível reverter a situação por meio de  questionamento na justiça em um mandado de segurança.

"A lei não fala em quantidade de horas. Seria um decreto que regulamenta esta questão. É o decreto 5.123 de 2005, no artigo 45. Já o estatuto do desarmamento prevê que a gente deve fazer o curso de arma de fogo em instituições policiais, no caso só poderia fazer com a Polícia Militar, com a Polícia Rodoviária Federal e Polícia Civil", explica um agente que pediu para não ser identificado.

Em nota oficial, a Prefeitura de Tubarão confirmou que a secretaria de Segurança e Patrimônio está recebendo as armas dos agentes. Entretanto, explica que se tratou de uma mudança na interpretação da lei e não uma irregularidade.

"Ressalta-se que a Guarda Municipal continuará atuando normalmente. O problema em questão não é exclusividade do município de Tubarão, é também de outras cidades, já que a Polícia Federal passou a exigir mais horas de curso para manter as armas", justificou.

A investigação da Polícia Federal também atingiu a Guarda Municipal de Florianópolis. Lá, os agentes se recusaram a trabalhar sem armas. A Guarda  em Tubarão vai completar nove anos em outubro. Há cinco anos atua armada. 

O fim do convênio surgiu no momento que se discutia a implantação de mais tecnologia nas viaturas. Um convênio passou na Câmara Municipal para o Sistema Integrado de Segurança Pública, aguardando apenas a sanção do prefeito. Com ele é possível, por exemplo,  consultar a placa de veículos. 

Caso Marcelo é lembrado
Nas redes sociais, a repercussão do fim do convênio foi imediata com o debate sobre a falta de segurança nas ruas e dos próprios agentes. A população, assustada, lembrou do assassinato do guarda Marcelo Goulart da Silva, 33 anos, ocorrido em 10 de fevereiro de 2011, no beco do Simon, no centro de Tubarão. Uma  quadrilha assaltou a relojoaria e Ótica Orient, às 16 horas. Na fuga de carro, vários disparos foram dados em direção ao guarda, que estava perto, em uma calçada. Ele morreu na hora. Os criminosos foram presos em flagrante e condenados: Lidiane da Rosa Mendes, 19 anos, de Tubarão (34 anos e 7 meses), Samuel Agostinho Constantino, 19 anos, de Laguna (35 anos e 1 mês), Thiago Castro Alves, 27 anos, de Capivari de Baixo (39 anos e 7 meses) e Alexsandro Machado da Silva, 27 anos, de Laguna (39 anos e 7 meses).
 

Novos casos diminuem em SC

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Tubarão

Santa Catarina não registra novos casos de dengue transmitida dentro do estado há pouco mais de 30 dias. A última confirmação foi na semana entre os dias 29 de maio e 4 de junho, de um caso de dengue autóctone. O volume de notificações e de novos casos vem caindo desde a semana entre os dias 28 de fevereiro e 5 de março (Semana Epidemiológica 9), quando Santa Catarina registrou o pico da doença, com 488 novos casos confirmados naquele período.

Agentes especialistas no combate à proliferação do mosquito em Tubarão e região ganharam uma força especial de voluntários e das forças armadas (Marinha e Exército) no mês de fevereiro, no ápice dos casos. Os dados foram divulgados ontem em boletim epidemiológico da Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde (Dive/SC).

“Apesar da redução substancial do número de notificações e de novos casos, as pessoas não devem se descuidar”, alerta o diretor da Dive/SC, Eduardo Macário. Segundo o especialista, é preciso manter a vigilância sobre a eliminação dos potenciais criadouros do Aedes aegypti, transmissor das três doenças. “A população do mosquito reduz em épocas de baixa temperatura, o que provoca uma falsa sensação de segurança. No entanto, os ovos podem sobreviver até um ano e meio em recipientes secos. Por isso, é fundamental manter a rotina de eliminação de recipientes que possam acumular água”, enfatiza.
 
O boletim apresenta, ainda, a confirmação do segundo óbito por dengue grave do estado: um paciente de 103 anos, residente em Pinhalzinho, cuja morte foi registrada no dia 27 de abril. Os exames laboratoriais confirmaram o diagnóstico de dengue. O primeiro óbito por dengue foi de um paciente de 37 anos, residente em Chapecó, ocorrido no dia 13 de março. Foi confirmado, também, o segundo caso de Febre  Chikungunya, com Guaraciaba, no Oeste, como provável local de infecção; e o sexto de Zika Vírus, também contraído em Guaraciaba.

Amigos iniciam campanha do agasalho

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Tubarão

Um grupo de dez amigos do Rotaract Clube, em Tubarão, colocou em prática uma ideia que tem chamado a atenção dos moradores da Cidade Azul e região. Eles montam um roupeiro comunitário nos fundos do ponto de ônibus da Praça 7 de Setembro, no Centro. São vários agasalhos e cobertores para os mais necessitados.

De acordo com um dos integrantes do grupo, o estudante de direito Mário Palombo Neto, o foco é que as pessoas sustentem a iniciativa e colaborem com aqueles que precisam de apoio. Todos os dias um jovem do grupo organiza as doações. 

“Vimos, nas redes sociais, que voluntários de várias cidades realizaram esta ação depois da última onda de frio. Decidimos colaborar também, principalmente dando atenção aos moradores de rua. Como a previsão é que a temperatura volte a cair, tínhamos que agir rápido”, detalha.

Mário esclarece que o local escolhido foi pelo tráfego intenso de pedestres e que a visibilidade da iniciativa seria maior no Centro, uma vez que não somente os moradores da Cidade Azul passam pelo local, mas também de Capivari de Baixo e Laguna.

“Foi uma ideia simples, mas que era necessário ser aplicada. Acreditamos que a demanda será grande e precisamos da colaboração de outras pessoas. Se cada um doar uma peça de roupa ou um cobertor já ajudará muito. No primeiro dia – esta segunda-feira – colocamos entre 35 a 40 peças de roupas, entre jaquetas, moletons, calças de abrigo, luvas, cobertores, gorros e agasalhos infantis”, enumera o estudante.

Corte do Fies é apontado como uma das causas

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Tubarão

O número de estudantes inadimplentes em instituições de ensino superior privadas do país atingiu 8,8% em 2015. Em 2014, o índice registrado foi de 7,8%. Os dados divulgados ontem fazem parte da 10ª Pesquisa de Inadimplência do Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior (Semesp). O levantamento considera como inadimplente o estudante com mensalidade atrasada há mais de 90 dias.

Segundo a pesquisa, o índice é o maior desde 2010, quando os contratos não pagos do setor alcançaram 9,6%. A taxa de curto prazo, de até 30 dias de atraso, também sofreu acréscimo, passando de 13,2% em 2014 para 14,8% no ano passado. A taxa de médio prazo, de até 90 dias, também subiu de 10% em 2014 para 11,1% em 2015.

Os resultados mostram ainda que o índice de inadimplência no setor, de 8,8%, é superior ao índice geral registrado – que considera todos os setores no país, de 6,2% em 2015.

Por meio de nota, representantes do Semesp informaram que a alta na inadimplência no ensino superior de 2014 para 2015 “pode ser explicada em função da crise macroeconômica e política que o país enfrenta, e pelo corte do Financiamento Estudantil (Fies) a partir de 2015, com queda acentuada no número de contratos novos, reduzindo ingressantes e aumentando a evasão”.

Apesar do resultado de 2015, o Semesp tem a expectativa de que em 2016 a inadimplência no setor pare de crescer e se estabilize. “A expectativa de estabilidade para este ano é uma boa noticia para o setor, que reflete o aumento da confiança dos mercados na recuperação da economia do país!”, destaca a nota. As projeções do sindicato foram realizadas com base em indicadores de atividade econômica, número de contratos do Fies e entrevistas com mantenedores de Instituições de Ensino Superior (IES).

A psicologia das Olimpíadas

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Aimportância da psicologia para atletas é conhecida há bastante tempo, mas só recentemente a eficácia das intervenções está sendo reconhecida. Nesse tipo de intervenção psicológica, muitos aspectos do esporte devem ser considerados, desde a cultura específica da modalidade até as influências socioculturais imersas na atividade. O principal objetivo é a otimização do rendimento do atleta, com estratégias que conduzem à plenitude física, técnica e psicológica, visando à melhora da performance.

A preparação do jogador é a soma de quatro pilares: físico, técnico, tático e psicológico. Todos devem estar em equilíbrio para que o atleta possa render o máximo possível. É um grande desafio, pois todos sonham em ganhar uma medalha olímpica no seu próprio país. Então, a tensão e a emoção estarão à flor da pele. O trabalho é multidisciplinar e, na seleção, todos integrantes da comissão técnica são de altíssimo nível. Sendo assim, a técnica apenas não basta para o atleta ter um rendimento alto. O treinamento mental é fundamental. Afinal, a exigência emocional está incluída em todos os movimentos. Como a carga psíquica é muito forte nessas competições, existe também o treinamento cognitivo e sistêmico, integrado com a área técnica.

A psicologia do esporte trabalha preventivamente. Os atletas são treinados para antecipar pensamentos, situações e possibilidades que podem vir a acontecer durante a competição. Treina-se controle de respiração e meditação para lidar com emoções intensas, como medo, estresse e ansiedade. O esporte de alto rendimento é terreno fértil para a preocupação com o psicológico dos atletas, uma vez que as condições de trabalho são extremas e sempre se trabalha nos limites das emoções humanas. Com isso, também são envolvidas as particularidades de cada personalidade.

Para cada membro da equipe, existe uma especificidade para gerir ansiedade, agressividade e impulsividade. Mas existe uma regra geral: sempre colocar as emoções a favor deles. A interação positiva, a confiança e a ajuda mútua são temas fundamentais para o grupo ter bom entrosamento. O psicólogo soma esforços com a comissão técnica para que o comprometimento, o trabalho e o aperfeiçoamento continuado de todos os integrantes da equipe possam fazer a diferença no rendimento da seleção. É importante destacar que, na seleção, todos os atletas são de excelência e estão entre os melhores do mundo em suas posições, o trabalho da psicologia do esporte visa contribuir para aperfeiçoar ainda mais suas habilidades e capacidades.

Nas Olimpíadas, o fator primordial é o foco. A blindagem da equipe é necessária para que não haja muita exposição e isso não afete a concentração no momento da competição. Como a concentração e atenção são exigidas ao máximo dos jogadores, acabam sendo as prioridades no treinamento psicológico. A busca pela excelência em todos os pontos, a otimização das questões técnicas aliadas às emocionais, a coesão do grupo e a consciência de que cada um tem a sua importância para o resultado final são os pilares para alcançarem o objetivo final: uma medalha olímpica.