Tubarão
Milho, azeitona, ervilha e champignon em recipientes de plástico são encontrados com facilidade nas prateleiras dos supermercados. Se você reparar com mais atenção, no entanto, verá que o palmito só é vendido em potes de vidro ou metal. “Foi necessária uma luta em Brasília para que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revisasse suas normas, de modo que o palmito pudesse também ser acondicionado em embalagens flexíveis”, explica o deputado federal Rogério Peninha Mendonça (PMDB/SC), em referência à Resolução 85/2016, publicada na semana passada, que atualiza regras em vigor há 17 anos.
O parlamentar encabeça esta demanda desde 2011, quando empresários do setor o procuraram para resolver o impasse. Um dos pioneiros da empreitada pela alteração na norma é o empresário Darci Morastoni, de Timbó, no Vale do Itajaí. Aos 59 anos, dedicou mais da metade de sua vida ao palmito – começou a cultivar mudas de palmeira real e pupunha em 1986. Ele comemora a nova resolução como um marco para o crescimento da empresa: “Agora o céu é o limite”.
Morastoni explica que a substituição das embalagens fará com que o palmito picado possa ficar até 40% mais barato para o consumidor final.

