Tubarão
A atividade ferroviária exige comprometimento, aperfeiçoamento e vocação. Mas quem entra neste setor permanece por um bom tempo e a paixão por ser ferroviário atravessa gerações. Vanderlei Castilho Pires é um exemplo disso. Ele completará 31 anos na área ferroviária e possui dois filhos que seguem os seus passos.
A paixão surgiu quando criança, pois cresceu e viveu a infância próximo aos trilhos. Na função de supervisor da segurança patrimonial na Ferrovia Tereza Cristina, atua junto às comunidades. “Meu trabalho não gera lucro ou aumento de produção para a companhia. Minha atividade é garantir a segurança dos moradores, orientar para que não construam próximo aos trilhos e contribuir para melhorar a qualidade de vida”, explica Pires.
Os filhos do colaborador atuam em funções distintas. O que vale é estar inserido no setor ferroviário. Juliano Correa Pires trabalha para que as engrenagens das locomotivas funcionem a todo vapor. Há seis anos, atua na área de mecânica. “Meu pai sempre incentivou e deu força para que eu fizesse parte da ferrovia. Ele é meu exemplo e hoje tenho orgulho em ser ferroviário”, afirma Juliano.
O irmão Joel Correa Pires, agente de estação, teve a mesma inspiração. “Sinto-me realizado por fazer parte desta empresa que é referência no setor. Meu pai foi a inspiração”, enfatiza Joel.
T
ambém filho de ferroviário, Marcelo Luiz Anselmo entrou na empresa como auxiliar de almoxarifado, e neste mês realizou o seu maior sonho: ser maquinista. “A ferrovia é minha vida. Quando criança, não me importava em acordar cedo para acompanhar meu pai nas viagens. E eu não gostava de ir nos vagões, queria mesmo era ir na cabine”, lembra Marcelo.
A paixão pelo setor ferroviário passa por gerações sempre com o propósito de propulsionar a economia e o desenvolvimento do país, atua como agente transformador da sociedade.
Importância econômica
A atividade ferroviária tem sido fundamental para o desenvolvimento econômico de diversas regiões do país e do mundo. Seja no transporte de cargas ou passageiros, as ferrovias têm até hoje destaque como forma segura e de melhor custo/benefício em relação a outros modais.
O dia 30 de abril de 1854 marca a inauguração da primeira ferrovia brasileira. A data é celebrada como o Dia do Ferroviário. No sul do país, as ferrovias só chegaram 30 anos mais tarde, em 1884, com a construção da companhia Donna Thereza Christina. A linha férrea foi criada para levar o carvão das minas da região de Lauro Müller até o porto de Imbituba.
No dia 1º de fevereiro de 1997, a Ferrovia Tereza Cristina assumiu o desafio de reerguer o modal no sul do estado, com foco no transporte de carvão da região de Criciúma para o Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, em Capivari de Baixo. Anos mais tarde, estendeu as suas atividades para o transporte de contêineres da região sul para o Porto de Imbituba.
Desde então, a empresa promoveu uma série de melhorias e aprimorou as operações investiu em torno de R$50 milhões na manutenção de locomotivas, vagões, nas vias capacitação dos colaboradores e em programas de responsabilidade social.

