Tubarão
O estupro de uma criança de 10 anos, descoberto há uma semana e solucionado nesta quinta-feira pelos investigadores da Delegacia da Criança, do Adolescente e de Proteção à Mulher e ao Idoso de Tubarão, é a primeira ocorrência de pedofilia em quase dois anos no cidade.
O estuprador de 47 anos, vizinho da vítima, está recluso em uma cela separada dos demais detentos, no Presídio Regional de Tubarão. O acusado do crime que chocou a opinião pública ficará os primeiros dias de sua provável longa estada do presídio em um local chamado triagem. Lá, os agentes prisionais farão uma avaliação para encaixa-lo em alguma cela. Isto é necessário para garantir sua integridade, já que é comum os presos agredirem ‘praticantes deste tipo de crime.
A delegada Vivian Garcia Selig, que ainda coordena o inquérito que indicia o homem em dois crimes, reitera que é o primeiro caso registrado no ano em Tubarão. “Foram abertos sete procedimentos de abuso sexual este ano na cidade. Um foi comprovado ou consumado – este -, outro descartado, pois não havia provas suficientes, e cinco seguem sob investigação”, informa Vivian. Ela ressalta que estes cinco casos não envolvem apenas crianças e adolescentes, mas mulheres também.
No ano passado, 16 casos de abuso sexual foram registrados na delegacia especializada. “Destes, 80% são contra crianças e adolescentes e apenas um auto de apreensão contra um adolescente foi cumprido. Alguns ainda são investigados”, explica Vivian.
Reiterações sobre
o caso do pedófilo
O Notisul havia noticiado na edição desta sexta-feira que o acusado de pedofilia, preso na quinta-feira, é divorciado. Na verdade ele é casado. Além disso, ele pagava entre R$ 1,00 a R$ 3,00 para a criança lhe fazer carícias e não em troca de companhia. A vítima não apresentava distúrbios psicológicos e sim comportamento compatível, e até acima da média, para uma criança de dez anos.

