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Pesquisa é retomada

Em junho do ano passado, três peças foram removidas do sítio arqueológico subaquático. O trabalho é minucioso e lento. Não há previsão de término.
Em junho do ano passado, três peças foram removidas do sítio arqueológico subaquático. O trabalho é minucioso e lento. Não há previsão de término.

Tubarão

Um trabalho de educação patrimonial marcou a retomada, neste ano, do projeto Barra Sul, desenvolvido próximo das praias da Pinheira e do Sonho, ao sul de Florianópolis. Neste ponto foram localizados destroços do que é considerado o naufrágio mais antigo no país até agora.

O local começou a ser pesquisado em 2005, quando foi realizado um diagnóstico arqueológico e mapeamento dos vestígios dispersos pela área. Desde então, várias atividades são realizadas, como a elaboração de croquis, levantamento topográfico, distribuição espacial dos artefatos localizados e registro de imagens.

No ano passado, quatro peças foram retiradas do mar: dois ornamentos circulares; uma pedra de marco triangular com a provável data de 1582 e o nome do rei da Espanha à época, Felipe 2º, esculpidos; e, ainda, uma outra peça com desenhos em alto relevo de dois leões, dois castelos e o padrão português – as marcas do reino de Leon e Castilla, durante o período da União Ibérica (de 1580 a 1640).

A retomada dos trabalhos, desenvolvidos em parceria com a Unisul, de Tubarão, obedece a um cronograma definido a partir de dados dos ventos e das marés. “Os mergulhos chegam a 12 metros de profundidade, por isso dependemos das condições do tempo. No canal de acesso à baía sul, isso ocorre entre os meses de dezembro a junho”, explica o mergulhador Gabriel Corrêa, coordenador do projeto.

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