sábado, 14 março , 2026

PF encontra cadernos com suposta propina para cúpula do INSS

A Polícia Federal apreendeu cadernos com anotações que sugerem divisão de propina entre nomes da cúpula do INSS. O material foi encontrado no escritório de Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, em Brasília. As anotações, com inscrições como “Virgilio 5%” e “Stefa 5%”, indicariam supostos repasses ilegais ao ex-procurador-geral do INSS Virgílio Oliveira Filho e ao ex-presidente do órgão Alessandro Stefanutto. Ambos foram afastados dos cargos por decisão judicial.

Esquema pode ter desviado até R$ 6,3 bilhões

As investigações da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União apontam que, de 2019 a 2024, o esquema ilegal pode ter causado um rombo de até R$ 6,3 bilhões nos cofres públicos.
O golpe consistia em:

  • Descontos indevidos na folha de pagamento de aposentados e pensionistas

  • Associações e sindicatos que cadastravam beneficiários sem consentimento

  • Fraudes em assinaturas e documentos para justificar os descontos

Esses valores eram repassados a entidades que, em tese, ofereciam serviços como assessoria jurídica e benefícios diversos, mas a maior parte era desviada.

“Careca do INSS” movimentou milhões com empresas ligadas ao esquema

Segundo relatório da PF, Antonio Carlos Camilo Antunes transferiu R$ 9,3 milhões a pessoas próximas de servidores do INSS. O lobista, que aparece como sócio de 21 empresas (19 criadas após 2022), seria o facilitador das transações ilegais.

  • Empresas ligadas à esposa de Virgílio receberam R$ 7,5 milhões

  • Escritório do filho de ex-diretor do INSS recebeu R$ 1,5 milhão

  • Ex-diretor Alexandre Guimarães recebeu R$ 313 mil diretamente

As empresas operavam como intermediárias entre associações e servidores públicos.

Governo planeja ressarcimento e CPI pode ser instalada

Com cerca de 4 milhões de possíveis vítimas, o governo prepara um plano para devolver os valores indevidamente descontados dos aposentados e pensionistas.
Enquanto isso, cresce a pressão por uma CPI para investigar a “farra do INSS”. Apesar disso, aliados do senador Davi Alcolumbre afirmam que o pedido será segurado por enquanto.

O que dizem os investigados

  • Antônio Carlos Antunes: nega envolvimento em irregularidades.

  • Alessandro Stefanutto: afirma que a citação nos cadernos é “sem valor probatório” e nega qualquer vantagem recebida durante sua gestão.

  • Virgílio Oliveira Filho: não se manifestou até o momento.

As investigações continuam, e os documentos apreendidos devem aprofundar o rastreio das transações feitas nos bastidores do INSS.

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