sse slogan, por sinal muito bem construído e constituído por uma pessoa de fala tranquila, segura e convincente, foi o grande brado da vitória de um governo.
População catarinense, um povo nobre, lutador, sonhador, viu-se representada neste momento e começou a migrar seu voto para eleger o nobre governador. O tempo passou e propósitos vieram: colocar a casa em dia, tudo bem; vamos esperar. Passaram alguns meses, o discurso continuara o mesmo, então, esperamos colocar a casa em dia, as finanças, planejar o futuro. Algo muito bom, ou quem sabe esperançoso. Então, como em todo começo, se dá um espaço e credibilidade, as coisas começaram a tomar rostos e endereços, nomes, só que não de uma maneira que as pessoas críticas, conscientes, politizadas, lutadoras catarinense esperavam.
O governo que até então mostrara clara evidência de calmaria inofensiva mostrou o seu rosto, rosto forte, de decisão inquestionável dogmática, falo da decisão da educação catarinense, um processo para quem não sabe, que vinha se arrastando com seu antecessor, e continuou agora com uma atenuante: com o aval do Supremo Tribunal Federal, dando ganho de causa aos "mestres" sobre o pagamento da lei do piso nacional a educação, R$ 1.187,00 percebidos como vencimento inicial.
Porém, o grupo governista vem preparado depois de muitos brados da categoria do magistério, com uma proposta fechada, não oportunizando opção de diálogo, pois bem paga-se o piso, porém, agrupa-se todos em igualdade de condições, um recém formado no ensino médio ou magistério próximo a quem com muitos anos de estudo: diga-se ensino fundamental, ensino médio, superior da sua área, pós- graduação mestrado e até doutorado. Nada contra aqueles jovens ou pessoas que no momento veem seus vencimentos percebidos dobrarem, mas será que estas mesmas pessoas, depois de uma longa jornada nas escolas, com dificuldades e não vendo perspectivas de melhora, ficando com o mesmo salário ou esperando que seu rosto, seja reconhecido quando da vontade do poder público, terão a mesma alegria o mesmo ímpeto a mesma vontade o mesmo sorriso de hoje ou dispersarão para outro campo percebendo o engano cometido.
Está na hora de buscar o espaço que a educação (conhecimento) merece, não só a educação, mas todos os setores que trabalham, como servidores públicos, onde o rosto não continue desfigurado, que não possa haver reconhecimento, seu nome tenha um registro e seu endereço possa constar na lista. Que todos possam exigir qualidades e essas cobranças sejam respondidas por pessoas que tenham seus rostos reconhecidos, seus nomes falados e seus endereços cadastrados.

