Tubarão
O combustível mais utilizado nos veículos brasileiros já ultrapassou a marca de R$ 4,30 por litro neste ano na região. Porém, há quase dois meses o seu preço médio caiu bastante e em alguns postos esse ‘líquido precioso’ tem sido vendido entre R$ 3,59 a 3,89, em Tubarão.
No entanto, na Amurel o valor pode variar quase 60 centavos entre um posto e outro. O empresário tem a liberdade para definir a sua própria política de preços com base em suas condições de compra. E muito disso é definido pela oferta e a procura. Se alguém consegue cobrar um preço ‘x’ e, mesmo assim, ter demanda de clientes que pagam o valor, fica difícil sustentar, do ponto de vista econômico, que tal preço é um abuso, uma vez que os clientes se sujeitam a pagar valores próximos de R$ 4,20.
Mesmo com a queda, consumidores continuam acreditando o preço alto. Para a administradora Adriana Lima, 30 anos, o valor ainda não está dentro do orçamento. “ Fico feliz com a queda dos preços, mas acredito que pode baixar mais. Ainda está caro. Lembro que há pouco tempo algumas pessoas reclamavam da gasolina por R$2,50 e agora pagam em alguns postos da região valores próximos a R$4 ou ainda, que ultrapassam esse montante sem falar nada. Hipocrisia a ‘gente’ vê por aí”, enfatiza.
O engenheiro Diogo Correia, também reclama dos preços. “Como uso muito o carro, o gasto de combustível compromete uma parcela considerável da minha renda. No entanto, o combustível mais em conta há mais de um mês é uma ótima notícia. Quem não gosta de gasolina mais barata?” questiona.
A Petrobras vem reduzindo os preços dos combustíveis sob a alegação de que há margem para isso, mesmo com o dólar batido nos R$ 4. Também a cotação do petróleo internacional tem permitido à Petrobras baratear os combustíveis nas refinarias. Para os especialistas, além de favorecer os consumidores, a queda dos preços dos combustíveis tem impacto positivo na inflação.

