Primeiro semestre dos gestores é marcado por análise de dívidas e planejamento
Tubarão
À frente da prefeitura desde 1° de janeiro, os novos gestores dos municípios brasileiros completaram os seis primeiros meses de governo na sexta-feira. Como tradição, os prefeitos apresentam um balanço do que fizeram até agora. Em Tubarão, o prefeito Joares Ponticelli (PP) realiza hoje uma coletiva às 14 horas, no Salão Nobre, na Unisul no bairro Dehon.
Após as descobertas de dívidas herdadas em praticamente todos os países, os prefeitos se esforçam para buscar recursos e iniciar os projetos anunciados durante a campanha eleitoral. Na Cidade Azul, o volume de dívidas com ISS, INSS, FGTS, precatórios, fornecedores, ações trabalhistas, entre outros, ultrapassa R$ 237 milhões. A atual gestão negocia com credores para reduzir o montante e começa a planejar o desenvolvimento do município. Para isso, foi lançado o projeto “Tubarão 180º – Uma nova cidade”. A ação pretende planejar o município para os próximos 33 anos e torná-lo referência de desenvolvimento para todo o país.
O projeto foi planejado com base em três grandes eixos: Desenvolvimento e Sustentabilidade, Educação e Cidade e Saúde e Qualidade de Vida. Em cada um, diversos projetos vão contemplar áreas específicas.
Sem dívidas, reeleitos dão continuidade à difícil gestão em meio à crise
Na Amurel, os prefeitos de São Ludgero e Treze de Maio, Volnei Weber (PMDB) e Clesio Bardini de Biasi, o Keke (PP), se destacam entre os prefeitos reeleitos que não herdaram dívidas, com direito a sobra para investimentos ou para fazer caixa. Na cidade do Vale, um pouco mais de R$ 3 milhões está guardado para emergências ou possíveis contrapartidas a convênios com os governos estadual e federal. Há ainda projetos em execução, como a construção de uma ponte pênsil mais moderna na comunidade de Ponte Baixa e o alargamento de estradas e retirada de curvas no interior, e projetos encaminhados, como o que prevê o asfaltamento de 22 quilômetros na área rural com o objetivo de facilitar a chegada dos insumos e o escoamento da produção. Em Treze de maio, foram adquiridos logo no início do mandato 14 equipamentos, incluindo dois caminhões, retroescavadeira e cinco veículos, e inauguradas cinco obras, com expectativa de inauguração de mais 10 ou 12 obras até o fim do ano. Também começará a funcionar em breve o novo centro de educação infantil, com 1,4 mil metros quadrados, 12 salas de aula e custo aproximado de R$ 2,3 milhões. O CEI vai suprir o déficit de 65 crianças que estão na fila à espera de uma vaga.
Gestores iniciam projetos na Amurel
Em Braço do Norte, o prefeito Beto Kuerten Marcelino (PSD) destaca a sanção da Lei do Nepotismo que proíbe a condução de parentes a cargos de confiança, tanto no executivo, quanto no legislativo, a abertura do gabinete uma manhã por semana para atender a população, a redução de 30% da quantidade de cargos comissionados e adição de 30% no valor do prontoatendimento e cota-extra do Hospital Santa Teresinha, entre outros projetos que já estão em andamento. Em Imbituba, o prefeito Rosenvaldo Júnior (PT) aumentou a participação popular, o controle nos gastos e melhora na fiscalização. Ele também trabalha para finalizar a obra no Acesso Norte que irá fomentar a economia e melhorar o tráfego ao Porto. Muitos projetos ainda estão ainda em fase de planejamento e o grande desafio é aumentar a arrecadação para investir em infraestrutura, saúde, educação e melhorar a remuneração dos servidores. Já em Laguna, a população ainda espera por investimentos, porém o prefeito Mauro Candemil (PMDB) herdou uma dívida de R$ 34,5 milhões – 20 milhões de valores empenhados – e pelo menos tem conseguido pagar a folha em dia, além de realizar pequenas ações. Assim como outros gestores, Mauro aguarda a liberação dos recursos do Fundam para deflagrar algumas obras estruturantes.

