Maycon Vianna
Tubarão
O episódio da mudança de comando no Presídio Regional de Tubarão teve um novo capítulo nesta sexta-feira. A nomeação do novo administrador, Fabrício Buss de Medeiros, ainda causa polêmica. E o secretário de segurança pública do estado, Ronaldo Benedet, resolveu intervir. “A pessoa que substitui Ricardo (Welausen) não é indicação minha. Não fui sequer consultado e, se fosse, com certeza, não seria este nome”, afirma Ronaldo.
Fabrício confirma que a indicação para que ele assuma provisoriamente partiu do diretor do Departamento de Administração Prisional (Deap), Hudson de Queiroz, com o consenso do secretário.
“Este assunto está encerrado. Estou aqui porque o presídio necessita de uma pessoa responsável para não ficar sem comando. Como o ex-diretor foi exonerado do cargo, fico provisoriamente na função até que (Francisco José) Esmeraldino (cabo da Polícia Militar Rodoviária Estadual em Gravatal) tenha condições de assumir”, declara Fabrício.
Hudson diz que o assunto está encerrado e não quer mais ‘colocar lenha’ na fogueira. “Fabrício está na função por alguns dias. Não sei por que ainda mexem com este assunto. Acredito que está tudo definido e o governador está ciente. O cargo é definitivamente uma indicação política”, explica Hudson.
Deputado Edinho quer fim da polêmica
Após quase um mês de polêmicas, o deputado federal Edinho Bez, um dos que pediram a nomeação do policial militar rodoviário Francisco José Esmeraldino da Costa à gerência do presídio, resolveu pronunciar-se nesta sexta-feira. Ele afirma que o caso está encerrado e ainda enfatiza que não tem nenhum problema pessoal com o secretário de segurança pública, Ronaldo Benedet. “Tenho assuntos mais importantes para discutir. Houve uma reunião das lideranças políticas. Quem pode dizer que o novo administrador não é melhor do que o antigo?”, questiona.
Segundo o deputado, houve informações desencontradas. “Isso é um assunto que está resolvido. Não há razão para se preocupar com fulano ou ciclano. Trabalho junto com Ronaldo (secretário de segurança pública), nunca houve discordância entre nós. O nome foi decidido em consenso”, relata.

