Limites de recursos de uma escola não impedem que a relação entre professor, aluno e escola seja harmoniosa, porque, se o educador for criativo no tocante à metodologia, às obrigações curriculares, fazendo as adaptações necessárias e considerando a realidade e o interesse dos alunos, teremos respostas satisfatórias. Estas respostas traduzirão o resultado da aprendizagem, o que queremos que o aluno assimile para seu crescimento como cidadão crítico, participativo e transformador do meio em que vive.
Mesmo contando com poucos meios, podemos, a partir deles, ampliar a realidade à nossa volta, transformando-a e colaborando para que a escola seja, de verdade, um espaço de humana construção da ética planetária, com afeto cooperativo, marcado pelo compromisso na luta por uma sociedade justa e feliz. Nada é impossível, basta o professor ter vontade, ética e comprometimento; digo mais: o modo como o conhecimento será apresentado ao educando é que influi em todo o processo educativo.
Pequenos atos podem se transformar em grandes mudanças no ambiente escolar. Fazer uma reflexão com os alunos em sala de aula, por exemplo, pode mudar aqueles cinco ou até mesmo dez minutos para organização, na chegada da turma. O que, em geral, é tortura para o professor, pode-se transformar em cinco minutos de debate e afago.
Nosso papel como educadores é direcionar os alunos por esses novos caminhos, guiando o processo de aprendizagem, sendo o elo entre eles e o conhecimento. A cada segundo, inúmeras informações nos são apresentadas na internet.
Não podemos fugir e querer descartar da nossa prática pedagógica a realidade deste mundo de informações sem fronteiras. É difícil? Pode ser, mas não impossível. O mestre Paulo Freire ensinava: “Mudar é difícil, mas é possível” e necessário! Não devemos nos acomodar e continuar insistindo naquele sistema de ensino arcaico, impondo conceitos que nada acrescentarão e para nada servirão aos nossos alunos.
E, nessa caminhada, educadores e educandos se superam a cada dia, tornando-se mais sábios e conscientes de que todos aprendem com todos, que ninguém é melhor que ninguém, que todos os saberes são importantes.
É preciso que o ambiente de aprendizagem possa se ajustar às particularidades de cada aluno. Nós, professores, deveríamos estar cientes de que nem todos aprendem ao mesmo tempo e com a mesma metodologia. Temos que dar oportunidade para que nossos alunos consigam caminhar e, assim, caminharemos juntos na mesma direção.
Como atingir esta meta? Pelo diálogo, por atividades realizadas em sala de aula, pela liberdade de o aluno se manifestar por meio da fala, de dinâmicas, da produção de textos. Na realização de trabalhos em grupo, além de trabalhar o ser solidário, observando-se hábitos e atitudes, podemos conhecer e determinar necessidades, respeitar a individualidade, o ritmo, a realidade de vida, a família, os sonhos…
Enfim, aonde o aprendiz pretende chegar com os estudos, qual o seu projeto de vida? É fundamental fazer uma análise da turma, diagnosticar o que sabe e as dificuldades de cada um para que a relação professor-aluno aconteça de forma descontraída, alegre, prazerosa e feliz. Com certeza, este é o melhor modo de colaborar efetivamente na vida do aluno.

