FOTOS Divulgação Notisul
A APAE de Cocal do Sul recebeu um presente que promete movimentar corpo e coração: o Grupo de Dança Gaúcha Turma do Tchê iniciou um projeto voluntário que levará aulas mensais de dança de salão aos alunos da instituição. A primeira vivência aconteceu em agosto e emocionou participantes e instrutores.
O projeto é conduzido pelos instrutores Wiliam Estevam e Aline, que se comprometeram a realizar os encontros sempre na última quinta-feira de cada mês, durante o período da tarde. A proposta é apresentar, a cada edição, dois ritmos tradicionais da cultura gaúcha, como vaneira, vanerão, valsa, xote, chamamé, bugio, rancheira e milonga.
Inclusão pela cultura e pelo movimento
A ideia nasceu como parte de uma exigência do Movimento Tradicionalista Gaúcho do Rio Grande do Sul (MTG/RS), que pede aos instrutores de dança uma vivência prática com pessoas com deficiência (PCDs). O que começou como uma atividade obrigatória logo se transformou em uma iniciativa de afeto, acolhimento e inclusão.
“O primeiro contato com os alunos foi muito bom. Sentimos um interesse muito grande por parte deles na questão das danças. Eles são muito receptivos e carinhosos. Acredito que a inclusão deles no meio da dança será muito positiva para eles e para nós como instrutores”, destacou Wiliam Estevam.
O instrutor reforça que a relação criada com os alunos ultrapassou o esperado.
“Nossa interação foi tão positiva e gratificante com o povo apaeano, que me comprometi a retornar todos os meses. Vamos transmitir um pouco da nossa rica cultura gaúcha através da dança de salão.”
Alegria, expressão e pertencimento
A diretora da APAE, Morgana Moro Kieslark, celebrou a parceria com entusiasmo.
“Somos imensamente gratos ao Grupo Turma do Tchê e aos instrutores Wiliam e Aline por abraçarem nossa causa. A dança é uma forma de inclusão, de expressão e de felicidade. Ver nossos alunos tendo essa oportunidade de aprender e se divertir com a cultura gaúcha é algo muito especial para todos nós.”
A iniciativa reforça a importância de ações culturais acessíveis e mostra como a arte pode ser um instrumento poderoso de inclusão social e valorização da diversidade.


