Priscila Alano
Tubarão
Um acessório aparentemente inocente que está dando o que falar. As chamadas pulseirinhas do sexo não podem mais ser comercializadas em Tubarão, conforme a lei 3436, em vigor desde esta quarta-feira, de autoria do vereador Deka May (PP). Alguns estabelecimentos ainda vendem os acessórios, que podem ser encontrados por R$ 0,20 a unidade. Outras lojas já cumprem a lei e não disponibilizam a pulseirinha.
O estabelecimento que descumprir a lei pode levar uma multa de R$ 1 mil. Em caso de reincidência, o alvará de funcionamento pode ser cassado. Porém, na prefeitura, o fiscal de postura alega que ainda não foi informado sobre a nova norma. Para o vereador Deka May, o primeiro passo foi dado, a lei já está em vigor. Agora, é o momento dos pais e educadores orientarem os alunos sobre o uso destes acessórios.
“O uso destas pulseirinhas é a porta de entrada de outras maldades. Algumas crianças ainda não têm noção do que significa o ato sexual”, alerta o vereador. Para ele, a lei tem como objetivo preservar física e moralmente as próximas gerações, e prevenir contra possíveis traumas que esta brincadeira pode ocasionar. As pulseiras são utilizadas em uma brincadeira onde cada cor significa um grau de intimidade, desde um abraço até o sexo propriamente dito.
É muito fácil comprar as pulseirinhas
Passeando pelo camelódromo de Tubarão, foi muito fácil comprar as pulseirinhas tão desejadas e utilizadas pelos adolescentes. No primeiro box que a equipe do Notisul procurou pelo acessório, a atende explicou que não vendiam mais as pulseirinhas. Já no segundo box, o atendente confirmou que comercializavam as pulseirinhas.
Compramos um conjunto com seis unidades por R$ 1,20. As pulseirinhas não estão à mostra no balcão, e sim em um armário. No centro da cidade, a realidade não é diferente. Alguns comerciantes não vendem mais em função da lei. Já em outras lojas, conseguimos comprar um conjunto de 12 pulseiras por R$ 1,30, e ainda recebemos a nota da compra do produto.

