Brasília (DF)
Hoje, entram em vigor no país as novas diretrizes para o tratamento da hepatite C. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que de três a quatro milhões de pessoas são infectadas por ano em todo o mundo.
Entre as medidas que passam a vigorar no Brasil, está o prolongamento do tratamento até 72 semanas na rede pública, sem precisar do aval de uma comissão médica estadual. Antes, o tratamento era garantido por 48 semanas.
Uma outra mudança é que o remédio utilizado contra a doença, o Interferon Peguilado, será fornecido a portadores de outros tipos de vírus da hepatite C. No país, mais de 11 mil pessoas estão em tratamento com o medicamento. A previsão é que pelo menos mais 500 pacientes passem a utilizar o remédio ainda este ano.
A hepatite C é transmitida pelo contato com o sangue de uma pessoa contaminada, seja por meio de transfusão de sangue, de mãe para filho durante a gravidez, do compartilhamento de seringas, objetos que furam ou cortantes (como alicates de unha e aparelhos usados em cirurgias), tatuagens, piercing e acupuntura. O contágio pode ocorrer pela relação sexual sem preservativo.
Segundo a OMS, entre 130 milhões e 170 milhões desenvolvem a doença de forma crônica e correm risco de ter cirrose ou câncer de fígado. Mais de 350 mil morrem em decorrência disso todos os anos.
Os sintomas mais comuns são cansaço, tontura, enjoo, vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Entretanto, 80% das pessoas doentes não apresentam o quadro.

