
Silvana Lucas
Tubarão
O limite entre o fazer e a capacidade física não podem ser definidos pelo corpo humano. Prova disto é Alan Matei, um jovem tubaronense, tímido, de 24 anos, que sofre de uma distrofia muscular evolutiva, e que mesmo com suas limitações, que são inúmeras, faz do desenho digital a sua arte.
“São poucos os movimentos que posso realizar. Nas mãos posicionadas sobre o mouse do computador crio o meu universo”, conta Alan.
Em seus trabalhos há muitas cores, formatos e figuras geométricas, que ganham formas no software Paint, programa simples para quem entende de design, mas para o desenhista, uma grande ferramenta de criação.
Para os admiradores das artes plásticas, alguns trabalhos de Alan são baseados no artista brasileiro, Romero Britto, mas em sua maioria lembram o movimento Cubista.
Para o futuro, pretende expor seus trabalhos digitais. “Gostaria de ser um incentivo para as pessoas que acreditam ser impossível realizar os seus sonhos”, ressalta o jovem.
As dificuldades vão além dos problemas físicos e de frequentar os bancos escolares. Ele acredita que, talvez, algum dia volte a estudar. “A falta de acessibilidade e o bullying me impediram de continuar, desafio que ainda tenho que enfrentar”, finaliza Alan.