Carolina Carradore
Tubarão
Os educadores classificados no concurso público da rede estadual em caráter temporário e prejudicados durante a escolha de vagas, exigem da gerência regional de educação recomeçar do zero todo o processo de chamada, iniciado quarta-feira passada. “Caso isso não ocorra por bem, iremos entrar na justiça para termos esse direito”, afirma Tânia Fogaça, membro da diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte).
Tânia reúne-se hoje com o advogado do sindicato para analisar que medida será tomada. Porém, uma nova chamada poderia trazer prejuízo. A diretora de Desenvolvimento Humano da Secretaria, Elizete Mello, garante que, se reiniciar o processo, pode haver atraso no início das aulas da rede estadual em Tubarão em pelo menos duas semanas. “Além disso, professores que passam a trabalhar neste mês ficariam sem pagamento, já que o processo de folha de pagamento sofreria um atraso”, justifica Elizete.
Para Tânia, a cogitação do atraso das aulas é uma forma de pressão para que o Sinte acate as propostas da secretaria de educação. “Se eles fizerem agora, poderiam reiniciar na próxima terça e nada será atrasado. Não vamos abrir mão de uma nova lista”, garante.
A gerente de Desenvolvimento Humano da Gered de Tubarão, Jane Mari Vianna, afirma que a gerência dará preferência em todas as outras chamadas para essas pessoas que se sentiram prejudicadas. “Iremos dar todas as oportunidades a esses professores, pois novas vagas irão surgir, mas reiniciar o processo de chamada será impossível”, garantes Jane.
Entenda o caso
Mais de 50 professores classificados no concurso público da rede estadual de ensino em caráter temporário perderam a preferência de vagas após receber informação da gerência de educação. Na primeira chamada, quarta-feira da semana passada, foram informados que poderiam esperar a segunda chamada, pois a lista seria reiniciada. Ao chegarem no Cedup, há dois dias, descobriram que a lista continuou de onde parou, na 130ª chamada.
Retorno
A gerência regional de educação informou ontem, através de ofício, que do dia 8 ao dia 17 de fevereiro ocorrem as atividades de planejamento e organização de administração pedagógica: professores e demais servidores. No dia 17, iniciam as aulas.
Outras reclamações
Além do desencontro de informações que acabou causando problemas para professores na escolha de vagas, outros educadores afirmam que foram prejudicados por falta de informação. A professora Beatriz Alves Gonçalves perdeu a escolha de vagas por não estar listada na primeira chamada. Segundo ela, quando verificou a classificação no concurso no site da secretaria de educação, descobriu que havia sido desclassificada.
“Fui à praia, pois o que eu ia fazer lá (no local onde era feita a escolha das vagas? Só que passei a receber ligações de colegas me avisando que eu fui a terceira a ser chamada. Por um erro de informação, perdi a classificação”, indigna-se. Ela terá que esperar a chamada de todos os aprovados para depois ver onde sobra vaga. “Estou revoltada. Se preciso, irei buscar meus direitos na justiça”.

