Braço do Norte
Suinocultores da região do Vale do Braço do Norte receberam uma ótima notícia ontem! A Coreia do Sul decidiu que irá importar carne suína de Santa Catarina. A Amurel tem produção destaque no país. O diretor da Agência de Quarentena Animal e Vegetal (Qia), órgão de controle sanitário do país oriental, Bong-Kyun Park, ratificou a decisão sul-coreana à comitiva catarinense liderada pelo governador Raimundo Colombo, na sede do órgão, em Gimcheon, na manhã de ontem. Bong-Kyun disse que faltam apenas questões administrativas a serem tratadas entre os ministérios da Agricultura da Coreia do Sul e do Brasil.
A partir das 16 horas de ontem, o encontro foi com o diretor-geral de Cooperação Internacional do Ministério da Agricultura, Kim Dukho, em Sejong. Dukho parabenizou Santa Catarina pelo status sanitário e destacou que é a primeira vez que a Coreia do Sul decide importar carne suína de uma região e não de um país. “Chegamos à conclusão que Santa Catarina tem êxito na área de sanidade animal, principalmente em relação aos controles de febre aftosa e da peste suína clássica”, observa Dukho. Das oito etapas de negociações, seis delas já foram cumpridas. As duas últimas preveem a inspeção e habilitação dos frigoríficos catarinenses e a negociação comercial entre os dois países.
O embaixador do Brasil na Coreia do Sul, Luis Fernando Serra, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Gelson Merisio, os secretários da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa, e de Assuntos Internacionais, Carlos Adauto Virmond Vieira, o diretor-executivo do Sindicato da Indústria de Carnes de SC, Ricardo de Gouveia, e o médico veterinário do Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária, Diogo Ramôa Ramos, participaram das negociações.
Em sua exposição, Bong-Kyun, que está no cargo há cinco meses, ressaltou que a importação de carne suína de Santa Catarina foi discutida diversas vezes desde que assumiu a função. “A posição agora está na fase final”, afirma. Bong-Kyun disse que os técnicos sul-coreanos deverão fazer as inspeções nos produtores e frigoríficos catarinenses no próximo ano.

