Eduardo Zabot
Pedras Grandes
Representantes da Airela Indústria Farmacêutica, de Pedras Grandes, chamaram os funcionários para assinar um acordo na própria empresa. Conforme um dos ex-colaboradores, foi pedido que assinassem um documento em branco, com a proposta de parcelarem os pagamentos em até 12 vezes. “Nada foi pago, estamos sem o salário de fevereiro, fundo de garantia”, conta o funcionário.
O vice-presidente do Sindicato dos trabalhadores na indústria de material plástico, químico e farmacêutico de Biguaçu e região (Sintiplabi), Giovani Hass de Souza, conta que reivindicou que a empresa fizesse as rescisões em juízo. “Nós já havíamos pedido uma cautelar, onde houve a penhora do bens para o pagamento dos funcionários. Sendo assim, eles concordaram em pagar todos na justiça, conforme a ação cautelar”, relata.
A empresa começa a efetuar os acordos hoje. A dívida trabalhista da Airela está orçada em um pouco mais de R$ 1,185 milhões. O valor corresponde aos salários atrasados dos 115 funcionários, demitidos no começo do mês passado, além do correspondente às verbas rescisórias.
No começo de março, a Airela entrou com um pedido de recuperação judicial. A manobra foi uma tentativa para que a empresa não fechasse as portas e o resultado direto foi a demissão da maioria do quadro funcional.

