terça-feira, 13 outubro , 2026

SC completa cinco anos do reconhecimento internacional como zona livre de peste suína clássica

Maior produtor nacional de suínos, Santa Catarina comemora cinco anos como zona livre de peste suína clássica. Em 28 de maio de 2015, catarinenses e gaúchos receberam a certificação da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como a primeira zona brasileira livre da doença.

“Em Santa Catarina o trabalho conduzido pela Secretaria da Agricultura e Cidasc, com todo o apoio do setor produtivo, levou ao reconhecimento internacional do estado como zona livre de peste suína clássica em 2015. Esse status sanitário contribui para que Santa Catarina continue sendo um grande produtor e exportador de carne suína, com acesso aos mercados mais exigentes e também mais rentáveis do mundo. Esse é um grande momento, que deve ser celebrado e que reforça o desafio para o Governo do Estado e setor produtivo de cuidar cada vez mais da sanidade animal em Santa Catarina”, destaca o secretário adjunto da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo Miotto.

Resultados na exportação
O status sanitário diferenciado contribuiu para que Santa Catarina se tornasse um grande produtor e exportador de carne suína, com acesso aos mercados mais competitivos do mundo. Em 2019, o estado bateu o recorde histórico nos embarques do produto, com 411,3 mil toneladas, gerando um faturamento de US$ 856,6 milhões.

Grande parte das exportações catarinenses tem como destino o mercado chinês, que aumentou em 88,9% as compras no último ano, fechando em US$ 414,2 milhões. Em 2019, Santa Catarina ampliou ainda os embarques para mercados altamente exigentes, como Japão, Estados Unidos e Coreia do Sul.

Peste suína clássica
A peste suína clássica é uma doença altamente contagiosa entre suínos e javalis e que não tem cura nem tratamento. É importante lembrar que a peste suína clássica não é transmissível para os seres humanos, porém causa grandes prejuízos para os produtores rurais.

A doença provoca febre alta, paralisia nas patas traseiras, manchas avermelhadas pelo corpo e dificuldades respiratórias. Entre as formas de transmissão estão alimentos ou água contaminados, contato com animais infectados, equipamentos sujos e roupas de indivíduos que mantiveram contato direto com animais doentes ou que têm o vírus incubado.

Regras diferenciadas para quem chega a Santa Catarina
Para manter a excelência sanitária do rebanho, o Estado mantém um rigoroso controle das doenças animais por meio da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) e do Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (Icasa), com a participação dos criadores e entidades ligadas ao setor.

As medidas valem também para quem visitar Santa Catarina. É proibida a entrada com miúdos bovinos in natura de qualquer região do país. Além disso, há restrição para a entrada de suínos e de produtos de origem suína de Alagoas, Amapá, parte do Amazonas, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Roraima – locais que ainda não são considerados livres de peste suína clássica.

Destaque internacional na produção de alimentos

“A vigilância ativa dos médicos veterinários da Cidasc no plantel catarinense e a parceria com o setor público e privado, além do apoio do produtor rural, transformaram Santa Catarina em referência nacional e internacional em defesa agropecuária. Fizemos o nosso dever de casa com maestria, ampliamos os nossos controles, trabalhamos muito e conseguimos conquistar a certificação e, com isso, agregar valor aos produtos catarinenses”, destaca a presidente da Cidasc, Luciane de Cássia Surdi.

Santa Catarina coleciona os títulos de maior produtor nacional de suínos, maçã e cebola; segundo maior produtor de aves e arroz e quarto maior produtor de leite. O Estado é livre de Cydia pomonella, considerado o pior inseto praga da fruticultura e também é o único do país reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre de febre aftosa sem vacinação – status que abre as portas para os mercados mais exigentes do mundo, mas que deixa os rebanhos e lavouras mais vulneráveis a doenças.

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