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A prisão do suspeito de agressão contra grávida em Gaspar foi realizada nesta quarta-feira (25) pela Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Polícia da Comarca de Gaspar (DPCO). O homem, de 24 anos, é investigado por agredir a companheira, que estava grávida de aproximadamente sete meses.
Segundo a investigação, as agressões teriam provocado a antecipação do parto. O bebê morreu pouco após o nascimento. O caso segue sob apuração.
Caso veio à tona durante sepultamento
O episódio ocorreu no fim de janeiro e ganhou repercussão no momento do sepultamento da criança. De acordo com a Polícia Civil, a vítima relatou a familiares e amigos que teria sido agredida pelo companheiro, atribuindo a ele a responsabilidade pela morte do filho.
A partir da denúncia, foi instaurado inquérito policial para apurar os fatos.
Em depoimento, a vítima confirmou as agressões e apresentou documentos que comprovam o nascimento e o óbito do bebê. Outras diligências foram realizadas para reforçar os elementos reunidos na investigação.
Histórico de violência e prisão preventiva
Conforme a polícia, o prontuário médico aponta que o investigado “foi expulso pelo segurança devido a agressões verbais em alto tom ocorridas no quarto da paciente antes da alta hospitalar”.
Diante das evidências e do histórico de violência — incluindo prisão anterior por homicídio e indiciamento por agressões contra a mesma vítima — o delegado responsável pelo caso, Felipe Martins, representou pela prisão preventiva.
O pedido foi acolhido pelo Ministério Público e decretado pelo Poder Judiciário.
Segundo o delegado, caso seja comprovado o nexo causal entre as agressões e a morte do recém-nascido, o suspeito poderá responder por homicídio, além de lesão corporal contra a companheira.
Investigações continuam
O homem foi encaminhado ao presídio local e deve passar por audiência de custódia nas próximas horas.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para esclarecer todas as circunstâncias do caso.

