Angelica Brunatto
Tubarão
Uma das principais rotas alternativas para chegar às praias da região já está liberada. A reforma da Ponte de Congonhas chegou ao fim. Dessa forma, centenas devem de motoristas passar pelo local durante todo o feriado de Carnaval. Mas apenas veículos leves estão autorizados a transitar. Traves foram colocadas para impedir a passagem de caminhões.
Ao longo da via que dá acesso à ponte, várias placas sinalizam o término dos trabalhos. Fato comemorado pela professora Kátia Mederiros. Ela e a filha saíram de Capivari de Baixo rumo ao balneário Camacho, em Jaguaruna. “Sempre passo por aqui, porque não tem aquela tensão da BR-101”, revela a professora. Outro fator, que influencia a rota é o contato com a natureza. “Por aqui, levo metade do tempo para chegar à praia, e ainda posso viajar observando o verde”, conta.
Os moradores do bairro são os que mais comemoram. Para celebrar a abertura da ponte, reuniram-se para realizar um churrasco no local. “Ele serve para comemorar o fim desta novela”, revela o morador Itamar Vieira, o Maduro.
Também não dá para esquecer de quem deu apoio à reforma da travessia. “A gente agradece o esforço de todos os envolvidos nesse trabalho, em especial aos líderes comunitários”, destaca o empresário Valdir Nascimento.
Agora ‘só’ falta a ponte de concreto
Toda a discussão sobre a situação da ponte de Congonhas voltou às pautas após a queda do empresário Beto Lima no rio. A travessia, no limite dos municípios de Tubarão e Jaguaruna, é uma importante via alternativa para quem deseja fugir dos perigos e engarrafamentos da BR-101.
A queda do empresário ocorreu no dia 13 de janeiro, quando atravessava de bicicleta. Então, a população começou a cobrar das autoridades uma solução. Um laudo foi emitido pela Defesa Civil informando que a Ponte não teria condições de uso.
Foi então que a prefeitura de Tubarão interditou o local, fato que não agradou o prefeito de Jaguaruna, Inimar Felisbino. Menos de uma semana após a interdição, a ponte foi incendiada. O ato de vandalismo interditou de vez a travessia. Alguns motociclistas apenas se arriscavam no local.
O convênio para a construção de uma ponte de concreto, firmado entre as prefeituras de Tubarão e Jaguaruna e o governo do estado, foi assinado dias depois. Agora, resta esperar o processo burocrático, para que a obra saia do papel.
Para não deixar a população sem uma ligação entre os dois municípios por muito tempo, o prefeito interino de Tubarão, João Batista de André, aceitou desinterditar a ponte. A ação veio após moradores do bairro protestarem na câmara de vereadores.
Valores
• A reforma da estrutura de madeira está estimada em R$ 20 mil – R$ 8 mil de cada prefeitura e o restante de empresários. Já a construção da estrutura de concreto está orçada em R$ 900 mil – R$ 150 mil de cada prefeitura e R$ 600 mil do governo do estado.
