Letícia Matos
Tubarão
Sem votação, sem questionamentos e sem avaliação. Assim foi o encontro, conforme alguns trabalhadores da saúde, na última sexta-feira, que tinha como propósito aceitar, ou não o reajuste salarial de 12% indicado pelo sindicato patronal.
A assembleia do Sindicato dos Trabalhadores da Área da Saúde de Tubarão e Região (Sitesst) foi divulgada nas redes sociais e por meio de panfletagem, como uma oportunidade para os trabalhadores analisarem a proposta apresentada para o reajuste anual da categoria. Porém, a enfermeira Flávia Porto Paes conta que não foi bem assim. “Não pudemos falar nada. Não houve votação. Chegamos e eles já queriam entrar em estado de greve”, revela.
A coordenadora de faturamento de uma instituição de saúde, Andressa da Silva Lino, destaca que os 12% propostos seriam aceitos por muitos, talvez a maioria. “Acompanhamos negociações em outros segmentos e temos a noção do cenário econômico pelo qual o país passa. Garanto que 12% é bem melhor que ser demitida”, salienta.
As trabalhadoras destacam que é importante ter um sindicato, mas onde a categoria deve ser ouvida. A presidente do Sitesst, Denise Freitas, foi procurada para esclarecer, porém não foi localizada e não retornou as mensagens. Para os representantes sindicais, o reajuste adequado é de 15,34%.

