O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (17) que o país seguirá sozinho na guerra contra o Irã após aliados europeus e asiáticos recusarem apoio militar. A declaração ocorre após pedidos para reforçar a segurança no Estreito de Ormuz, no Oriente Médio.
Segundo Trump, a negativa de países da Otan e de nações como Japão, Austrália e Coreia do Sul foi um “erro tolo”.
Aliados rejeitam участие militar no conflito
O governo norte-americano havia solicitado apoio para patrulhamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás natural transportados no mundo.
A proposta, no entanto, não foi aceita por diversos países.
Durante encontro com o primeiro-ministro da Irlanda, Micheál Martin, Trump criticou a decisão:
“Não precisamos deles, mas deveriam ter ajudado. Estão cometendo um erro muito tolo”, afirmou.
Em publicação na rede Truth Social, o presidente reforçou a posição:
“Não precisamos da ajuda de ninguém”, escreveu, ao citar também Japão, Austrália e Coreia do Sul.
Países defendem diplomacia e evitam envolvimento
Entre as principais respostas internacionais:
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A Alemanha afirmou que não participará de operações militares na região. O ministro da Defesa, Boris Pistorius, declarou que o conflito “não é nossa guerra”.
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A Itália indicou que aposta na diplomacia e não pretende ampliar missões navais.
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A Grécia informou que não se envolverá em ações militares no estreito.
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O Reino Unido ainda avalia a situação e discute alternativas com aliados.
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A França estuda uma possível missão futura, condicionada à redução dos combates.
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A Coreia do Sul disse que analisa o cenário em coordenação com os EUA.
As respostas indicam cautela internacional diante da escalada do conflito.
Tráfego no Estreito de Ormuz começa a ser retomado
Apesar das tensões, o assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, afirmou que petroleiros começaram a atravessar o Estreito de Ormuz “aos poucos”.
A via marítima é considerada estratégica para o comércio global de energia e tem sido alvo de ataques durante o conflito.
Irã sinaliza abertura parcial e descarta переговоры
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que embarcações de “diferentes países” já foram autorizadas a passar pelo estreito.
Segundo ele, o canal permanece aberto, com exceção de navios ligados aos Estados Unidos e seus aliados.
Araghchi também afirmou que não há interesse, neste momento, em negociar com o governo norte-americano para encerrar o conflito.
Contexto e impactos globais
A escalada entre Estados Unidos e Irã tem gerado preocupação internacional, especialmente por envolver uma das principais rotas energéticas do mundo.
A recusa de aliados em participar diretamente da operação militar reforça o isolamento dos EUA na condução do conflito e evidencia a preferência de diversos países por soluções diplomáticas.
