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Trump diz que EUA não precisam de aliados após recusas na guerra contra o Irã

Roberto Schmidt/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (17) que o país seguirá sozinho na guerra contra o Irã após aliados europeus e asiáticos recusarem apoio militar. A declaração ocorre após pedidos para reforçar a segurança no Estreito de Ormuz, no Oriente Médio.

Segundo Trump, a negativa de países da Otan e de nações como Japão, Austrália e Coreia do Sul foi um “erro tolo”.

Aliados rejeitam участие militar no conflito

O governo norte-americano havia solicitado apoio para patrulhamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás natural transportados no mundo.

A proposta, no entanto, não foi aceita por diversos países.

Durante encontro com o primeiro-ministro da Irlanda, Micheál Martin, Trump criticou a decisão:

“Não precisamos deles, mas deveriam ter ajudado. Estão cometendo um erro muito tolo”, afirmou.

Em publicação na rede Truth Social, o presidente reforçou a posição:

“Não precisamos da ajuda de ninguém”, escreveu, ao citar também Japão, Austrália e Coreia do Sul.

Países defendem diplomacia e evitam envolvimento

Entre as principais respostas internacionais:

  • A Alemanha afirmou que não participará de operações militares na região. O ministro da Defesa, Boris Pistorius, declarou que o conflito “não é nossa guerra”.

  • A Itália indicou que aposta na diplomacia e não pretende ampliar missões navais.

  • A Grécia informou que não se envolverá em ações militares no estreito.

  • O Reino Unido ainda avalia a situação e discute alternativas com aliados.

  • A França estuda uma possível missão futura, condicionada à redução dos combates.

  • A Coreia do Sul disse que analisa o cenário em coordenação com os EUA.

As respostas indicam cautela internacional diante da escalada do conflito.

Tráfego no Estreito de Ormuz começa a ser retomado

Apesar das tensões, o assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, afirmou que petroleiros começaram a atravessar o Estreito de Ormuz “aos poucos”.

A via marítima é considerada estratégica para o comércio global de energia e tem sido alvo de ataques durante o conflito.

Irã sinaliza abertura parcial e descarta переговоры

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que embarcações de “diferentes países” já foram autorizadas a passar pelo estreito.

Segundo ele, o canal permanece aberto, com exceção de navios ligados aos Estados Unidos e seus aliados.

Araghchi também afirmou que não há interesse, neste momento, em negociar com o governo norte-americano para encerrar o conflito.

Contexto e impactos globais

A escalada entre Estados Unidos e Irã tem gerado preocupação internacional, especialmente por envolver uma das principais rotas energéticas do mundo.

A recusa de aliados em participar diretamente da operação militar reforça o isolamento dos EUA na condução do conflito e evidencia a preferência de diversos países por soluções diplomáticas.

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