quarta-feira, 4 março , 2026

UFRJ aponta que óleo pode ter saído de área a 700 km da costa

Um estudo realizado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) a pedido da Marinha conseguiu mapear, de forma preliminar, a provável área de onde partiu o óleo que polui praias do Nordeste desde o início de setembro. A região localizada abrange uma área que começa a uma distância de 600 a 700 quilômetros da costa brasileira, já em águas internacionais, em uma latitude próxima da divisa entre Sergipe e Alagoas.

Os cálculos foram feitos no Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia (Lamce) do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe/UFRJ), utilizando uma metodologia chamada de modelagem numérica. Com informações sobre a forma como o óleo chegou às praias, correntes marinhas e ventos, os pesquisadores fizeram uma previsão às avessas, reconstituindo o caminho que esse óleo precisaria ter percorrido para se dissipar da forma que vem ocorrendo.

Professor do Departamento de Meteorologia da UFRJ e do Programa de Pós-Graduação de Engenharia Civil, Luiz Assad, explica que o foco do trabalho, iniciado há duas semanas, é reduzir a extensão da área mapeada e chegar mais perto de um ponto específico de onde pode ter partido o vazamento.

“O ponto inicial seria entre 600 e 700 quilômetros, e [a área] entra um pouco mais pro Atlântico. Estamos nesse momento trabalhando para tentar diminuir essa área. Não temos um ponto de vazamento, temos uma área grande no meio do Oceano que é uma área de provável origem do óleo”.

Se ainda não foi possível ter um resultado conclusivo sobre a área do vazamento, tampouco há condições de afirmar quando ele ocorreu. Segundo Assad, as informações atuais apontam para o início de agosto, um mês antes dos primeiros registros de petróleo na costa, o que se deu em 2 de setembro.

“É uma análise ainda preliminar. A gente ainda não tem como afirmar isso”, pondera.

O pesquisador explica que, ao ser lançado no mar, o óleo sofre transformações em suas características físico-químicas, que fazem com que ele afunde até uma camada subsuperficial do mar. Apesar de pequena, a profundidade é suficiente para que ele passe despercebido por satélites.

Assad conta que o trabalho também inclui calcular o possível alcance que o óleo pode atingir no litoral brasileiro. O pesquisador considera difícil precisar quanto tempo o estudo ainda pode levar, mas ele acredita que serão necessários, ao menos, um mês a um mês e meio.  

Continue lendo

Jiu-Jítsu Integrativo como ferramenta de inclusão

ARTE Divulgação Notisul Tempo de leitura: 4 minutos O jiu-jítsu integrativo inclusão é uma proposta que une prática esportiva, desenvolvimento humano e convivência estruturada. A metodologia...

Fundação Inoversasul é homenageada com selo do Programa Educando Cidadãos em Florianópolis

A Fundação Inoversasul recebeu o selo Educando Cidadãos nesta terça-feira (3), durante solenidade realizada no Auditório da Procuradoria-Geral de Justiça, em Florianópolis. O reconhecimento...

Pelo Estado – Pesca da Tainha 

 Uma portaria do governo federal aumentou em 20% a cota de pesca da tainha para a safra de 2026 em todas as modalidades. A...

Projeto “Remédio em Casa” é apresentado na Câmara de Tubarão

FOTO Divulgação Notisul Tempo de leitura: 3 minutos O projeto Remédio em Casa Tubarão foi protocolado nesta segunda-feira (2), durante sessão da Câmara de Vereadores. A...

O que podemos aprender com a demissão do Filipe Luís?

Bom dia, boa tarde, boa noite.Depende de que horas você está lendo isso.Eu escrevo com um nó na garganta. Não é personagem. Não é...

Santa Catarina recebe R$ 280 milhões para ampliar e modernizar rede elétrica

FOTO SecomGOVSC Divulgação Notisul Tempo de leitura: 6 minutos Os investimentos rede elétrica SC somam R$ 280 milhões aplicados por cooperativas de energia e empresas de...

Bitcoin cai abaixo de US$ 67 mil com escalada da guerra entre EUA e Irã

O Bitcoin caiu abaixo de US$ 67.000 após a escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã, desencadeando forte volatilidade no mercado de criptomoedas....

Caso Orelha: MPSC tem 30 dias para analisar vídeos e celulares de investigados

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) terá 30 dias para analisar vídeos e dados extraídos de celulares apreendidos no âmbito do Caso Orelha,...