domingo, 31 maio , 2026
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“Trabalho tem. Falta quem queira trabalhar”

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Amanda Menger
Tubarão

Notisul – A construção civil é um setor em expansão na região?
Sylvio
– O cenário da construção civil não só em Tubarão, mas no estado, e no país afora, é bom, principalmente com o programa Minha Casa, Minha Vida. Inclusive, devido a este programa, está faltando mão-de-obra. A região atravessa uma fase muito boa com a obra de duplicação da BR-101, do Aeroporto Regional Sul, dos portos. Estas obras fazem parte da construção civil e do crescimento da região. A dificuldade das empresas ligadas ao Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) é a mão-de-obra qualificada, está em falta. Trabalho tem, falta gente que queira trabalhar.

Notisul – Quantas empresas estão filiadas ao Sinduscon?
Sylvio
– São 18 construtoras de Tubarão. Nós estamos mudando o estatuto com apoio da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) para expandir para a Amurel. Com isso, pode até triplicar o número de empresas. Braço do Norte tem sete, oito construtoras, Gravatal tem mais duas, Jaguaruna mais três. Estas são empresas que nós conhecemos porque participam das concorrências públicas nas licitações do estado e dos municípios, fora construtoras de outros municípios.

Notisul – A construção civil tem crescido de forma geral, ou a parte residencial cresce mais do que as obras públicas?
Sylvio
– As obras públicas do estado sempre ocorreram. Em Tubarão, eu vejo que o governo do estado deixou um pouco a desejar, outros governos investiram mais. Na parte de obras públicas, está um pouco parado. Na construção de empreendimentos de incorporação, Tubarão cresceu 100%. Antes, tinham poucas construtoras que faziam incorporação. Hoje, tem mais de 20 empreendimentos em andamento. Antes, eram cinco, seis. Você pode andar pela Vila Moema, Centro, Dehon, por todos os lados tem construção civil e empreendimentos grandes, com mais de dez pavimentos.

Notisul – Tem se falado que este ano é atípico, com problemas financeiros decorrentes da crise mundial, das enchentes, da gripe A. Os prefeitos têm reclamado muito. As medidas tomadas pelo governo federal, com a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de materiais de construção e o lançamento do programa Minha Casa, Minha Vida evitaram que a crise chegasse aos canteiros de obras?
Sylvio
– A redução do IPI foi importante e o programa Minha Casa, Minha Vida também. Porque a classe C tem hoje a possibilidade de adquirir o seu próprio imóvel neste programa. Para as prefeituras, ficou difícil para administrar, porque tinham um custo e a redução do IPI refletiu nos repasses federais para os municípios. O prefeito Manoel Bertoncini (PSDB) está em início de governo, mas acredito que Tubarão poderia estar um pouco mais à frente. A prefeitura deveria investir mais em infraestrutura, para abrir mais a construção civil na cidade. Por que construir só na Vila Moema, no Centro e perto da Unisul? Por que não em Oficinas, no São João margem esquerda, no São Martinho, em Humaitá de Cima? São bairros mais afastados, mas ainda perto do centro, por que não investir lá? Para isso, precisa uma rua com esgoto, água, luz, calçada, tem que ter esse atrativo para o empreendedor ir lá comprar esse imóvel.

Notisul – O que pode ser feito para evitar esses loteamentos irregulares?
Sylvio
– O prefeito tomou uma decisão importante há alguns meses. O pessoal da Celesc e do Águas de Tubarão e mais o Conselho Municipal de Segurança propôs que para qualquer aprovação de projeto a pessoa tem que apresentar na prefeitura toda a documentação. Hoje, os loteadores têm que entregar aos compradores fossa, meio-fio, esgoto, energia elétrica e água.

Notisul – Qual é a tendência hoje da construção civil em Tubarão? Na Vila Moema e no Centro, os prédios são de alto padrão, realmente há mercado para isso?
Sylvio
– Mercado sempre existiu. Tu constróis e queres vender. Eu tiro pela minha empresa. Estou construindo hoje um prédio popular. O cliente que comprar e gostar do produto, quando eu lançar um outro empreendimento de padrão médio e ele tiver condições de comprar, dará o anterior de entrada e vai comprar um médio, daqui a pouco ele melhora o padrão de vida novamente e parte para um outro apartamento, com mais quartos, em outra localização. Com a concorrência, é preciso inovar. Há alguns anos, entregávamos o hall de entrada seco, hoje já é mobiliado. O público cobra isso e as construtoras observam. E o programa Minha Casa, Minha Vida, dará a possibilidade de mais pessoas terem a sua casa, seu apartamento.

Notisul – O fato de termos em Tubarão, na Unisul cursos de arquitetura e engenharia civil ajudou a melhorar o padrão das construções?
Sylvio
– Bota ajudar nisso! Há uns dez anos, nós tínhamos em Tubarão uns quatro engenheiros e dois arquitetos e você ficava preso a estes profissionais. Se eles investiam em suas carreiras, você tinha prédios cada vez mais bonitos, com novidades. Se eles ficassem quietos, a construção seria sempre quadrada, só ia mudar a pintura (risos), um era azul, outro amarelo (risos). Hoje, cada lançamento tem uma novidade. É um prédio redondo, com uma fachada cheia de detalhes, com cerâmicas diferenciadas, pintura com texturas.

Notisul – A maior parte dos materiais usados nas obras é daqui da região?
Sylvio
– Nós temos grandes grupos como a Cecrisa, a Itagres, a Eliane, a Portobello que atendem a construção de Tubarão. Não vou dizer que atendem 100%, tem empresas de São Paulo, tem porcelanato importado também. Hoje, a China tomou conta do mundo inteiro, não é só o vestuário. Eles têm grandes empresas de revestimento cerâmico, de tintas e produtos de qualidade. É uma briga boa. As empresas brasileiras terão que investir em maquinário, investimento para reduzir custos. Hoje, tem empresas de cerâmica que compram o produto da China e embalam no Brasil, com a marca brasileira, para ver que o produto tem qualidade e o custo é mais baixo. A lei trabalhista deles é um pouco complicada. Acho que no Brasil é preciso repensar isso também, porque a concorrência é grande.

Notisul – Como estão as negociações para a abertura da escola da construção civil?
Sylvio
– Essa é uma conquista muito bacana. Nós envolvemos muita gente. Não só do Sinduscon, mas de outros sindicatos, como os madeireiros, da cerâmica. Recebemos o apoio da Fiesc e, após uma reunião com eles, decidimos pela escola. Alguns me chamaram de louco. Mas todos vestiram a camisa. Conseguimos um terreno de 20 mil metros quadrados que já foi doado à Fiesc. Esta foi uma conquista que teve o apoio também do vereador Dionísio Bressan Lemos (PP) e do secretário de indústria e comércio de Tubarão, Estener Soratto Júnior. Aliás, Estener é uma grande revelação. Quando falaram que ele ia ser o secretário, não imaginava que ele ia fazer o que está fazendo hoje. Achei que seria mais um que pegaria um cargo político e não faria nada. Mas ele me surpreendeu, com boas ideias, pensa para frente. Aí apresentamos a ideia da escola para o prefeito e ele comprometeu-se em dar a infraestrutura para o terreno, já no ano que vem. E a Fiesc fará o projeto e a construção. Será uma escola com diversos cursos do Senai, de carpintaria, mecânica, cerâmica, hidráulica. A escola será próximo ao Estádio Domingos Silveira Gonzales. Esta será uma obra de uns 18 a 24 meses e irá desenvolver muito o bairro.

Notisul – Todas as áreas da construção civil têm dificuldade de encontrar profissional qualificado?
Sylvio
– A Unisul forma, todos os anos, engenheiros e arquitetos. Uma parte fica em Tubarão e outros saem. Essa parte técnica tem bons profissionais. Mas pedreiro, servente, carpinteiro, colocador de piso, encanador, eletricista é difícil. Hoje o meu colocador de piso trabalha para outras duas empresas também. Se as três empresas estão colocando piso, a coisa complica. Eu tenho que trazer mão-de-obra de Araranguá, de Arroio do Silva, de Florianópolis, para tocar obra em Tubarão.

Notisul – Em termos financeiros, é bom trabalhar na construção civil? Por que se tem aquela ideia de que a construção civil é a opção para aquele que não quis estudar…
Sylvio
– Nossa, eu tenho até vergonha de falar isso (pausa). A família da minha esposa é de professores, e eu comento muito lá em casa, que hoje, um bom pedreiro, um colocador de piso, ganha três vezes mais do que um professor. É uma pena a gente falar isso. Uma pessoa que não estudou ganha mais do que um professor. E o professor tem que estar sempre fazendo cursos de atualização, leva trabalho para casa, além de se incomodar com os pais de alunos, e o compromisso que ele tem perante a comunidade: de formar as crianças e ganhar o salário que ganha. Já falei para muitos colegas que trabalham em educação: vai fazer um cursinho técnico de colocador de piso. Tu vai ganhar mais, não vai ter que corrigir prova. Deu o fim do expediente e vai para casa descansar. Sabemos que a maioria dos trabalhadores da construção civil não tem uma escolaridade alta, por isso, queremos levá-los para a escola. Para que possam melhorar o seu trabalho e até ganhar mais. Tive uma reunião esta semana na Unisul, com a participação do secretário de indústria e comércio da prefeitura, e vamos ver como a universidade pode ajudar a qualificar a mão-de-obra da construção civil.

Notisul – Isso é importante, até porque a tecnologia também chega ao canteiro de obra…
Sylvio
– Com certeza, porque quando chega a novidade, ele não sabe usar. Às vezes, é só apertar um botão, mas tem que ler o manual de instruções. Muitos não sabem ler, e os que sabem leem e não entendem. É difícil ter que explicar tudo e isso toma tempo. Em obra, isso é fundamental. Esse é outro motivo para levá-los para a escola.

A pequena empresa

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No nosso singular regime de liberdade, somos capitalistas sob o ponto de vista econômico e liberais sob o ponto de vista político. Esta postura nos leva a sermos participantes inconscientes do confronto leonino com a ditadura global do modelo de produção da era tecnológica.

O artigo 170 da Constituição (Título VII – Da Ordem Econômica e Financeira) diz: “A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social, observados os seguintes princípios: (…) IX – tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e administração no país”.

Na obra “Participação e Solidariedade: a Revolução do Terceiro Milênio II”, o professor Osvaldo Della Giustina aborda a questão da exclusão e da insegurança do modelo econômico da revolução tecnológica atual. Caminhamos para uma ruptura por falta de harmonia do homem com o universo, pois carecemos de conteúdo participativo.
E mais, restringe-se o acesso à atividade econômica e o cidadão não consegue ver a sua autorrealização através do trabalho, um processo nato dos indivíduos. Em busca de um novo sentido para o homem, através da massa de consciência que sobreviverá, o professor atenta para a necessidade da desconcentração econômica como estratégia e instrumento de ampliar o trabalho e a renda, permitindo o acesso de maior número à atividade econômica e a participação consequente em seus resultados.

Entre outras medidas sugeridas, no livro, para a correção do rumo, está “o apoio à criação e à viabilidade de pequenas e microempresas”. Partindo da Constituição e do pensamento do professor Della Giustina, deveríamos ter uma pequena empresa forte. Mas tal não acontece. O tratamento dado pelas autoridades a este segmento é de absoluta falta de sensibilidade. Além da carga tributária (5% a 8% do faturamento), não há a mínima consideração para particularidades.

Nos planos econômicos que resultam em restrição de vendas, ou mesmo parada completa, as coisas têm acontecido de forma absolutamente injusta. Cai o mercado, a escala despenca, faltam recursos, os juros e os custos aumentam, o crédito desaparece e a inadimplência assombra. Na sequência, as multas bancárias são debitadas, os impostos não podem ser pagos e as autuações (multas e juros) duplicam a dívida fiscal.

O capital do pequeno empresário é o seu trabalho poupado que acaba se esvaindo. Em seguida, vêm Cadin, Serasa, SPC, protestos de títulos com o consequente crédito arruinado, impedimento de operar com bancos estatais (Banco do Brasil e Caixa Econômica) e bancos de desenvolvimento. Está claro que não há como trabalhar. O pequeno empreendedor conduz seu trabalho para a clandestinidade, que é, de fato, o primeiro estágio do ilícito e o portal escancarado do crime.
Os que prezam pelos seus bons princípios encerram suas carreiras como empresários.

Sabe o que os astros guardam para você hoje?

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Áries (21/03 a 19/04)
Dia caracterizado por energia produtiva, favorável ao trabalho e a tudo o que requeira organização, perseverança e visão de longo alcance. Você deve encontrar o equilíbrio entre a ponderação e as ações. Cuidado com o excesso de veemência.

Touro ( 20/04 a 20/05)
Dia interessante para refletir sobre objetivos, propósitos, valores e como eles estão alinhados com o amadurecimento emocional pelo qual vem passando desde o segundo semestre de 2007. Também é favorável para praticar a tolerância e o bom senso.

Gêmeos (21/05 a 21/06)
Nos próximos dias, você deverá resolver pendências relativas ao trabalho, ao lar e à vida familiar. Desafios que você vem enfrentando já há algum tempo. Mas que agora poderão ser melhor elaborados.

Câncer (22/06 a 22/07)
A Lua, regente canceriano, está em Capricórnio, indicando energia voltada para a percepção das responsabilidades dos relacionamentos e da importância da maturidade e da experiência.

Leão (23/07 a 22/08)
Marte em seu signo desafia o Sol, indicando que há a tendência a agir de forma egocêntrica, visando apenas os próprios interesses. Isso pode criar situações destrutivas e conflitos emocionais.

Virgem (23/08 a 22/09)
Saturno está se movimentando no último grau do seu signo e faz contato com a Lua, simbolizando o desejo virginiano de estabilizar-se emocionalmente. Mas para isso deverá compreender as mudanças necessárias que revelam maturidade.

Libra (23/09 a 22/10)
Procure refletir sobre como você vem modificando a relação com os familiares e com as suas origens emocionais. Deve sustentar-se sobre uma base forte, mas isso não significa esconder os sentimentos e a sensibilidade, pois justamente eles é que representam a sua fortaleza.

Escorpião (23/10 a 21/11)
Plutão, o regente escorpiano, está se aproximando do aspecto com Saturno, que simboliza a necessidade de cortar laços que já não servem mais à evolução escorpiana. É uma fase de desapego, que levará a um novo nível de entendimento.

Sagitário (22/11 a 21/12)
Compreenda que os seus valores não devem ser indicados pelo que a sociedade ou as pessoas valorizam, mas aquilo que você sente ser importante para o seu amadurecimento.

Capricórnio (22/12 a 19/01)
A Lua está em seu signo, indicando um dia em que você deseja estar mais à vontade com os seus sentimentos. Para isso, colabora a experiência que adquiriu ao longo dos últimos anos e que lhe preparou para os novos desafios que estão chegando.

Aquário (20/01 a 18/02)
Dia introspectivo para os aquarianos, que devem refletir sobre a importância de terem seus momentos de recolhimento e de solidão. Dê-se tempo para contemplar.

Peixes (19/02 a 20/03)
Dia oportuno para buscar o equilíbrio entre a razão e a emoção. O bom senso revela-se tratando o contraditório como complemento e não como conflito, pisciano.

Divisão Especial: Hercílio não consegue segurar o Imbituba

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Maycon Vianna
Tubarão

A torcida do Hercílio Luz esperava uma boa apresentação do time após 45 dias de paralisação do quadrangular decisivo da Divisão Especial do Catarinense. O CFZ Imbituba, mais bem estruturado em campo, venceu o Leão do Sul, com dois jogadores a menos, em pleno Anibal Costa, por 3 a 1.

O jogo começou truncado no meio campo. O time imbitubense começou a pressionar mais quase na metade do primeiro tempo e abriu o placar aos 25 minutos, com Felipe Oliveira. Os hercilistas tentaram o gol do empate, mas o Imbituba conseguiu segurar as investidas do ataque da equipe da casa.

No segundo tempo, o técnico Osmar Magalhães resolveu mexer no time e deu mobilidade ao ataque do Leão. O treinador tirou o defensor Indião e colocou o meia-atacante Marcelo Castelli. Porém, a alteração não surtiu efeito. Aos 12 minutos, em uma bela cobrança de falta, Carlos Eduardo bateu na esquerda do goleiro Tiago, do Hercílio, sem chances.

Com o placar adverso, Osmar mexeu mais uma vez e Samuel foi para o jogo. O colorado começou a gostar da partida e diminuiu o placar aos 37 minutos, com Edson Bugrão, em uma bela cobrança de falta da intermediária.

O Hercílio Luz partiu para o ataque e tentou buscar o empate. No entanto, quando o gol do time tubaronense parecia mais perto, em uma jogada de contra-ataque, aos 42 minutos, Baiano marcou o terceiro do Imbituba e deu número finais ao confronto.

Na próxima rodada, quarta-feira, às 17 horas, o Hercílio Luz enfrenta o Juventus fora de casa. Já o Imbituba, recebe o Porto, no Estádio Emília Rodrigues.

Farol Shopping: Aniversário é hoje

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Tubarão

Hoje, o Farol Shopping, em Tubarão, comemora três anos de atividades. A festa de aniversário começou a ser festejada no início deste mês, com diversas ações. No grande dia, a programação começa cedo. Às 9 horas, será celebrada uma missa pelo padre Elias Della Giustina, no mall central. Depois do culto, os convidados cantarão o tradicional “Parabéns Pra Você”, com direito ao corte do bolo de aniversário.

A programação segue à noite. Às 19 horas, a Bandativa fará um show na área externa do Farol Shopping. Durante o mês, foram realizadas apresentações artístico-culturais. O Acústico Farol, a promoção Quatro Dias de Loucura, a exposição Vício Motor Show, entre outras atividades, ofereceram aos visitantes a oportunidade de comemorar os três anos de atividade.

Em funcionamento há exatos três anos, o Farol Shopping é considerado o maior centro de compras e entretenimento do sul de Santa Catarina. Conta com um mix de lojas variado e atraente, e promoções constante. A expectativa é encerrar o ano com a visitação de três milhões de pessoas. Número que deve aumentar consideravelmente no próximo ano, estimado em 4,5 milhões, com a abertura do supermercado Nacional (que ocorrerá esta semana) e com a Havan (a inauguração deve ocorrer no fim do próximo mês).

Centro Histórico: Comissão discute o destombamento

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Amanda Menger
Tubarão

No próximo ano, o tombamento do Centro Histórico de Laguna completará 25 anos. Na semana passada, o município foi contemplado com R$ 8,5 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das cidades históricas do governo federal. Além disso, conhecer o casario colonial e o romance de Anita e Giuseppe Garibaldi é um dos atrativos aos turistas. Contudo, o título de patrimônio cultural do Brasil poderá tornar-se passado na história da Cidade Juliana.

Uma comissão formada na câmara de vereadores discute um possível destombamento do centro histórico. “Sabemos que ser um patrimônio histórico traz benefícios para Laguna, como os recursos de R$ 8,5 milhões. Mas também dificulta a vida das pessoas que moram no centro histórico. Quem é dono de uma casa considerada patrimônio histórico só pode mexer, fazer alguma reforma se tiver a autorização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O que queremos é discutir as regras do tombamento e, de repente, flexibilizá-las”, explica o presidente da câmara, Deivysonn Souza (PMDB).

Um ofício convocando os técnicos do Iphan para irem à câmara foi enviado há alguns dias. Uma data para a apresentação ainda será marcada. “Essa questão do destombamento surge de vez em quando. Já recebemos o pedido de informações da câmara. Isso é comum, geralmente todos os anos vamos à câmara para falar do nosso trabalho e isso é bom”, afirma a chefe do escritório técnico, Ana Paula Cittadin.

Ana Paula diz desconhecer que alguma cidade tombada tenha conseguido reverter a situação. “Acredito que isso não ocorrerá. Afinal, o Iphan tem inclusive um escritório técnico. A cidade é reconhecida como patrimônio histórico nacional e recebe recursos para isso. Desconheço que tenha ocorrido algum destombamento”, relata a chefe do escritório.

Solidariedade: Sorrisos mais saudáveis

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Maycon Vianna
Tubarão/Braço do Norte

Os dentistas Tarcísio Alex Fonseca e Lucienne Xerfan de Oliveira, que atuam em Braço do Norte e Tubarão, querem levar mais alegria para crianças de baixa renda da região sul de Santa Catarina. Eles pretendem ver estampado no rosto de cada uma delas um sorriso bonito, livre de cáries e outros problemas. Por isso, integram a Turma do Bem desde 2002. “Somos integrantes de uma Organização Não Governamental (ONG) que visa levar mais saúde bucal às crianças. Nada melhor do que ver os dentes em dia e o sorriso no rosto delas. Isso é muito gratificante”, destaca Tarcísio.

Os profissionais atendem crianças e adolescentes entre 11 e 17 anos, desde que comprovem que são de famílias com baixa renda. “A ideia é fazermos uma triagem nas escolas da Amurel e da Amrec (região de Criciúma) para saber quem realmente precisa de atendimento odontológico. É um trabalho social importante”, enfatiza Tarcísio.

Para ajudar mais crianças e adolescentes, é preciso que mais profissionais apoiem a iniciativa. Por isso, hoje, no Clube Cruzeiro, em Braço do Norte, e quarta-feira, no antigo cinema do Praça Shopping, em Tubarão, será exibido o documentário Boca a Boca. “Este documentário promete conscientizar a população a respeito dos problemas com a saúde bucal das crianças brasileiras”, explica o dentista. O filme, idealizado pelo dentista Fabio Bibancos, propõe uma discussão sobre a precária condição de saúde bucal dos brasileiros e traz um alerta à sociedade.

Blitz: Discussão termina em tiros

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Maycon Vianna
Imbituba*

Uma discussão entre um delegado da Polícia Civil e policiais militares por pouco não acabou em tragédia. O caso ocorreu sábado à tarde, em Imbituba. Em uma blitz de rotina, PMs abordaram um Gol. Eles constataram que o carro não tinha macaco e extintor. Os equipamentos são de uso obrigatório e a falta deles gera notificação e apreensão do veículo.

O Gol foi levado até o quartel da 1ª Companhia da 9ª Guarnição Especial da PM de Imbituba. Durante a notificação, a condutora do veículo ligou para sua advogada, que chegou logo em seguida. Ela alegou que os PMs não poderiam apreender o carro. Logo após o veículo ser levado ao quartel, um delegado da PC entrou na companhia. Ele questionou a ação dos policiais militares e alegou que eles teriam insultado a advogada, que é sua esposa.

Durante a discussão, foi solicitado reforço ao Pelotão de Patrulhamento Tático (PPT). Quando a guarnição chegou ao quartel, o delegado teria sacado a sua pistola ponto 40 e apontado para a cabeça de um dos soldados que participou da abordagem ao Gol. Um policial civil que acompanhava o delegado teria disparado a pistola teaser (arma não letal que usa uma espécie de eletrochoque). Ninguém ficou ferido.

O delegado foi imobilizado e detido pelo comandante da 9ª Guarnição, major Evaldo Hoffmann. “Esperamos que o episódio não arranhe o bom relacionamento entre as duas instituições em Imbituba, até porque o policial civil não trabalha em Imbituba”, declara o major Evaldo. Depois de levado à Delegacia de Polícia Civil de Imbituba, o delegado prestou depoimento e foi liberado.

Jornalista tem câmera apreendida
A confusão em Imbituba não parou por aí. O jornalista João Batista Coelho, do jornal O Popular, aguardava a saída dos envolvidos para entrevistá-los, quando foi abordado por um policial civil. “Ele perguntou se eu era jornalista ou da inteligência da PM. Disse que era repórter e nisso ele tirou a câmera fotográfica que estava comigo. Eu não tinha feito foto de ninguém, só dos carros parados em frente ao quartel (imagem acima). Fiquei das 16 às 22 horas de sábado tentando reaver a minha câmera. Quando me entregaram de volta, tinham apagado todas as fotos que estavam no cartão”, conta o jornalista.

João tentou registrar um boletim de ocorrência e não obteve sucesso. “Vou entrar com uma representação no Ministério Público por abuso de autoridade policial, constrangimento e censura”, revela João. O Notisul tentou contato com os delegados envolvidos no caso, mas nenhum deles atendeu ou retornou às ligações.

* Com informações de Amanda Menger.

Presídio: Definição da licitação deve sair hoje

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Zahyra Mattar
Tubarão

Um erro na planilha de valores, apresentada pela construtora Camilo e Ghisi, de Tubarão, vencedora do processo de licitação para efetuar as obras de engenharia civil convencional do novo prédio do Presídio Regional, fez com que a empresa fosse desclassificada do processo.

Com isso, a segunda colocada na licitação, a Bringueti Engenharia, de Florianópolis, deverá assumir os trabalhos. Isto se a primeira não questionar o resultado judicialmente. E é justamente isto que será verificado hoje. Até sexta-feira, não havia informações de que a empresa havia impetrado algum recurso.

Para as obras de monoblocos de concreto de alta resistência, apenas uma empresa participou. É a Verdecom, do Rio Grande do Sul. As ordens de serviço – as duas últimas etapas serão feitas em paralelo – eram para ter sido entregues na primeira quinzena deste mês. Porém, como surgiu o erro na planilha, é necessário, por lei, esperar o prazo para a empresa poder recorrer, se o desejar.

Caso não haja recurso, as ordens de serviço poderão ser entregues nesta sexta-feira, quando o governador Luiz Henrique da Silveira inaugura as obras de pavimentação da estrado do Camacho, em Jaguaruna.

A primeira etapa da construção do novo prédio do presídio está concluída desde maio. Trata-se da terraplanagem do terreno no bairro Bom Pastor, feita pela Construtora Êxito, de Itajaí. Ao todo, o novo presídio custará aproximadamente R$ 8 milhões. Deste valor, cerca de R$ 6,8 milhões referem-se a estas duas últimas fases. No total, serão abertas 248 vagas para detentos no novo prédio.

As obras
• As obras de engenharia civil convencional têm prazo de conclusão de 360 dias a partir do início. As de monoblocos de concreto de alta resistência devem ficar prontas em 210 dias, conforme o edital de licitação.

• Conforme o projeto arquitetônico, na parte inferior ficará toda a estrutura dos presos: celas, dois quartos para visita íntima, banheiros para os familiares, salas de revista, depósito, ambulatório, sala para advogado e cozinha com pequeno refeitório para os detentos responsáveis pela comida.

• A parte superior abrange toda a estrutura administrativa, alojamento, banheiros e cozinha para os agentes prisionais. Os policiais militares que fazem a segurança do local também terão um alojamento, anexo ao prédio principal.

Centro de Múltiplo Uso: Edital de licitação é lançado

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Wagner da Silva
São Ludgero

No primeiro momento, o espaço seria usado apenas para as atividades da terceira idade e o memorial Humberto Rohden. Mas a ideia de resgatar a cultura e realizar outros eventos mudaram o projeto do Centro de Múltiplo Uso, que será construído em São Ludgero. O edital de licitação foi lançado.

O projeto poderia ter sido engavetado se não fosse uma das prioridades da administração municipal. Desde 2005, quando assumiu como prefeito, Ademir Gesing (PMDB), o Gogo, lutava pela obra. O edital ainda será analisado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).

A obra é orçada em pouco mais de R$ 3,12 milhões. Destes, R$ 2,5 milhões são do governo do estado e R$ 650 mil de contrapartida da prefeitura. O centro terá aproximadamente três mil metros quadrados de área e deve ser utilizado, além das atividades da terceira idade, para aulas de teatro, música, dança, seminários, palestras, entre outros eventos. “Estudamos ainda a utilização do espaço para outras atividades, com objetivo de valorizar a cultura”, anuncia o prefeito. A previsão é iniciar a obra na primeira quinzena de dezembro e o prazo de entrega é de um ano.