domingo, 31 maio , 2026
Início Site Página 10108

Tráfico de drogas: A rota do ecstasy na região

0

Maycon Vianna
Tubarão

A rota do tráfico de ecstasy em Santa Catarina chegou com força nas perigosas baladas eletrônicas, geralmente noturnas, da região sul. A constatação é do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) do estado. “Já conseguimos interceptar a rota exclusiva do ecstasy que teria destino eventos particulares de Imbituba, Garopaba, Laguna, Tubarão, Criciúma e Araranguá”, destaca o delegado da Deic, Cláudio Monteiro.

A descoberta de um enorme esquema de produção de drogas em Imaruí, no dia 3 de agosto, fez com que os investigadores da Deic iniciassem a monitoração do destino do comércio de ecstasy no sul do estado. “As maiores apreensões ocorrem no verão, principalmente em Garopaba e Imbituba, onde a intensa vida noturna faz com que os traficantes tenham facilidade de negociar este tipo de droga”, revela o delegado da comarca de Imbituba, Luiz Carlos Jeremias.

Já em Tubarão, o problema está relacionado com alguns universitários, que normalmente compram dos traficantes pela internet. “A nossa equipe de investigação está atenta ao comércio eletrônico do ecstasy. A origem destas drogas pode ser Balneário Camboriú”, revela o delegado do Núcleo de Investigações Criminais (NIC), Marcos Ghizoni.

Últimas apreensões em SC
• Tubarão: A Polícia Civil prendeu em flagrante, na última quinta-feira, um jovem de 24 anos com 137 pedras de ectasy. Ele foi encaminhado ao Presídio Regional de Tubarão.

• Balneário Camboriú: A Polícia Civil apreendeu cerca de 800 comprimidos de ecstasy e mil pontos de LSD na tarde do dia 25 do mês passado. Três pessoas foram presas.

• Laguna: Um jovem universitário de 22 anos foi preso na madrugada do dia 16 de maio do ano passado. Ele estava com 284 compridos de ecstasy escondidos dentro da calça quando se dirigia para a casa da namorada.

Ecstasy: a droga do verão!

A venda de ecstasy é realizada em cidades litorâneas com potencial turístico de maior evidência principalmente no verão. Segundo o delegado da Central de Polícia Civil de Laguna, Rubem Thomé, a cidade não se encaixa na rota do tráfico de ecstasy na região. “Não é comum apreender este tipo de droga em Laguna. A maioria da população tem o poder aquisitivo muito baixo. Por isso, o tráfico de drogas é mais de maconha e cocaína”, relata.

Em Garopaba, por exemplo, o ecstasy é considerada a droga do verão. “Tem rumores que o tráfico ocorre em festas isoladas. Não é difícil prendermos quem vende a droga, basta montarmos operações específicas em frente às baladas. O que falta é efetivo policial”, avalia o delegado da comarca de Garopaba, Ricardo Saroldi Chaves.

O delegado Ricardo destaca ainda que o comércio ilegal da droga existe dentro das residências dos traficantes. “Aqui (Garopaba), eles promovem churrascos e chamam a ‘galera’. É aí que iniciam os contatos. Em ambiente particular, é muito complicado dar o flagrante”, completa.

Envolvimento de ‘traficantes playboys’

Longe dos riscos das chamadas bocas-de-fumo de becos e favelas (procuradas por consumidores de maconha, cocaína e crack), o ecstasy está cada vez mais fácil de ser encontrado em festas, danceterias e bares da região. Comprimidos do tamanho de uma aspirina – estampados com carinhas felizes, animais, grifes famosas e personagens de quadrinhos – transformaram-se em combustível de muitos baladeiros e fonte de renda para os ‘traficantes playboys’, como a polícia costuma chamá-los.

O delegado da comarca de Imbituba, Luiz Carlos Jeremias, confirma que a droga é destinada à classe social mais alta. “Temos muitas festas de música eletrônica disfarçadas com outros nomes. Nestes locais, sempre ocorre venda de ecstasy. O que dificulta o trabalho da polícia são os chamados usuários-traficantes: quem consome também vende”, avalia.

Curiosamente, o perfil dos traficantes e dos usuários da região é o mesmo. Em 90% dos casos, segundo o Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic), são jovens de classe média alta, nível universitário, que moram com os pais e têm entre 18 e 25 anos.

Presídio Regional: Embate entre ex e atual administrador

0

Maycon Vianna
Tubarão

O ex-diretor do Presídio Regional de Tubarão, Ricardo Welausen, disse nesta sexta-feira que se sente ‘traído’ após ser substituído na função de diretor pelo agente prisional Fabrício Buss de Medeiros. Ricardo deve voltar a trabalhar como agente prisional na Unidade Prisional Avançada (UPA) de Imbituba.
Há dez dias, o ex-administrador teve que entregar as chaves do presídio para Fabrício, durante uma reunião com agentes prisionais.

“Preferia entregar (as chaves) para Esmeraldino (Francisco José Esmeraldino da Costa – cabo da Polícia Militar Rodoviária Estadual). Não consigo entender o motivo desta mudança e como escolheram este rapaz. Como nunca me envolvi com política, então, após cinco anos de trabalho sério, não sei por que resolveram me tirar do cargo”, questiona.

Sobre o seu futuro profissional, o ex-diretor despista. “Quero trabalhar com pessoas de caráter. Sei que nas unidades prisionais tem muita gente boa. Por enquanto, preciso analisar e depois voltarei a pensar na minha carreira”, diz Ricardo.

Já o atual administrador do, Fabrício rebate as críticas. “Não tenho nada para falar profissionalmente do Ricardo, mas não temos relação alguma. Prefiro não me aproximar. Tivemos alguns problemas pessoais, mas já passou. Só sei que a situação do presídio está pior do que quando eu trabalhava de agente prisional”, revela.

Greve dos bancários: Negociações estão emperradas

0

Zahyra Mattar
Tubarão

Após dois dias de negociações sem resultado, os bancários do país votaram pela manutenção do movimento grevista nesta sexta-feira. Na base do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Tubarão e Região (Seebtr), todas as agências dos bancos públicos (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Besc) continuarão fechadas na próxima semana.

Na rede privada, os trabalhadores foram obrigados a retornar ao batente já na última quinta-feira por conta de uma liminar de interdito proibitório conseguido pelos bancos. De qualquer forma, todos continuam em estado de greve e também aguardam o desenrolar das negociações.

Nesta sexta, até as 20h30min, as partes ainda deliberavam, mas apenas as questões ligadas à participação nos lucros e resultados. “Os bancos não querem negociar os índices de reajustes, nossa principal pauta. Marcamos outra assembleia, para as 9 horas de segunda-feira, para avaliar as novas propostas, se é que existirão”, informa o presidente do Seebtr, Armando Machado Filho.

Sabe o que os astros guardam para você hoje?

0

Áries (21/03 a 19/04)
Dia em que a reflexão deve prevalecer sobre as ações. Perceba as sutilezas, ouça o chamado interior, esteja atento à intuição. A mente racional não consegue abarcar toda a realidade e hoje é um dia interessante para observar isso.

Touro ( 20/04 a 20/05)
Uma melhor harmonização entre pensamentos e atitudes ocorre agora, facilitando a interação entre as pessoas, depois de um período crítico de reavaliações e problemas de comunicação.

Gêmeos (21/05 a 21/06)
Mercúrio, o regente geminiano, está em contato com Marte, indicando positividade para os assuntos profissionais, emocionais e financeiros. Ao contrário do período anterior, agora é momento positivo para expressar as suas necessidades.

Câncer (22/06 a 22/07)
Marte, em movimento pelo seu signo, aspecta o planeta Mercúrio, indicando momento favorável para empreender ações que favoreçam um melhor entendimento com as pessoas e melhor aproveitamento dos recursos.

Leão (23/07 a 22/08)
Como é importante compreender as coisas com clareza, coisa que estava difícil há pouco tempo. Agora, você está mais ciente e isso facilita colocar em prática as conclusões a que chegou.

Virgem (23/08 a 22/09)
Em seu signo o planeta Mercúrio está em bom aspecto com Marte, indicando pensamentos e ações mais coordenados, de modo que haja menos discrepância entre o que você pensa e faz.

Libra (23/09 a 22/10)
Muitas reflexões foram feitas e com elas você chegou a importantes conclusões. Agora é o momento de colocar em prática o que foi refletido.

Escorpião (23/10 a 21/11)
Bom momento para empreender ações afinadas com seus objetivos, ideais e planos. Tudo agora clareou, depois de uma verdadeira tempestade. Mas foi uma purificação necessária, visando a conscientização.

Sagitário (22/11 a 21/12)
Bom momento para o trabalho, as finanças e também para ações mais sintonizadas com seus sentimentos e necessidades emocionais. Este é um momento importante, em que não devemos negligenciar o que nos cabe fazer.

Capricórnio (22/12 a 19/01)
Possibilidade de ações que favoreçam a harmonização de pessoas e idéias diferentes. Vida a esta sucessão de ciclos, para que nos aprimoremos e busquemos a evolução. Nenhum momento é igual ao outro. É o que você percebe agora.

Aquário (20/01 a 18/02)
Reflexão sobre os seus valores, que faz com que perceba como as coisas abstratas são importantes. E como as emoções estão presentes também nas questões materiais. Tudo é energia, e agora é um momento interessante para refletir o que tem valor na vida.

Peixes (19/02 a 20/03)
A Lua está em seu signo, simbolizando a necessidade de um ritmo mais sintonizado com o psiquismo e os sentimentos. Não é necessário explicar o que se sente, mas aceitar as emoções como parte intrínseca da natureza humana. Intuição aflorada.

Abolicionismo no Brasil

0

A escravidão é fruto da colonização do Brasil. Foi no processo de exploração dos colonos, e no interesse de Portugal em adquirir riquezas, que muitos africanos foram capturados como animais e comercializados como mercadorias. No Brasil, este processo durou praticamente 300 anos, até que por pressão da Inglaterra, o governo de Portugal abrigou-se a criar leis que dessem liberdade aos negros. O governo regencial declara suspenso o tráfico de escravos ilegal no território brasileiro e a entrada de escravos africanos permanece em grande escala, e muitos liberais declaram-se contrários ao tráfico e à escravidão, mas o regime escravista é visto como necessário à economia, pois foi durante a regência que começou a expansão da cultura cafeeira, aumentando assim a necessidade de mão-de-obra.

Em março de 1845, esgotou-se o prazo do tratado assinado entre o Brasil e Grã-Bretanha, onde o parlamento britânico aprova a Bill Aberdeem o direito de perseguir os navios negreiros mesmo em águas brasileiras, navios chamados de tumbeiros, que eram fiscalizados em qualquer parte do mar se estavam transportando escravos. Os navios ingleses perseguiam as embarcações suspeitas, a Marinha Britânica invadia águas territoriais ameaçando bloquear os portos, mas os navios antes de serem abordados eles jogavam a carga humana toda no oceano.

Em 1850, o governo de Dom Pedro 2º acaba com o tráfico de escravos com a lei Euzébio de Queirós, onde aos poucos os imigrantes assalariados passam a substituir os escravos no mercado de trabalho, principalmente nas fazendas de café que estavam em expansão. Em 1871, surge a primeira lei abolicionista chamada Lei do Ventre Livre, que foi promulgada em 28 de setembro de 1871 pelo gabinete do Visconde do Rio Branco do partido conservador, mas o partido liberal comprometeu-se publicamente com a causa. Em 1885, o governo cede mais um pouco a pressão da opinião pública, aumentada pela decisão do Ceará de decretar o fim da escravidão em seu território em 1884, e é promulgada em 1885 a Lei Saraiva-Cotegipe, mais conhecida como a Lei dos Sexagenários. Esta lei liberta os escravos com mais de 60 anos, tendo pouca aplicação prática, já que raros escravos atingiam esta idade.

Em 1888, em 13 de maio, a Princesa Isabel, filha de Dom Pedro 2º, assina a Lei Áurea, acabando com a escravidão no Brasil, embora a escravidão começa a declinar em 1850 com o fim do tráfico. É a partir de 1865-1870, depois da guerra do Paraguai, que este movimento abolicionista ganha impulso. Este 13 de maio é visto como conquista popular, e também da doação da liberdade e ao abandonar o regime escravista e os proprietários de escravos o império perde sua última base de sustentação política. Já se passou muito tempo desde a abolição da escravatura em 1888. Nossa pátria foi o último país a fazer a abolição. No dia 13 de maio, as autoridades comemoram a Lei Áurea, mas os cidadãos nada têm a comemorar, pois a escravidão foi abolida, mas os negros foram condenados a se tornar favelados por que nada receberam dos seus senhores ou do império.

Um exemplo claro de que no Brasil os senhores ainda são quem controla e têm poder absoluto, deputados e senadores aumentam seus salários, não os nossos. Isto tudo por quê? Porque ainda somos escravos, o estado gasta milhões para receber o papa Bento 16, enquanto as doenças como a: dengue, Aids e malária ainda continuam a fazer vítimas no nosso país. Então, vivemos ou não vivemos no tempo do império? Só não vamos chamar de senhores de engenho, senão eles ficam ofendidos.

“Não me atrevo a dar conselhos”

0

Zahyra Mattar
Tubarão

Notisul – Na câmara, a impressão é que o presidente, João Fernandes, “deixou” os tucanos para se aliar ao PMDB, em detrimento a eleição a mesa diretora. Como você vê esta situação inusitada?
Maurício
– Primeiro: faltou habilidade do PSDB para tratar esta questão com o João. A mesma coisa que ocorreu nesta eleição (da mesa diretora da câmara), tinha ocorrido há quatro anos, quando o PMDB uniu-se ao PP. A diferença é que o prefeito da época (Carlos Stüpp – PSDB), deu outro encaminhamento. O PMDB não é inimigo mor de ninguém. Mantemos a mesma postura em todas as administrações: votamos favorável àquilo que acreditamos ser bom para o município. A situação atual é apenas uma questão circunstancial. O PSDB não soube encaminhar nada junto ao presidente do legislativo.

Notisul – Mas quem acompanha as sessões percebe que João fica muito mais a vontade do lado da oposição do que da situação.
Maurício
– Isto é porque tentam atrapalhar a administração dele e o desafiam o tempo todo. Entre nós, há, acima de tudo, respeito.

Notisul – E todo o motivo para tanta discórdia é a eleição da mesa diretora, ainda?
Maurício
– Totalmente. Se o João Fernandes, como presidente do legislativo e como membro do PSDB, tivesse tido esta importância reconhecida pelo seu partido e tivesse sido tratado bem, o PSDB é que ganharia porque tem a presidência do executivo e do legislativo. Ao invés disso, a postura foi a de atrapalhar a gestão do João, de fazer provocações e, em algumas situação, até tentar ridiculariza-lo.

Notisul – Você é visto como “o mestre do aprendiz João”. Inclusive, dentro da própria casa, já surgiram comentários de que o presidente é seu fantoche. Como encara isto?
Maurício
– Como uma tentativa de fazer intriga entre mim e o João. Quem o conhece, sabe que ele tem autonomia. Toma decisões que, muitas vezes, vamos saber um mês, dias depois. E ele tem prerrogativas constitucionais para isso. Claro que conversamos e se posso dar dicas para que conduza bem a sessão, o faço. Qual o problema? É um colega. O João não é bobo não. Ele é alguém que desde muito cedo teve que sobreviver sozinho porque perdeu os pais e hoje é um empresário. Então que ninguém o subestime. Hoje, quem perde é justamente aqueles que o subestimam. Aí inventam mil histórias de que eu enfio coisas na cabeça do João ou coisa parecida. E eu o conheci após as eleições, como todos os outros.

Notisul – Esta falta de entendimento entre os colegas, reflete em quê no legislativo?
Maurício
– A bancada do PMDB continua com uma postura de absoluta responsabilidade. O nosso papel regimental é o de fiscalizar e legislar. Quando temos dúvidas sobre algum procedimento do poder executivo, pedimos informação. Não fazemos este joguinho de pedir vista à projetos para retardar o trâmite…

Notisul – Mas isto ocorre.
Maurício
– Ocorre, mas não da bancada do PMDB. Não pedimos vista de nenhum projeto. Agora estão com essa de reprovar qualquer requerimento encaminhado por um vereador do PMDB. Estou no meu quinto mandado e jamais isso ocorreu. Mas tudo bem. Vamos continuar a exercer a função regimental que é o que nos cabe.

Notisul – Esta briga dá a impressão também de que a oposição nunca foi tão oposição como hoje. E justamente por haver tantas cobranças à prefeitura. Você não acha?
Maurício
– Perguntamos ao executivo aquilo que temos dúvidas ou do que somos cobrados. Como responder à comunidade sem pedirmos informações ao executivo?

Notisul – Desculpe, mas parece que há uma guerra declarada para ver quem pede mais informações.
Maurício
– Se compararmos com o ano passado, houveram mais pedidos de informações. É verdade. Mas na medida que começaram a chegar as dúvidas e pedimos informações à prefeitura, os vereadores que se dizem a base do executivo acham que nos retaliam ao fazerem pedidos de informações à mesa. O João já disse que tudo o que for pedido será respondido. Até porque não há nada para esconder. Os atos da câmara estão todos publicados no site: quanto se ganha, quanto e em quê e gasta. A questão da reforma, cujo gerou mais questionamentos, também estão no site. Qualquer cidadão tem acesso.

Notisul – Após nove meses, os vereadores não conseguiram amadurecer e dialogar. Chovem farpas, sobram projetos não debatidos. Tem jeito?
Maurício
– Espero que tenha. Na verdade, este ano, tivemos um número grande de projetos apresentados. Tanto é verdade que inventaram de criticar o João mais uma vez porque ele é o que mais apresentou trabalhos até agora. Mas o papel (do vereador) é justamente este: dar diretrizes ao executivo. O que tem emperrado são estes deliberados pedidos de vista. Um exemplo foi a lei que disciplina o horários de bares, restaurantes e similares.

Notisul – O pedido de vista foi feito sob a argumentação de que uma grande audiência pública será feita. O que você acha?
Maurício
– Desnecessário. Todas as reuniões que fizemos foram públicas. Em muitos casos, inclusive, participaram populares e proprietários de estabelecimentos afins à lei, como lanchonetes por exemplo. E teve uma reunião exclusiva com os vereadores que puderam, inclusive, aperfeiçoá-la.

Notisul – Você considera uma retaliação?
Maurício
– Não tenha dúvida. É sim uma retaliação e o maior prejudicado não é o vereador Maurício, mas a sociedade. Embora o vereador tenha direito de pedir vista, não tenho dúvida. Tenho certeza de que se trata de uma retaliação por conta da briga na câmara.

Notisul – Todos este desentendimento não te cansa. Não dá vontade de desistir da política?
Maurício
– Não faço meu trabalho de político apenas na câmara. Sou um persistente. Pessoas que atrapalham não existem de agora. Elas sempre estiveram ali. Quando nos dobramos à elas, privamos a sociedade dos seus direitos. Mesmo quando percebo que poderia render muito mais, prossigo com meu trabalho da mesma forma e com a mesma tenacidade que sempre fiz.

Notisul – Como você avalia a gestão do prefeito Manoel Bertoncini?
Maurício
– Ainda é cedo para dizer alguma coisa. Ele administra com o orçamento da gestão passada. Esta é uma resposta que deixo para o próximo ano. No mais, fica a expectativa para que os compromissos de palanque sejam cumpridos.

Notisul – E a suplementação de verba, de R$ 6,6 milhões. Por que não foi aprovada? O prefeito argumenta que o dinheiro é para pagar despesas não previstas no orçamento.
Maurício
– O que mais preocupou, a mim e a bancada do PMDB, é que se retirou R$ 2,7 milhões de investimento importantes em escolas, creches, desenvolvimento industrial, infraestrutura, entre outros. O que queríamos do executivo eram garantias de quando estes investimentos seriam feitos. Tanto que encaminhamos um pedido de informações. A resposta foi evasiva e um tanto desaforada. Queríamos saber do que se tratava o projeto. Como não obtivemos nada esclarecedor, a bancada optou por não comparecer. Mais uma vez faltou habilidade política ao PSDB.

Notisul – Como assim?
Maurício
– Se eu sou o prefeito e um vereador questiona-me sobre uma suplementação de verba, eu responderia pessoalmente ou, antes mesmo de enviar, iria falar com o legislativo: “Pessoal, a situação é essa e está aqui um projeto com este e aquele objetivo”. Faltou habilidade política. Mandaram somente um monte de papel. Quando fui presidente da câmara, em 2006, a primeira visita que recebi, foi a do prefeito Carlos Stüpp. Ele foi lá me explicar qual a situação financeira da prefeitura e pedir para enviar 6% do duodécimo (o percentual é 8%) por que haviam dificuldades. Houve briga? Não. Houve conversa. E é tudo que falta nesta administração: diálogo.

Notisul – O executivo irá mandar este projeto e possivelmente outro, para o corte de salários. Vocês comparecerão desta vez?
Maurício
– Vamos analisar qualquer tipo de projeto sempre com a mesma responsabilidade.

Notisul – Você não acha que está complicado legislar e administrar o município
Maurício
– Não precisava nada disso. Tudo poderia ter fluido tranquilamente. A partir do momento em que passaram a fustigar o presidente da câmara, que é do mesmo partido do prefeito, tudo ficou do jeito que está. No início foi uma briga dentro do próprio PSDB, inclusive isto foi dito pelo líder do governo na câmara em uma entrevista, por não ter absorvido a eleição da mesa da câmara e que daí passou a respingar no legislativo e no executivo.

Notisul – O prefeito já disse que não intervirá. Você acha que ele deveria?
Maurício
– Como o próprio líder do governo na câmara disse, o problema é do partido. Não me atrevo a dar conselhos ao prefeito. Afinal, nenhum deles é novo na político. Devem saber como sair deste imbróglio.

Notisul – E a sua situação dentro do PMDB. Como está?
Maurício
– O partido terá uma convenção no dia 4 de outubro e espero que desta vez caminhemos para o consenso. Em Tubarão, já fiz minha parte junto ao diretório. O que espero é que haja diálogo e união em torno de um bom programa e caminhe para interromper a série de derrotas para a majoritária.

Notisul – Você sai candidato à prefeitura em 2012?
Maurício
– Sempre trabalho com o propósito de servir. Gosto de ver as coisas serem feitas, e bem feitas e para o futuro. Poderia apenas estar na tribuna para cobrar providências. Cobro, mas também coloco a mão na massa. É evidente que se eu for prefeito, não esperarei pela decisão dos outros, eu vou decidir. Já dei uma mostra disso em 2006, quando assumi o executivo. Não tinha dinheiro e ainda assim tive uma dinâmica de trabalho muito boa, produtiva.

Notisul – Certo. Mas você vai se candidatar?
Maurício
– (risos) É uma decisão que depende do partido e do povo.

Hercílio Luz: Dirigentes do time quase são vítimas de golpe

0

Maycon Vianna
Tubarão

Os dirigentes do Hercílio Luz escaparam por pouco de levar um golpe de um ex-jogador de São Paulo e que supostamente atua como empresário de jovens jogadores na capital paulista e no interior do estado. Após receber uma ligação do golpista, a Federação Catarinense de Futebol (FCF) indicou o Hercílio Luz para fazer um acordo com o homem para colocar oito jogadores japoneses e mais uma tradutora por um tempo em processo de aprendizagem no clube.

“Desconfiamos que era golpe, pois ele nos disse que depositaria o valor de R$ 32 mil em uma conta do Bradesco. Só que a quantia seria depositada em cheque, o que trouxe uma desconfiança por parte da diretoria”, afirma o representante de marketing do Leão, Nivaldo Tonelli.

No entanto, antes dos japoneses viajarem a Tubarão, o falso empresário solicitou aos dirigentes do Hercílio Luz que depositassem R$ 750,00 para cobrir gastos iniciais de transporte e hospedagem dos atletas e da tradutora. “Fomos até agência e descobrimos o golpe. Ele pode ter usado um cheque falso ao depositar a quantia em um caixa eletrônico de São Paulo. Certamente, não conseguiríamos compensar o valor e perderíamos os R$ 750,00”, salienta.

Integrantes da diretoria do Hercílio Luz devem registrar ainda hoje um boletim de ocorrência na Central de Polícia Civil de Tubarão. “Este homem pode ter aplicado o golpe em outros clubes. É preciso dar um basta nisso. Iremos até o Bradesco e pegaremos o extrato da conta bancária”, revela.

Após mandado de segurança…: Suplementação é aprovada

0

Amanda Menger
Tubarão

Se fosse um jogo de futebol, a votação do projeto de suplementação orçamentária da prefeitura de Tubarão seria considerada uma goleada. A proposta de R$ 6,6 milhões foi aprovada por cinco votos (da base aliada) e duas abstenções (Ivo Stapazzol e Geraldo Pereira, o Jarrão, ambos do PMDB). O vereador Evandro Almeida (PMDB) saiu antes da votação e o presidente da casa, João Fernandes (PSDB), está de licença médica.

O projeto só entrou em votação devido a um mandado de segurança impetrado pela bancada governista. Isso porque, na sessão de segunda-feira, foi aprovado um requerimento para que a proposta entrasse na ordem do dia do encontro seguinte (ontem). Porém, na pauta divulgada pela assessoria de imprensa, não havia menção ao projeto.

A decisão judicial foi comunicada às 19 horas e no início da sessão, a base aliada pediu que a ata da última sessão fosse lida (já que serviu de argumento para o mandado). A votação foi acompanhada por um plenário lotado. A maioria servidores da educação, como a professora Jaqueline Sandrini Cardoso, do Centro de Educação Infantil Walt Disney. Ela e outros colegas levaram cartazes pedindo a aprovação do projeto. “A suplementação é a garantia de salário em dia”, afirma Jaqueline.
Os peemedebistas Ivo e Jarrão usaram a mesma justificativa para se absterem de votar. “Há erros no projeto e não queremos ser processados por termos sido convenientes. Pedimos informações complementares no dia 22 de setembro e só as recebemos às 21h15min de hoje (ontem)”, argumentou Ivo.

O líder da bancada governista, Haroldo de Oliveira Silva, o Dura (PSDB), disse que assumia o ônus dos erros. “São problemas de digitação. Nada que comprometa o executivo ou os vereadores”, garante Dura.
Os vereadores da base governista solicitaram que o autógrafo do projeto seja enviado ainda esta manhã para a prefeitura. A expectativa dos servidores é que a publicação da lei seja feita ainda hoje e o dinheiro seja depositado até o fim da tarde.

Os cortes
O projeto de suplementação orçamentária apresentado na câmara prevê a transferência de R$ 2,7 milhões de investimentos para o pagamento de despesas como o salário dos servidores. Os recursos seriam utilizados para a construção de escolas, creches, compra de terrenos e infraestrutura para a instalação de um novo distrito industrial, entre outros. “Até agora, não recebemos uma informação concreta de quando estes investimentos serão retomados”, dispara Maurício da Silva (PMDB).

Armazém também revê os gastos públicos

Adequar os gastos públicos com a arrecadação nos municípios não é um problema apenas de Tubarão. Em Armazém, os vereadores reprovaram um projeto de suplementação orçamentária encaminhada pelo prefeito Jaime Wensing (PSDB), no valor de R$ 175 mil.
Os recursos serão utilizados para pagar os servidores e outras despesas consideradas básicas como o transporte escolar. “Os vereadores tinham algumas críticas e nós fizemos uma reunião para tirar todas as dúvidas. O projeto foi alterado e voltará na sessão da próxima segunda. Desta vez, acredito que será aprovado”, afirma o otimista Jaime.

Uma das mudanças é o valor da suplementação, que poderá chegar a R$ 300 mil. “Não é que a prefeitura não tenha dinheiro, mas devido à queda na arrecadação, principalmente do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), é preciso remanejar os valores de uma secretaria para outra”, explica o prefeito. A folha de pagamento consome 46% da arrecadação mensal, em torno de R$ 650 mil. Nos últimos três meses, a queda na receita chegou a R$ 250 mil. “Para deixar as contas em dia, algumas obras, como calçamento de ruas, ficarão para o próximo ano. Acreditamos na recuperação da economia”, diz Jaime.
Outros municípios como Rio Fortuna e São Martinho também pediram suplementação orçamentária.

Corte de secretarias é descartado

A possível junção de secretarias da prefeitura de Tubarão, ao menos por enquanto, está descartada. A garantia é do secretário de governo, Flávio Alves. Nos bastidores políticos, circulou ontem a informação de que as pastas de agricultura e de serviços públicos seriam transformadas em apenas uma. A ‘nova’ secretaria ficaria ao comando de Fabiano Bitencourt (PTB – serviços públicos), o que teria desagradado o PP, já que o titular de agricultura, José De Pieri, o Zezinho, é indicação dos progressistas.

“Não há indisposição nenhuma entre os secretários ou partidos. Além disso, o prefeito Manoel Bertoncini (PSDB) também não sugeriu a redução de secretarias”, garante Flávio.
A posição do secretário de governo é compartilhada pelo líder do governo na câmara, Haroldo Silva (PSDB), o Dura. “O que o prefeito sugeriu e está em estudos é o enxugamento das despesas com horas-extras, diárias, combustível, gratificações e comissões”, explica Dura.

Greve : Bancários da rede privada voltam às atividades

0

Zahyra Mattar
Tubarão

Hoje, às 9 horas, os trabalhadores do sistema bancário público da base territorial do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Tubarão e Região (Seebtr) deliberam a campanha salarial, a tentativa de negociação com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e continuidade, ou não, da greve.
Sindicalistas e representantes dos bancos tentaram um acordo pelo fim da paralisação. Apenas a rede privada aceitou a proposta.

A pública – Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Besc – segue com a paralisação por tempo indeterminado. A rodada de negociações de ontem foi proveitosa apenas aos trabalhadores de BB. A empresa avançou em algumas reivindicações da categoria ao anunciar a contratação de três mil funcionários até o próximo ano e a criação de comitês de ética em todo o país, com representação eleita pelos bancários, a fim de combater o assédio moral.

Na região, a greve dos bancários iniciou na última segunda-feira. No restante do estado e no país, começou na quinta-feira da última semana. Quase todas as bandeiras aderiram ao movimento. Em Santa Catarina, o movimento cresceu. Cerca de 80% dos seis mil bancários estão de braços cruzados.

Reivindicações

Os bancos propuseram reajuste de 4,5%, o que, para os sindicalistas, repõe somente a inflação de 4,44% do último ano. Os funcionários pleiteiam 12% de aumento, participação nos lucros e resultados de três salários mais R$ 3.850,00, garantia de emprego e mais contratações, entre outros itens.

Base do sindicato
Tubarão (sede), Armazém, Braço do Norte, Capivari de Baixo, Grão-Pará, Gravatal, Jaguaruna, Lauro Müller, Orleans, Pedras Grandes, Rio Fortuna, Santa Rosa de Lima, São Ludgero, São Martinho, Treze de Maio, Sangão.

Enem: Prova é cancelada após denúncias

0

Rafael Andrade
Tubarão

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que seria aplicado em todo o país neste fim de semana, a mais de quatro milhões de estudantes das cinco regiões da federação, foi cancelado pelo Ministério de Educação.
O ministro Fernando Haddad decidiu pelo cancelamento da prova após receber denúncia de que o conteúdo da prova teria vazado. No entanto, a dica era para que os alunos não diminuíssem o ritmo de estudo e continuassem concentrados para as próximas provas.

A orientadora educacional da Escola Jovem, Sandra Regina Medeiros, avalia o cancelamento da prova. “Mesmo com todo esse problema, os alunos vão continuar com os ‘aulões’. Com o adiamento da prova, nossos estudantes terão mais tempo para se dedicar aos livros e, assim, completar a preparação para conseguir o cartão verde para ingresso no ensino superior”, analisa Sandra.

Em Tubarão, milhares de alunos estavam inscritos para o Enem 2009. No Colégio Dehon, por exemplo, estão inscritos 77 alunos. Na Escola Jovem, que apontou o aluno com a melhor nota da região da Amurel na última edição do Enem, 80% dos mais de 300 alunos do terceiro ano do ensino médio – em torno de 235 alunos – fizeram a inscrição para a prova.

Todos os quatro milhões de estudantes de todo o Brasil que participariam da prova não precisam realizar nova inscrição. O conteúdo da avaliação do Enem 2009 será totalmente modificado e uma nova data será marcada, em aproximadamente 45 dias.