domingo, 31 maio , 2026
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Ponte de Congonhas: Convênio está pronto. Só falta assinar

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Zahyra Mattar
Jaguaruna

A passagem de veículos – inclusive de caminhões – na ponte de Congonhas, na divisa de Tubarão com Jaguaruna, continua aberta. A secretaria de desenvolvimento urbano da prefeitura de Tubarão sinalizou o local, chegou a colocar aterro na cabeceira, a fim de impedir a passagem. Nada adiantou.

O fato é que os usuários teimam em colocar a sua própria segurança em risco. A ponte está podre e há risco de que desabe a qualquer momento. A solução definitiva é a construção de uma ponte de concreto no local, o que será feito. Inclusive, o convênio para a reinício da obra está pronto desde sexta-feira. O documento só não foi assinado porque a prefeitura de Jaguaruna não possuía uma certidão negativa de débito (o documento é emitido pela Receita Federal e comprova a inexistência de débitos junto a órgãos públicos).

A dívida, junto ao Departamento de Transportes e Terminais (Deter), diz respeito a multas de veículos da prefeitura entre os anos 2006 e 2008, no valor de R$ 5 mil. “Isto não constava no sistema anteriormente. Na sexta-feira mesmo, fui até Florianópolis para fazer o levantamento e a prefeitura já quitou este débito. Hoje (ontem), fomos ao fórum dar baixa porque era cobrado na justiça. Amanhã (hoje), já está tudo liberado”, assegura o secretário de obras da prefeitura de Jaguaruna, Edemilson Montini Costa.

Segundo ele, esta semana, uma nova data será agendada. Após o reinício da construção, o problema será a interdição da ponte atual, que ficará interditada entre 90 e 120 dias, tempo estimado para a conclusão da obra. “Vamos ver com a construtora (a Sulcatarinense) se é possível fazer um remendo pelo menos para garantir a passagem de carros pequenos”, anuncia Montini.

Saúde: Banheiro público será limpo e reformado

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Tatiana Stock
Tubarão

A população reclamou e um requerimento emitido pela câmara de vereadores pediu uma vistoria do banheiro público localizado no terminal urbano da margem esquerda de Tubarão. Após três semanas, a secretaria de serviços públicos da prefeitura toma a primeira providência.

A primeira ação a ser tomada foi a definição de uma limpeza três vezes por semana. O relatório foi entregue na última sexta-feira, pela Vigilância Sanitária, e só reforça a precariedade no espaço.

Mesmo assim, o secretário de serviços públicos, Fabiano Bitencourt, está ciente de que três dias não são suficientes para manter a higiene. Em média, mais de 500 pessoas passam pelo local por dia. “Essa foi nossa primeira providência, mas amanhã (hoje), pessoalmente, realizarei uma visita para um levantamento do que precisa ser trocado e reformado. A ideia é convidar lojistas para que haja uma parceria, para que o banheiro seja limpo uma vez por dia. Se não acontecer, pensaremos em outra possibilidade”, explica.

“Foi recomendada a contratação de um funcionário para efetuar diariamente a limpeza, além da restauração, pintura e troca de algumas torneiras”, informou o diretor da Vigilância Sanitária de Tubarão, Elias Antônio Gonçalves.

Além da falta de higiene, o local alvo frequente de vândalos. “Quem precisa é o mais prejudicado. Talvez a solução seja cobrar uma taxa mínima para inibir os desocupados”, avalia Fabiano.

Presídio Regional: Procura-se um diretor, urgente!

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Maycon Vianna
Tubarão

A dúvida sobre quem assumirá a direção do Presídio Regional continua em Tubarão. Na tarde de ontem, o diretor da Deap, Hudson de Queiroz, esteve reunido com representantes da secretaria de segurança pública do estado e agentes prisionais. Um dos temas discutidos foi a troca de comando em Tubarão, que, por enquanto, segue indefinida. O cabo da Polícia Militar Rodoviária Estadual (PMRv) Francisco Esmeraldino da Costa foi impedido de assumir o cargo por uma liminar expedida pelo Ministério Público de Tubarão, na última sexta-feira.

O policial disse ontem que foi à capital tratar de assuntos pessoais e confirmou que esteve reunido com o diretor do Deap. “Aguardo a minha nomeação oficial como administrador do presídio. Espero a autorização do comando da Polícia Militar de Santa Catarina”, enfatiza.

Até a nomeação do novo administrador, o ex-diretor do presídio em Tubarão, Ricardo Welausen, segue resolvendo as questões administrativas.

Em uma reunião com vereadores e representantes do PMDB de Tubarão, na manhã de ontem, o nome do sub-comandante da PM de Sangão, sargento Décio Paquelin, passou a ser especulado como o preferido do partido, caso Esmeraldino não apresente condições de assumir. “Não tem nada oficial. Se receber o convite, aceitarei tranquilamente, porque já fui diretor por dois anos”, afirma Paquelin.

O nome do diretor da Unidade Prisional Avançada de Imbituba, Glauco Robert Bichet dos Santos, também foi lembrado para substituir Ricardo. “Quem sabe teremos uma surpresa. Talvez um agente prisional que conhece tudo do presídio de Tubarão assuma interinamente?”, despista Hudson.

Deap deve entrar com recurso
Gerente ou diretor? A polêmica em torno do nível de escolaridade para que se possa assumir o comando do Presídio Regional de Tubarão é grande. Segundo o diretor do Deap, Hudson de Queiroz, existe diferença entre as funções de gerente e diretor de presídio.

“A maioria dos presídios e unidades prisionais do estado é dirigida por agentes prisionais. Não vejo na lei a obrigatoriedade de ensino superior para assumir a função. Porém, no caso Tubarão, como entraram com uma ação na justiça, precisamos averiguar. Entraremos com um recurso assim que recebermos um comunicado oficial da justiça. O nome do novo gerente deve sair amanhã (hoje), porque a unidade não pode ficar sem um comandante, é caso de segurança”, afirma Hudson.

O diretor da maior penitenciária do estado, São Pedro de Alcântara, Álvaro Shlup, não tem nível superior, assim como o gerente do Presídio de Criciúma, Carlos Gonçalves Alves. “Das 56 unidades prisionais do estado, poucos possuem nível superior. Estamos atentos é esta determinação do MP tubaronense”, questiona Hudson.

Lei anti-fumo: Valor da multa é determinado

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Tatiana Stock
Tubarão

A partir de hoje, o empresário que permitir o consumo de tabaco em ambientes fechados será penalizado em R$ 5, 260,00. Se incidente, poderá ter o alvará cassado. Após um mês de entrar em vigor a lei que proíbe o consumo de cigarros e derivados de tabaco em ambientes fechados em Tubarão, representantes da prefeitura, da secretaria de saúde e Vigilância Sanitária de Tubarão reuniram-se ontem para definir os detalhes.

O valor foi baseado na lei da Vigilância Sanitária de 1994, e vale até o fim do mês, quando o prefeito de Tubarão, Manoel Bertoncini (PSDB), se reunirá com a procuradoria e decidirá o valor definitivo da multa. “Queremos uma fiscalização efetiva para que todos respeitem o estabelecido. Até a assinatura do decreto, ficará valendo o valor estipulado pela lei da Vigilância Sanitária”, reforçou o prefeito.
Para o vereador Jefferson Brunato (PSDB), autor da lei, a fiscalização não é só função da Vigilância Sanitária e do Procon. “O não fumante é também fiscal. Vale ressaltar que só é permitido fumar ao ar livre e dentro da própria casa ou veículo. Fora isso, está proibido,” enfatizou.

A secretaria de saúde disponibilizará programas para o incentivo ao fumante largar o vício. “Não temos como tratar todos os fumantes, mas auxiliaremos o máximo que pudermos no tratamento”, informou o secretário de saúde da prefeitura, Roger Augusto Vieira e Silva.

Os estabelecimentos têm a obrigação de fixar avisos sobre a proibição em locais visíveis, com o número da lei e indicação de telefone e endereço dos órgãos municipais responsáveis pela Vigilância Sanitária e defesa do consumidor.

O que determina a lei
A Lei nº 3.337 proíbe o fumo em bares, boates, restaurantes, lanchonetes, cinemas, teatros, estabelecimentos comerciais e até veículos públicos ou privados de transporte coletivo.

Após as chuvas… É hora de tampar os buracos

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Zahyra Mattar
Tubarão

Mais de uma semana de chuva é o suficiente para destruir qualquer estrada, especialmente as de chão batido. Na Amurel, todas as prefeituras registram prejuízos neste sentido. Na verdade, este é o maior prejuízo. O preço mais caro é pago por Orleans, onde mais de oito mil pessoas foram afetadas por conta da semana sem sol.

O município é o que mais possui estradas de chão batido: são pouco mais de 1,2 mil quilômetros. Em Tubarão, a quantidade de ruas danificadas não chega a este valor, mas gerou um trabalho de pelo menos dez dias corridos para as equipes da secretaria de desenvolvimento urbano da prefeitura. Parte dos homens segue na manutenção das estradas. O restante na desobstrução da rede de drenagem. Os piores locais são a prioridade. É o caso, por exemplo, do bairro Madre e da comunidade do Caruru, no São Bernardo. Não há previsão de quando as ruas asfaltadas serão recuperadas.

A esperança é que não chova no decorrer desta semana, ainda que a meteorologia mostre que há esta possibilidade entre amanhã e quinta-feira. Nenhum dos municípios da Amurel e Orleans ainda conseguiu fazer o levantamento de quanto será necessário investir para recuperar o que a chuva estragou.

Inovação: Guia estreia hoje no Notisul

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Tubarão

Haja pernas na hora de comprar ou vender um carro. A lei da procura e da oferta – e também de pechincha – é tão tradicional quanto o gosto do brasileiro por bons e belos veículos. E foi justamente por conta deste hiato no mercado da Amurel que a equipe do Notisul idealizou e lança, hoje, o guia Só Veículos Zupt.

“Queríamos algo que estreitasse o caminho entre as revendas e os estabelecimentos automotores afins com pessoas que desejam adquirir ou trocar de carro. O guia Só Veículos surgiu assim, da necessidade exposta por nossos clientes”, detalha o gerente comercial do Notisul e do Só Veículos Zupt, Reginaldo Antunes.

O guia exclusivo de veículos do Notisul circulará sempre às terças e sextas-feiras, com mais de mil opções por semana dos veículos encontrados nas melhores revendas da Amurel. Ofertas, condições de pagamentos e as menores taxas de juros integram as informações.

Cada item terá ainda a sua respectiva imagem, um adendo a mais para quem busca por um bom carro, caminhão ou motocicleta e não dispõe tanto tempo assim para pesquisar.
Ao todo, 14 revendas de veículos da Amurel, além de vários outros anunciantes de estabelecimentos automotores afins, integram o lançamento do Só Veículos Zupt, idealizado em oito páginas, graficamente pensadas para agradar em informações e aos olhos. “O projeto ficou simples e moderno ao mesmo tempo. A ideia é trazer o tipo de informação que o cliente final busca, de uma maneira leve e bem organizada. Por isso, trabalhamos muito as imagens e a forma como tudo é disposto a fim de facilitar a busca”, explica Reginaldo.

O Só Veículos Zupt nem bem estreou e já chega com novidades. Em breve, todo o material impresso também poderá ser acessado no site do Notisul. O endereço é o www.notisul.com.br.

Quem faz o guia Só Veículos Zupt, do Notisul
Gerente comercial: Reginaldo Antunes.
Vendedores: Roflin Fernandes, Jadna Oliveira e Arlan Alves.
Projeto gráfico, diagramação e arte: Luciano Juarez Moraes.

Semana das Árvores: Ações ambientais são promovidas em Tubarão

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Tubarão

A manhã de ontem foi verde em Tubarão. O prefeito Manoel Bertoncini (PSDB) abriu o calendários de celebrações e ações da Festa Anual das Árvores, cujo objetivo é despertar a população para a necessidade de cuidar do meio ambiente. O ato ocorreu no auditório da Amurel.

Manoel também apresentou cinco projetos ambientais: a recuperação de áreas degradadas; recompor a vegetação ciliar; incrementar o programa municipal de Arborização Urbana; incentivar o plantio de árvores pela população; e tornar conhecidas entre os tubaronenses a árvore municipal e a flor símbolo da cidade.

Após a solenidade, 500 mudas de árvores nativas foram gratuitamente distribuídas à população na praça Walter Zumblick (do Centro Municipal de Cultura). Hoje, mudas da flor símbolo de Tubarão, a Bougainvillea glabra (também conhecida como Primavera e Três-marias), serão plantadas na praça Walter Zumblick e nos jardins da prefeitura. Amanhã, haverá uma feira de árvores frutíferas na praça Pery Camisão (ao lado da Casa da Cidade). Mudas de diversas espécies frutíferas da região serão vendidas a preços mínimos. A Festa Anual das Árvores encerra sexta-feira, na praça 7 de Setembro.

Denúncias
Para quem deseja fazer alguma denúncia ou pedir orientação na área de meio ambiente, a prefeitura colocou à disposição da população um canal específico: o Ligue Verde funciona no número 3621-9058, das 7 às 19 horas.

Iluminação pública: Obra na ponte termina na próxima semana

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Orleans

Ainda com a ordem de economia e a contenção de gastos em vários setores, a prefeitura de Orleans continua com as obras importantes no município. Um exemplo é a questão da iluminação pública, cujo investimento reflete diretamente sobre a segurança dos cidadãos.

Além da manutenção periodicamente, várias ruas começam a ser totalmente iluminadas. É o caso da São Francisco, no bairro Jardim das Orquídeas. Foram instalados novos postes e a rua foi recolocada no seu traçado original (anteriormente, um desvio havia sido feito). O distrito de Pindotiba também recebeu melhorias: 16 novas luminárias foram instaladas.

As comunidades de Barra do Rio Novo e Residencial João Paulo 2º, onde a iluminação era bastante precária, são as próximas a receberem investimento, inclusive nos acessos. Na lista, estão a rua Jacondo Crocetta, no bairro Nova Orleans, e a ponte de concreto da SC-438 (na saída para Urussanga).

A iluminação da ponte está pronta e agora serão reformadas as barras e as telas de proteção lateral. A ponte, na verdade, pertence ao governo do estado, e é muito utilizada por operários e estudantes. “Por este motivo, resolvemos assumir a manutenção da passagem em parceria com o Departamento Estadual de Infraestrutura e o Grupo Librelato Implementos Rodoviários”, explica o prefeito em exercício, José Carlos Librelato (DEM), o Lussa. A obra será finalizada na próxima semana.

Assalto em Tubarão: Desta vez, o alvo foi o Posto Presidente

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Tubarão

Os policiais militares procuraram por mais de duas horas, ontem, uma dupla de ladrões que tem agido nos postos de combustíveis de Tubarão. Em menos de uma semana, três estabelecimentos foram assaltados. Na madrugada de ontem, por volta da 0h40min, um funcionário do Posto Presidente, localizado às margens da BR-101, entrou em contato com o Centro de Operações (Copom) para informar sobre o roubo.

Segundo o relato da vítima, de 46 anos, dois homens chegaram no posto em uma motocicleta Honda CG Fan. O caroneiro estava armado com uma pistola. Ambos estavam com roupas escuras e de capacetes. Após ser rendido, o homem foi obrigado a entregar a quantia de R$ 300,00 que estava no caixa. Instantes depois, eles fugiram em direção ao Parque das Palmeiras.

A PM fez rondas pelas redondezas e nada encontrou. O Posto Santo Anjo, situado na avenida Altamiro Guimarães – na última quinta-feira -, e o Auto Posto Ipiranguinha, na avenida Marechal Deodoro, próximo ao Colégio Energia – no fim da tarde de sábado -, foram alvos dos bandidos.

“Aprendi que na política não há amigos”

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Zahyra Mattar
Tubarão

Notisul – Antes, a Cosip era uma taxa. Hoje é uma contribuição. A mudança gerou benefícios ou foi somente no nome mesmo?
Reneuza
– A mudança era necessária justamente para gerar os benefícios observados hoje. Até 2002, era cobrada uma taxa de iluminação pública. Mas a Lei Tributária diz que taxa é um pagamento por um serviço direto. A iluminação pública foge deste escolpo. Na época, eu mesma tinha posicionamento contrário. Não pelo fato de contribuir, mas por ser de maneira em desacordo com a lei. Em dezembro de 2002, o governo federal criou a Contribuição para o Custeio da Iluminação Pública (Cosip). Em 2003, a cobrança foi autorizada, mas os valores continuavam sob administração da Celesc. A estatal prestava o serviço, mas não repassava a sobra. Como a cidade tinha dívida, descontava o valor. Mas isso também não podia, porque a Cosip é uma verba carimbada. Vem da iluminação pública para ser totalmente investida na iluminação pública. A partir de 2005, os municípios conseguiram a competência da administração da Cosip. Tanto que, no governo (Carlos) Stüpp (PSDB), a iluminação pública de várias praças foi recuperada. Hoje, temos este mesmo trâmite com a Cergal, eles fazem o serviço e repassam a sobra. O mesmo será feito junto à Coorsel, de Treze de Maio. Com isso, muito mais poderá ser feito.

Notisul – Hoje, na sua avaliação, qual a maior deficiência ou dificuldade na questão de iluminação pública em Tubarão?
Reneuza
– Neste momento, a maior dificuldade não diz respeito à administração do município, mas pela atual situação da Celesc, que vivência um momento de processo de privatização. Hoje, se pedimos uma extensão de iluminação pública, a ação é inviabilizada por falta, por exemplo, de poste. Como tem o processo de privatização, não podem fazer compras. Considero esta questão uma preocupação, principalmente porque a prefeitura é limitada. Em virtude das leis, não podemos comprar poste ou fazer extensão de iluminação pública. Quem faz isso é a Celesc. A única exceção é quanto ao loteamento particular. Neste caso, o proprietário que faz a solicitação, paga e doa. Este é um processo que a lei impede a prefeitura de fazer.

Notisul – Qual o valor da Cosip?
Reneuza
– Varia conforme o tipo de residência e o gasto mensal. Em 2002, quando a lei foi criada, era cobrado o peço mínimo de R$ 1,00. Hoje, este valor está em R$ 1,43. Mas o correto é ver na tabela, no site da prefeitura (www.tubarao.sc.gov.br). Este aumento, feito em 2007, foi o único ocorrido desde então. O reajuste foi por conta do próprio aumento da energia elétrica.

Notisul – Quanto sobra para o município?
Reneuza
– Funciona assim: a Celesc e as cooperativas arrecadam, prestam o serviço, deduzem o que gastaram e devolvem o restante para a prefeitura. Cada mês é um valor diferente. Em agosto deste ano, por exemplo, arrecadamos pouco mais de R$ 141 mil e sobrou algo em torno de R$ 600,00. A maioria do dinheiro vai para o consumo. Este ano, já tivemos dois meses com déficit. Mas isso foi compensado porque sobrou nos outros. As contas estão sempre equilibradas e não há dívida do município em relação à Cosip com a Celesc ou cooperativas.

Notisul – Mas o município não tinha uma dívida com a Celesc?
Reneuza
– Ah, sim! Mas são coisas diferentes. Não podemos confundir a conta dos prédios públicos com a da Cosip. Eu também pensava errado antes de estar aqui. É assim: a Cosip é a iluminação pública, das ruas. A dívida que a prefeitura realmente tinha era dos prédios. A Cosip não paga a conta de luz da prefeitura. É um dinheiro do cidadão que volta para o cidadão em forma de iluminação pública, em ruas e praças, por exemplo.

Notisul – Certo. Mas e a dívida com a Celesc?
Reneuza
– Foi a primeira missão que o prefeito Manoel Bertoncini (PSDB) me passou: buscar este débito e resolver a situação. A dívida realmente existia e conseguimos renegociar com a Celesc e hoje pagamos mensalmente as parcelas. Tanto que o município conseguiu retirar as certidões negativas de débito este ano.

Notisul – Você já pensou em que vai empregar os recursos da Cosip?
Reneuza
– Já. O primeiro pensamento é terceirizar a manutenção da iluminação especial em praças, pontes e avenidas. Os trâmites são analisados neste momento. Temos mão-de-obra qualificada, mas não os instrumentos como carros e caminhões como tem a Celesc. É necessário e acredito que seja mais barato e mais rápido terceirizar do que investir na compra deste tipo de material. É justamente isto que analisamos neste momento.

Notisul – Quais os seus projetos frente à Cosip?
Reneuza
– O principal é transformar a Cosip em um departamento, uma secretaria ou até mesmo em uma fundação que possa acoplar todo o sistema de energia elétrica do município para uma melhor descentralização e qualificação. Cosip, na verdade, é o nome do imposto. Hoje (sexta-feira), um grande passo foi dado). Com a criação da Assessoria de Apoio Interinstitucional (Assim), que fica sob o comando do ex-secretário Felipe Felisbino, a Cosip passará a integrar o mesmo espaço. Para mim, será ótimo, porque vou estar do lado da pessoa escolhida para ser o facilitador dos convênios.

Notisul – Como você pretende trabalhar a questão do vandalismo?
Reneuza
– Nestes primeiros oito meses deste ano, somente na praça Walter Zumblick, trocamos as lâmpadas e globos quatro vezes. Na rua Lauro Müller, nem lembro mais quantas vezes o mesmo serviço foi feito. Isto é um prejuízo enorme para o município. É dinheiro público rasgado. É preciso mais educação.

Notisul – Como é fazer parte do governo, efetivamente, pela primeira vez?
Reneuza
– Considero bem positivo. É uma experiência única e salutar. O único porém é a demora (risos). Mas hoje entendo. Tudo no poder público tem que ser bem documentado, controlado, para não gerar prejuízos futuramente. Vejo isso com bons olhos, mas me angustia. Gosto das coisas resolvidas na hora, para ontem. Então você imagina. As pessoas que estão aqui mais tempo dizem: “Calma, dona Reneuza. É assim mesmo. Tem que passar por lá, por acolá. Demora um pouco” (risos). Por isso que digo que ainda sou aluna.

Notisul – É a “Reneuza defensora do consumidor” na veia (risos)…
Reneuza
– Com certeza (risos). É preciso mesmo ter transparência. Hoje, também mudei minha visão sobre o poder público, de que não trabalhava, de que era tudo um oba-oba. Deve haver, como em qualquer empresa, mas não podemos colocar tudo e todas na vala comum. Vejo servidores aqui que dão o sangue pela cidade.

Notisul – Você foi muito criticada por ter saído candidata a vereadora no ano passado. Falaram que a defensora do consumidor e da cidadania tinha passado para o “outro lado”. Como lida com isso?
Reneuza
– A sociedade tem uma imagem muito negativa do poder público. Há quem seja merecedor da administração pública e há quem não mereça o cargo que ocupa. Mas o lado negativo sempre tem maior peso. É muito mais fácil dizer que todos são iguais do que avaliar cada um pelo que realmente é e faz. Tomar esta iniciativa (a de se candidatar) foi um desafio enorme. Eu sabia, tinha certeza que seria julgada. Mas, como cidadã com visão política que sou, acredito que foi muito mais importante eu ter tido a coragem de me lançar em mais este desafio do que ter sido omissa e ter, aí sim, caído na vala comum. Hoje, tenho certeza de que não estava errada. A administração pública tem seus pontos negativos e positivos como qualquer outro empresa, como na nossa própria família.

Notisul – Você arrepende-se de ter concorrido?
Reneuza
– Não. De forma alguma. Se me perguntarem hoje, não concorro novamente. Aprendi que dentro da política não há amigos próximos. Aprendi ainda a diferenciar o que é um amigo dentro da política e o que é um companheiro político.

Notisul – O cargo que você ocupa é bastante afim ao trabalho desenvolvido frente à Adocon. Não é estranho defender de um lado e fazer parte do outro?
Reneuza
– Eu não acho estranho. Mas deve parecer para os outros, né!? Meu foco é aprender com esta oportunidade. Tenho muito mais segurança, mais certeza do que falo. Mas não há choque de Reneuzas. Das 7 às 13 horas, sou Reneuza diretora da Cosip. À tarde, entra Reneuza da Adocon, do Tribunal de Arbitragem. Não tenho duas caras, apenas divido bem as coisas para não haver conflito e seguir o caminho de forma reta e honesta, como tudo que fiz na vida.

Notisul – E como estão os trabalhos da Adocon?
Reneuza
– Continua com a mesma eficiência de sempre (risos). A equipe está cada vez mais forte e unida. Estamos agora dentro do projeto das entidades civis, do governo federal, de capacitação pela Casa Civil. A Adocon é uma das oito instituições do Brasil neste projeto. Estamos aprendendo mais sobre as regulações, ou seja, quais as normas que regulam as agências federais. Na próxima semana, participo, em Brasília, do segundo módulo. Isto, para a defesa do consumidor, é muito importante. A prova de todo o trabalho é refletida na cidade. Nosso comércio tem qualificação acima da média brasileira. E me orgulha saber que a Adocon fez parte desta luta.