Amanda Menger
Tubarão
As obras de infraestrutura macrorregionais como a duplicação da BR-101 sul, a ampliação dos portos, o Aeroporto Regional Sul e a expansão da malha ferroviária poderão dar um novo perfil à economia de Tubarão. Hoje, 48% do setor produtivo é composto por prestadores de serviços, 40% pelo comércio e 12% pela indústria. Para os próximos dez anos, a tendência é que a indústria ultrapasse a casa dos 20% da economia.
“Com a emancipação de Capivari de Baixo, em 1992, Tubarão perdeu o seu distrito industrial. Nos últimos anos, focou-se a identidade da cidade como polo de comércio. Este setor é importante, mas a prestação de serviços é a atividade mais expressiva. Nos próximos anos, acredito que a indústria ganhe mais espaço”, avalia o secretário de indústria e comércio da prefeitura, Estener Soratto Júnior.
A expectativa não poderia ser diferente. Desde 1999, a atividade industrial cresceu de 8% para 12%. A geração de empregos é um reflexo. Entre janeiro de 1999 e julho deste ano, foram criados 3.492 postos de trabalhos nesta área. “Nos sete primeiros meses de 2009, foram 277 vagas na indústria. Até dezembro, teremos um relativo acréscimo, com a criação do mini-distrito industrial, no bairro São João, voltado a pequenas e micro empresas”, afirma Estener.
Além do mini-distrito, a prefeitura trabalha com a possibilidade de implantar um novo condomínio, em parceria com a Tractebel Energia. “Além disso, um empresário nos procurou interessado em implantar um condomínio industrial privado. Se os três projetos saírem do papel, junto com as obras de infraestrutura, Tubarão será um dos locais mais interessantes no estado para abrir um negócio”, assegura o secretário.
Santo de casa faz milagre, sim!
Cíntia Abreu
Tubarão
Nada melhor para provar que Tubarão vem ganhando destaque na área industrial nos últimos anos, do que exemplificar esta ascensão. Quando o município incentiva o empresário, todos ganham.
Prova concreta destes dados é o crescimento da empresa MetalFort, especializada na fabricação e recuperação de baú de caminhões, e com serviços de corte e dobras de chapas de alumínio. A empresa está instalada no bairro Cruzeiro, em um terreno cedido em 1996 pela prefeitura. “Começamos no bairro Dehon, com cinco funcionários, em um terreno de mil metros quadrados. Depois da mudança, crescemos 20% ao ano”, relata o sócio proprietário da empresa, Jaison Araújo.
Ele comanda a empresa ao lado do sócio, o irmão Luiz Antônio Araújo. A Metalfort ocupa uma área de 8,5 mil metros quadrados, com quatro mil metros construídos e 32 funcionários. “Somos o exemplo que, com a ajuda do município, conseguimos crescer. A coisa mais certa é investir na própria cidade. Somos os santos de casa que fizeram milagre”, pontua Jaison.
Apesar do otimismo, nem tudo são flores. Para Jaison, a falta de uma política de financiamento para capital de giro, às vezes, dificulta os negócios. “Nós ainda conseguimos, mas quem não tem?”, questiona o empresário. Ele ainda ressalta que a diminuição dos juros por parte do governo é o ponto forte do crescimento industrial. “Era 4,5 ao ano. Hoje, pagamos 1% ao ano”, comemora Jaison.