terça-feira, 2 junho , 2026
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As relações de poder são arcaicas no Brasil

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Amanda Menger
Tubarão

Notisul – Hoje, é comum os brasileiros mudarem-se para Portugal, mas o senhor fez o contrário. Como decidiu vir para Santa Catarina?
Alberto
– Eu venho para o Brasil desde jovem. Estive aqui pela primeira vez em 1978. Vim outras vezes, casei com um brasileira, e em 2002 em vim para Santa Catarina já para trabalhar na Unisul. Eu tinha vindo em setembro de 2001 para acertar a contratação com a universidade. Em 2002, vim de mala e cuia.

Notisul – Quando você veio para o Brasil em 1978, foi a passeio?
Alberto
– Foi a passeio, para conhecer algumas pessoas com as quais eu tinha contato. Tinha 23 anos na época e conheci parte do Brasil. Estive mais de um mês, fiz Rio, São Paulo, Minas, interior de Goiás, Mato Grosso, Bahia. Eu vim mais vezes depois de conhecer a minha esposa. Ela é de Bom Retiro e nos conhecemos. Ela foi para Portugal,, moramos lá sete anos, em Lisboa, e decidimos vir para o Brasil.

Notisul – Como foi essa mudança, uma vez que o senhor morava na capital de Portugal, e decidiu vir para Tubarão?
Alberto
– Há sempre um choque. Nós compartilhamos a mesma língua, mas dentro do países existem diferenças culturais grandes.Encontrei aqui um Brasil que eu não tinha conhecimento. Um Brasil bastante europeu. Conhecia antes o norte, nordeste, o chamado Brasil tropical. E, quando vim morar aqui, deparei-me com um país diferente. Visto que a imigração de alemães e italianos é mais recente, 1870, 1880, e os açorianos e portugueses do continente um pouco antes, 1740. Portanto, é um fênomeno recente e deixa as suas marcas na cultura.

Notisul – Na sua avaliação, o sul é de fato, mais europeu?
Alberto
– Eu acho que em algumas coisas sim. Já houve uma miscigenação grande. O fator português, açoriano, italiano e alemão estão bem compensados, não existem clivagens. Mas as características são diferentes do restante do Brasil. As comunidades são mais fechadas, reservadas e nisso são muito europeias (risos).
Notisul – Como o Brasil é visto lá em Portugal? Porque aqui você deve ter ouvido muitas piadas de português…
Alberto – Como nós fomos os colonizadores do Brasil, o conhecimento sobre a cultura e a história são maiores, mas ele não é aprofundado. Por exemplo, quando se fala de Brasil, o povão, o que se imagina? Rio, São Paulo, nordeste, as praias com coqueiros.

Notisul – O Brasil Carmem Miranda?
Alberto
– Ela foi a imigrante portuguesa/brasileira de maior sucesso nos Estados Unidos (risos). Essa ideia da tropicalidade que ela representa é o que se pensa do Brasil. De sol, de praia, de mar, calor, coqueiros. Mas o sul é pouco conhecido e é diferente. O Brasil é visto com muito carinho pelos portugueses, afinal, nós fomos os colonizadores, apesar das muitas críticas, ao modelo português, com tudo que há de bom e de mais ruim.

Notisul – Politicamente, como o Brasil é visto? Mudou muito após as viagens de Fernando Henrique (PSDB) e de Lula (PT)?
Alberto
– Eu acho que não é muito visto por lá, porque não há informações. Os jornais falam quando há eleições, mas os escândalos não têm repercussão lá, até porque não é interesse deles. Lá, a população está voltada para os seus próprios políticos e com a União Europeia.

Notisul – Nos artigos que você escreveu para o Notisul, falou da possibilidade dos municípios saírem da Amurel. Como você vê essa questão?
Alberto
– O que eu escrevi é o que eu penso. Com base na experiência acumulada com a União Europeia. A integração funciona mais do que a desintegração. Nós estamos em um mundo global, onde as relações são complexas e complicadas. Complexas porque são interligadas, vem do latim complexus. Edgar Morin fala que é complexo algo que é tecido em conjunto. E hoje há uma interdependência muito grande entre as coisas e pessoas. Isso significa que é muito difícil uma pessoa, um país, uma região, um município tenha um protagonismo grande se trabalhar sozinho. Hoje, isso não existe mais. Justamente porque as relações são profundas, têm uma diversidade de fatores que tudo parece ir ao encontro a uma ideia de cooperação e integração. Essa é a tônica que a União Europeia tem dado nas últimas décadas. Não apenas em relação a si mesma, mas também multilaterais. Então, transportando tudo isso para o sul catarinense, eu acho que os municípios ganham mais se integrarem-se em uma filosofia de cooperação, de relações entre iguais, do que três ou quatro quererem criarem uma outra associação, porque ela será apenas virtual. Porque hoje nada é feito isolado.

Notisul – Essa certa rivalidade que obsersavamos na região pode ser usada como analogia para o Mercosul? Desta dificuldade de se ver o bloco econômico funcionar de fato, já que a Argentina puxa de um lado, o Brasil de outro?
Alberto
– Essa rivalidade é antiga. Esse arquétipo funciona desde uma escala global, para os continentes, países, indíviduos e até entre os indivíduos e organizações. Hoje, uma das grandes tônicas da gestão moderna é justamente a integração das competências para criar algo em comum. Algo que seja mais forte, mais competitivo. Acho que hoje é a única saída, ou ao menos uma cooperação entre iguais, para que haja o desenvolvimento economicamente sustentável e também ambientalmente sustentável.

Notisul – E você, como profissional da área de gestão, como observa essa preocupação com o meio ambiente, os empresários estão mais conscientes disso?
Alberto
– Aqui no Brasil, tem alguns aspectos mais adiantados, outros menos do que na Europa. As empresas hoje estão pretendendo um desenvolvimento econômico em harmonia com o meio ambiente. Na Europa, esse esforço é um pouco mais antigo, até porque eles foram grandes poluidores. Na década de 1950, houve um boom industrial no pós guerra, com muitas fábricas e sem os cuidados adequados. Viu-se então que esse não era o melhor caminho. Já nos anos 1980, começaram a trabalhar em tecnologias limpas. E no Brasil essa preocupação é mais recente, até porque o desenvolvimento industrial do país é mais recente.

Notisul – Poderia ser também um reflexo do conceito de que os recursos naturais no Brasil são infindáveis?
Alberto
– Uma pelo atraso do desenvolvimento industrial, que é normal, e depois com a ideia de achar que os recursos não acabarão, porque é tudo muito abundante no país. Como o Brasil é muito grande, acham que as matas não têm fim, que a água não tem fim, e não é bem assim. Hoje, está se vendo que estes recursos tem um limite. Eu acrescento ainda um outro fator: uma ambição desmedida dos empresários. Se nota que o empresário quer ter um lucro imediato, rápido, investindo pouco e sem se ater muito às regras. Há muitos anos observo isso no Brasil, essa questão do imediatismo. E nisso se enquandra a questão ambiental, os desmatamentos.

Notisul – Podemos ter aí um certo resquício da colonização portuguesa? Porque a ideia dos colonizadores era sair de Portugal, vir para o Brasil, ‘ficar rico’ e voltar para a Europa…
Alberto
– Eu acredito que existe um eco. O país sempre foi um pouco assim e hoje continua, de certa forma. Em Portugal, houve mudanças, um amadurecimento do pensamento político, social e humano e hoje deu uma nova mentalidade. Aqui, o processo é mais lento. No Brasil, os resquícios da escravidão, este estado de senhor e escravo, de um ter totais direitos e outro nada poder, foi perpetuado por muito mais tempo do que em Portugal. São resquícios de um tempo que não volta mais e é insustentável manter isso, não apenas em relações pessoais, mas também com o meio ambiente.

Notisul – Esse amadurecimento que você fala também tem que ser conquistado na área política?
Alberto
– Sim. Mas isso não apenas no Brasil, também em outros lugares, como os países islâmicos, oriente médio. Eles ainda não derrubaram um certo feudalismo. Só que eu vejo que o Brasil precisa avançar mais. O país tem potencial para alcançar o reconhecimento internacional. Para competir com outros países, com relações políticas mais sofisticadas, é preciso seguir algumas regras, até por uma certa ética. Aí é que está o problema. O Brasil tem que evoluir mais. Encontramos aqui pessoas muito inteligentes, preparadas em muitas áreas, técnicas, humanas, mas as relações de poder são muito arcaicas. Eu vejo o Brasil ao mesmo tempo em muitas épocas. Ou seja, há um Brasil que se encontra na Idade Média, outro que está no Renascimento, no Iluminismo, na Revolução Francesa, na Revolução Industrial, na Modernidade e outro ainda que é Pós-Moderno. Mas a parte antiga continua a puxar muito e a condicionar o desenvolvimento, não apenas econômico, mas social. E isso se reflete no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Por exemplo, os últimos números mostraram que em termos de Produto Interno Bruto (PIB), o Brasil é a décima economia do mundo, mas em IDH está lá embaixo. Já o índice de corrupção, é um dos mais altos. Há uma série de disparidades que precisam ser ajustadas. Para que realmente o desenvolvimento seja compatível com o potencial do Brasil.

Notisul – Isso ocorre por que a nossa visão de estado ainda é muito paternalista, mas que ao mesmo tempo não é um estado de bem estar social?
Alberto
– Eu até uso como um paradigma um filme que foi sucesso nos anos de 1980. É um filme italiano chamado Padre Padrone, ou seja, um pai patrão. O enredo é sobre uma criança que é extremamente reprimido por um pai com excesso de autoridade. O paradigma político aqui é bem esse, padre, padrone. É um pai que é altamente protetor, mas pensa muito nele mesmo e que esquece dos próprios filhos. Porque os filhos querem crescer, estudar, viver melhor, bons hospitais, boas estradas, mas o pai retém boa parte da riqueza. Eu não comparo Brasil com Europa, porque são duas realidades diferentes. O que eu vejo é que, no Brasil, o país poderia estar melhor, se fosse menos arcaico de relações de poder, de organização da administração pública.

Notisul – Na história, fala-se do fato, do contexto e da estrutura. No caso do Brasil, mudou-se o fato e o contexto, mas a estrutura não. É isso que você observa quando fala de relações arcaicas?
Alberto
– É isso aí. O problema é estrutural e, por sua vez, acaba sendo sistêmico. Assim, a estrutura reflete-se nas pontas. E, por ser sistêmico, reflete-se também no comportamento humano. O que falta é a cooperação, daí essa a minha crítica de Brasília como Versailhes. A corte de Luiz 16, no século 18, consumia praticamente tudo o que a França produzia. O resultado é que o povo era subdesenvolvido, pobre, faminto e resultou na revolução feita pelos intelectuais. E no Brasil, o problema hoje é que a maior parte das riquezas, do PIB, fica no bolso de poucos e é mal distribuído, não como uma dádiva, e sim como investimento no ser humano. Porque tudo é feito pelo ser humano.

Notisul – E voltando à área de gestão. Pela sua experiência, os empresários estão mais preocupados em remunerar melhor os funcionários?
Alberto
– Sim. Observo muito isso em pesquisas, em leituras. Há cases de sucesso em áreas de responsabilidade humana, social e de um novo estilo de gestão. Uma gestão mais participativa. Com a capacidade de se delegar, de ser flexível, rápido, ágil e responsável. Tudo isso faz parte de novas ideias que podem ser aplicadas desde a política às empresas. Em alguns países como a Inglaterra, Portugal, Holanda, tem se buscado também a eficiência de gestão na administração pública. Aplicando modelos de gestão semelhantes à iniciativa privada, reduzindo custos da máquina pública e oferencendo melhores serviços aos cidadãos.

Sabe o que os astros guardam para você hoje?

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Áries (21/03 a 19/04)
A Lua minguante é um período de reflexão sobre os acontecimentos das últimas semanas, relativos às emoções e à família. É uma fase desfavorável para inícios.

Touro ( 20/04 a 20/05)
Você vem se questionando sobre o ambiente em que vive, se ele reflete suas reais necessidades. E também sobre a necessidade de mudar de pensamento, deixando de lado velhas concepções.

Gêmeos (21/05 a 21/06)
Os próximos dias são importantes para compreender a consequencia dos seus atos, em termos emocionais, familiares e financeiros. Um período oportuno para refletir.

Câncer (22/06 a 22/07)
A lunação atual pertence ao seu signo, e como veio acompanhada de eclipse, sinaliza as mudanças necessárias aos cancerianos, para que evoluam. Abrir a porta do futuro, concluindo um ciclo.

Leão (23/07 a 22/08)
A Lua minguante que atua nos próximos dias pede aos leoninos um momento de recolhimento, de introspecção, para processar o que vem se desenvolvendo ao longo das últimas semanas. É o fim de um ciclo.

Virgem (23/08 a 22/09)
O futuro mostra uma face diferente da que você imaginou para si. Mas isso é positivo, ao contrário do que você pensa, pois abre novas perspectivas. Então, para receber de braços abertos um novo tempo, é preciso fechar as portas do passado.

Libra (23/09 a 22/10)
Librianos estão encerrando ciclos emocionais e profissionais. Deveriam se abrir a novas perspectivas, seguindo uma realização da alma e não uma preocupação com a sociedade ou com o que os familiares pensam.

Escorpião (23/10 a 21/11)
Antigas ideologias, crenças e valores não tem mais sentido e isso está sendo constatado atualmente. É tempo de se abrir a novos paradigmas, pois o planeta Terra está em transição. Pensamentos e atitudes são forças para construir um novo mundo.

Sagitário (22/11 a 21/12)
A forma de compartilhar recursos e sentimentos está se modificando. E isso é positivo, sintonizando-o com outras perspectivas. Você está morrendo para o passado. Não há como voltar atrás em um processo que é também coletivo.

Capricórnio (22/12 a 19/01)
Relacionamentos e emoções estão sob energia de transformação. Fórmulas desgastadas não mais tem vez. É necessário o aprendizado da renovação. Mudam as afinidades e as sintonias. A fase lunar minguante é propícia à reflexão.

Aquário (20/01 a 18/02)
Novos hábitos são importantes, não somente para a saúde física, mas para uma energia pessoal com mais qualidade. Você percebe a necessidade de se aprimorar emocionalmente e de trabalhar questões familiares.

Peixes (19/02 a 20/03)
Um novo ciclo emocional implica em deixar para trás velhas expectativas e carências e abrir-se a um afeto anteriormente inimaginável. Mas para isso, coração e mente abertos, pois nada mais é como antes.

Uma breve conversa sobre leitura

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Convido os meus colegas de profissão e todos aqueles que se preocupam com a aquisição do conhecimento para uma breve conversa sobre leitura. Um assunto tão discutido nos dias atuais.
É comum ouvir de nós, professores, reclamações acerca da pouca proficiência leitora de nossos alunos. No entanto, pode-se ver nesse reclamar um lado positivo: a consciência do problema. Qualquer pessoa comprometida com a educação logo pensará que compete à escola formar leitores proficientes e críticos, e esse tem sido, efetivamente, o objetivo perseguido por nós professores em nossas práticas escolares.

Se este é um problema eminente e não tão recente, pergunta-se por que razão ele persiste. Talvez porque a tarefa de ensinar leitura seja bastante difícil e também porque, ora ou outra, nos perguntamos se ensinamos a leitura propriamente. Outra razão seria a falta de incentivo à leitura por parte da família.
Deixando de lado os “culpados”, ou melhor, os responsáveis (pois me parece mais propício nesta situação não culpar e sim responsabilizar), vejo que o caminho é a motivação. Deve-se apostar em práticas que favoreçam uma melhora significativa no desenvolvimento da leitura.
A todo instante, pensamos que isso ou aquilo poderia despertar o interesse pela leitura. Porém, o que observamos é que nossas estratégias não têm dado resultado. Para nós (professores) que defendemos uma pedagogia crítica, emerge a necessidade de refletir sobre nossa prática escolar em relação à leitura. Por isso, caros professores, pergunto: ensinamos ou não a leitura? Ensinamos a leitura como ensinamos a matemática, a gramática, a física?

Como sabemos, os documentos oficiais que norteiam a educação brasileira sugerem uma nova perspectiva para o ensino da leitura e esta deve fazer parte do cotidiano da sala de aula. Talvez, neste momento, vocês sintam vontade de encerrar a leitura desse texto, pois podem estar pensando “lá vem mais um com toda aquela conversa de que se fizer isso ou aquilo o problema será solucionado”… Mas, peço-lhes só mais alguns segundos.

O ensino da leitura pode ser abordado através de novas perspectivas, sim. No dia a dia da sala de aula, está presente uma ferramenta muito eficaz, capaz de contribuir significativamente no desenvolvimento das habilidades leitoras do indivíduo que decodifica (decodificar é juntar as sílabas e ler a palavra). Esta ferramenta é usada pela maioria dos professores e estes não fazem idéia de que através dela estariam contribuindo para a formação de leitores proficientes. Digo estariam porque a utilização desta ferramenta nem sempre é feita como deveria. Bem, trata-se do uso de filmes legendados. Atenção à palavra “legendados”.

Quem de nós professores já não usou filmes como recurso para consolidar um conteúdo? Se o uso de filmes em sala de aula serve como suporte para ensinar, por que não os utilizamos em benefício da leitura? É claro que neste momento vocês podem estar se dizendo: “mas o aluno não gosta de filmes legendados”. E por que, professores, eles não gostam? A resposta é óbvia – não gostam porque o nível de letramento é baixo, ou seja, apresentam dificuldades para ler.

Fica aqui, primeiramente, o convite para refletir sobre o assunto. Fica, ainda, a sugestão sobre o uso de filmes legendados como suporte para o ensino da leitura. Negar uma realidade é eximir-se do compromisso e não ter consciência de que ela se faz presente em nosso meio é negar a função da educação cujo objetivo é romper o círculo vicioso entre a miséria, a ignorância e o preconceito.

Pedro Zapellini: A dois passos do fim

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Cíntia Abreu
Tubarão

A obra de asfaltamento e prolongamento da avenida Pedro Zapellini pode ser considerada praticamente finalizada. A garantia é do secretário de desenvolvimento urbano da prefeitura, Nilton de Campos. “Arrisco afirmar que, em duas semanas, os dois lados da avenida estarão liberados para o tráfego”, assegura Nilton.

São 14 meses de obra. Se não fossem os vários problemas enfrentados pela prefeitura de Tubarão (chuva e necessidade de refazer a rede de drenagem, por exemplo), a avenida estaria pronta em outubro do ano passado, com o custo total avaliado em quase R$ 2,7 milhões, pagos com recursos do próprio município.
O secretário de desenvolvimento lembra que as fortes chuvas do fim de 2008 e do início de 2009 prejudicaram a conclusão da via. “Foi necessário refazer todo o sistema hidráulico. Ligamos as caixas coletoras dos dois lados da avenida”, acrescenta Nilton.

Se o tempo colaborar, até o início da próxima semana, os 2,4 mil metros de pista que faltam receberão o asfalto. “O material retirado da avenida foi utilizado na pavimentação de outras ruas da cidade”, sublinha o secretário.
A prefeitura de Tubarão trabalha no processo licitatório da 2ª etapa da obra, que compreende a continuação da avenida Pedro Zapellini até o bairro Passagem. “Esta obra é um compromisso do prefeito. Pretendemos efetuar no próximo ano”.

Cronologia da obra:
Início da obra: 17 de junho de 2008
Previsão de entrega: Outubro de 2008
Novas previsões – Dezembro de 2008
Nova previsão devido as fortes chuvas – Fevereiro de 2009
Nova previsão – Fim do mês de agosto de 2009.

Segurança e sinalização
serão feitas em seguida

Após a finalização da obra de asfaltamento e prolongamento da avenida Pedro Zapellini, com o custo de R$ 2,7 milhões, quem entrará em ação é a secretaria de segurança e trânsito da prefeitura.
A sinalização de trânsito e a garantia de segurança da avenida são os próximos passos para a real conclusão da obra.

“Em três semanas, a secretaria finalizará o processo de licitação para efetuar a pintura e a colocação de placas de trânsito”, informa o secretário adjunto de segurança e trânsito, Adolfo Pinter.
A Guarda Municipal de Tubarão atuará na segurança do trânsito no local. “Eles trabalharão com o radar, como na rua Conselheiro Mafra (atrás da Catedral, em direção ao fórum). E serão mais efetivos na avenida para assegurar a tranquilidade no trânsito”, ressalta Adolfo.

Doenças de inverno: O clima instável é o vilão da saúde

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Cíntia Abreu
Tubarão

No inverno, é comum a ocorrência de doenças respiratórias, como bronquite, rinite e a própria gripe. O clima inconstante é o vilão da vez. Apesar de o tempo ser considerado bom em virtude do aparecimento do sol, a variação da temperatura no decorrer do dia influencia diretamente na saúde.
Há muitos mitos quando o assunto é prevenir-se contra a gripe. Ingerir vitamina C todos os dias é um deles. “Não há comprovação científica que a vitamina auxilie no combate contra a gripe”, desmistifica o cirurgião-geral Ulysses Messias da Silva (foto), médico do Centro de Referência Humaitá.

A forma de se vestir é outro fator que contribui para o surgimento de alergias e gripes. Sair de casa muito agasalhado e enfrentar diferentes temperaturas em um curto espaço de tempo faz com que a imunidade do corpo baixe. “A pessoa que sai de casa cedo com muitos casacos suará mais em dias como hoje (ontem), por exemplo. Com isto, o sistema imunológico fica mais lento, porque tenta acostumar-se com a atual temperatura do ambiente”, orienta o médico.

A operadora de telemarketing Daiane Campos é um exemplo. Precisa estar no trabalho às 8 horas. Quando sai de casa, ainda é gelado. “É frio demais de manhã. Meio-dia, já é verão. É o dia todo tirando e colocando blusa, cachecol”, conta Daiane, bem humorada.
O médico Ulysses ensina que gripes e alergias podem ser amenizadas com uma boa alimentação. “Não ficar em jejum por muitas horas é a principal regra. Estar bem descansado também, pois a taxa de hormônio do estresse contribui com a baixa resistência do organismo”, acrescenta Ulysses.

Divisão Especial: Rodrigo Silva pode desfalcar o Leão

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Amanda Menger
Tubarão

A diretoria do Hercílio Luz aguarda hoje uma resposta da Federação Catarinense de Futebol sobre o efeito suspensivo no caso do meia Rodrigo Silva. No julgamento desta semana, o atleta foi sentenciado a quatro jogos de suspensão por ter xingado o árbitro Célio Amorim, no jogo contra o Juventus, há 15 dias.

“Na verdade, Rodrigo não xingou o árbitro. Ele reclamou da expulsão de Alessandro, levou um amarelo e também foi expulso. Quando Célio mostrou o cartão, Rodrigo virou-se e falou um palavrão, mas não foi endereçado ao árbitro, foi uma reação ao momento, uma forma de desabafar. A sentença não foi unânime, por isso, recorremos”, justifica o supervisor de futebol do Leão, André Barcelos.
O efeito suspensivo foi solicitado ontem pela diretoria do clube. “Estamos otimistas. Acreditamos que o técnico Arnaldo Lira poderá contar com ele no jogo deste domingo, contra o Joaçaba. Ele é um jogador importante para equipe”, diz André.

Ainda sobre a estreia no returno, o supervisor afirma que não há nenhuma recomendação aos torcedores. “A Federação confirmou a realização da partida e não recebemos nenhuma orientação sobre o uso de máscaras pelos torcedores”, afirma André.

Suinocultura: Exportações podem ser retomadas

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Wagner da Silva
Braço do Norte

A missão da União Europeia, que visitará o estado em outubro, norteou o encontro realizado pela Associação Catarinense dos Criadores de Suínos (ACCS), sindicatos, e empresários e comerciantes de insumos ligados ao setor com Ministério da Agricultura e à Cidasc. Em função do interesse em receber o aval positivo para a reabertura das exportações, os órgãos governamentais pretendem discutir alternativas de adequação às exigências do mercado europeu.

Na última missão da União Europeia, em 2002, alguns pontos em desconformidade com os interesses do bloco econômico foram apontados. No encontro, a Cidasc exibiu os progressos dos produtores no sentido de se adequarem.
As questões relacionadas à sanidade animal, estruturas de frigoríficos, interação e fiscalização dos setores públicos sobre os privados foram o centro das discussões. Várias sugestões foram apresentadas. Entre elas, a emissão de boletim sanitário, a forma de controle na produção das propriedades.

Para o fiscal agropecuário do Ministério da Agricultura Walmiré Luiz Sens, membro da ACCS, o momento é de oportunidade. “O aval positivo desta missão poderá abrir a exportação para outras regiões e aquecer o mercado interno. É interessante que toda a cadeia produtiva esteja adequada, mesmo porque a Europa é um mercado disputado”, considera Walmiré.

Gripe A: Atenção na hora de jogar fora a máscara

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Tatiana Stock
Tubarão

Uma ótima maneira de evitar a nova gripe é simples, manter a higiene. A mídia, o governo e os órgãos de saúde divulgam claramente as precauções que se deve ter para evitar a disseminação do vírus H1N1. Mesmo assim, alguns cuidados não são tomados.
É o caso de alguns visitantes do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), em Tubarão. Após as visitas, muitas pessoas abandonam as máscaras descartáveis no chão e nos arredores do hospital.

Além de uma ação errada, afinal, aprende-se desde cedo que o lugar de lixo é na lixeira, o ato pode ir muito além de uma poluição visual.
“Os visitantes potencialmente podem estar contaminados e, se alguém tiver acesso ao material, pode contrair a doença”, alerta a enfermeira Andreza da Silva Oliveira, do setor de vigilância epidemiológica de Laguna.
Não há como controlar a população sobre onde jogar o lixo. “Todo lixo dever ser jogado em local específico, principalmente o hospitalar. O ideal é que seja jogado no lixo infectante, dentro do próprio hospital, e não espalhado em locais públicos”, orienta.

No caso de pessoas que convivem com portadores da nova gripe, Andreza explica como deve ser descartada a máscara. “Em casa, deve-se dobrar a parte de contato com a boca e nariz para dentro e enrolar com o próprio elástico que vai atrás da orelha. Dessa forma não há risco”, indica.

CIP: Faepesul assume no dia 1º de setembro

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Tubarão

A mudança de administração do Centro de Internamento Provisório (CIP) de Tubarão, prevista para amanhã, será adiada para 1º de setembro. O convênio entre a Fundação de Apoio à Educação, Pesquisa e Extensão da Unisul (Faepesul) e a secretaria estadual de segurança pública e defesa do cidadão ainda não foi assinado.
“Temos algumas pendências burocráticas para resolver, mas nada que demande muito tempo. Enquanto não assumimos, o estado, com a força-tarefa, administra a instituição. Isso nos dá tempo também para providenciar a contratação dos 16 funcionários que irão compor a equipe, entre orientadores, pedagogos, psicólogos”, explica o gerente de projetos da Faepesul, Alexandre Martins.

A Faepesul prevê a realização de um processo seletivo para a contratação da equipe. “Queremos fazer uma prova, mas isso só será possível depois que não houver mais restrições relativas à gripe A (H1N1). Não podemos fazer uma prova porque haveria aglomeração de pessoas”, diz Alexandre. Depois da prova, os funcionários ainda passarão por um treinamento.

Nos próximos dias, a SSP deve pronunciar-se também sobre as reformas no prédio. “O engenheiro da secretaria já fez o levantamento e esperamos uma posição do estado sobre as melhorias na parte de infraestrutura e de segurança do local. Da mesma forma, esperamos uma resposta sobre a administração da Casa de Semiliberdade, em Capivari de Baixo, e de quando assumiremos os trabalhos lá”, afirma Alexandre.

Visitas estão proibidas no presídio

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Amanda Menger
Tubarão

Com 267 detentos, o Presídio Regional de Tubarão poderia transformar-se em um sério problema de saúde se algum dos presidiários contraísse a gripe A (H1N1). Por prevenção, as visitas foram canceladas. Por enquanto, não há previsão de quando serão retomadas.

“A determinação de suspender as visitas foi tomada não apenas em Tubarão, mas em outros presídios também. Estamos monitorando a situação e, até agora, não tivemos nenhum detento com sintomas da doença. A recomendação de suspender as visitas é evitar que alguém de fora, que esteja contaminado, passe o vírus para os presidiários”, afirma o diretor da instituição, Ricardo Dias Welausen.

Ainda como medida preventiva, um grupo de técnicos da 20ª gerência regional de saúde fará uma vistoria hoje no presídio. “Eles farão uma conferência para saber se há algum detento com sintoma e providenciar o atendimento, se necessário. Teremos uma reunião com os funcionários também para repassar informações sobre a prevenção”, diz Ricardo.