terça-feira, 2 junho , 2026
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Sabe o que os astros guardam para você hoje?

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Áries (21/03 a 19/04)
Desafio de encontrar formas inovadoras de fazer as coisas, desprendendo-se de antigos condicionamentos. É como se houvesse um cabo de força entre a tradição e a inovação.

Touro ( 20/04 a 20/05)
Saturno sinaliza aos taurinos a importância da maturidade emocional. E também de ser a sua própria autoridade em termos emocionais, profissionais e criativos. Tendo este autodomínio você evolui.

Gêmeos (21/05 a 21/06)
Você está mais ciente do que é prioritário e valioso em sua vida. Por conta disso poderá, inclusive, fazer bons negócios. Mas é preciso vencer a preocupação de se enquadrar em um comportamento que na verdade não reflete a sua essência.

Câncer (22/06 a 22/07)
Continua em evidência o momento interessante para expressar os seus talentos, fazer negócios e ter iniciativas pessoais e profissionais. Mas você deve refletir se não está reprimindo algo importante.

Leão (23/07 a 22/08)
Aproveite que o Sol está em seu signo e irradie suas qualidades, leonino. Sua presença é marcante, e não encare isso como vaidade, mas como a afirmação do poder do amor e do natural carisma que emana de você.

Virgem (23/08 a 22/09)
O aspecto astrológico entre Mercúrio e Vênus indica capacidade de estabelecer acordos com as pessoas, por meio do diálogo e da harmonização entre a razão e a emoção.

Libra (23/09 a 22/10)
Vênus e Mercúrio em bom aspecto astrológico simbolizam a possibilidade de harmonizar pensamentos e sentimentos e de estar atento à sensibilidade, analisando, avaliando, para fazer escolhas positivas no campo pessoal e profissional.

Escorpião (23/10 a 21/11)
O poder está no afeto, na criatividade e no conhecimento. Naquilo que é feito como vocação e não apenas como atividade profissional. Este é o momento de se colocar em evidência, mas também de refletir sobre os seus sentimentos e ideais.

Sagitário (22/11 a 21/12)
O Universo conspira com os que acreditam em seus sonhos. Você é um idealista por natureza, interessado em compreender o porquê das coisas. Que não está em explicações racionais, mas um processo intuitivo.

Capricórnio (22/12 a 19/01)
Esta é a fase anual que ativa a necessidade de se conscientizar das mudanças emocionais e na conduta. Mas é também o momento de exercer o poder de se unir para multiplicar recursos e possibilidades.

Aquário (20/01 a 18/02)
O Sol está no poente aquariano e mostrará um outro ângulo, uma visão diferente. E o que estimula isso? Os relacionamentos, a sagrada arte dos vínculos emocionais e do aprendizado que eles contêm.

Peixes (19/02 a 20/03)
Exerça o seu poder criativo, pisciano. O momento astral enfatiza o trabalho, a saúde e as emoções. Se você gosta do que faz se sentirá entusiasmado pelos projetos. Mas se o trabalho não reflete os seus talentos, tende a se sentir frustrado.

Insistência inepta

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O governo federal, acompanhado da maioria dos gestores estaduais e municipais, continua a tratar separadamente o que é indissociável: qualidade de ensino, salário e formação do magistério. Dificulta, assim, avanços inadiáveis no ensino.
Não é de estranhar que das 50 mil vagas oferecidas gratuitamente pelo governo federal, para professores cursarem o ensino superior na disciplina que lecionam, poucas foram ocupadas. Não é por falta de candidatos – cerca de 300 mil atuam sem esta habilitação -, tampouco por desconhecimento da importância da formação do mestre na melhoria do ensino, comprovadamente combalido. É por falta de planejamento e sobreposição das ações. Afinal, que vantagens teriam o professor e o ensino com este curso? Mais precisamente: a) Que correções ocorreriam na atuação do profissional? b) Quais metas de ensino seriam atingidas? c) Quanto melhoraria o seu contracheque?

Sem estas respostas, o resultado da participação seria incerto, o que deve ter motivado a expressiva e preocupante ausência. Melhorar os salários dos professores, absurdamente baixos, é necessário, mas insuficiente para fazer prosperar o ensino, quando feito isoladamente. Capacitá-los, mesmo quando se gastam horrores, como neste caso, mas sem foco e acompanhamento, também pouco contribui.
Por outro lado, empreendimentos feitos em diversos países e em alguns estados e municípios brasileiros, largamente divulgados, demonstraram que, quando se concilia salário, produtividade e capacitação, as coisas ocorrem. Ou seja, quando se implanta um sistema de avaliação que: a) aponta deficiências no ensino, as quais seriam sanadas através de capacitação, e b) premia o mérito, o ensino melhora e o salário do professor também, satisfazendo a todos.

Os grandes problemas são a miopia e a demagogia. Age-se às margens da ciência e das evidências e falta coragem para o enfrentamento de certos corporativismos inaceitáveis, perpetuando-se, desta forma, as deficiências no ensino, que prejudicam o próprio professor, as camadas mais pobres da sociedade e dificultam a inserção no Brasil na economia global. Então, não são investimentos. São gastos desnecessários na educação.

Corte das árvores: Empresa não respeitou o edital

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Cíntia Abreu
Tubarão

O corte de 170 árvores das beiras-rio de Tubarão, executado desde o mês passado, será paralisada assim que a procuradoria jurídica da prefeitura for notificada de uma decisão do juiz da vara da fazenda, Júlio César Knoll. Ele suspendeu o processo licitatório que escolheu a NO Terraplanagem para executar o serviço.
O magistrado acatou os argumentos do advogado Felipe de Souto, da Larroyd & Cardozo Advogados, de Tubarão, representante de uma das empresas concorrente da licitação. Na ação, Felipe sustenta que a documentação apresentada pela vencedora era imperfeita.

O advogado destaca que o atestado de capacidade técnica compatível com o objeto da licitação deveria ser fornecido por pessoa jurídica de direito público ou privado e estar registrado no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea). A falta deste documento é justamente aquilo salientado pelo juiz na decisão. “A NO Terraplanagem deveria apresentar os atestado e não o fez”, explica Knoll.

A procuradora da prefeitura, Letícia Bianchini, preferiu não se manifestar porque o município ainda não foi notificado da suspensão Até ontem, os trabalhadores da NO Terraplanagem, ainda executavam o serviço de corte das árvores. “A empresa continuará o trabalho até que sejamos devidamente notificados”, sublinha o secretário de serviços públicos da prefeitura, Fabiano Bitencourt.

Conforme o juiz, a parti da notificação, a comissão permanente de licitação terá 15 dias para recorrer a instância superior, neste caso o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ/SC). “Caso não revertam a situação no TJ, uma nova licitação deve ser aberta”, explica Knoll.

Articulista: O português é mais do que normas

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Cíntia Abreu
Tubarão

A constante inovação do Notisul não para na mudança visual, feita há pouco mais de dez dias. Trazer pessoas para integrar a equipe e confiar-lhes a missão de criarem debates e gerarem ensinamentos também fazem parte da proposta da empresa.
É por isso que o leitor do Notisul passará a contar com mais uma preciosidade: A mestra Amaline Mussi agora integra o seleto time de colunistas e articulistas no Notisul. “Certeza, interrogação e vibrações. Aqui, apenas o entusiasmo não é oscilante”, pincela Amaline, em relação a sua estreia, hoje (confira na página 10 desta edição).

Com a formação em letras, francês, inglês, espanhol e literatura brasileira, a mestra interagirá com o leitor através da coluna Na Ponta da Língua. Sempre às quartas-feiras. “É uma coluna de todos nós, um fazer de todos, protagonistas e estudiosos postos em contato, em convergência para os demais voos”, adianta Amaline.
A especialista em linguística aplicada ao ensino de língua portuguesa, mestra em literatura brasileira, conta que seu cotidiano é rico e desafiador. “Leciono, planejo, integro equipes, trabalho em edição de livros, revisões. É parte do melhor de minha vida”, expõe Amaline.

Mais relevante do que títulos acadêmicos – inúmeros no caso da mestra – o título essencial segue em construção. “Falo da ciência da coisa humana. E para aperfeiçoá-lo integro os estudos efetuados na Cátedra, da Unisul”, salienta a professora.
Hoje a educadora integra a equipe de professores no mundo virtual, através da UnisulVirtual. “Sou uma orgulhosa professora, educadora on-line e revisora textual daquela equipe”, acrescenta Amaline.

Para a coluna, a mestra aposta nas novas regras ortográficas como ponto de partida. “Trata-se da concreta evolução de práticas normatizadoras, voltadas à pura estocagem mental , para a compreensão dos processos de comunicação”, sublinha a articulista.
Ela salienta que as modificações dão abertura para ético-estética na apreensão, e no uso da fala. “Falo da efetiva inserção social”, ressalta Amaline.

Tráfico: Maconha é encontrada em rolos de papel higiênico

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Amanda Menger
Tubarão

Uma garota de 18 anos foi presa ontem em uma operação conjunta entre a Polícia Civil de Braço do Norte e de Tubarão. Ela flagrada quando tentava entrar com drogas no Presídio Regional. As 76 gramas de maconha estavam escondidas em rolos de papel higiênico. Esta é a quarta vez, em dois anos, que entorpecentes são encontrados em meio a produtos levados por familiares aos presos.
Na primeira vez, em agosto de 2007, a droga foi usada para rechear pacotes de bolacha. A segunda estava em meio a laranjas e, na terceira tentativa, dentro de sabonetes.

“A investigação de Braço do Norte recebeu uma denúncia de drogas que seriam entregues no presídio por uma mulher, em um táxi. Fizemos o acompanhamento do caso e detivemos três pessoas em flagrante. Duas foram liberadas e a jovem presa por tráfico agravado. Já identificamos os presos que receberiam a encomenda e eles também prestarão depoimento”, explica o delegado Marcos Ghizoni, da Central de Investigações Criminais (NIC) de Tubarão.

Em depoimento, a jovem alegou que não sabia da droga. “Ela disse que uma pessoa pediu que levasse a encomenda ao presídio, já que ela iria levar alguns produtos a um outro familiar. Todo o procedimento foi filmado e será anexado ao inquérito”, adianta Ghizoni. A mulher foi encaminhada ao presídio.

Nova gripe: Comerciantes mudam hábitos

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Tatiana Stock
Tubarão

Para evitar a nova gripe, a higiene é fundamental. Lavar as mãos várias vezes ao dia, utilizar o álcool para a esterilização e luvas descartáveis são medidas essenciais para tornar o vírus inativo. Os cidadãos que ainda não tinham parado para pensar nos perigos da nova gripe, começam a adotar novos hábitos e ajudam na quebra da cadeia de proliferação da doença.

O decreto assinado esta semana pelo prefeito de Tubarão, Manoel Bertoncini (PSDB), que restringe aglomerações em ambientes fechados, contribuiu para que os tubaronenses ficassem mais conscientes. Na lan house O2, no Centro, as proprietárias aderiram às medidas de prevenção à nova gripe.

Uma das proprietárias, Luciana Helena Freitas, atua também na farmácia básica da prefeitura. Para ela, foi mais fácil compreender a importância de mudar os hábitos e ensinar aos outros. “Lá aprendi como proceder. Por isso adotamos o álcool em gel e as luvas descartáveis na lan house”, explica.

“Assim que o cliente deixa a máquina, esterilizados o mouse, os computadores e as mesas com álcool”, emenda a sócia Adriana Borghezan. A servidora pública, Rafaela Duarte Fernandes, é cliente do espaço e concorda com as medidas adotadas.
O atendente da locadora Fox Vídeo, Diego Paes, também mudou seus hábitos. Há uma semana, o dia-a-dia de serviço tem mais tarefas, entre elas, a limpeza dos DVDs locados com álcool isopropílico e a utilização da versão gel para higienizar as mãos.
Tanto Diego quanto as proprietárias da lan house acreditam que os cidadãos estão mais atentos e procuram colaborar como podem para barrar a propagação da gripe A.

Máscara: Usar ou não, eis a questão

Desde maio, Tubarão enfrenta os problemas com a nova gripe. Neste tempo, o uso de máscaras começou a ser frequente, mas muitas pessoas ainda não sabem quem deve utilizar o equipamento.
O secretário de saúde da prefeitura de Tubarão, Roger Augusto Vieira e Silva, explica que a máscara deve ser usada por quem apresenta sintomas de gripe, principalmente em ambientes fechados, onde o risco é maior. Porém, o uso da máscara por pessoas sadias pode trazer grandes problemas. “É uma proteção, mas se o cidadão não apresenta sintomas de gripe, a chance de adquirir uma doença é maior, já que o local coberto fica úmido e aquecido. Isso aumenta a proliferação de bactérias”, explica o secretário.

Nos postos de saúde e centro de triagem as máscaras são distribuídas gratuitamente, mas somente para pessoas com sintomas gripais. A professora e enfermeira Laura Isabel Guimarães Oppa (foto), utiliza a máscara descartável em locais públicos. O hábito a fez passar por situações discriminatórias. “Quando estava na fila do banco, percebi que muitas pessoas se distanciaram e outras saíram de perto. Isto me fez sentir muito mal”, relata Laura.

Números da gripe A

Óbitos: seis em Tubarão e duas em Laguna.

Notificações*:
Braço do Norte: 7 | Capivari de Baixo: 48 | Gravatal: 9 | Grão-Pará: 1 | Jaguaruna: 19 | São Ludgero: 4 | Sangão: 7 | Pedras Grandes: 2 | Rio Fortuna: 2 | Treze de Maio: 1 | Tubarão: 283 | Outros: 58*
* Total de pessoas que realizaram o exame de laboratório para descartar ou confirmar a gripe A.
** Pessoas de outras cidades que se consultaram na região.

Internados:
HNSC: 51 (dois adultos e duas crianças na UTI).
Socimed: 22 (um na UTI).

Fonte: 20ª gerência de saúde em Tubarão.

Ajuda financeira

Desde ontem Tubarão conta com um plantão presencial e de sobreaviso na gerência regional de saúde. “Uma equipe atua 24 horas e nos fins de semana”, confirma a gerente Maria Lucia Mattos Gomes. Segundo ela, o governo repassará um incentivo para auxiliar as unidades básicas no tratamento da Influenza A.

Os municípios com até 20 mil habitantes receberão R$ 6 mil por mês, para auxiliar na manutenção de uma unidade, que funcionará até às 22 horas. Cidades entre 20 e 50 mil habitantes, obrigatoriamente, deverão ter duas unidades também com horário estendido, e receberão R$ 12 mil por mês.

Já municípios como Tubarão, entre 50 e 100 mil habitantes, deverão ter um centro de triagem 24 horas e ganharão R$ 40 mil por mês. Já os municípios com mais de 100 mil pessoas, receberão R$ 80 mil mensais.

As relações de poder são arcaicas no Brasil

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Amanda Menger
Tubarão

Notisul – Hoje, é comum os brasileiros mudarem-se para Portugal, mas o senhor fez o contrário. Como decidiu vir para Santa Catarina?
Alberto
– Eu venho para o Brasil desde jovem. Estive aqui pela primeira vez em 1978. Vim outras vezes, casei com um brasileira, e em 2002 em vim para Santa Catarina já para trabalhar na Unisul. Eu tinha vindo em setembro de 2001 para acertar a contratação com a universidade. Em 2002, vim de mala e cuia.

Notisul – Quando você veio para o Brasil em 1978, foi a passeio?
Alberto
– Foi a passeio, para conhecer algumas pessoas com as quais eu tinha contato. Tinha 23 anos na época e conheci parte do Brasil. Estive mais de um mês, fiz Rio, São Paulo, Minas, interior de Goiás, Mato Grosso, Bahia. Eu vim mais vezes depois de conhecer a minha esposa. Ela é de Bom Retiro e nos conhecemos. Ela foi para Portugal,, moramos lá sete anos, em Lisboa, e decidimos vir para o Brasil.

Notisul – Como foi essa mudança, uma vez que o senhor morava na capital de Portugal, e decidiu vir para Tubarão?
Alberto
– Há sempre um choque. Nós compartilhamos a mesma língua, mas dentro do países existem diferenças culturais grandes.Encontrei aqui um Brasil que eu não tinha conhecimento. Um Brasil bastante europeu. Conhecia antes o norte, nordeste, o chamado Brasil tropical. E, quando vim morar aqui, deparei-me com um país diferente. Visto que a imigração de alemães e italianos é mais recente, 1870, 1880, e os açorianos e portugueses do continente um pouco antes, 1740. Portanto, é um fênomeno recente e deixa as suas marcas na cultura.

Notisul – Na sua avaliação, o sul é de fato, mais europeu?
Alberto
– Eu acho que em algumas coisas sim. Já houve uma miscigenação grande. O fator português, açoriano, italiano e alemão estão bem compensados, não existem clivagens. Mas as características são diferentes do restante do Brasil. As comunidades são mais fechadas, reservadas e nisso são muito europeias (risos).
Notisul – Como o Brasil é visto lá em Portugal? Porque aqui você deve ter ouvido muitas piadas de português…
Alberto – Como nós fomos os colonizadores do Brasil, o conhecimento sobre a cultura e a história são maiores, mas ele não é aprofundado. Por exemplo, quando se fala de Brasil, o povão, o que se imagina? Rio, São Paulo, nordeste, as praias com coqueiros.

Notisul – O Brasil Carmem Miranda?
Alberto
– Ela foi a imigrante portuguesa/brasileira de maior sucesso nos Estados Unidos (risos). Essa ideia da tropicalidade que ela representa é o que se pensa do Brasil. De sol, de praia, de mar, calor, coqueiros. Mas o sul é pouco conhecido e é diferente. O Brasil é visto com muito carinho pelos portugueses, afinal, nós fomos os colonizadores, apesar das muitas críticas, ao modelo português, com tudo que há de bom e de mais ruim.

Notisul – Politicamente, como o Brasil é visto? Mudou muito após as viagens de Fernando Henrique (PSDB) e de Lula (PT)?
Alberto
– Eu acho que não é muito visto por lá, porque não há informações. Os jornais falam quando há eleições, mas os escândalos não têm repercussão lá, até porque não é interesse deles. Lá, a população está voltada para os seus próprios políticos e com a União Europeia.

Notisul – Nos artigos que você escreveu para o Notisul, falou da possibilidade dos municípios saírem da Amurel. Como você vê essa questão?
Alberto
– O que eu escrevi é o que eu penso. Com base na experiência acumulada com a União Europeia. A integração funciona mais do que a desintegração. Nós estamos em um mundo global, onde as relações são complexas e complicadas. Complexas porque são interligadas, vem do latim complexus. Edgar Morin fala que é complexo algo que é tecido em conjunto. E hoje há uma interdependência muito grande entre as coisas e pessoas. Isso significa que é muito difícil uma pessoa, um país, uma região, um município tenha um protagonismo grande se trabalhar sozinho. Hoje, isso não existe mais. Justamente porque as relações são profundas, têm uma diversidade de fatores que tudo parece ir ao encontro a uma ideia de cooperação e integração. Essa é a tônica que a União Europeia tem dado nas últimas décadas. Não apenas em relação a si mesma, mas também multilaterais. Então, transportando tudo isso para o sul catarinense, eu acho que os municípios ganham mais se integrarem-se em uma filosofia de cooperação, de relações entre iguais, do que três ou quatro quererem criarem uma outra associação, porque ela será apenas virtual. Porque hoje nada é feito isolado.

Notisul – Essa certa rivalidade que obsersavamos na região pode ser usada como analogia para o Mercosul? Desta dificuldade de se ver o bloco econômico funcionar de fato, já que a Argentina puxa de um lado, o Brasil de outro?
Alberto
– Essa rivalidade é antiga. Esse arquétipo funciona desde uma escala global, para os continentes, países, indíviduos e até entre os indivíduos e organizações. Hoje, uma das grandes tônicas da gestão moderna é justamente a integração das competências para criar algo em comum. Algo que seja mais forte, mais competitivo. Acho que hoje é a única saída, ou ao menos uma cooperação entre iguais, para que haja o desenvolvimento economicamente sustentável e também ambientalmente sustentável.

Notisul – E você, como profissional da área de gestão, como observa essa preocupação com o meio ambiente, os empresários estão mais conscientes disso?
Alberto
– Aqui no Brasil, tem alguns aspectos mais adiantados, outros menos do que na Europa. As empresas hoje estão pretendendo um desenvolvimento econômico em harmonia com o meio ambiente. Na Europa, esse esforço é um pouco mais antigo, até porque eles foram grandes poluidores. Na década de 1950, houve um boom industrial no pós guerra, com muitas fábricas e sem os cuidados adequados. Viu-se então que esse não era o melhor caminho. Já nos anos 1980, começaram a trabalhar em tecnologias limpas. E no Brasil essa preocupação é mais recente, até porque o desenvolvimento industrial do país é mais recente.

Notisul – Poderia ser também um reflexo do conceito de que os recursos naturais no Brasil são infindáveis?
Alberto
– Uma pelo atraso do desenvolvimento industrial, que é normal, e depois com a ideia de achar que os recursos não acabarão, porque é tudo muito abundante no país. Como o Brasil é muito grande, acham que as matas não têm fim, que a água não tem fim, e não é bem assim. Hoje, está se vendo que estes recursos tem um limite. Eu acrescento ainda um outro fator: uma ambição desmedida dos empresários. Se nota que o empresário quer ter um lucro imediato, rápido, investindo pouco e sem se ater muito às regras. Há muitos anos observo isso no Brasil, essa questão do imediatismo. E nisso se enquandra a questão ambiental, os desmatamentos.

Notisul – Podemos ter aí um certo resquício da colonização portuguesa? Porque a ideia dos colonizadores era sair de Portugal, vir para o Brasil, ‘ficar rico’ e voltar para a Europa…
Alberto
– Eu acredito que existe um eco. O país sempre foi um pouco assim e hoje continua, de certa forma. Em Portugal, houve mudanças, um amadurecimento do pensamento político, social e humano e hoje deu uma nova mentalidade. Aqui, o processo é mais lento. No Brasil, os resquícios da escravidão, este estado de senhor e escravo, de um ter totais direitos e outro nada poder, foi perpetuado por muito mais tempo do que em Portugal. São resquícios de um tempo que não volta mais e é insustentável manter isso, não apenas em relações pessoais, mas também com o meio ambiente.

Notisul – Esse amadurecimento que você fala também tem que ser conquistado na área política?
Alberto
– Sim. Mas isso não apenas no Brasil, também em outros lugares, como os países islâmicos, oriente médio. Eles ainda não derrubaram um certo feudalismo. Só que eu vejo que o Brasil precisa avançar mais. O país tem potencial para alcançar o reconhecimento internacional. Para competir com outros países, com relações políticas mais sofisticadas, é preciso seguir algumas regras, até por uma certa ética. Aí é que está o problema. O Brasil tem que evoluir mais. Encontramos aqui pessoas muito inteligentes, preparadas em muitas áreas, técnicas, humanas, mas as relações de poder são muito arcaicas. Eu vejo o Brasil ao mesmo tempo em muitas épocas. Ou seja, há um Brasil que se encontra na Idade Média, outro que está no Renascimento, no Iluminismo, na Revolução Francesa, na Revolução Industrial, na Modernidade e outro ainda que é Pós-Moderno. Mas a parte antiga continua a puxar muito e a condicionar o desenvolvimento, não apenas econômico, mas social. E isso se reflete no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Por exemplo, os últimos números mostraram que em termos de Produto Interno Bruto (PIB), o Brasil é a décima economia do mundo, mas em IDH está lá embaixo. Já o índice de corrupção, é um dos mais altos. Há uma série de disparidades que precisam ser ajustadas. Para que realmente o desenvolvimento seja compatível com o potencial do Brasil.

Notisul – Isso ocorre por que a nossa visão de estado ainda é muito paternalista, mas que ao mesmo tempo não é um estado de bem estar social?
Alberto
– Eu até uso como um paradigma um filme que foi sucesso nos anos de 1980. É um filme italiano chamado Padre Padrone, ou seja, um pai patrão. O enredo é sobre uma criança que é extremamente reprimido por um pai com excesso de autoridade. O paradigma político aqui é bem esse, padre, padrone. É um pai que é altamente protetor, mas pensa muito nele mesmo e que esquece dos próprios filhos. Porque os filhos querem crescer, estudar, viver melhor, bons hospitais, boas estradas, mas o pai retém boa parte da riqueza. Eu não comparo Brasil com Europa, porque são duas realidades diferentes. O que eu vejo é que, no Brasil, o país poderia estar melhor, se fosse menos arcaico de relações de poder, de organização da administração pública.

Notisul – Na história, fala-se do fato, do contexto e da estrutura. No caso do Brasil, mudou-se o fato e o contexto, mas a estrutura não. É isso que você observa quando fala de relações arcaicas?
Alberto
– É isso aí. O problema é estrutural e, por sua vez, acaba sendo sistêmico. Assim, a estrutura reflete-se nas pontas. E, por ser sistêmico, reflete-se também no comportamento humano. O que falta é a cooperação, daí essa a minha crítica de Brasília como Versailhes. A corte de Luiz 16, no século 18, consumia praticamente tudo o que a França produzia. O resultado é que o povo era subdesenvolvido, pobre, faminto e resultou na revolução feita pelos intelectuais. E no Brasil, o problema hoje é que a maior parte das riquezas, do PIB, fica no bolso de poucos e é mal distribuído, não como uma dádiva, e sim como investimento no ser humano. Porque tudo é feito pelo ser humano.

Notisul – E voltando à área de gestão. Pela sua experiência, os empresários estão mais preocupados em remunerar melhor os funcionários?
Alberto
– Sim. Observo muito isso em pesquisas, em leituras. Há cases de sucesso em áreas de responsabilidade humana, social e de um novo estilo de gestão. Uma gestão mais participativa. Com a capacidade de se delegar, de ser flexível, rápido, ágil e responsável. Tudo isso faz parte de novas ideias que podem ser aplicadas desde a política às empresas. Em alguns países como a Inglaterra, Portugal, Holanda, tem se buscado também a eficiência de gestão na administração pública. Aplicando modelos de gestão semelhantes à iniciativa privada, reduzindo custos da máquina pública e oferencendo melhores serviços aos cidadãos.

Divisão Especial: Em busca do título do returno

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Amanda Menger
Tubarão

Mais um reforço começa a treinar hoje pelo Hercílio Luz. João Neto, 23 anos, é atacante e atuava pelo Bahia, na Série B do Brasileirão. A escolha por um atacante não é para menos, o Leão do Sul precisa marcar gols e conquistar pontos. A prioridade é o título.

“No turno conquistamos 13 pontos e ficamos em quinto lugar. Vamos batalhar agora pelo título do returno e, depois, pelo índice técnico. Por isso os reforços. No jogo contra o Joaçaba, no (próximo) domingo, teremos a estreia de Ricardo também”, adianta o supervisor de futebol, André Barcelos.
João chegou a Tubarão ontem à noite, e treina hoje normalmente. O técnico Arnaldo Lira contará ainda com Samuel e Wilson. Ambos recuperam-se de lesão. Já Castelli continuará no departamento médico. Contudo, o primeiro jogo do returno terá os desfalques de Diones, Fusca e Bugrão. Os três foram expulsos no jogo deste domingo, contra o CFZ Imbituba.

Um novo lateral-direito está entre as pretensões da comissão técnica. Porém, para isso, será necessário dispensar alguns atletas. “Chegamos ao limite da folha de pagamento. Já temos alguns nomes em vista tanto para a vaga, quanto para a dispensa”, diz André, sem citar nomes. No sábado, o volante Alessandro pediu para sair. Justificou apenas que deixará o futebol.

Tubarão abrirá centro de triagem à nova gripe hoje

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Tubarão

A grande incidência de casos suspeitos da nova gripe em Tubarão é preocupante. Assustadas, as pessoas correm aos postos e à emergência do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC) em busca de ajuda. Porém, a dificuldade em diferenciar os sintomas de uma gripe comum e da gripe A tem lotado todo o sistema de saúde, especialmente as emergências dos hospitais.

A busca por atendimento já provoca superlotação e os pacientes precisaram esperar horas para um diagnóstico. Por conta disso, a Clínica de Referência Humaitá passará a funcionar, a partir de hoje e por tempo indeterminado, como centro de triagem. A medida pretende desafogar os hospitais. O atendimento, das 7 às 22 horas, será prioritário aos casos graves.

Caso a demanda seja acima do previsto pela secretaria de saúde da prefeitura, o horário será ampliado. Até ontem, o município trabalhava na instalação de uma espécie de tenda, em anexo a secretaria de saúde, no bairro Oficinas. A ideia foi descartada devido ao clima frio dos últimos dias e a previsão de temperaturas ainda mais baixas para esta semana (veja mais sobre o clima nas páginas 6 e 10 desta edição).

A recomendação é que qualquer pessoa com sintomas de gripe procure atendimento. A primeira opção é ir ao posto de saúde mais próximo de casa. As unidades da Estratégia Saúde da Família (ESF) atendem das 7 às 16 horas e as clínicas de referência Arnaldo Bittencourt (Becker) e Policlínica, das 7 às 18 horas.
Em alguns dos postos, no entanto, o trabalho é feito apenas pelas enfermeiras e auxiliares, já que cinco médicos do município ficaram doentes. “As enfermeiras estão aptas a fazer atendimento e se necessário encaminham para o centro de triagem”, atesta o secretário de saúde, Roger Augusto Vieira e Silva.

A hora é de reforçar os cobertores e roupas quentes

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Cíntia Abreu
Tubarão

O inverno deste ano continuará com temperaturas baixas até o início do próximo mês. O alerta da Defesa Civil do estado para a ocorrência de temporais na região confirmou-se na madrugada de ontem: os ventos, acompanhados de chuva, alcançaram 50 quilômetros por hora.

As rajadas fortes deixaram pequenas marcas na Amurel. Em Tubarão não foi registrado nenhum pedido de socorro, já em Laguna, o Corpo de Bombeiros registrou a queda de árvores e o destelhamento de casas nos bairros Barcelona e Portinho. Em Lauro Müller, no quilômetro 138 da SC-438, uma barreira caiu sobre a pista. O Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra) liberou o tráfego de veículos ainda ontem.

Para esta semana, os casacos, cachecois e edredons devem estar novamente preparados. O frio volta com intensidade hoje. “O vento de domingo deve amenizar hoje (ontem). E isto fará com que as temperaturas caiam consideravelmente”, explica a meteorologista da Epagri/Ciram, Francine Gomes.
Hoje, a previsão é de um dia gelado, mas com sol. “A mínima deverá ficar em 5ºC e a máxima não deve passar dos 18ºC”, adianta a meteorologista. O bom tempo segue até a quinta-feira. Na sexta, a ventani a retorna. “O que chamará a atenção são as temperaturas. Estarão elevadas para a época do ano”, observa Francine.

Ruas alagadas prejudicam
a circulação de cidadãos

Os problemas gerados pela falta de drenagem nas ruas de Tubarão ficam mais acentuados nos dias de chuva. Em um ponto em específico, o da avenida Padre Geraldo Spettmann (da rodoviária), a situação é sempre a mesma: choveu, alagou. A demora em solucionar a questão indigna quem precisa utilizar a estrada.

O local fica completamente alagado. Se para os motoristas o trânsito fica complicado, para os pedestres é impossível utilizar a avenida sem sair encharcado. “Ou utilizamos botas de borracha, ou, não passamos”, protesta o aposentado Nivaldo Buss. Ele, como muitos cidadãos, pede uma solução urgente. “Temos que caminhar pelo barro. Alguém deve fazer algo”, reivindica o cidadão.