terça-feira, 17 fevereiro , 2026
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PAC 2, uma visão

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Não condeno a posição do atual governo federal em divulgar uma relação de investimentos aos próximos anos. Dizer o que fazer e por que fazer serve de pano de fundo para orientar os agentes econômicos.

Considerar que a divulgação tenha fundo de campanha eleitoral é uma dedução lógica.
Nas finanças brasileiras, os projetos de investimentos da alçada do poder público são identificados a cada ano em um plano plurianual de investimentos e que abrangem um espaço de quatro anos. E isso já é lei desde 1963. Ainda que os orçamentos públicos brasileiros, em qualquer nível, são peças quase nunca respeitadas, ficando a sua execução a critério do governo de plantão.

O que precisa ser discutido sobre as visões são as políticas a serem adotadas e definidas no processo. Entenda-se como, quando, onde, quem, e quais os recursos a serem alocados e suas respectivas fontes. E essa parte tem grande componente político. Carecendo, portanto, da aprovação eleitoral.
A política fundamental será a decisão se os investimentos serão estatizados, privados ou de composição mista.

Os recursos sempre serão escassos para atender a demanda. Cabe ao sistema democrático decidir as suas utilizações de maneira a que maximize os objetivos da macroeconomia: o crescimento da produção e consumo, o pleno emprego, a estabilidade de preços, o controle inflacionário e uma balança comercial favorável.
É uma tentativa de converter um suprimento limitado de recursos num conjunto de bens e serviços que dão maior satisfação do que qualquer outro conjunto que possa ser obtido com os mesmos recursos.

Quando este objetivo é atingido, os recursos estão sendo eficientemente alocados ou utilizados.
Somente para o caso do petróleo, por exemplo, em que se atribui a principal tarefa de investimentos à Petrobras, a realidade choca-se com as propostas. Num patrimônio de R$ 159,5 bilhões, somente 32,1% pertence à União federal e 7,7% ao BNDESPar. O lucro consolidado de 2009 foi de R$ 3,30 por ação, contra R$ 3,76 em 2008. E o endividamento oneroso ultrapassa os R$ 100 bilhões.

A ousadia deverá ter como limite a responsabilidade. Caso contrário, a peça é uma ficção. Mas vamos em frente com os debates e os entendimentos necessários para o bem da nação.

“Lutamos por uma maior valorização da categoria”

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Rafael Andrade
Tubarão

Notisul – O que é a Guarda Municipal e quais as suas atribuições?
Adailton
– A Guarda Municipal é prevista na Constituição Federal. O município acima de 50 mil pessoas pode optar em criar a sua GM. Existe uma lacuna na lei que determina as atribuições dos setores na cidade. O fato é que a GMT nasceu e não vai ser extinta. Pelo contrário, será ampliada e qualificada a cada dia. Estamos aqui para somar e integrar, não dividir ou atrapalhar. O cidadão é quem sai ganhando quando percebe um volume maior de profissionais atuando em seu prol, com objetivo final de promover a segurança pública e bem-estar do cidadão.

Notisul – Como funciona a integração da GM com as Polícias Militar e Civil?
Adailton
– Nós sempre buscamos parcerias em todas as forças policiais. Embora haja respaldo de algumas pessoas, continuaremos querendo esta integração, esta troca de informação. Tudo isso será importante para dar uma continuidade ao sistema operacional.

Notisul – A GMT pode atuar na detenção de criminosos em flagrante delito, mesmo sem proteção ao próprio profissional, que atua apenas com cassetetes?
Adailton
– Podemos prender, sim. É uma questão moral, pois estamos uniformizados e apoiando na segurança do cidadão. Só que não há o dever do profissional de prender o criminoso, isto é um dever das polícias. Mas atuaremos na medida do possível. Ainda não utilizamos armas e não podemos usar. Por isso, precisamos contatar a Polícia Militar assim que nos deparamos com uma situação de risco, como um assalto à mão armada, por exemplo. Nosso armamento poderá vir no fim deste ano ou no próximo ano. É um processo burocrático lento. Mas a intenção é nos equipar para poder dar esta resposta mais rápida às vítimas.

Notisul – Quantos guardas atuam em Tubarão e como funciona a divisão das atividades?
Adailton
– Temos 46 profissionais na cidade. São três no albergue, no bairro São João; um na corporação dos bombeiros, no bairro Humaitá; três na delegacia de trânsito, na Vila Moema; um no Departamento de Multas e Trânsito de Tubarão (Demut); cinco no setor administrativo da guarda; dez responsáveis pela fiscalização de trânsito junto ao sistema da Área Azul; dez guardas que realizam as travessias em frente às escolas com maior movimentação de veículos; dois no setor de palestras em educação no trânsito; três inspetores; e os demais na Central de Comunicação.

Notisul – Como é executado o trabalho da GMT na Área Azul?
Adailton
– Não fiscalizamos diretamente o estacionamento rotativo. Auxiliamos as monitoras, principalmente agora que houve essa transição da administração do sistema. Antes disso, já apoiávamos as monitoras, principalmente junto aos motoristas mais nervosos. Independente de como vai ficar este processo, vamos continuar o apoio. É nossa função, conforme a lei 9.503, de criação da GMT, ficarmos atentos ao trânsito de Tubarão, que é muito pesado.

Notisul – Como você vê o trânsito da cidade?
Adailton
– É um trânsito bastante complicado. Estamos em uma cidade cortada por um rio e com milhares de edificações irregulares. Tubarão cresce desordenadamente. Recebemos muitas reclamações em relação a pais de alunos que desrespeitam, diariamente, a lei de trânsito na frente da Escola Técnica e do Colégio São José, no centro. Os carros param na porta da escola, no meio da rua. Isto resulta em um congestionamento de um complexo de quase dez vias. Fiscalizamos os infratores, na medida do possível. Falta educação de muitos condutores.

Notisul – Qual é a infraestrutura da Guarda?
Adailton
– Nossa infraestrutura ainda é precária, mas lutamos pela excelência no atendimento e na prestação do serviço ao cidadão. Já propusemos a criação de um gabinete de ação integrada entre as forças policiais que seria presidida pelo prefeito. Com este processo, as verbas federais ficam mais acessíveis. No momento, possuímos cinco viaturas, quatro motos e um Fiat Dublô, ainda muito escasso pela demanda. Deixamos de atuar em locais mais distantes da região central justamente por isso, por infraestrutura precária. Mas acredito que vamos nos adequar a este problema nos próximos anos.

Notisul – Vocês possuem algum trabalho social?
Adailton
– Participamos do Programa Travessia, do setor de educação da secretaria de segurança e trânsito. Se não fosse a nossa atuação, o programa seria inviável. Outra ação social é o apoio ao albergue. Pernoitam de 12 a 15 pessoas lá. Fazemos a segurança e evitamos que estas pessoas estejam nas ruas. Além disso, temos vários profissionais que possuem o curso de primeiros socorros e proferem palestras em escolas e outras repartições públicas.

Notisul – O patrulhamento canino continua na cidade?
Adailton
– Com certeza. Temos dois profissionais gabaritados e dois rottweilers. Este tipo de trabalho inibe a criminalidade. Se há uma manifestação popular, um cachorro pode substituir o trabalho de 20 homens. Realizamos um trabalho focado, principalmente nas beiras-rio, por serem cercadas de vegetação fechada, propícia à ação dos criminosos. Vamos treinar ainda mais a nossa equipe para seguir o patrulhamento canino.

Notisul – Os guardas de Tubarão são bem remunerados?
Adailton
– Em comparação aos profissionais que atuam na guarda de Florianópolis, estamos aquém de uma boa remuneração. Lutamos por uma maior valorização da categoria.

Notisul – Você sente prazer em ser guarda municipal?
Adailton
– Quando acordamos de manhã para trabalhar e vestimos esta farda azul, nos sentimos prestativos. É muito bom ser um profissional que tem esta atividade, de auxílio ao cidadão.

Saneamento básico: Plano começa a ser elaborado

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Imbituba

Os primeiros passos para a elaboração do Plano de Saneamento Básico de Imbituba começaram a ser dados nesta semana pela secretaria de desenvolvimento urbano e ambiental da prefeitura. O encontro contou ainda com técnicos da empresa AR Consultoria e Saneamento, responsável por desenvolver o documento.

O plano, obrigatório para todas as cidades brasileiras conforme orientação do governo federal, é o instrumento onde são definidas as prioridades de investimentos, os objetivos e metas de forma a orientar a atuação dos prestadores de serviços no município. “O documento traz um prognóstico para um horizonte de trabalho de 20 anos”, detalha o secretário de desenvolvimento urbano e ambiental da prefeitura, Ramiris Ferreira.

Conforme o chefe do departamento de saneamento da prefeitura, José Francisconi, os desafios deste setor no município são imensos. “Um exemplo é a gestão da bacia hidrográfica do Rio D’una. É deste manancial que as cidades de Imbituba e Garopaba abastecem suas torneiras”, cita.

Ao todo, antecipa Francisconi, a realização de seis audiências públicas estão previstas durante a construção do plano de saneamento. “É importante que o cidadão participe e nos ajude a definir onde é necessário investir”, valoriza Francisconi.

Câmeras de segurança: Não há prazo!

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Priscila Alano
Tubarão

Os recursos das empresas desclassificadas ou que não aceitaram o resultado do pregão para a aquisição de câmeras de segurança para Tubarão e outras cidades do estado continuam em avaliação pela comissão de licitação da secretaria de segurança pública.

A concorrência ocorreu no dia 11 de março e, desde então, a homologação é aguardada. Contudo, como as empresas não selecionadas entraram com novos recursos, não há mais data exata de quando isso deverá ocorrer.

“Não temos uma previsão de quando as vencedoras serão homologadas, talvez em duas semanas”, lamenta o tenente-coronel Vanio Luiz Dalmarco, da secretaria estadual de segurança pública. A partir da homologação, as empresas terão em torno de 20 dias para entregar os materiais. Em tubarão, apenas oito câmeras serão instaladas – o projeto previa 36.

No total, foram compradas 58 câmeras para 14 cidades catarinenses. Na região, apenas Tubarão e Garopaba foram contempladas. Cada ponto custou R$ 9,5 mil. O valor total do investimento é de R$ 1,5 milhão. A Central Regional de Emergência de Tubarão unificará o atendimento da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Guarda Municipal.

O Samu, cujo serviço esperava-se ser abrangido à central, continuará com a regulação em Criciúma. Com os atendimentos das ocorrências em apenas um local, evita-se que várias viaturas sejam deslocadas para um mesmo lugar.

Educação: Aulas em salas bastante precárias

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Capivari de Baixo

A chuva dos últimos dias foi a gota d’água para a direção da escola estadual General Osvaldo Pinto da Veiga, em Capivari de Baixo, pedir socorro. Os alunos estudam em salas emprestadas nas escolas Tereza Martins de Britto e Otto Feuerschuette, pois o prédio da escola ‘oficial’ será demolido para a construção de uma nova unidade.

Porém, as instalações cedidas na Otto Feuerschuette são precárias. Os estudantes dividem a sala de aula com baldes e goteiras em dias de chuva. “Estamos preocupados com a segurança dos professores e alunos. Há turmas que estão assistindo aula no refeitório do Otto, pois não têm como ficar na sala de aula. A água da chuva sai pela fiação. Já pedimos uma solução para a SDR. Não estamos porque queremos, mas por necessidade”, explica a diretora Samira Goulart Joaquim.

A gerente regional de educação em Tubarão, Maria Tereza Meneguel, enfatiza que o diretor da secretaria de desenvolvimento regional, José Roberto Tournier, foi ontem para Florianópolis a fim de tentar agilizar o processo de licitação para a reforma das salas de aula que apresentaram problemas.

Qualidade da merenda

Wagner da Silva
Tubarão

Como em todo o estado a merenda escolar passa por mudanças, em São Ludgero os pais de alunos das escolas estaduais questionam a qualidade dos alimentos. Os pais procuraram a nutricionista Kenia Fuchter para reclamar da má qualidade dos alimentos. “Os pais precisam saber que não é mais responsabilidade do município. Ele efetuava uma contrapartida para compra de alimentos. A partir de agora, a responsabilidade sobre as escolas estaduais é do próprio governo do estado”, explica.

Em posição contrária, está a escola estadual Engenheiro Annes Gualberto, de Braço do Norte, onde a qualidade da merenda recebida este mês melhorou. “Nos mês passado, a qualidade foi motivo de reclamação de alunos e professores, mas na remessa recebida ontem (quarta-feira) percebemos melhora”, explicou a assessora de direção, Lucimara Ávila.

A terceirização da merenda ocorrerá apenas a partir do dia 24 de maio. Os alimentos ainda são enviados pelo estado e separados pela Gered. A supervisora de Apoio ao Estudante, Sônia Regina Volpato da Silva, afirma que alguns problemas foram enfrentados. “Estamos aperfeiçoando o sistema de armazenamento e distribuição. É algo novo para nós, por isso, pode ter havido algumas dificuldades, mas aos poucos serão resolvidas”, garante.

Além da merenda, os municípios recebem recurso para compra de produtos perecíveis. “Além do que é enviado, ainda há um valor disponível, mas é necessário fazer o bom uso dos produtos”, destaca.
Na próxima terça-feira representantes da empresa vencedora da licitação farão uma reunião para orientar diretores e professores sobre a forma de distribuição dos produtos.

Obras reais: Agora falta garimpar o recurso

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Tubarão

Tubarão sempre teve bons projetos para alavancar o crescimento e o desenvolvimento logístico e econômico do município. Mas a maioria destas boas ideias não tinham projetos robustos, descritivos, necessários para buscar recursos nas esferas estadual e federal. Agora é diferente.

Três das obras mais importantes – e caras – pretendidas pelo executivo este ano já estão com projetos: a pavimentação da rodovia municipal Ageu Medeiros, que liga Tubarão a Laguna; o projeto de reforma e ampliação do ginásio Otto Feuerschuette (veja mais na página 5); e o da construção da ponte da Guarda.

Os documentos foram apresentados esta semana pela empresa Sinaliza, contratada pela prefeitura. O desafio agora é garantir, junto ao governo federal, a liberação dos quase R$ 22 milhões necessários para tirar as obras do papel. “Com os projetos em mãos, fica tudo mais fácil”, admite o prefeito Manoel Bertoncini (PSDB).

Só para a pavimentação dos 11,7 quilômetros da rodovia municipal Ageu Medeiros, que compreendem o trecho tubaronense da futura rodovia Serramar, são necessários R$ 15,8 milhões. Para a ponte de concreto de Guarda-MD, que interligará as estâncias hidrominerais de Rio do Pouso e de Termas da Guarda, precisam ser captados mais R$ 4 milhões.

O projeto daAgeu Medeiros

• O projeto de engenharia rodoviária prevê a execução de terraplenagem, elevação da pista para evitar alagamentos e a construção de pista asfáltica com sete metros de largura, acrescida de acostamentos dos dois lados.
• A rodovia também terá, em um dos lados, ciclovia com 2,5 metros de largura, e passeio com dois metros de largura do outro lado. O projeto contempla ainda a drenagem pluvial, sinalização e construção de abrigos para passageiros.

O projeto da ponte
• A ponte de concreto sobre o Rio Tubarão, nas proximidades da estância de Termas da Guarda, terá 140,65 metros de comprimento e 13,10 metros de largura. A passagem terá ainda duas pistas de rolamento, além de passeios.

Ginásio Otto Feuerschuette: Mais espaço e novo destino

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Tubarão

Parcialmente destruído por um vendaval em janeiro do ano passado, o ginásio municipal Otto Feuerschuette, no bairro Aeroporto, em Tubarão, está desativado desde então. Reconstruí-lo é possível, mas falta dinheiro. E como a busca de recursos depende exclusivamente de um projeto, a prefeitura tratou de agilizar esta parte.

O projeto, apresentado ontem pela empresa Sinaliza, não visa apenas reconstruir o ginásio, mas revitaliza-lo e ampliá-lo. O valor estimado para isso é de cerca de R$ 1,6 milhão. Boa parte da antiga estrutura será reaproveitada. O “novo Otto” ganhará outra cobertura e a quadra será ampliada, conforme os padrões oficiais.

Outra novidade é a construção de um palco, equipado com camarins e uma lanchonete, a fim de permitir a realização de shows e outros eventos menores no local. Na parte externa, serão feitas duas quadras de voleibol – uma de concreto e outra de areia – além de uma pista de skate, um parque infantil e uma academia ao ar livre.

O projeto prevê ainda, antecipa o secretário de planejamento da prefeitura, Edvan Nunes, a construção de passeios e estacionamento para ônibus e veículos menores. Todo o terreno deverá ser cercado para garantir a segurança do complexo.

Meio ambiente: Reciclagem ganha apoio

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Wagner da Silva
Braço do Norte

Um dos desafios do mundo moderno é dar o destino correto ao lixo. E na maioria das vezes são as iniciativas mais simples que geram ótimos resultados. Uma delas é a campanha Recicla CDL, deflagrada pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL) há dois meses.

Em Braço do Norte, os lojistas decidiram aderir a ideia. Uma parceria assinada na manhã de ontem entre o autônomo Alexandre Jung e a empresa de reciclagem Compuciclado, de Florianópolis, a CDL de Braço do Norte pretende retirar equipamentos de informática e eletrônicos velhos da prateleira de lojas de informática, depósitos de empresas e órgãos públicos.

O objetivo é dar o destino correto ao material para que este tipo de lixo. O presidente da CDL, Wilson Tenfen, acredita que ações como esta são possíveis e motivam outras pessoas a realizar ações. “As empresas precisam despertar para a responsabilidade com o meio ambiente. Por isso esta campanha será permanente”, ressalta.

Na próxima semana serão definidos os estabelecimentos comerciais que servirão de pontos de coleta à campanha. O material será recolhido por Alexandre e posteriormente encaminhado à empresa de reciclagem da capital. É possível que as câmaras de São Ludgero, Orleans, Grão-Pará e Rio Fortuna também integrem a campanha nacional.

Braço do Norte é um dos
primeiros a aderir a ação

São poucos os projetos para reciclagem de equipamentos de informática no país, mas não são novidade em Braço do Norte. O município foi um dos pioneiros nesta ação em Santa Catarina. É o que reforça Steven Rae, sócio-proprietário da empresa de reciclagem que atua na área há três anos.

Ele explica que desconhece outra empresa no estado que tenha licença ambiental para trabalhar com a desmontagem de equipamentos eletrônicos e de informática.
Apesar de ser quase um solitário neste ramo de atividade, Steve acredita que iniciativas isoladas podem contribuir para conscientizar a população. “Promover o desmanche destas peças nem sempre é fácil, mas é necessário dar o destino correto para elas. Além disso, a iniciativa gera renda ao município”, destaca.

Caixeiros: Banco tem prejuízo, novamente

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Rafael Andrade
Jaguaruna

Dois caixas eletrônicos do Banco do Brasil de Jaguaruna foram alvos dos bandidos, novamente. Já é a quarta vez no ano que a agência sofre com a ação de bandidos. Desta vez, os ladrões utilizaram maçaricos e fizeram dois buracos, o suficiente para recolher milhares de reais. A ação durou poucos minutos e foi executada às 4h30min da madrugada de quarta-feira, para que não levantasse suspeitas.

Como é um município pequeno, com aproximadamente 16 mil habitantes, os ladrões aproveitaram o silêncio da madrugada. A fuga foi percebida por um motorista e um cobrador da empresa Alvorada, que iniciavam os trabalhos na linha Tubarão-Jaguaruna. “Percebemos que havia um Golf prata com placas de Joinville na frente da agência e uma movimentação próximo aos caixas eletrônicos. Como é fechado para saques e depósitos neste horário, acionamos a Polícia Militar”, relata uma das testemunhas.

Um outro Golf, preto, estava a poucos metros do banco, em um posto de combustíveis desativado. É muito provável que os ladrões usaram os dois veículos para fugir. Quando a PM chegou ao local, já não havia mais ninguém. Os carros foram vistos pela última vez na BR-101, em direção ao norte.

O gerente da agência, Rock Berkembrok, registrou o boletim de ocorrência ontem de manhã. Ele não soube precisar o valor levado pelos criminosos. Como o modo operante dos bandidos nestas quatro ações diferem, os investigadores acreditam que tenham sido quatro grupos diferentes.

Investigações

O delegado Nasil Bento Júnior coordenará o inquérito do furto à agência. “Ainda esta semana, solicitaremos as imagens do circuito interno de monitoramento do banco para podermos avaliar como agiram os bandidos. Se as imagens forem nítidas, poderemos, quem sabe, identificá-los”, explica Nasil. Ele ainda explica que, geralmente, os ladrões que agiram em Jaguaruna são pessoas ‘experientes’ nesta área e muito provavelmente sejam pessoas de outras cidades.

Campeonato Catarinense: Time do Imbituba tem 12 baixas

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Rafael Andrade
Imbituba

O contrato de 11 jogadores do CFZ Imbituba foi encerrado automaticamente com a desclassificação do time, após a derrota contra o Brusque, na noite de quarta-feira, em jogo válido pela última rodada da Divisão Principal do Campeonato Catarinense. Além dos atletas que já deixaram o clube, o agora ex-técnico Joceli dos Santos não renovou o contrato e também deixou ao comando da equipe.
O time tem um novo desafio. Disputará a Copa Santa Catarina daqui a 30 dias. No dia 9 de maio, o CFZ estreia contra o Atlético, em Ibirama.

Segundo o presidente da Águia do Litoral, Roberto Rodrigues, o Robertinho, os jogadores que recebiam os maiores salários foram embora neste momento. “Não tínhamos motivos para mantê-los no elenco. Eles nos auxiliaram muito e, com este trabalho de equipe, conseguimos alcançar o nosso objetivo, que era nos manter na elite do futebol estadual”, explica Robertinho.

A maioria dos dispensados atuava na equipe titular. Agora, a Águia, que surpreendeu ficando em quarto lugar geral do campeonato, dará oportunidades aos atletas da região. “Outras contratações serão efetuadas. Alguns treinadores já foram cogitados pelos diretores para assumir no lugar de Joceli, mas ainda não definimos. Em relação aos atletas, não podemos ter uma folha salarial alta como tínhamos no Catarinense. Na Copa Santa Catarina, com certeza, vamos revelar talentos”, informa Robertinho.

“É claro que fica a frustração pelas três últimas derrotas no campeonato, quando vimos que era possível. A campanha foi maravilhosa”, conclui o diretor de futebol Fabiano Pierri.