terça-feira, 14 abril , 2026
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Segurança alimentar

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Todo bimestre as escolas trabalham um determinado assunto. Este mesmo tema é aplicado por todos os professores, independente da disciplina. Cada mestre utiliza o assunto para ensinar esta ou aquela parte da matéria. O mais interessante é que junto com isto, os alunos aprendem questões que levarão para suas vidas. Neste bimestre, as escolas públicas estaduais da região trabalharam o projeto interdisciplinar baseado na temática Educação Alimentar.

Na Escola Dite Freitas, a Escola Jovem, de Tubarão, os estudante confeccionaram cartazes, maquetes e vídeos sobre o assunto. Ontem, eles realizaram um evento para marcar o fechamento do eixo temático. engenheiro agronômo da Afrubra, Márcio Ronchi, proferiu palestra onde destacou a importância de uma alimentação balanceada e os prós e contras do uso dos agrotóxicos nas lavouras.

Trabalhos, como telas e produtos naturais, foram expostos. Mas o que mais chamou a atenção foi um desfile, feito pelos próprios alunos. A ação teve o objetivo de chamar a atenção para os distúrbios alimentares, como a anorexia e a bulimia.

A supervisora escolar Silvana Nogueira, salienta que a escola tem que ser dinâmica, especialmente quando se trata da educação de adolescentes. “É necessário realizarmos atividades multidisciplinares para envolver os jovens. Caso contrário ele passa a ver a escola como algo chato”, destaca.

Olimpíadas de Lingua Portuguesa

Santa Catarina confirmou presença na Olimpíada de Língua Portuguesa. A concorrência é feita em todo o país. E a sua escola, já inscreveu-se? São quatro as categorias:

• Poema – Para alunos de 5º e 6º ano do ensino fundamental de 9 anos (ou 4ª e 5ª série do ensino fundamental de 8 anos).
• Memórias Literárias – Para alunos do 7º e 8º ano do ensino fundamental de 9 anos (ou 6ª e 7ª séries do ensino fundamental de 8 anos).
• Crônica – Para alunos do 9º ano do ensino fundamental de 9 anos (ou 8ª série do fundamental de 8 anos) e 1º ano do ensino médio.
• Artigo de opinião – Para alunos do 2º e 3º anos do ensino médio.

O tema da Olimpíada de Língua Portuguesa será O lugar onde vivo. Maiores informações das Olimpíadas de Língua Portuguesa estão no site www.escrevendoofuturo.org.br.

Travestis semi-nus: Constrangimento em via pública

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Carolina Carradore
Tubarão

Quem frequenta a rodoviária de Tubarão à noite tem se deparado com cenas desagradáveis. Alguns travestis que ocupam a rua Padre Geraldo Spettmann constrangem a população com as roupas curtas que usam e gestos obscenos. Muitos chegam a utilizar o banheiro feminino da rodoviária e trocam de roupa na frente de passageiras.

Um morador das proximidades foi surpreendido ao estacionar o veículo na rodoviária à noite, acompanhado da esposa. Três travestis estavam na porta no terminal semi-nus. “Um deles mostrava toda a calcinha. Dentro da lanchonete, havia mais três com roupas ainda mais indecentes. Ficamos constrangidos de ver essa cena”, reclama. O mesmo morador já flagrou transexuais com seios à mostra ou somente de calcinhas, à espera de clientes. “Não somos obrigados a ver o que não queremos. Não sou contra eles trabalharem, mas nosso limite termina quando o outro começa, merecemos respeito”, exige.

Uma senhora aposentada ‘vizinha’ chega a desviar o caminho de casa quando precisa passar pela rua à noite. Por várias vezes, presenciou cenas constrangedoras. “Vejo gritaria quando os carros passam, muitos chegam a mostrar os órgãos genitais e até a fazer ameaças. Tenho muito medo até quando estou em casa”, conta.

“Canso de chamar a polícia”

A gerente do terminal rodoviário, Dilcéia Leopoldo Monteiro, procura uma solução para o caso dos travestis que trabalham à noite nas imediações há muito tempo. Já chegou a enviar 25 ofícios à Polícia Militar pedindo maior policiamento. Perdeu a conta de quantas vezes esteve na secretaria de segurança e trânsito da prefeitura em busca de apoio. Até agora, nada de concreto.

“O que o secretário de trânsito informou é que a Guarda Municipal irá atuar no local, mas só quando for armada. A PM diz que não tem policial suficiente para ficar por ali. Não sei mais o que fazer”, lamenta Dilcéia, indignada.
O comportamento inadequado de alguns travestis inibe as pessoas que precisam comprar passagem e quem desce dos ônibus. “Tem dias que tem mais de dez travestis. Se eles tivessem uma boa conduta, não teria problema. O que incomoda são as atitudes e as roupas indecentes que escandalizam qualquer um”, reclama.

PM pede apoio da prefeitura

O comandante da 2ª Companhia do 5º Batalhão da Polícia Militar, major Giovani Livramento, afirma que rondas são feitas constantemente nas proximidades da rodoviária e que a PM age quando há situação que caracteriza crime. Ele entende que, como se trata de um local do município, a prefeitura deveria auxiliar na segurança com a presença de guarda municipal. “Precisamos da colaboração da população para avisar quando há ato obsceno ou algo para que possa ser feito um termo circunstanciado”, orienta.

O secretário de segurança e trânsito da prefeitura, Toni Bittencourt, afirma que uma segunda reunião será realizada com os travestis para tentar amenizar o problema. “Já tivemos uma conversa com eles, mas é complicado a situação”, relata. Ele descartou, por enquanto, colocar guardas municipais nas imediações. Isso só ocorrerá quando a Guarda Municipal passar a andar armada.

Copa SC: CFZ Imbituba estreia hoje

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Imbituba

Depois de realizar a melhor campanha dos times do sul no Campeonato Catarinense, o CFZ Imbituba volta aos gramados às 15h30 de hoje, para mais uma disputa estadual, a Copa Santa Catarina. Logo no primeiro confronto, a equipe enfrenta o Figueirense no Orlando Scarpelli.

Para a Águia do Sul, o objetivo é realizar mais uma grande campanha, conquistar o maior número de pontos fora de casa e lutar pelo título. O técnico Alexandre Pandóssio contará com quatro reforços para o primeiro confronto: o zagueiro Luciano, 23 anos, ex-Taquaritinga-SP; o volante Anderson, 20, que estava no Mixto-MT; e os meias Janderson, 21, ex-Inter de Santa Maria, e Cassiano, 19, que vem das categorias de base do Criciúma.
Em Florianópolis, não será diferente. “Jogar diante do Figueirense nunca é fácil, é uma equipe muito forte, mas esperamos um jogo aberto e vamos buscar o gol”, afirma o técnico.

Pandóssio destaca que o trabalho da equipe evoluiu bastante durante a última semana e todos os detalhes para a partida foram acertados. Será necessário muita marcação e atenção durante os 90 minutos. “Os primeiros 15 minutos devem ser de muito estudo de ambas as equipes, mas estamos cientes do que devemos fazer para conquistarmos um bom resultado”, frisa o comandante da equipe do Ninho da Águia.
O próximo desafio da equipe será no Estádio Emília Mendes Rodrigues, o Ninho da Águia. A equipe recebe a Chapecoense, domingo, às 16 horas.

Trânsito: Acidentes matam sete no sul da BR-101

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Carolina Carradore
Tubarão

O fim de semana foi trágico no trecho sul da BR-101. Desde sexta-feira, oito pessoas morreram entre Tubarão e Sombrio. A última morte ocorreu por volta das 9 horas de ontem, no quilômetro 349 da rodovia, em Treze de Maio. José Luis Portilho, 32 anos, foi atropelado por uma Montana, com placas de Treze de Maio. O pedestre morreu na hora.

Na madrugada de sábado, outro acidente vitimou três pessoas do mesmo veículo, no quilômetro 428 da 101, em Sombrio. O Gol placas LYQ-9431, de São João Batista, colidiu de frente com o caminhão, placas ABZ-5010, de Curitiba (PR). O motorista do Gol, Douglas Santos da Cunha, 21 anos, Natalício Siqueira da Cunha, 44, e uma criança de 11, ocupantes do mesmo veículo, morreram na hora. Neiva Santos da Cunha, 42, que também estava no Gol, teve ferimentos graves e foi encaminhada ao hospital. O motorista do caminhão saiu ileso.

Em Criciúma, outro acidente matou um motorista e uma menina de oito meses, no quilômetro 393 da rodovia, por volta das 20 horas de sexta-feira.
Segundo informações da PRF, o Corsa placas MFM-4946, de Araranguá, capotou na pista e colidiu com um caminhão com placa de Tambaú (SP). O condutor do Corsa, Osmar Guidoni, 52 anos, e Adria Joaquim Mostardeiro, oito meses, morreram na hora. Flávio Mostardeiro, 30, e Josiane da Silva Vieira, 23, ocupantes do Corsa, foram encaminhados ao hospital com lesões graves. Um menino de 4 anos teve lesões leves. O motorista do caminhão saiu ileso.

Motorista morre e outro
fica gravemente ferido

Em Sombrio, Pedro Paulo Dias Speck, 35 anos, morreu quando dirigia o Gol placas MYH-1312, de Araranguá, por volta das 22 horas, no quilômetro 431,2 da 101. O veículo colidiu com um Corsa Sedam com placas de Porto Alegre (RS). No acidente, também se envolveram uma carreta de Canoas (RS) e uma Scania de Tubarão. Gustavo da Rosa, 41 anos, condutor do Corsa, foi encaminhado ao hospital com lesões graves. O motorista da carreta, Ivan dos Santos, 30, e o condutor da Scania, João Alex da Silva, 45, saíram ilesos.

Inundações e escorregamentos: Rio Tubarão será mapeado

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Tubarão

As áreas planas e encostas do rio Tubarão com risco de inundações e escorregamentos serão mapeadas pelo Núcleo de Pesquisas em Desastres Naturais (Nuped) da Unisul. O projeto foi desenvolvido em função de uma necessidade da comunidade civil organizada, em obter dados técnicos científicos para auxiliar nas decisões. São 5,9 mil quilômetros quadrados de extensão a serem pesquisados.

Segundo o professor Ismael Medeiros, coordenador do laboratório de engenharia civil da unidade ponte do Imaruí, em Palhoça, os alunos trabalham especificamente com as elevações do rio Tubarão. Fazem várias análises relativas aos bairros afetados em relação aos níveis de volume de água.

Paralelo a isso, pesquisam zonas residuais e encostas, a fim de observar a instabilidade. “Temos uma importante parceria com a Defesa Civil e, a partir do momento que recebemos os resultados das análises, informamos a Defesa. Isso tem melhorado significativamente a qualidade do serviço prestado com relação a planejamento”, revela o professor.

Além dos alunos e professores do curso de engenharia civil, que são os coordenadores do projeto, vários professores da área de climatologia, geoprocessamento, geotecnia, biologia e alunos com bolsa de pesquisas científicas e Artigo 170 auxiliam no trabalho.

Lei do aprendiz: Nem todos cumprem a lei

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Carolina Carradore
Tubarão

Regulamentada em 2005, a Lei do Aprendiz é clara: toda empresa de médio e grande porte é obrigada a ter no quadro funcional de 5% a 15% de aprendizes entre 14 e 24 anos. Porém, poucos estabelecimentos cumprem a determinação.
“Muitas empresas ainda estão em um processo de conhecimento da lei, por isso há um número tão baixo de contratações. A lei precisa ser mais divulgada”, opina o chefe do setor de fiscalização da gerência regional de trabalho de Criciúma, Francisco de Assis Gonçalves.

Hoje, a gerência, que tem área de abrangência de Imbituba a Passo de Torres, começa a notificar as empresas que ainda não contrataram os aprendizes. “Estamos fazendo um levantamento e iniciaremos um trabalho de notificação”, acrescenta o fiscal. Em um prazo ainda não determinado, as firmas serão multadas.
“A fiscalização é importante, não só para autuar as empresas, mas para que a lei seja bem executada e tenhamos jovens realmente que possam se qualificar e estudar”, analisa.

A regra

A Lei do Aprendiz tem como objetivo ingressar o jovem no mundo do trabalho, sem comprometer os estudos. Os jovens contratados pelas empresas têm que estar matriculados em cursos de aprendizagem em instituições reconhecidas pelo Ministério do Trabalho. Na região, grande parte é de alunos do Senai, Sesc, Sesi e Senat, que intercalam os dias de trabalho com os estudos. O empregador pode contratar o número de aprendizes mais adequado à sua empresa, desde que respeite o mínimo estabelecido por lei.

“Estou cuidando do meu futuro”

Educado e minucioso no trabalho, Erivelto da Silva, 16 anos, é um dos 15 aprendizes que trabalham no Supermercado Giassi, em Tubarão. Aluno do Senac de Tubarão, sente-se realizado em fazer parte da equipe, desejo que tinha desde criança. “Sempre quis trabalhar aqui e agora que recebi essa oportunidade quero fazer de tudo para ser efetivado e crescer na profissão”, relata Erivelto.

Patrícia Martins, 17 anos, realiza cursos no Senac direcionados ao mercado de trabalho e concilia os estudos com as atividades no Giassi. “Tenho a oportunidade de aprender a lidar com o cliente e ainda ajudo a família com o salário que recebo”, comemora. A mesma satisfação tem Felipe Soares Paes, 14 anos. Aluno do curso de aprendizagem em vendas do Senac, trabalha há um mês no supermercado. Ele também ajuda na renda familiar e agrega conhecimento para o mercado de trabalho.

Fosfateira: Palestra abordará a mineração

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Wagner da Silva
Rio Fortuna

A exploração de fosfato em Anitápolis continua proibida pela justiça. E os engajados na causa não se dão por satisfeitos: seguem com a missão de levar informações à população sobre os problemas que a fosfateira pode causar ao meio ambiente e, consequentemente, reunir mais simpatizantes à luta.

Hoje, um grupo formado por seis pessoas do movimento estará em Rio Fortuna para apresentar dados relacionados à mineração a alunos da rede pública. O convite para a palestra partiu da presidenta da câmara de vereadores, Arlete Bloemer de Souza. O objetivo é esclarecer questões ligadas ao empreendimento e os possíveis riscos socioambientais que podem ser gerados com a exploração do mineral.

Entre os palestrantes está o presidente da ONG Montanha Viva, Jorge Albuquerque. O interesse da entidade é abrir espaços para o debate público. “Queremos apresentar as informações para o maior número de pessoas possíveis na região. Os riscos já foram apresentados nas audiências públicas, mas nem todos conhecem os fato e são elas que devem avaliar os riscos deste empreendimento e formar opinião”, destaca Jorge.

Para Ademir Mota da Silva, o Milo, um dos debatedores do evento, a participação de membros da sociedade é fundamental. “A convocação dos vereadores e do prefeito Silvio Heidemann para esta palestra é importante. Nossa ideia é criar uma mobilização e convencer o prefeito a subscrever a ação civil pública”, salienta Milo, em referência à ação movida pela ONG contra a fosfateira. Já se declararam oficialmente contra a instalação os municípios de Rancho Queimado, Braço do Norte e São Ludgero.

Malha viária: investimentos x chuvas

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Orleans

Com tantas chuvas, é difícil uma secretária de infraestrutura não gastar mais do que o previsto na manutenção de estrada. Mesmo que o trabalho seja executado, há muitas reclamações, especialmente da área rural.

Em Orleans, o secretário Udir Luiz Pavei, o Dija, sabe bem o que é isso. Desde que assumiu a pasta, faz de tudo para manter trafegáveis os mais de 1,4 mil quilômetros de estradas. E as ruas do interior precisam estar sempre em boas condições, já que cerca de 40% da arrecadação do município vem da área rural. E a tendência é que este percentual cresça nos próximos anos. Porém, as constantes chuvas têm atrapalhado.

O aumento na produção de gado leiteiro, a extração de argila e a exploração de madeira são algumas das atividades responsáveis pelas mudanças na vida rural, hoje com grande movimentação de veículos pesados. “Em função do mau tempo e do tráfego pesado, as estradas são danificadas mais rapidamente, o que torna nosso trabalho mais difícil. Precisamos dar este suporte ao meio rural, que hoje vive um momento de expansão importante para o município”, enaltece o secretário de infraestrutura.

Outra dificuldade é a distância. “O município tem um grande território. Em alguns casos, é necessário andar mais de 30 quilômetros para chegar ao ponto que deve receber as melhorias. Estudamos outras alternativas, como tornar as estradas mais resistentes para que os períodos de manutenção se tornem mais longos”, adianta Dija.

Trabalhos

Apesar de grande parte das vias da área urbana de Orleans ser asfaltada, em alguns bairros ainda é preciso enfrentar as estradas de chão batido. O secretário Udir Luiz Pavei, o Dija, garante que o prefeito Jacinto Redivo (DEM) não tem economizado neste quesito.

“Muitos moradores nos procuram para desabafar sobre as condições das estradas e, como o ele (prefeito) acompanha de perto nossas ações, não tem poupado recursos para que as estradas estejam em bom estado”, reforça.
A equipe da secretaria de infraestrutura é bastante comprometida. Uma prova foi na Páscoa, os funcionários trocaram o dia com a família para trabalhar nas estradas.

Com isso, mais de 90% das estradas foram recuperadas até o momento. “Os 10% restantes precisam de um trabalho mais complexo. Nos outros trechos, apenas manutenções são necessárias. Pontes foram recuperadas, estradas estão transitáveis porque temos uma equipe consciente de seu papel”, orgulhase Dija.

Lei antifumo: De 18 Estados, só 4 proíbem fumódromo

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São Paulo (SP)

Um ano após a aprovação do banimento do cigarro em estabelecimentos paulistas fechados, a norma serviu de modelo para leis antifumo em outros estados. Apenas em dois deles, além de São Paulo, a lei bane a fumaça até mesmo do lado de fora dos estabelecimentos: no Paraná e no Rio de Janeiro. Em todos os outros, a lei acompanha a norma federal de 1996, que permite o fumódromo, com exceção da Paraíba.

No Rio, São Paulo e Paraná, o fumo está proibido até nas áreas externas, sob toldo do bar ou restaurante. A multa no Rio supera a paulista e chega a R$ 30 mil, enquanto a máxima em São Paulo é de R$ 1, 6 mil. A multa máxima no Paraná é de R$ 5,8 mil. A Paraíba proíbe fumódromos de empresas, mas o que chama atenção é o valor da multa: até R$ 3,2 milhões.
Em Tubarão, a lei antifumo está em vigor desde o ano passado.

Saúde: Adeptos da alimentação vegetariana

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Priscila Alano
Tubarão

A preocupação com a saúde e com hábitos alimentares mais saudáveis faz com que a culinária vegetariana conquiste cada mais adeptos. Em Tubarão, já é possível encontrar restaurante e estabelecimentos especializados neste nicho de mercado. Há três tipos de linha: os ovolactovegetarianos, que consomem ovos e derivados do leite, com restrição às carnes; os lactovegarianos, que retiram do cardápio os ovos e carnes; e os vegetarianos clássicos, que não consomem nenhum produto de origem animal.

Uma das proprietárias do restaurante Jardim Zen, a gastrônoma Marcela Pinheiros Souza, faz apenas uma ressalva: as pessoas que escolhem este estilo de vida têm que tomar alguns cuidados para suprir as necessidades protéicas do organismo. “No restaurante, optamos por adquirir alimentos diretos do pequeno produtor, sem uso de agrotóxico, que são mais saudáveis”, conta.
Os vegetariano não deixam de comer lasanhas ou pizzas, por exemplo. A receita é apenas adaptada. Em vez de carne, produtos naturais como verduras, legumes e cereais.

O psicólogo Thiago Dal Bó Furghestti não come carne há sete anos. Ele optou por fazer uma mudança radical em sua alimentação. “Não me sentia bem comendo carne. Ficava pensando no sofrimento dos animais. Porém, fiz o que não recomendam os nutricionistas, retirei todos os tipos de carne da noite para o dia, foi uma mudança radical”, lembra Thiago. No início, a família não aceitou a mudança no cardápio de Thiago. “Encontrei certa resistência por parte da família. Mas, a cada dia que passa, me sinto melhor, meu organismo está mais limpo. Não tenho mais dores de cabeça, febre, mal-estar”, comemora o psicólogo.

O que dizem os nutricionistas

A alimentação vegetariana gera algumas dúvidas. Há a preocupação com a ingestão do ferro e da vitamina B12. A nutricionista Camila Machado, de Tubarão, explica que estes nutrientes podem ser encontrados em outros alimentos.
“Os vegetarianos devem incluir em suas refeições frutas, leguminosas verde-escuro, cereais, granola. Com estes cuidados é possível ter uma alimentação equilibrada e o organismo não sofrerá perdas de nutrientes”, aconselha.

• A vitamina B 12 está no feijão, grão-de-bico, espinafre, couve…

• A vitamina C pode ser encontrada em sucos de acerola, laranja…

• O cálcio pode ser recomposto através do queijo, da bebida láctea, do leite de soja.

Curso vegetariano

O restaurante Jardim Zen promoverá neste sábado, das 8 às 17 horas, um curso teórico/prático sobre alimentação natural. O evento será coordenado pela farmacêutica Denise Rodrigues. A taxa de inscrição é R$ 80,00. Mais informações: 3622-0283.

Para os vegetarianos…

…não comer carne é muitos mais do que uma mudança de hábito alimentar. É também uma questão de preservação ambiental. Existe a preocupação com animais e o impacto da criação de gado, principalmente, sobre o meio ambiente.