sexta-feira, 6 novembro , 2026
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Chuva aumenta riscos de acidentes na BR-101

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Tubarão
 
Se trafegar pela BR-101 já exige muita cautela por parte dos motoristas, no período de verão os cuidados devem ser bem maiores. Isso porque as tempestades nos finais de tarde são mais comuns nessa época. “Os usuários devem redobrar a atenção para a precipitação de chuvas fortes na rodovia, principalmente entre 14 e 20 horas”, alerta o engenheiro agrônomo e doutor em agrometeorologia da Epagri de Urussanga, Márcio Sonego. 
As chuvas de grande intensidade ocorrem com mais frequência perto de locais montanhosos. A previsão do tempo para os próximo dias é de condições propícias para a incidência de temporais – ventos fortes, trovoadas, relâmpago, raios e chuva. 
 
Dicas para ter uma viagem tranquila
♦ Mantenha uma distância segura do veículo da frente e diminua a velocidade quando a pista estiver molhada.
 
♦ Tome cuidados redobrados ao entrar em pontes, fazer retornos ou voltar para a pista, em caso de parada. Sempre reduza a velocidade, principalmente nos desvios da rodovia e com locais de travessias de pedestres e escolas.
 
♦ Nas chuvas intensas em um curto período ou nevoeiros muito densos, não é seguro parar o veículo no acostamento ou sob viadutos. O ideal é procurar abrigo em locais fora da rodovia, como postos de gasolina ou restaurantes.
 
♦ Não dirija com o pisca-alerta ligado, pois confunde o motorista que está atrás.  
 
♦ Em caso de vendaval na rodovia, a recomendação da Polícia Rodoviária é de que o motorista permaneça dentro do veículo.
 
♦ Ao encontrar árvores sobre a pista, placas de sinalização ou qualquer objeto que impossibilite o tráfego, a PRF ou o Corpo de Bombeiros devem ser acionados pelos telefones 191 ou 193.
 
♦ Em caso de queda de fios da rede elétrica, o motorista deve ficar dentro do veículo, para ficar isolado das descargas elétricas pelos pneus de borracha.  

Corpo é encontrado em lagoa de Capivari de Baixo

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Capivari de Baixo

 
O corpo de um homem de 49 anos foi encontrado ontem à tarde na lagoa Barreiro, em Capivari de Baixo. Joelson Duarte provavelmente morreu afogado, pois não havia sinais de violência. 
 
O homem, morador de Capivari, costumava banhar-se no local. Ele chegou de bicicleta, tirou a roupa e os deixou os seus pertences às margens do lago, que foram avistados pelo prefeito Luiz Carlos Brunel Alves, enquanto percorria os bairros da cidade para vistoriar algumas obras.
Segundo o sargento Araújo, do Corpo de Bombeiros de Capivari, a família sentiu a falta de Joelson, foi até a lagoa, encontrou seus objetos e procurou a guarnição. 
 
“O sobrinho dele nos disse que o tio não bebia e nunca falou em se matar”, contou o sargento. A equipe de mergulhadores do Corpo de Bombeiros de Tubarão foi acionada e encontrou o corpo, com o auxílio dos bombeiros de Capivari. O Instituto Geral de Perícias (IGP) de Tubarão divulgará em dez dias o laudo que apontará a causa da morte. 

Menores assaltantes vão para internação provisória

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Mirna Graciela
Laguna
 
Uma audiência realizada ontem à tarde no fórum de Laguna definiu o destino dos 11 menores acusados de assaltar o sítio da desembargadora Salete Sommariva, na madrugada de segunda-feira, na localidade de Nova Fazenda, às margens da BR-101. Conforme o promotor de justiça Ruy Vladimir Soares de Souza, sete deles foram liberados, pois ficou constatado que não participaram diretamente do crime. Quatro confessaram. “Determinei essa apreensão com internação provisória até a finalização do processo, cujo prazo é de 45 dias para concluirmos o procedimento de apuração da responsabilidade do ato infracional”, explica. 
 
Os menores ficarão detidos quatro dias na delegacia de Laguna. “Nesse período, tenho que conseguir vagas em algum lugar. A minha pretensão é encaminhá-los para Lages ou Chapecó”, revela. O tempo máximo de pena é três anos. 
 
Dois dos quatro adolescentes já estavam com internação determinada pelo juiz, o que não ocorreu porque o estado não disponibiliza de vagas. “Um deles tem um histórico bem complicado. Os pais estão presos – o pai por furto, a mãe por porte de projéteis  – e o irmão foi morto a tiros há uns dois anos”, revela Ruy. 
 
Aos menores liberados serão aplicadas medidas sócio-educativas por terem algum tipo de envolvimento com os acusados após o assalto. 
 
Como foi o assalto
A família da desembargadora Salete Sommariva ficou na mira dos bandidos por duas horas. Eles invadiram a residência, armados e encapuzados, e renderam as cinco pessoas que estavam no sítio. O genro da desembargadora foi atacado com coronhadas, pontapés, ameaçado de morte com uma furadeira e precisou ser levado ao hospital. Os criminosos roubaram um Toyota Corolla e um Citroën C4 Pallas que estavam na garagem. 
A Polícia Militar de Laguna, com apoio de Imbituba e Tubarão, surpreendeu dois assaltantes na Praia do Sol. Houve troca de tiros, capotamento e um dos adolescentes foi atingido por um tiro na perna. Os demais menores estavam em uma residência no bairro Casqueiro.

Incineração está suspensa

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Karen Novochadlo
Laguna
 
A incineração de lixo hospitalar realizada pela empresa Louber, em Laguna, foi interrompida. O motivo é a ação judicial movida pela organização não-governamental (ONG) Instituto Eco & Ação desde 2007. No ano passado, a empresa recebeu uma intimação que a obrigava a suspender a atividade. 
 
De acordo com a advogada da ONG, Ana Echevenguá, duas ações – uma cautelar e outra civil pública  – foram iniciadas na comarca de Laguna com o objetivo de proibir a incineraração. “Por dia, são queimados 800 quilos de lixo hospitalar. A maior parte é de PVC, que em sua queima libera gases cancerígenos”, explica. A advogada também informou que o local não tinha uma licença emitida pela Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma).
 
A ação cautelar resultou em uma medida que estabeleceu que todas as atividades da Louber devem ser periciadas. O perito responsável já foi escolhido e recebeu toda a documentação para realizar o trabalho. Agora, é necessário saber se ele decidirá desempenhar a função. Caso contrário, será escolhido outro profissional.
 
A ação civil ainda corre na justiça e necessita do resultado da perícia. A Louber teve 60 dias para avisar os clientes quanto à situação. O funcionamento da incineração também depende da perícia. Se for realizada de acordo os trâmites legais, voltará a ser feita. 
O Notisul entrou em contato com a empresa Louber por telefone, ontem à tarde. Os responsáveis disseram que só se manifestariam pessoalmente.

Chuvas provocam alagamentos em mais de 50 ruas

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Tubarão

Mais de 50 ruas de Tubarão ficaram alagadas com a chuva de ontem.  A água chegou a entrar em algumas casas. Até as 20h50min, 82 mm de chuva haviam caído na cidade. Nos outros 17 dias do mês, foram 68mm. 

A Defesa Civil foi dividida em duas equipes para atender todas as ocorrências. Caminhões e máquinas foram disponibilizados para o atendimento. Os bairros Oficinas, Centro, Morrotes, Santo Antônio de Pádua, São Martinho, Humaitá, Caruru e Andrino foram bastante afetados. Ruas do centro da cidade, como a Tubalcain Faraco (onde fica o Notisul), que chegaram a ser interditadas. O estacionamento do supermercado Giassi também foi fechado. 
 
Janice Medeiros Nunes Mateus, 40 anos, moradora do bairro São Martinho, conta que os vizinhos ficaram com 30 centímetros de água nas casas. A rua Margarida Mendes Nunes, onde vive, sofre há anos com problemas de drenagem. O carro da moradora chegou a ser coberto parcialmente pela lama. Moradores fizeram valas na rua para evitar que a água chegasse às casas.
 
De acordo com o coordenador da Defesa Civil Municipal, José Luiz Tancredo, as bombas que retiram água das ruas Tubalcain Faraco e Padre Geraldo Spettmann (da rodoviária) não puderam ser ligadas porque o nível do rio estava baixo e elas poderiam queimar. 
 
Em Oficinas, a água entrou nas residências da rua Felipe Schmidt. No Andrino, os bombeiros precisaram retirar uma mulher de dentro de casa e levá-la para o vizinho. Ela estava imobilizada devido a um acidente e a água já invadia o pátio de sua residência. 
 
Na comunidade de Caruru, no bairro São Martinho, uma pedra deslizou da encosta do morro e quase atingiu uma casa.  Em uma casa do mesmo bairro, a água infiltrou-se pelo telhado e duas crianças precisaram ser retiradas. Na rua Simeão Esmeraldino, próxima à rodoviária, o tráfego de veículos ficou impedido por conta do grande volume de água.
A previsão do tempo indica chuva até sexta-feira. 
 
Com água até os joelhos
Comerciantes e trabalhadores ficaram ilhados nas ruas Tubalcain Faraco (do Notisul) e Padre Bernardo Freuser (da Escola Técnica). O aposentado Antonio José Goulart Neto, 53 anos, deixou o carro no estacionamento Center Park às 18h40min. Ele esperava a chuva diminuir para poder retornar para casa. Contudo, às 19 horas, a rua ficou alagada. “Está um cheiro forte de esgoto e não me arrisco nesta água”, afirmou. Somente por volta das 22 horas o local foi liberado para a circulação de carros. 
Um motorista chegou a abandonar o veículo no meio da Tubalcain Faraco. O carro baixo não conseguiria atravessar a barreira d’água. 
A auxiliar administrativo Íres Bevilaqua, 41, também ficou ilhada no prédio do estacionamento. “Fiquei 20 minutos a mais no trabalho e acabei presa. Ocorreu a mesma coisa no ano passado”, relata. 
Para realizar a cobertura dos alagamentos, a equipe do Notisul precisou entrar na água, em alguns pontos até os joelhos.

Eles precisam de ajuda

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Karen Novochadlo
Tubarão
 
Há mais de 20 anos, a aposentada Maria Amélia Cavalcanti, 63 anos, e o marido, José Cavalcanti, 58, dão abrigo a cachorros abandonados. Hoje, mantêm mais de 50 animais. Maria Amélia faz um apelo em busca de ajuda para custear a alimentação, medicação e limpeza. 
 
A aposentada, que até o ano passado trabalhava como empregada doméstica, ganha um salário mínimo (R$ 545,00) para sustentar a casa e alimentar os cães.  José está impossibilitado de trabalhar por problemas de saúde. 
 
Muitos cães são jogados por terceiros na casa da aposentada, incluindo cadelas com filhotes. Alguns cachorros são deficientes e precisam de cuidados especiais, como o Cãoguru, que nasceu sem as patas dianteiras. 
 
No ano passado, a prefeitura tinha um convênio com a organização não-governamental Movimenta-Cão. A ONG comprava rações e repassava para a aposentada. Este ano, nenhum recurso foi liberado ainda. E o casal necessita de  ajuda.  
 
"Meu coração não aguenta ver esses bichinhos morrendo de fome", relata Maria Amélia. Por dia, são 15 quilos de ração e cinco quilos de arroz. Os dois pedem de auxílio de voluntários. "Precisamos de ração, arroz, material de limpeza e remédios", solicita a aposentada. 
 
O ambiente destes animais é limpo diariamente. Mais de cinco litros de produtos de limpeza são usados. Ela também pede doação de material de construção para erguer uma nova estrutura para abrigar os cães. Quando o canil municipal estiver pronto, os bichinhos terão um novo lar. Mas, enquanto isso não ocorre, toda ajuda é bem-vinda.
 
Centro de Zoonoses: prazo de recursos termina hoje
 
Zahyra Mattar
Tubarão
 
Até as 17 horas de ontem, nenhuma das dez empresas habilitadas na licitação para execução das obras do Centro de Zoonoses de Tubarão havia protocolado recurso. O prazo para contestar o resultado da primeira etapa termina hoje.
A previsão é que também hoje sejam abertos os envelopes referentes às propostas de preço. As obras referentes à segunda e à terceira etapas do Centro de Zoonoses estão orçadas em R$ 323.882,75.
A prefeitura de Tubarão reservou R$ 250 mil no orçamento deste ano para construir a estrutura, cuja área ultrapassará 729 metros quadrados. O restante que falta também sairá dos cofres públicos.
Atualmente, o Centro de Zoonoses é resumido a nove baias, que, juntas, têm capacidade para abrigar mais de 100 cães. Gatos e animais de grande porte serão cuidados no local somente com a efetivação da segunda fase. 
 
O Centro de Controle de Zoonoses
• O projeto físico existe desde março de 2009. Mas havia necessidade de readequar a parte estrutural ao local onde o centro será edificado, anexo ao horto municipal, no bairro Monte Castelo.
• A segunda etapa da obra prevê a construção de uma novo canil, com 527,82 metros quadrados de área, um gatio com 30,93 metros quadrados e uma estrebaria com 45,60 metros quadrados.
• A terceira fase refere-se à parte administrativa, onde haverá uma sala de procedimentos, recepção, consultórios, sala de cirurgia e de eutanásia, banheiros e demais dependência para os funcionários (copa, cozinha, lavanderia), depósito, farmácia e sala de esterilização.
 
Como ajudar
Caso você se interesse em ajudar Maria Amélia Cavalcanti e o marido José Cavalcanti pode entrar em contato com o casal pelos telefones 9957-4469 ou 3622-5968. Onze filhotes abandonados na frente da casa da aposentada também procuram um lar.

Imbituba joga fora hoje à noite

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Imbituba
 
O Imbituba Futebol Clube já está na estrada rumo a Concórdia para o desafio de hoje, às 20h30min, contra o time da casa, no Estádio Domingos Machado de Lima. O foco da equipe está firme em um resultado positivo.
 
Todo o grupo, comissão técnica e diretoria estão cientes de que a missão não será nada fácil. No dia seguinte ao jogo do Marcílio Dias, o grupo não teve folga e foi a campo treinar. 
 
Ontem de manhã, mais um treino antes da longa e desgastante viagem até o meio oeste catarinense, uma prova de que o grupo está fechado em busca de conquistar as metas traçadas para esta competição. “A missão não é nada fácil, temos que ter muita atenção para conquistarmos um bom resultado”, declara o técnico Muller.
 
Logo após o jogo de hoje, o Imbituba pega a estrada rumo ao Ninho da Águia e treina na sexta-feira para mais um compromisso difícil em casa. Recebe a Chapecoense domingo, às 17 horas.

Lei que reduz a taxa está em vigor

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Tubarão

A partir deste mês, quase 770 moradores da zona rural de Tubarão terão uma redução de 50% na Contribuição para Custeio da Iluminação Pública (Cosip), cobrada na tarifa mensal de energia elétrica.

 
A diminuição no valor é fruto da lei municipal sancionada em setembro do ano passado pelo prefeito Manoel Bertoncini (PSDB). A regra instituiu os mesmos valores de Cosip para consumidores residenciais da zona rural e da urbana.
 
Até dezembro do ano passado, quem morava no interior pagava uma taxa com valor entre R$ 2,87 e R$ 86,11, conforme a faixa de consumo. O dobro do que é pago por quem mora ‘na cidade’. 
 
“Mesmo com o alto custo para levar iluminação pública em áreas com pouca população, é injusto que eles paguem mais”, justifica Bertoncini.
Agora, todos os cidadãos contribuem com o mesmo valor mínimo de R$ 1,43 e máximo de R$ 43,06, de acordo com a faixa de consumo. Com a medida, o município deixará de arrecadar cerca de R$ 6 mil por mês com a Cosip.
 
A regra também diminuiu as categorias de contribuintes da Cosip. Agora são cinco: residenciais, indústrias, comércios, poder público, e empresas de serviços públicos. Cada um tem valores de contribuição diferente.
 
Isenção
O consumidor que gasta até 30 kWh de energia elétrica por mês, seja da área urbana ou rural, e os produtores agrícolas que usam energia para manter equipamentos e instalações são isentos da cobrança.
 
Serviço
Mais informações sobre as novas regras, pedidos de reparos e ampliação da rede elétrica podem ser feitos por meio dos telefones 0800-643-595 (neste, a ligação é gratuita) ou 3621-9023, ambos das 13 às 19 horas, ou ainda pelo e-mail cosip@tubarao.sc.gov.br. O departamento que administra a Cosip funciona de segunda a sexta-feira, das 13 às 19 horas, na prefeitura.

Orleans decreta situação de emergência

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Zahyra Mattar
Orleans
 
Os estragos causados pelas chuvas na região sul de Santa Catarina não se comparam à tragédia no Rio de Janeiro, mas já são motivo de preocupação para os prefeitos. O mais atingido foi o município de Orleans. Pontes, estradas, casas e até um ginásio de esportes ficaram destruídos.
 
O prefeito Jacinto Redivo (PP), o Tinto, estima um prejuízo superior a R$ 1 milhão, especialmente em estradas. Ontem, ele decretou situação de emergência. A comunidade com mais registros de estragos é o Distrito de Pindotiba.
 
Cinco casas foram parcialmente destelhadas. O ginásio de esportes Cristiano de Pieri (foto) veio abaixo. Parte da estrutura de concreto e aço foi arremessada em cima de diversas casas.
 
A prefeitura trabalha em esquema de alerta devido à previsão do tempo nada otimista para os próximos dias. O mesmo ocorre em Jaguaruna. A possibilidade de granizo redobra a atenção dos bombeiros e da Defesa Civil.
 
A prefeitura ainda não contabilizou os prejuízos com os temporais da última semana. O fórum, a delegacia e 40 casas foram atingidas. Duas famílias foram removidas das residências. Em Braço do Norte, também foram registrados estragos.
 
Trechos de cinco ruas ficaram com mais de 15 centímetros de água. Residências foram alagadas. Um morro próximo à delegacia, no bairro São Francisco, teve um pequeno desmoronamento. Nenhuma casa foi atingida (leia mais na página 3 desta edição).
* Com informações da repórter Karen Novochadlo.
 
 
Tubarão também inicia campanha às vítimas do Rio
O decreto que institui, em Tubarão, a campanha de apoio às vítimas das chuvas na região serrana do Rio de Janeiro foi assinado ontem pelo prefeito Manoel Bertoncini. Até o dia 17 do próximo mês, os interessados em ajudar poderão doar alimentos, água, material de higiene e de limpeza. Postos de arrecadação já são organizados nos principais supermercados, igrejas, na prefeitura e na sede da Defesa Civil (anexo à câmara de vereadores). Mais informações por meio do telefone 3632-8402.
 

Não é a chuva que mata

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As fotos da tragédia das cidades da região serrana do Rio mostram áreas verdes arranhadas pelos deslizamentos de terra que arrastaram casas e mataram centenas de pessoas. As chuvas foram fortes? Sem dúvida, foram fortíssimas. A dimensão das chuvas deste verão no sudeste do Brasil tem algo a ver com anomalias climáticas mundiais que causaram inundações também na Colômbia, Venezuela, Austrália e outros países.
 
Mas não é só isso. Diante das notícias e das mais variadas opiniões em torno da tragédia das águas de janeiro, faz-se necessária a promoção de um debate técnico e equilibrado sobre causas e efeitos. No estado do Rio e em outros estados do país, não é a chuva que destrói e mata. O que mata é o estilo de se cuidar da natureza e das cidades.
 
Os números demonstram que mais de 90% dos desmoronamentos e deslizamentos que tiram a vida de pessoas ocorrem em bairros não planejados, aqueles que não passaram por projetos de aprovação nos órgãos públicos e que, portanto, não se submeteram à lei. Como produtor de bairros e cidades, nosso setor preza a lei e defende a proteção ao meio ambiente.
 
Em respeito às regras, as empresas lícitas de parcelamento do solo constroem cidades, mas reservam 20% da gleba original para áreas verdes, garantindo a drenagem para a captação da água das chuvas e sua cuidadosa liberação.
 
Enchentes como as ocorridas no Brasil nas últimas semanas são provenientes das chuvas, mas também da impermeabilização do solo. Muita gente saiu do campo, as cidades cresceram desordenadamente e o solo ficou impermeável. O improviso tornou-se regra.
Uma coisa é o loteamento cuidadosamente projetado, outra coisa é a invasão ou ocupação de áreas de risco. A construção de casas em baixadas inundáveis e em morros sem infraestrutura deveria ser combatida.
 
O surgimento dessas casas, originado em ações criminosas, passa pela omissão do poder público nas três esferas: federal, estadual e municipal. Por sua vez, a legislação tem de ser clara e rígida, sem a possibilidade de dupla interpretação.
 
Impor o cumprimento da lei é dever de todos. Ganância, tolerância e descuido significam cumplicidade, geram a multiplicação do perigo diante das chuvas e prometem a constante repetição de cenas terríveis como a deste triste janeiro de 2011.