quinta-feira, 21 maio , 2026
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Por que não vamos logo “aos finalmentes”?

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Era o que dizia Odorico Paraguaçu, prefeito de Sucupira, imortalizado pelo ator Paulo Gracindo, na novela O Bem Amado, exibida pela TV Globo nos anos 70. Ele costumava interromper seus interlocutores com o bordão: “Deixe de lado os entretantos e vamos logo aos finalmentes”. Na educação, tanto básica quanto superior, temos, entre outros, este problema: perdemo-nos nos “entretantos” (meios), dificultando a chegada “nos finalmentes”, que são o ensino e a aprendizagem. Focam-se discussões sobre quase tudo na escola, menos nos tópicos principais: ensino e aprendizagem. Acompanhando ações na educação, o jornal Folha de São Paulo (20/06/10) demonstrou que os alunos somente melhoraram o rendimento quando os investimentos chegaram ao professor.

Alertou-se para isto em “8 Lições da Escola Real”, ao fazer referência à necessidade de reposicionar o foco da escola na aprendizagem. Os demais aspectos são meios para atingir tal fim, e não fins em si mesmos.
Voltou-se ao tema, ampliado, em “10 Medidas Para o Sucesso Escolar” quando se ressaltou ser imprescindível equipar melhor as escolas, com recursos para que os diretores possam cuidar da finalidade, que é o ensino, incluindo troca de experiências exitosas para a aprendizagem, em vez de precisarem mendigar para manter a instituição.

O mesmo se constata no ensino superior, conforme manifestação de Ellis Wayne Brown, vice-reitor da Uniban (Folha de São Paulo 5/03/2010): nos critérios atuais de avaliação, existe uma exacerbada inversão de valor entre meios e fins. No CPC (Conceito Preliminar de Curso), apenas 30% da nota advém da avaliação do conhecimento profissional adquirido. O restante deriva dos conhecimentos gerais e dos meios, e é basicamente com essa nota que se avalia a qualidade da educação, divulgada e exposta massivamente para a sociedade. Assim, os objetivos educacionais a que se pretende atingir ficam subordinados aos paradigmas dos meios.
Se o peso da avaliação é maior nos meios e não nos fins, como deveria ser, é previsível que a escola se preocupe menos com este aspecto. Atitude reforçada por muitos pais e alunos, que, segundo Walter Ceneviva (Folha de São Paulo, 13/12/08), têm sua dose de culpa porque buscam o “canudo” e discutem mensalidades sem questionar a qualidade do ensino.

Considerem-se as fragilidades do ensino básico, já conhecidas, e do superior, que se tornam públicas por meio do provão – hoje Enad, das avaliações profissionais (OAB e Cremesp) e do aumento de escolas nas empresas – 275% em dois anos – com o objetivo de “superar as carências trazidas da graduação universitária”. Visando focar o debate na escola, independentemente se básica ou superior, no ensino e na aprendizagem, formulem-se 5 perguntas básicas:1ª) As competências e habilidades previstas estão sendo selecionadas adequadamente?; (2ª) Há coerência entre estes dois aspectos nos conteúdos trabalhados e nos conteúdos cobrados?; (3ª) Nas avaliações, o registro da aprendizagem permite identificar as etapas que o aluno venceu e as que ainda não venceu?; 4ª) As etapas ainda não vencidas são retrabalhadas imediatamente e com outras metodologias, completando o ciclo da avaliação?; 5ª) Os alunos estão vivenciando e sendo avaliados nos pilares (aprender a aprender, aprender a fazer, aprender a ser e aprender a conviver) que, segundo a Unesco, sustentam a educação?

Se as respostas de diretores, professores e alunos não forem positivas, significa que a instituição escolar relegou o ensino e a aprendizagem ao segundo plano, contribuindo para a reprodução de resultados ineficientes para os alunos, para as instituições e para a sociedade que recebe os serviços.
Aprendizagem baseada em problemas; Instrumento de avaliação que responde as três primeiras perguntas acima; Vivência e avaliação de atitudes; Socorro rápido a alunos com dificuldades de aprendizagem, contribuem para recolocar o ensino no centro das atenções, o que por si só, contribui para a necessária melhora.

Festa = investimentos

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“Não falta nada em nossa escola!”. O diretor da Escola Martinho Alves dos Santos, em Tubarão, José da Silva Thiesen, é só orgulho. Também pudera. Todos os anos, a unidade educacional recebe melhorias com os recursos arrecadados durante a festa junina.

Em 2009, a prioridade foi a climatização, com instalação de ar-condicionado em todas as salas. Já em 2010, os recursos serão destinados à colocação de cobertura metálica para unir os três prédios da escola.

O investimento total será de R$ 20 mil, e ainda vai sobrar um ‘merrequinha’ para destinar a outras pequenas melhorias. “Felizmente, sempre conseguimos alcançar nossos objetivos. E devemos isso à comunidade, aos pais de alunos e empresários que nos patrocinam. Todos eles dão a sua contribuição para realizar essa festa”, agradece o diretor.

Atrações
A festa junina da Martinho Alves dos Santos deste ano ocorreu no último sábado. Além dos indispensáveis quitutes da época e da quadrilha, teve apresentação de banda, homenagens aos namorados e performances dos próprios estudantes, que fizeram cover de Beyonce, Mamonas Assassinas, entre outras atrações.

Público
A estimativa é que de 7 a 10 mil pessoas compareceram à festa junina da Escola Martinho Alves dos Santos.

Curtas

Vestibular
Os estudantes da Escola Dom Joaquim, em Braço do Norte, estão de olho no livros que devem ler para estarem preparados para o vestibular da Universidade Federal de Santa Catarina (Ufsc) do próximo ano. As obras estão detalhadas no blog da escola. Anote aí o endereço e confira: http://eebdomjoaquim.blogspot.com.

Dinâmica dos nomes
Sob a orientação da professora Ludimar Teresa de Oliveira, os alunos da 1ª série do ensino médio da Escola Jovem Dite Freitas, em Tubarão, elaboraram o perfil das turmas a partir da compreensão dos estudantes sobre as características principais de cada um. Os destaques foram os colegas Willian Fernando, Rodrigo Siega e Luiza Estela. Eles receberam o maior número de elogios dos amigos. Willian (esse moço da foto), por exemplo, foi “traduzido” como um cara tranquilo, amigo, paciente e educado. Parabéns!

Música: Gregory, a sensação do momento

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Priscila Alano
Tubarão

O menino Gregory Gazapina Matteoni, de 8 anos, é encantador. A região conheceu as suas habilidades com o beat box* em um show nacional de Marcelo D2, recentemente, em Tubarão. Ele fez uma participação especial no evento e encantou o público presente.

O pai de Gregory, Marcus Alexander Matteoni, conta que a aproximação com D2 e com o beat box Fernandinho (parceiro do cantor), surgiu em uma viagem da família a São Paulo, em janeiro. Pai e filho estavam no parque São Jorge, campo do Corinthians, para assistir a estreia do jogador Roberto Carlos, quando perceberam a presença do beat box Fernandinho. “Conseguimos furar a segurança e nos aproximar de Fernandinho. Ele ficou impressionado com o desempenho de Gregory”, fala o pai, orgulhoso.

No fim do mesmo mês, Fernandinho convidou a família para participar de um show em Balneário Camboriú. Foi a primeira vez que Gregory apresentou-se diante do público.
A vinda do cantor à Cidade Azul animou a família de Gregory. E mais uma vez o menino tubaronense teve a oportunidade de se apresentar ao lado dos cantores. “Comecei a fazer os sons assistindo os vídeos do Fernandinho. É muito legal ter a oportunidade de se apresentar com eles”, comemora Gregory.
A próxima participação já está até agendada. Será em Porto Alegre (RS), em setembro.

Apoio da família
A família de Gregory pretende encaminhar o vídeo da apresentação em Tubarão para programas de televisão em rede nacional e tentar conseguir uma parceria com algum cantor de rap ou MC.

* O que é?
O beat box é arte de fazer ritmos com a voz, a boca e a cavidade nasal, emitindo sons percussivos.

Últimos segundos: PSDB decide rumos da campanha

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Carolina Carrradore
Tubarão

O cenário político catarinense deve ser definido hoje, após convenção do PSDB, marcada para 10 horas, na capital. Depois dos bombardeios voltados ao PMDB, todos os holofotes voltam-se agora aos tucanos, que também não estão escapes de uma ameaça de intervenção, caso o PSDB confirme aliança com o PP, contrariando o projeto nacional. Lideranças do partido estão divididas entre a aliança com o DEM e PMDB em torno da candidatura de Raimundo Colombo, o lançamento de Leonel Pavan na disputa ou, ainda, a coligação com o PP de Angela Amin.

Encontros com outros partidos também marcaram as últimas horas que antecedem a convenção dos tucanos. O prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, procurou o presidente do PP estadual, deputado Joares Ponticelli, na esperança de aliar o PSDB aos progressistas. “O diálogo não encerrou e essa possibilidade não está descartada, mas sabemos também do compromisso que o PSDB tem com o projeto nacional”, justifica Ponticelli.

Durante todo o dia, o governador Leonel Pavan recebeu diversas ligações da executiva nacional, pedindo que as definições de alianças sejam seguradas por enquanto, até que a situação no cenário nacional também seja resolvida. Até o fechamento desta página, ainda não havia um entendimento com os democratas em relação ao cargo de vice-presidente na chapa do tucano José Serra. O indicado foi o senador Álvaro Dias, mas não houve concordância da direção do DEM.

Enquanto isso, o PMDB também fica de mãos atadas, esperando fechar a tríplice aliança com o apoio do PSDB. A executiva nacional do PMDB decide hoje se entra com medida de expulsão contra o partido do ex-governador Eduardo Moreira e se coloca em prática a ameaça de intervenção no diretório estadual.

Pré-candidatos com base na região

Deputados estaduais

José Nei Ascari (DEM)
Carlos Stüpp (PSDB)
Joares Ponticelli (PP)
Olávio Falchetti (PT)
Glauco Zanella (PL)
Alexandre Moraes (PMDB)
Douglas Antunes (PSC)
André Igreja (PDT)

Deputados federais

Manoel Moura (PDT)
Manoel Dias (PDT)
André Fretta May (PP)
Ademir Mota da Silva (PT)
Vânio dos Santos (PT)
Edinho Bez (PMDB)
Ada de Luca (PMDB)

Segurança: Mais vigilância nos bancos de Tubarão

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Tubarão

Quem já não teve medo de usar o auto-atendimento bancário depois das 18 horas? A falta de vigilância leva as pessoas a temerem um assalto na porta das agências bancárias. Para amenizar a situação, as agências serão obrigadas até setembro a contratar vigilantes na área externa do banco, até o fechamento dos caixas eletrônicos, às 22 horas.

A lei municipal nº 3.487 já foi publicada no Diário Oficial. As agências e outras instituições financeiras têm um prazo de 90 dias para se adequar às disposições da lei. A obrigatoriedade do serviço permanente de vigilância dos bancos surgiu após projeto de lei encaminhado pelo vereador Evandro Almeida (PMDB).
“Sabemos de pessoas que foram assaltadas em frente aos bancos. Isso não aconteceria se tivesse uma vigilância no local. Foi por isso que entrei com projeto de lei, para dar mais seguranças aos clientes”, enfatiza Evandro.

Depois do dia 21 de setembro, o setor de fiscalização de postura da prefeitura passa a fiscalizar as agências bancárias. O banco que ainda não tiver contratado vigilante no período de atendimento da agência será multado em 50 Unidades Fiscais do Município (UFMs), o equivalente a R$ 4 mil. Em caso de reincidência, a multa dobra e o alvará de funcionamento será cancelado por falta de segurança.

Guarda-volumes

A fiscalização das agências bancárias de Tubarão quanto ao cumprimento da lei nº 3.370/09 continua com força total. A lei obriga as instituições financeiras a disponibilizarem gratuitamente um guarda-volumes aos clientes. Segundo o fiscal de postura da prefeitura José Carlos Cascaes, quatro agências ainda não implantaram. Todas garantiram que os guarda-volumes chegam esta semana.

O problema na agência da Caixa Econômica Federal do centro da cidade também deve ser resolvido em breve. Muitos reclamam do sistema de moedas para utilizar o material. Cada cliente tem que depositar na porta do guarda-volume uma moeda de R$ 1,00, que é devolvida ao retirar o material colocado.

“Tinha muito problema. Nem todos tinham na hora uma moeda de R$ 1,00. A Caixa garante que o sistema será trocado nesta semana”, garante José Carlos.
A multa para os estabelecimentos que não cumprirem a lei dos guarda-volumes é de 12 Unidades Fiscais do Município (UFMs) por dia, ou seja, R$ 983,04.

História: Amadio Vettoretti estreia coluna no Notisul

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Tubarão

Desde pequeno, os livros eram os fieis companheiros de Amadio Vettoretti. Até mesmo quando ele acompanhava os pais na lavoura. Hoje, aos 71 anos, Amadio é um grande conhecedor da história regional e promete dividir estes conhecimentos com os leitores do Notisul.

O historiador e diretor do arquivo público municipal de Tubarão estreia hoje uma coluna na página Articulistas. História será veiculada uma vez por semana, todas às quartas-feiras. Uma de suas ‘missões’ com a coluna é mostrar os fatos que se contradizem.

Natural de Treze de Maio, Amadio é um apaixonado pela leitura. “O arquivo municipal da cidade é o quinto melhor do estado em organização”, destaca o historiador, que se dedica ao espaço há 25 anos.

Hoje, o historiador dedica-se a três obras: na primeira, relatará as enchentes que assolaram Tubarão e região. O título da obra deve ser Os temporais do leste. “O livro vai abordar a enchente de 74 e todas as ocorridas até a atualidade. Tudo que ameaçou a cidade. É preciso entender a formação geológica de Tubarão”, analisa.

Há 20 anos, Amadio estuda e pesquisa a história do município de Jaguaruna. Esta é a segunda obra que pretende lançar. E também estuda a colonização italiana, os confrontos culturais entre a Itália e o Brasil, desde a chegada dos italianos ao país, até a atualidade.

Atendimento no HST: Usuários reclamam de privilégios

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Wagner da Silva
Braço do Norte

A distribuição de fichas para atendimento de ortopedia no Hospital Santa Teresinha (HST), em Braço do Norte, gerou manifestações na manhã de ontem. Diariamente, são distribuídas 15 senhas para atendimento pelo SUS. E é preciso estar na recepção do hospital às 6 horas, quando é feito o cadastramento. Porém, a regra não é seguida à risca, segundo alguns pacientes.

Claudionei Schreiber aguardava com a esposa desde às 3 horas para conseguir atendimento ao filho de 6 anos. Ele era o quinto da fila, mas a ficha que recebeu tinha o número 11. “Esperamos na frente do hospital por todo este tempo e não seguem o que determinam. É injusto”, desabafa.

Juliana Floriano também enfrentou horas de espera e garante que outras pessoas foram atendidas logo que chegaram. “Elas dizem que é por ordem de chegada e avisaram algumas pessoas que não havia mais fichas, mas, pelo que vemos, não há controle, pois pouco depois uma menina chegou e foi atendida”, conta.

O mesmo caso é relatado por Edinaldo Montanha Ascari. Na última semana, ele sofreu um acidente e precisou retornar para ser atendido. “O ortopedista não pôde me atender na semana passada e pediu para eu retornar. Compreendi, e não me importo em esperar, só não concordo em ver outras pessoas que chegaram depois serem atendidas antes de muitas outras”, critica.

Administradora garante: funcionários seguem protocolo

A administradora do HST, Maria Celir Tenfen, a Zê, assegura que o atendimento de ortopedia segue um protocolo para os atendimentos, por ordem de chegada. Mas, como o hospital atende urgências e emergências, os casos mais graves têm prioridade.
Zê garante que não há reserva de fichas, como sugeriram os pacientes. “Não pré-agendamos o atendimento na ortopedia por considerar desumano. As maiores necessidades neste caso teriam dificuldades ao acesso do serviço. Então, resolvemos adotar o método utilizado hoje. É preciso a compreensão das pessoas”, afirma.

O caso da menina que teve preferência no atendimento, relatado pelos pacientes, foi justificado como de extrema necessidade pela administradora. “O caso foi isolado, não costuma ocorrer. A menina mencionada foi colocada em uma maca dentro do hospital, em razão do quadro clínico apresentado, uma vez que necessitava de cuidados especiais, sentada com os membros inferiores elevados ou deitada”, justifica. “Desta forma, como o espaço na recepção do Pronto Socorro é pequeno e não permite este tipo de acomodação, para maior conforto da paciente, foi retirada da sala de espera”, acrescenta.

O atendimento da ortopedia é feito às terças e quintas-feiras, com limite de 60 consultas por mês, conforme contrato com o Sistema Único de Saúde (SUS). Porém, mediante a necessidade da população, o HST disponibiliza 30 atendimentos semanais, a fim de suprir esta carência.

Natação: Próxima disputa é em Indaial

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Tubarão

Dezenove nadadores de Tubarão participam do Campeonato de Inverno amanhã, em Indaial. Os atletas da categoria infantil a sênior (acima de 13 anos) da Associação Tubaronense de Natação estão entre os favoritos para conquistar o título da etapa estadual.

Sob o comando do técnico André Lemos, os nadadores disputarão nos estilos livre, peito, costas, borboleta e medley, variando distâncias entre 50 a 800 metros, no feminino, e 50 a 1.500 metros no masculino.

As provas ocorrerão até domingo, na piscina pública do município do norte de Santa Catarina, e contarão com a presença de atletas de todo o estado. A equipe da ATN viaja com o apoio da prefeitura de Tubarão e patrocínios das empresas Nutry, Cottonbaby e Unimed. A expectativa é que obtenha bons resultados e volte para casa com medalhas.

Arena Multiuso: Convênio está na mesa

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Priscila Alano
Tubarão

O convênio para construção da Arena Multiuso está na mesa do governador Leonel Pavan (PSDB) e a promessa é que seja assinado hoje. Esta é a garantia do secretário de desenvolvimento regional em Tubarão, Haroldo Silva, o Dura, que esteve ontem em Florianópolis. Ele espera que o documento retorne à cidade até sexta-feira para oficializar o convênio com a prefeitura.

A obra é orçada em R$ 10 milhões, R$ 6 milhões do governo do estado. A contrapartida do município será de R$ 4 milhões, que deverá ser buscada junto ao governo federal. O recurso do estado será repassado em 12 parcelas de R$ 500 mil cada. Para este ano, estão asseguradas duas parcelas, que serão liberadas a partir de novembro, em função do período eleitoral. O governo do estado garante que já colocou no orçamento do próximo ano os R$ 5 milhões restantes que completam a participação na obra.

“O município tem até seis meses para realizar a prestação de contas depois que assina o convênio. Neste meio tempo, deve proceder com a licitação e início das obras”, explica Dura.

O prefeito Manoel Bertoncini aguarda a assinatura do convênio para iniciar o processo de licitação. “Só estamos esperando o governador Leonel Pavan assinar os documentos, e assim estarmos aptos para lançar a licitação. Espero que isso ocorra nos próximos 20 dias”, afirma o prefeito.

Manoel planeja iniciar a obra com recursos próprios. “Vamos começar as obras com recursos do município, assim teremos a medição, para poder receber do estado as parcelas do convênio”, explica o prefeito.

O projeto
A Arena Multiuso de Tubarão é composta por quadras esportivas, arquibancadas para 3,5 mil espectadores, um teatro com capacidade para mil pessoas e área de lazer, além de uma concha acústica retrátil, que poderá ser usada para eventos externos e internos.

(In)Segurança: Propostas ações emergenciais

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Rafael Andrade
Tubarão

Cansado e preocupado com o acréscimo acelerado da criminalidade em Tubarão nos últimos três anos, o vereador Dionísio Bressan Lemos (PP) convocou uma sessão extraordinária na câmara de vereadores da cidade, ontem à noite. Durante mais de duas horas, vereadores, secretários da prefeitura, representantes das polícias Civil e Militar, de associações de empresários e lojistas, de sindicatos e do Ministério Público debateram soluções a curto, médio e longo prazo para reverter ou pelo menos estabilizar os números negativos.

Já são 12 homicídios em menos de seis meses e dezenas de ocorrências de assaltos à mão armada, furtos, estupros e até sequestros. Ano passado, foram dez assassinatos e mais uma morte segue sob investigação – do eletricista Ricardo Cipriano Diomar, em setembro de 2009. Não houve definição no inquérito se foi um homicídio. Segundo dados da Central de Polícia e do 5º Batalhão da PM de Tubarão, mais de 90 % dos assassinatos cometidos no município nos últimos três anos são motivados pelo tráfico de drogas.

“A criminalidade não é uma questão para ser resolvida somente pela polícia, como por todos. É um problema social do Brasil. Não é exclusividade de Tubarão este problema. O comércio do crack é o grande empecilho para se resolver”, alerta o major Giovani Livramento, comandante da 2ª Companhia do 5º Batalhão da PM da cidade.
Livramento destaca que a PM local requereu a instalação de um Centro Integrado de Emergência ao poder executivo estadual. Ainda não recebeu resposta. Este setor focaria as questões mais incidentes, com o planejamento de ações mais diretas contra os criminosos.

Mais unidades prisionais

O diretor do Presídio Regional de Tubarão, Décio Paquelin, avalia que a polícia faz a sua parte, mas seria interessante uma reforma no sistema prisional da região. “Temos 301 presidiários em Tubarão, 90% deles envolvidos com o tráfico de drogas. O interessante é a instalação de uma unidade prisional em cada cidade que tem comarca. A ressocialização de presos também é muito bonita no papel, mas não é colocada em prática como deveria. Mais unidades carcerárias precisam ser construídas em caráter emergencial. O caos no sistema prisional é uma realidade brasileira”, lamenta Paquelin.

Mais unidades assistenciais

Tubarão tem dois Centros de Referências de Assistência Social (Cras). Um no bairro Passagem e outro no Morrotes. Nos dois locais, é comum o tráfico de drogas, principalmente do crack. Com a instalação destas unidades assistenciais, a comunidade local tem uma chance de reverter a situação negativa e conta com apoio incondicional de profissionais ligados à área social. “Investir em educação é investir em prevenção. Por isso, focamos no contato direto com o público”, frisa Carla da Rosa, presidenta do Cras da Passagem.