segunda-feira, 14 setembro , 2026
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Adolescente denuncia incesto

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Rafael Andrade
Tubarão

Após a história do bebê de 1 ano e 11 meses que morreu quinta-feira após ser estuprado pelo padrasto, em Tubarão, divulgada com exclusividade pelo Notisul, outro triste caso está prestes a ser desvendada. Uma adolescente de 15 anos revelou ao namorado que sofria abusos sexuais desde os 8 anos. Ela acusa o pai, de 43 anos, de molestá-la durante sete anos, na própria casa.

O acusado de pedofilia e incesto já foi intimado e deverá depor nos próximos dias. A adolescente foi encaminhada ao Instituto Geral de Perícias (IGP) de Tubarão para realizar exames.

O caso foi descoberto pelo namorado da menina, de 16 anos. Durante sete anos, a moça escondeu de todos que era obrigada a fazer sexo com o próprio pai. Assim que o seu namorado descobriu, contou para a mãe da menor – esposa do suposto agressor. A mulher confirmou a história com a filha e decidiu procurar a polícia.
Segundo as primeiras informações da investigação, o pai tinha ou tem ciúmes da filha e sentia atração sexual desde criança.

O delegado Jair Tártari coordena as investigações e ressalta que é um caso difícil e já pediu exames. Ele quer saber se a moça realmente é mais virgem. Ela afirmou que nunca teve relação com outros homens, a não ser o próprio pai. “Parece que o acusado tinha muitos ciúmes da moça. Ele não a deixava sair da rua de vestido, por exemplo. Vamos averiguar todas essas informações durante o inquérito”, revela Tártari.
Além de responder por estupro contra criança ou incapaz, o homem pode ser indiciado por prática de incesto.

Acusado de estuprar o enteado deverá
ser ouvido após resultado de laudos

O caso do bebê de 1 ano e 11 meses, divulgado com exclusividade pelo Notisul, deve ter um desfecho na Polícia Civil somente após a tomada de depoimentos de todos os envolvidos. A criança morreu no fim da tarde de quinta-feira, no Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), em Tubarão.

Os médicos ainda tentaram reanimá-lo, mas não houve êxito. O bebê teria sido estuprado pelo padrasto. Os atos sexuais teriam ocorrido nos últimos meses e provocado uma infecção generalizada no intestino grosso da criança, o que pode ter provocado a sua morte.

Ainda na quinta, profissionais do Instituto Geral de Perícias (IGP) de Tubarão realizaram várias exames no corpo da vítima. O material foi encaminhado ao IGP de Florianópolis. O resultado dos exames deve ficar pronto nos próximos 15 dias.

Ainda no hospital, foi constatado que o ânus do neném estava necrosado (tecido morto ou em decomposição). O corpo foi velado em Jaguaruna nesta sexta-feira. A missa de corpo presente ocorreu na Igreja Matriz, no centro de Jaguaruna, às 16 horas. O sepultamento foi no Cemitério Municipal. Ninguém da família quis comentar sobre o caso.

Assim que soube da morte do enteado, o padrasto seguiu para uma casa de praia em Jaguaruna. A mãe do bebê também é investigada.
“Vamos atribuir a autoria ou não do crime ao acusado somente no fim do inquérito”, declara o delegado Jair Tártari, que coordena as investigações do caso barbárie.

Macrodrenagem: Resultado sai na próxima semana

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Zahyra Mattar
Tubarão

Agora só falta o comunicado da Caixa Econômica Federal (CEF) para que a prefeitura de Tubarão possa, enfim, iniciar o processo de licitação das duas obras que compreendem o projeto de macrodrenagem da margem esquerda do rio. Nesta sexta-feira, ocorreu na secretaria de planejamento da prefeitura a última reunião entre gestores municipais, da empresa Prósul (responsável pelos projetos) e da Caixa.

Todos os documentos foram entregues dentro do prazo exigido pelo Ministério das Cidades. Os recursos, de R$ 4,9 milhões, são federais. O município também participará com contrapartidas às duas obras: a ampliação do sistema de drenagem, construção de galerias e três estações elevatórias.

“Tenho certeza que teremos uma resposta positiva em breve”, agradece o secretário de planejamento, Edvan Nunes. A previsão é que o resultado seja anunciado pelo banco na próxima semana. Não há uma data correta. De qualquer forma, o que vale é a entrega dos documentos nesta sexta-feira, conforme exigia o governo federal. O parecer da Caixa não é condicionado a este mesmo prazo.

Turismo: Hotéis cheios no feriadão

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Karen Novochadlo
Tubarão

Sol, praia, mar. Esta é a combinação perfeita almejada pelos turistas que vêm à região neste ‘feriadão’. Imbituba e Laguna esperam repetir o feito do último feriado. Laguna recebeu dois mil visitantes, conforme os dados do portal turístico, sem contar os veranistas que têm casa na cidade.

Na Cidade de Anita, as expectativas para a rede hoteleira são muito boas. O Laguna Tourist Hotel já está lotado. E também tem confirmação de 90% de ocupação nos finais de semana do espetáculo A República em Laguna. Para os outros hotéis, a taxa média oscila entre 60% e 80%.

O Farol de Santa Marta ficou lotado no ‘feriadão’ de finados. A secretária de turismo da prefeitura, Denise Pegorara, espera repetir a dose. “O tempo está colaborando conosco. Vento sul e sol trarão muitos turistas neste fim de semana. Esperamos que muita gente fique para assistir A República em Laguna – a peça será encenada entre a próxima quinta-feira e domingo, e dos dias 25 a 28.
A expectativa é de movimento nos pontos históricos da cidade, especialmente no Museu Casa de Anita.

Em Imbituba, os hotéis estão com 60% de ocupação. O secretário do desenvolvimento econômico e turístico da prefeitura, Antônio Clésio Costa, acredita que o movimento da orla marítima, que vai de Itapirubá à Praia do Rosa, aumente em 50%, mesmo percentual que estima para as vendas no comércio.

Balneabilidade das praias
As praias de Jaguaruna, Laguna, Imbituba estão próprias para o banho. Já Garopaba conta com um ponto impróprio. Os banhistas devem evitar entrar no mar em frente à praça.

Acesso às praias

Com sol garantido, os turistas não precisam ter preocupação com as estradas. Os secretários das prefeituras de Tubarão, Imbituba, Jaguaruna e Laguna garantem que os acessos aos balneários estão trafegáveis.
De acordo com o secretário de obras de Tubarão, Nilton de Campos, as ruas Aggeu Medeiros (beira-rio) e da Madre estão em boas condições. Nilton garante que o acesso pelas Congonhas também está perfeito. Os motoristas, porém, devem ficar atentos à ponte de Congonhas, na divisa com Jaguaruna. A estrutura continua danificada e gera riscos aos motoristas e pedestres.

“As ruas de acesso à Esplanada, ao Campo Bom, Figueira e Dunas do Sul estão trafegáveis”, informa o secretário de obras de Jaguaruna, Mario Goulart Ferreira.
Em Imbituba, a chegada até as praias do Rosa e Ibiraquera também deve ser tranquila. Até a primeira quinzena de dezembro, a secretaria de infraestrutura planeja reformar as placas, melhorar a sinalização, fechar a entrada de carros na areia, dentre outras medidas. Na próxima semana, será realizada uma reunião com o prefeito Beto Martins para discutir os orçamentos das obras.

Dom Wilson Tadeu Jöck: Falta de fé é o desafio do bispo

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Dom Wilson Tadeu Jöck, 59 anos, nasceu em Vidal Ramos (SC), em uma família católica de nove irmãos. Ele foi ordenado padre pela Congregação do Sagrado Coração de Jesus. Durante muitos anos, dedicou-se à formação de novos padres em seminários de Curitiba e Rio Negrinho. Em Roma, estudou psicologia. Nomeado bispo auxiliar do Rio de Janeiro em 11 de junho de 2003, recebeu a ordenação em 16 de agosto do mesmo ano. É bispo da Diocese de Tubarão desde 19 de julho deste ano.

Karen Novochadlo
Tubarão

Notisul – Quais as suas primeiras impressões sobre a Diocese de Tubarão? Quais os principais desafios?
Dom Wilson
– A impressão primeira da Diocese de Tubarão é muito positiva. É uma igreja com a participação muito intensa e muito vibrante, tanto nas celebrações quanto nas organizações. A igreja de Tubarão tem uma grande vitalidade, com um poder de acolhida forte. Eu me sinto acolhido na Diocese de modo geral. Desafios? Eu diria que os desafios são os de nosso tempo. Há um certo relativismo religioso. Noto sinais de menos fervor e, também, um relaxamento nos princípios, não só de Tubarão. Isto sempre será um grande desafio na vida do bispo.

Notisul – Como o senhor vê o crescimento das outras religiões?
Dom Wilson
– Esse é um outro sinal do nosso tempo. Eu diria que na Diocese de Tubarão isto é relativamente pequeno, mas existe. É algo que devemos ver com naturalidade. Primeiro, nós, católicos, não conseguimos dar o atendimento necessário para todos os fiéis. Claro que muitos desses, quando são contatados por outros credos e comunidade religiosos, sentem-se envolvidos e os seguem. Devemos admitir com toda a humildade e ao mesmo tempo devemos fazer o possível dentro da nossa igreja.

Notisul – Como você trabalhará estes desafios?
Dom Wilson
– O centro do nosso posicionamento é este: o evangelho tem um grande atrativo, que é o próprio evangelho. Se nós conseguirmos passar o que é a pessoa de Jesus, atrairemos o jovem, o adulto e a todos. Então, o principal é pregar o evangelho e ensiná-lo exatamente como é. Temos toda uma organização pastoral.

Notisul – Existem diferenças entre as dioceses de Tubarão e do Rio de Janeiro?
Dom Wilson
– Em termos de fé, a diferença não é muito grande. Mas a cultural e de cidades é. O Rio de janeiro tem a sua luminosidade e tudo o que acontece lá é notícia no Brasil inteiro. E é o mesmo que acontece na igreja do Rio de Janeiro. Tudo o que se faz tem um dimensão diferente. Tudo se torna grande. Os fiéis são muito participativos, presentes e espontâneos, proclamam a fé em qualquer ambiente sem grande dificuldade. Isso aqui no sul é um pouco diferente, devido à origem e ao lado cultural. A igreja de Tubarão é muito organizada, estruturada e articulada, até por ser menor que o Rio de janeiro.

Notisul – Como o senhor visualiza o turismo religioso?
Dom Wilson
– Essas são coisas que devemos colaborar. O projeto não nasceu dentro da igreja. É um projeto sócio-político, que envolve o nome das cidades. Madre Paulina é santa de Imbituba, porque a pessoa que recebeu o milagre é de lá. Em Laguna, temos a Nossa Senhora da Glória e, em São Luís, a Beata Albertina. Esse é o corredor religioso. Quem pensa o faz mais em termos políticos do que religioso. Uma grande movimentação de pessoas acaba deixando dinheiro. Cabe a nós da igreja dar um cunho mais religioso, com pequenas celebrações, publicações e ensinamento das congregações.

Notisul – Tem se falado muito da interferência da igreja em questões políticas. O papa sugeriu que os bispos indicassem candidatos aos fiéis?
Dom Wilson
– Não. Nós devemos esclarecer os eleitores quanto aos valores cristãos, e fazer isso com coragem e não se omitir. O eleitor é que vai identificar se há algum candidato com valor ou contra-valor. Essa é uma interpretação meio ligeira da coisa, como se o papa estivesse interferindo. Nem nós interferimos, muito menos o papa, que não conhece tanto a realidade política brasileira. Mas, em nível de princípios, a igreja sempre esclareceu. A imprensa sempre gosta de focar em algo polêmico e isso acabou ganhando realce. Em Tubarão, nós distribuímos um folheto com instruções de que não se deve eliminar ou vender o voto, que se deve analisar as pessoas.

Notisul – E sobre o aborto?
Dom Wilson
– Quanto ao aborto, essa é uma questão que se levantou. O atual governo lançou o plano nacional de direitos humanos e tem coisas que não dá para concordar. Antes da eleição, nós já tínhamos protestado de forma mais contundente.

Notisul – Tem ocorrido muitos protestos no Vaticano quanto aos casos de pedofilia…
Dom Wilson
– São duas coisas que eu penso. Primeiro, eu penso que não deveria ter ocorrido isso (pedofilia) e a gente está tomando toda as providências para corrigir. Isso a imprensa divulga pouco, mas, se pegarmos as estatísticas, nos últimos dez anos não se vai encontrar. São casos antigos. A igreja fez um grande esforço para que não ocorresse mais. E está tomando providências também quanto ao passado, porque é algo que nos entristece bastante. Hoje, falar mal da igreja está na ordem do dia. Falar mal vira manchete. É uma coisa que ocorre agora e então isso tira um pouco da verdade dos fatos. O fato existiu. A igreja perde perdão e a igreja procura se lembrar, mas não há interesse de escrever isso. Quanto aos casos de abuso, existiram. Devemos reconhecer e mudar. Espero que as coisas comecem a entrar nos eixos. Estive em Roma no final de setembro para visitar o papa e via-se no Vaticano uma grande animação quanto ao resultado da visita do papa à Inglaterra. A imprensa falava mal do papa no mundo inteiro. Aqui no Brasil, isso não foi divulgado. Mas teve gente da imprensa inglesa que pediu perdão por isso ao papa. E agradeceu a visita.

Notisul – Quais são os planos para Tubarão?
Dom Wilson
– Agora estamos reiniciando os planos de elaboração das pastorais. Para o próximo ano, a preocupação é com as pastorais, com todas as comunidades. Todos são levados a dar a sua contribuição. Essa é a principal preocupação no primeiro semestre.

Fim de ano é tempo de: vestibular

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Fim de ano é sempre uma alegria. Você cumpriu a sua obrigação: estudou como doido para tirar boas notas, matou-se decorando fórmulas, esquemas. Perdeu noites, festinhas, voltinhas no shopping para repassar a matéria para as provas.
E é sempre assim corrido mesmo. Mas, para quem está no último ano, tudo fica ainda pior. Fim de ano é sinônimo de outro ‘monstro’: o vestibular.

E você volta a perder o sono, as baladas, as voltinhas no shopping… Mas é preciso. E acredite: vale a pena. No colégio Dehon e na Escola Dite Freitas, a Escola Jovem, ambas de Tubarão, por exemplo, os alunos estão bem preparados.
O mais legal é que nas duas escolas eles contam com uma peça fundamental para ter sucesso nesta nova fase que iniciará em suas vidas: seus professores. Quem ainda tem dúvidas em alguma matéria tem tempo de sanar tudo. Lembre-se: nada vem de graça. Todo esforço vale a pena!

Grêmio estudantil

Atenção, alunos! As inscrições para participar do Grêmio Estudantil da Escola Jovem, de Tubarão, terminam hoje. Quem quiser integrar o time deve procurar Lúcia ou Ludimar, lá no apoio pedagógico da 2ª série. Pela manhã, o horário é das 7h40min às 11h40min. À tarde: das 13h30min às 17h30min. E à noite das 19 horas às 22h30min.

Confraternização

No último ano de escola, rola sempre uma comemoração. Afinal, você terminou uma etapa importante da sua vida e está pronto para a próxima. E tem também melancolia, os rostos amigos de sempre já não serão vistos todos os dias. Por isso, é importante registrar cada momento. E foi isso que fizeram os alunos do terceirão da Escola Dite Freitas, a Escola Jovem. No melhor estilo Dias das Bruxas, alunos e professores disfarçaram-se de marinheiros, vampirinhos e até soldados para uma animada na confraternização.

Olhos tristes

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O menino do Barro Branco olhou profundamente nos meus olhos. Fiquei intrigado com sua insistência em mirar-me intensamente. Era um olhar triste, melancólico. Ele tinha um semblante sofrido. De quem tem a alma doída pela maldade da vida que o vitimara. Logo percebi que era um pedido de socorro. Ele estava perdido naquele isolamento quase que completo. Não tinha perspectiva nem esperança. Para onde iria quando tudo se consumasse? Quando acabasse o carvão, o barro tivesse sido dissipado e não existisse qualquer branco em volta de sua existência?

Na verdade, todos somos vítimas de um mundo que não nos permite conhecermos a essência uns dos outros; nem sequer sabemos o que fazer para auxiliar no desenvolvimento de cada pessoa que passa por nossa vida.
Os minutos passavam rapidamente. Estava amedrontado. Não podia me envolver com os problemas daquele menino. Eu não o tiraria daquela realidade. Não resolveria suas dificuldades. Nunca mais o veria. Para que me preocupar? Comecei a olhar através da janela a serra imponente que despontava ao longe. Vislumbrei a mim mesmo diante daquela imensa construção rochosa.

Viver é se impregnar dessa visão. Cada pessoa é uma rocha aparentemente inexorável. Ela estará sempre ali, firme e altiva. Não importa quem somos ou o quanto vivamos, ela permanecerá. A diferença entre uns e outros é o como passam por ela. Desbravar uma pessoa é como escalar uma formação rochosa. Muitos, quando viram a serra, desistiram, voltaram atrás. No entanto, outros se desafiaram e permitiram a si mesmos a oportunidade de maravilharem-se com a visão do alto e sentirem-se fortes.

O menino continuava ali. Era uma pequena rocha. Olhei mais atentamente para ele e vi que estava sujo. Percebi que também estava com medo. Tremia muito, mas não era um tremor de frio. Era aquele tremor que sentimos quando sabemos que não teremos saída. Que mais cedo ou mais tarde alguém descobrirá. Então, será tarde demais para mudar qualquer coisa. Mas era preciso que algo ali fosse feito. Alguém precisava agir. Interromper o silêncio que é conivente com a injustiça e a exclusão.

Um silêncio que só apresenta culpados, mas não aponta solução. Eu repetia baixinho: “Coragem, coragem, coragem,…”, tentando motivar-me a fazer algo. Mas decidi não fazer nada. O problema era dele. Eu estava de passagem. Os outros que ali ficariam poderiam o ajudar. Eu jamais poderia interferir. Foi quando, num golpe final de covardia, levantei-me e disse que precisava sair.

No pátio, já aliviado em ter me livrado da situação, avistei uma viatura policial. Um homem falava ao rádio enquanto outro permanecia à porta da direção, gesticulando com alguém. Após alguns instantes, a diretora saiu aflita e seguiu rumo à sala onde eu estivera. Abriu a porta e pediu pelo menino Alberto. Para mim, não foi surpresa.

Era o menino de olhos tristes. A viatura partiu e desapareceu em meio à neblina serrada daquela manhã tristonha. Era um pesadelo ter certeza do quanto somos mesquinhos e insensíveis diante dos problemas alheios. Não me interessava saber que aquele menino era vítima de abusos sexuais do próprio pai. Muito menos compreender que naquela manhã, num instinto de defesa, num grito de liberdade, deu-lhe um golpe de faca certeiro. O monstro ficara caído, esvaindo em sangue no paiol aos fundos do casebre. Naquele dia, nem sequer pegara o ônibus. Andou quilômetros a pé como se quisesse partir para um caminho sem volta. Mas decidiu enfrentar a realidade e foi à escola, na esperança que um anjo aparecesse e o ajudasse a encontrar uma saída. Mas esse anjo não apareceu. O que estivera diante dele foi um simples mortal que convive diariamente com seus demônios.

Sabe o que os astros reservam para você hoje?

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Áries (21/03 a 20/04)
Mergulhar fundo no processo de autoconhecimento é o propósito atual. Há o desejo de realizar coisas grandiosas, mas é preciso estar consciente de seus limites.

Touro (21/04 a 20/05)
Oportunidade de modificar as atitudes emocionais e aprofundar vínculos. Força interior para perceber o que deve ser modificado e que é algo que exige reestruturação interna.

Gêmeos (21/05 a 20/06)
Não é prudente exagerar, como também não é sábio limitar-se a condições pré-estabelecidas. O desafio do atual momento consiste em perceber o que chegou ao fim.

Câncer (21/06 a 21/07)
Oportunidade dos cancerianos evoluírem emocionalmente, vencendo a resistência a mudanças. Mudar significa não atribuir aos outros o que é de sua responsabilidade.

Leão (22/07 a 22/08)
Nada deve ser mais importante do que o encontro consigo, o mergulho na alma. Esta é uma fase marcante em sua vida, com o poder de reestruturar.

Virgem (23/08 a 22/09)
Você anseia por mais espaço e liberdade, mas isso não diz respeito a circunstâncias externas. O que está em jogo é a libertação de muros que você mesmo criou.

Libra (23/09 a 22/10)
Utilize a energia deste belo e desafiador momento para mudar em si o que quis mudar nos outros. O céu astrológico oferece a oportunidade de um reencontro consigo.

Escorpião (23/10 a 21/11)
O Sol movimenta-se em seu signo iluminando os escuros escorpianos e convidando às transformações. Muitas coisas devem ser reavaliadas.

Sagitário (22/11 a 21/12)
Embora você já pressinta novas situações ainda há pendências emocionais a resolver. Este é o momento da reflexão sobre o que tem acontecido ao longo dos últimos meses.

Capricórnio (22/12 a 20/01)
Você sabe que tudo na vida tem o seu tempo. Faça do tempo um amigo. Momento importante para repensar suas crenças, verdades, paradigmas.

Aquário (20/01 a 19/02)
Dia que prioriza momentos de reflexão e contemplação. Um olhar sobre os aprendizados do passado. Momento de perceber o que não tem mais sentido.

Peixes (20/02 a 20/03)
Os grupos e amigos com quem anteriormente sintonizava-se já não atendem aos seus propósitos. Hora de relacionamentos e objetivos conjuntos que representem renovação.

Finanças: Contas de Stüpp são aprovadas

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Zahyra Mattar e
Karen Novochadlo

Tubarão

As contas do ex-prefeito Carlos Stüpp (PSDB), referentes ao exercício de 2005, foram aprovadas pela câmara de Tubarão, ontem à noite. Dos dez vereadores, apenas Deka May (PP) votou pela reprovação do parecer. O restante acompanhou o parecer formulado pela comissão de finanças e orçamento da casa.

Conforme parecer do Tribunal de Contas do Estado (TCE), em 20 de dezembro de 2006, os repasses constitucionais de 15% da arrecadação de impostos com a saúde e 25% com a educação não foram cumpridos no exercício de 2005.

A comissão entendeu o contrário: a prefeitura ultrapassou as metas obrigatórias. Na saúde, por exemplo, o TCE considerou a falta de uso de R$ 561.613,91 para completar o percentual exigido. A comissão cita obras de saneamento, repasse para entidades, além de despesas laboratoriais, com clínicas, hospitais e medicamentos, entre outras ações, como investimentos no setor que não foram contabilizados pelo tribunal.

“Levantamos uma cifra de R$ 604.999,85 não considerada pelo tribunal, referente a despesas em serviços essenciais para a manutenção da saúde. Por conta disso, o parecer foi o da aprovação”, reitera Ivo.

Na educação, irregulares também foram apontadas

Assim como a falta de aplicação de recursos na saúde motivou o parecer do Tribunal de Contas do Estado (TCE) pela rejeição, à conta referente ao exercício de 2005 da prefeitura de Tubarão, o tribunal também apontou falhas na aplicação na área da educação como faltosos.

O TCE avaliou que o ex-prefeito Carlos Stüpp deixou de aplicar o percentual obrigatório de 25% no segmento. Em um dos pontos foi a falta de investimento de R$ 313.180,48. Contudo, a comissão de finanças e orçamento da câmara levantou que o tribunal desconsiderou o repasse de R$ 624,3 mil à Apae e à Combemtu.

A não aplicação do percentual mínimo de 60% do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundeb), dentro dos 25% da arrecadação de impostos, que deviam ser investidos no ensino fundamental, também motivou o parecer pela rejeição pelo TCE.

“Neste caso, o tribunal considerou a falta de aplicação de R$ 513.433,05, mas novamente não levaram em conta os recursos encaminhados a Apae e a Combemtu como aplicação no ensino. Os repasses constituem perfeitamente despesas em educação e, se somados, fazem com a prefeitura ultrapasse o requerido pela lei”, justifica o vereador Ivo Stapazzol (PMDB), presidente da comissão legislativa.

Deka May vota contra

O único voto contrário ao parecer da comissão de finanças e orçamento da câmara de Tubarão, que recomendou a aprovação das contas do exercício de 2005 da prefeitura, época em que a gestão era feita pelo tucano Carlos Stüpp, foi o do vereador Deka May (PP).

Ele considerou ter algumas dúvidas sobre o parecer e fez um requerimento para realizar uma audiência pública com o Tribunal de Contas do estado (TCE). A proposta foi rejeitada por seis votos contrários.
Deka reforçou que as contas chegaram à câmara em agosto, mas só foram apresentadas aos vereadores no mês passado. Para ele, não houve tempo suficiente para analisar as restrições apontadas pelo tribunal.

Dionísio Bressan Lemos (PP) chegou a criticar, no plenário, a administração do ex-prefeito Carlos Stüpp (PSDB) e dizer que o percentual de recursos direcionados às áreas de saúde e educação não corresponderam ao exigido pela lei. Contudo, ele votou pela aprovação da matéria.
O restante dos colegas não manifestou qualquer opinião e apenas acompanhou a sugestão emitida horas antes pela comissão legislativa.

Stüpp teve seis contas rejeitadas

Dos oito anos como gestor municipal, Stüpp teve seis contas com recomendação de rejeição pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). Somente as referentes aos exercícios de 2001 e 2002 foram aprovadas. Das seis contas, duas foram reapreciadas pelo tribunal: a de 2003 e a 2004.

O ex-prefeito também pediu a reapreciação das contas referentes aos anos de 2005, 2006, 2007 e 2008. Contudo ainda não houve manifestação do TCE. De qualquer forma, com recomendação pela rejeição ou não, é da competência exclusiva da câmara de vereadores o julgamento das contas prestadas anualmente pelo prefeito.

Homicídio: Assassino é preso 15 horas após o crime

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Rafael Andrade
Laguna

Osés Santos da Silva, 44 anos, foi assassinado na madrugada de ontem, por volta das 5h45min, no bairro Barbacena, em Laguna. O acusado de matar Osés foi preso 15 horas após o crime, por volta das 22 horas.

A vítima foi executada com dois tiros, um no pescoço e um no olho. O atirador é conhecido da vítima e o motivo do crime teria sido um acerto de contas. O delegado Rubem Thomé coordena as investigações sobre o caso.

A equipe da Central de Operações Policiais (COP) de Laguna, auxiliada pela Polícia Militar, chegou ao acusado depois de incessante investigação na região onde ocorreu o crime. “Não resta dúvida sobre a participação do acusado. Ele ainda confessou o crime na delegacia”, revela um agente. Foi o quinto homicídio registrado em Laguna este ano.

No quarto assassinato, Maycon Luiz Vieira da Silva, 27 anos, foi executado por um adolescente de 17 anos, que atirou três vezes contra ele. O crime ocorreu no bairro Progresso. O menor foi apreendido menos de duas horas depois, nas proximidades do crime, mas foi liberado no dia seguinte por falta de vaga no Centro de Internação Provisória (CIP) de Tubarão. Cerca de 15 dias depois, o infrator foi apreendido novamente e encaminhado ao CIP de Caçador.

Caso Pedro Henrique: Médico detalha o atendimento

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Karen Novochadlo
Tubarão

A morte do menino Pedro Henrique Ayala, 3 anos, após receber uma injeção, terça-feira à noite, chocou os moradores de Tubarão e região. Ele foi internado para tratar uma virose. O pediatra Willian Esmeraldino, que atendeu a criança, concedeu entrevista ao Notisul ontem.

Pedro foi levado ao hospital pelo tio Fernando Pereira, 26 anos, e pela mãe, Maiara Pereira, 22, após apresentar vômito. O menino recebeu atendimento na emergência do Hospital Nossa Senhora da Conceição pelo clínico-geral de plantão e recebeu soro. O pediatra Willian o atendeu assim que chegou ao hospital, por volta das 13h30min. “Vi que ele estava desidratado, abatido e com dor abdominal”, relata. O quadro do menino indicava uma gastroenterite aguda, conhecida como virose. O médico pediu raios-x do tórax e dos seios da face (maçã do rosto).

Às 16 horas, o médico realizou uma nova consulta. “A intenção era dar alta, mas ele deitou no colo da mãe com enjoo e dor. Então, optei pela internação”, conta.
Willian receitou 1,2 ml de Zofran, o último medicamento que Pedro recebeu. Este remédio, segundo o médico, era para ser aplicado em seguida. Contudo, foi fornecido após as 20 horas.

Willian garante: Zofran é uma medicação segura e pode ser utilizada em crianças, a partir de seis meses de idade, inclusive em quem é submetido a cirurgias, quimioterapia ou radioterapia. “É um remédio caro, R$ 200,00 a dose, e bastante efetivo no controle de náuseas e vômito. Eu prescrevo esta medicação há três anos. A literatura médica menciona que a medicação não causa parada cardiorrespiratória”, justifica.

A tragédia

Pedro Henrique Ayala, 3 anos, morreu ao lado da mãe, Maiara Pereira, após receber uma injeção no segundo cateter do soro – o medicamento foi aplicado diretamente em sua veia. A mãe relata que, no instante que a medicação foi aplicada, o menino começou a sentir dores e pediu para tirar o soro.

Ela reforçou o pedido à estagiária do curso de técnico em enfermagem que aplicava o remédio. Contudo, a injeção não foi interrompida e a criança teve uma parada cardiorrespiratória. A pediatra de plantão tentou reanimar Pedro. Após a tentativa, ligou para o médico Willian Esmeraldino.

De volta ao hospital, Willian conversou com a família. “Eu liguei para o Centro Toxicológico de Florianópolis para saber se havia algum relato de parada cardiorrespiratória causada por Zofran e não havia registro”, conta ele. O corpo foi encaminhado ao IGP. O laudo cadavérico que apontará o que levou à morte dever ser concluído em duas semanas.

Existe a suspeita de que o diluente utilizado junto com o medicamento tenha sido trocado por cloreto de potássio (não indicado). No hospital, existe um protocolo para a aplicação de medicação. Para cada tipo de remédio, existe um ml já pré-estabelecido. “Não posso dizer quem manipulou ou o quê”, afirma o médico.]

Depoimentos começam a ser colhidos hoje

Hoje, a delegacia da criança, do adolescente e de proteção à mulher e ao idoso começa a coletar os depoimentos dos envolvidos no caso da morte do menino Pedro Henrique Ayala, 3 anos.

Os funcionários do Hospital Nossa Senhora da Conceição serão os primeiros a serem ouvidos. Depois, serão convocados os familiares da criança e, por fim, o médico pediatra que o atendeu, Willian Esmeraldino.

“Vamos conversar com todos os funcionários que estiveram envolvidos, direta ou indiretamente, com o caso”, antecipa o delegado responsável pelo inquérito, Jair Tártari (foto). A previsão dele é que a investigação seja finalizada em aproximadamente um mês.