sexta-feira, 6 novembro , 2026
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Chuvas provocam alagamentos em mais de 50 ruas

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Tubarão

Mais de 50 ruas de Tubarão ficaram alagadas com a chuva de ontem.  A água chegou a entrar em algumas casas. Até as 20h50min, 82 mm de chuva haviam caído na cidade. Nos outros 17 dias do mês, foram 68mm. 

A Defesa Civil foi dividida em duas equipes para atender todas as ocorrências. Caminhões e máquinas foram disponibilizados para o atendimento. Os bairros Oficinas, Centro, Morrotes, Santo Antônio de Pádua, São Martinho, Humaitá, Caruru e Andrino foram bastante afetados. Ruas do centro da cidade, como a Tubalcain Faraco (onde fica o Notisul), que chegaram a ser interditadas. O estacionamento do supermercado Giassi também foi fechado. 
 
Janice Medeiros Nunes Mateus, 40 anos, moradora do bairro São Martinho, conta que os vizinhos ficaram com 30 centímetros de água nas casas. A rua Margarida Mendes Nunes, onde vive, sofre há anos com problemas de drenagem. O carro da moradora chegou a ser coberto parcialmente pela lama. Moradores fizeram valas na rua para evitar que a água chegasse às casas.
 
De acordo com o coordenador da Defesa Civil Municipal, José Luiz Tancredo, as bombas que retiram água das ruas Tubalcain Faraco e Padre Geraldo Spettmann (da rodoviária) não puderam ser ligadas porque o nível do rio estava baixo e elas poderiam queimar. 
 
Em Oficinas, a água entrou nas residências da rua Felipe Schmidt. No Andrino, os bombeiros precisaram retirar uma mulher de dentro de casa e levá-la para o vizinho. Ela estava imobilizada devido a um acidente e a água já invadia o pátio de sua residência. 
 
Na comunidade de Caruru, no bairro São Martinho, uma pedra deslizou da encosta do morro e quase atingiu uma casa.  Em uma casa do mesmo bairro, a água infiltrou-se pelo telhado e duas crianças precisaram ser retiradas. Na rua Simeão Esmeraldino, próxima à rodoviária, o tráfego de veículos ficou impedido por conta do grande volume de água.
A previsão do tempo indica chuva até sexta-feira. 
 
Com água até os joelhos
Comerciantes e trabalhadores ficaram ilhados nas ruas Tubalcain Faraco (do Notisul) e Padre Bernardo Freuser (da Escola Técnica). O aposentado Antonio José Goulart Neto, 53 anos, deixou o carro no estacionamento Center Park às 18h40min. Ele esperava a chuva diminuir para poder retornar para casa. Contudo, às 19 horas, a rua ficou alagada. “Está um cheiro forte de esgoto e não me arrisco nesta água”, afirmou. Somente por volta das 22 horas o local foi liberado para a circulação de carros. 
Um motorista chegou a abandonar o veículo no meio da Tubalcain Faraco. O carro baixo não conseguiria atravessar a barreira d’água. 
A auxiliar administrativo Íres Bevilaqua, 41, também ficou ilhada no prédio do estacionamento. “Fiquei 20 minutos a mais no trabalho e acabei presa. Ocorreu a mesma coisa no ano passado”, relata. 
Para realizar a cobertura dos alagamentos, a equipe do Notisul precisou entrar na água, em alguns pontos até os joelhos.

Eles precisam de ajuda

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Karen Novochadlo
Tubarão
 
Há mais de 20 anos, a aposentada Maria Amélia Cavalcanti, 63 anos, e o marido, José Cavalcanti, 58, dão abrigo a cachorros abandonados. Hoje, mantêm mais de 50 animais. Maria Amélia faz um apelo em busca de ajuda para custear a alimentação, medicação e limpeza. 
 
A aposentada, que até o ano passado trabalhava como empregada doméstica, ganha um salário mínimo (R$ 545,00) para sustentar a casa e alimentar os cães.  José está impossibilitado de trabalhar por problemas de saúde. 
 
Muitos cães são jogados por terceiros na casa da aposentada, incluindo cadelas com filhotes. Alguns cachorros são deficientes e precisam de cuidados especiais, como o Cãoguru, que nasceu sem as patas dianteiras. 
 
No ano passado, a prefeitura tinha um convênio com a organização não-governamental Movimenta-Cão. A ONG comprava rações e repassava para a aposentada. Este ano, nenhum recurso foi liberado ainda. E o casal necessita de  ajuda.  
 
"Meu coração não aguenta ver esses bichinhos morrendo de fome", relata Maria Amélia. Por dia, são 15 quilos de ração e cinco quilos de arroz. Os dois pedem de auxílio de voluntários. "Precisamos de ração, arroz, material de limpeza e remédios", solicita a aposentada. 
 
O ambiente destes animais é limpo diariamente. Mais de cinco litros de produtos de limpeza são usados. Ela também pede doação de material de construção para erguer uma nova estrutura para abrigar os cães. Quando o canil municipal estiver pronto, os bichinhos terão um novo lar. Mas, enquanto isso não ocorre, toda ajuda é bem-vinda.
 
Centro de Zoonoses: prazo de recursos termina hoje
 
Zahyra Mattar
Tubarão
 
Até as 17 horas de ontem, nenhuma das dez empresas habilitadas na licitação para execução das obras do Centro de Zoonoses de Tubarão havia protocolado recurso. O prazo para contestar o resultado da primeira etapa termina hoje.
A previsão é que também hoje sejam abertos os envelopes referentes às propostas de preço. As obras referentes à segunda e à terceira etapas do Centro de Zoonoses estão orçadas em R$ 323.882,75.
A prefeitura de Tubarão reservou R$ 250 mil no orçamento deste ano para construir a estrutura, cuja área ultrapassará 729 metros quadrados. O restante que falta também sairá dos cofres públicos.
Atualmente, o Centro de Zoonoses é resumido a nove baias, que, juntas, têm capacidade para abrigar mais de 100 cães. Gatos e animais de grande porte serão cuidados no local somente com a efetivação da segunda fase. 
 
O Centro de Controle de Zoonoses
• O projeto físico existe desde março de 2009. Mas havia necessidade de readequar a parte estrutural ao local onde o centro será edificado, anexo ao horto municipal, no bairro Monte Castelo.
• A segunda etapa da obra prevê a construção de uma novo canil, com 527,82 metros quadrados de área, um gatio com 30,93 metros quadrados e uma estrebaria com 45,60 metros quadrados.
• A terceira fase refere-se à parte administrativa, onde haverá uma sala de procedimentos, recepção, consultórios, sala de cirurgia e de eutanásia, banheiros e demais dependência para os funcionários (copa, cozinha, lavanderia), depósito, farmácia e sala de esterilização.
 
Como ajudar
Caso você se interesse em ajudar Maria Amélia Cavalcanti e o marido José Cavalcanti pode entrar em contato com o casal pelos telefones 9957-4469 ou 3622-5968. Onze filhotes abandonados na frente da casa da aposentada também procuram um lar.

Imbituba joga fora hoje à noite

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Imbituba
 
O Imbituba Futebol Clube já está na estrada rumo a Concórdia para o desafio de hoje, às 20h30min, contra o time da casa, no Estádio Domingos Machado de Lima. O foco da equipe está firme em um resultado positivo.
 
Todo o grupo, comissão técnica e diretoria estão cientes de que a missão não será nada fácil. No dia seguinte ao jogo do Marcílio Dias, o grupo não teve folga e foi a campo treinar. 
 
Ontem de manhã, mais um treino antes da longa e desgastante viagem até o meio oeste catarinense, uma prova de que o grupo está fechado em busca de conquistar as metas traçadas para esta competição. “A missão não é nada fácil, temos que ter muita atenção para conquistarmos um bom resultado”, declara o técnico Muller.
 
Logo após o jogo de hoje, o Imbituba pega a estrada rumo ao Ninho da Águia e treina na sexta-feira para mais um compromisso difícil em casa. Recebe a Chapecoense domingo, às 17 horas.

Lei que reduz a taxa está em vigor

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Tubarão

A partir deste mês, quase 770 moradores da zona rural de Tubarão terão uma redução de 50% na Contribuição para Custeio da Iluminação Pública (Cosip), cobrada na tarifa mensal de energia elétrica.

 
A diminuição no valor é fruto da lei municipal sancionada em setembro do ano passado pelo prefeito Manoel Bertoncini (PSDB). A regra instituiu os mesmos valores de Cosip para consumidores residenciais da zona rural e da urbana.
 
Até dezembro do ano passado, quem morava no interior pagava uma taxa com valor entre R$ 2,87 e R$ 86,11, conforme a faixa de consumo. O dobro do que é pago por quem mora ‘na cidade’. 
 
“Mesmo com o alto custo para levar iluminação pública em áreas com pouca população, é injusto que eles paguem mais”, justifica Bertoncini.
Agora, todos os cidadãos contribuem com o mesmo valor mínimo de R$ 1,43 e máximo de R$ 43,06, de acordo com a faixa de consumo. Com a medida, o município deixará de arrecadar cerca de R$ 6 mil por mês com a Cosip.
 
A regra também diminuiu as categorias de contribuintes da Cosip. Agora são cinco: residenciais, indústrias, comércios, poder público, e empresas de serviços públicos. Cada um tem valores de contribuição diferente.
 
Isenção
O consumidor que gasta até 30 kWh de energia elétrica por mês, seja da área urbana ou rural, e os produtores agrícolas que usam energia para manter equipamentos e instalações são isentos da cobrança.
 
Serviço
Mais informações sobre as novas regras, pedidos de reparos e ampliação da rede elétrica podem ser feitos por meio dos telefones 0800-643-595 (neste, a ligação é gratuita) ou 3621-9023, ambos das 13 às 19 horas, ou ainda pelo e-mail cosip@tubarao.sc.gov.br. O departamento que administra a Cosip funciona de segunda a sexta-feira, das 13 às 19 horas, na prefeitura.

Orleans decreta situação de emergência

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Zahyra Mattar
Orleans
 
Os estragos causados pelas chuvas na região sul de Santa Catarina não se comparam à tragédia no Rio de Janeiro, mas já são motivo de preocupação para os prefeitos. O mais atingido foi o município de Orleans. Pontes, estradas, casas e até um ginásio de esportes ficaram destruídos.
 
O prefeito Jacinto Redivo (PP), o Tinto, estima um prejuízo superior a R$ 1 milhão, especialmente em estradas. Ontem, ele decretou situação de emergência. A comunidade com mais registros de estragos é o Distrito de Pindotiba.
 
Cinco casas foram parcialmente destelhadas. O ginásio de esportes Cristiano de Pieri (foto) veio abaixo. Parte da estrutura de concreto e aço foi arremessada em cima de diversas casas.
 
A prefeitura trabalha em esquema de alerta devido à previsão do tempo nada otimista para os próximos dias. O mesmo ocorre em Jaguaruna. A possibilidade de granizo redobra a atenção dos bombeiros e da Defesa Civil.
 
A prefeitura ainda não contabilizou os prejuízos com os temporais da última semana. O fórum, a delegacia e 40 casas foram atingidas. Duas famílias foram removidas das residências. Em Braço do Norte, também foram registrados estragos.
 
Trechos de cinco ruas ficaram com mais de 15 centímetros de água. Residências foram alagadas. Um morro próximo à delegacia, no bairro São Francisco, teve um pequeno desmoronamento. Nenhuma casa foi atingida (leia mais na página 3 desta edição).
* Com informações da repórter Karen Novochadlo.
 
 
Tubarão também inicia campanha às vítimas do Rio
O decreto que institui, em Tubarão, a campanha de apoio às vítimas das chuvas na região serrana do Rio de Janeiro foi assinado ontem pelo prefeito Manoel Bertoncini. Até o dia 17 do próximo mês, os interessados em ajudar poderão doar alimentos, água, material de higiene e de limpeza. Postos de arrecadação já são organizados nos principais supermercados, igrejas, na prefeitura e na sede da Defesa Civil (anexo à câmara de vereadores). Mais informações por meio do telefone 3632-8402.
 

Não é a chuva que mata

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As fotos da tragédia das cidades da região serrana do Rio mostram áreas verdes arranhadas pelos deslizamentos de terra que arrastaram casas e mataram centenas de pessoas. As chuvas foram fortes? Sem dúvida, foram fortíssimas. A dimensão das chuvas deste verão no sudeste do Brasil tem algo a ver com anomalias climáticas mundiais que causaram inundações também na Colômbia, Venezuela, Austrália e outros países.
 
Mas não é só isso. Diante das notícias e das mais variadas opiniões em torno da tragédia das águas de janeiro, faz-se necessária a promoção de um debate técnico e equilibrado sobre causas e efeitos. No estado do Rio e em outros estados do país, não é a chuva que destrói e mata. O que mata é o estilo de se cuidar da natureza e das cidades.
 
Os números demonstram que mais de 90% dos desmoronamentos e deslizamentos que tiram a vida de pessoas ocorrem em bairros não planejados, aqueles que não passaram por projetos de aprovação nos órgãos públicos e que, portanto, não se submeteram à lei. Como produtor de bairros e cidades, nosso setor preza a lei e defende a proteção ao meio ambiente.
 
Em respeito às regras, as empresas lícitas de parcelamento do solo constroem cidades, mas reservam 20% da gleba original para áreas verdes, garantindo a drenagem para a captação da água das chuvas e sua cuidadosa liberação.
 
Enchentes como as ocorridas no Brasil nas últimas semanas são provenientes das chuvas, mas também da impermeabilização do solo. Muita gente saiu do campo, as cidades cresceram desordenadamente e o solo ficou impermeável. O improviso tornou-se regra.
Uma coisa é o loteamento cuidadosamente projetado, outra coisa é a invasão ou ocupação de áreas de risco. A construção de casas em baixadas inundáveis e em morros sem infraestrutura deveria ser combatida.
 
O surgimento dessas casas, originado em ações criminosas, passa pela omissão do poder público nas três esferas: federal, estadual e municipal. Por sua vez, a legislação tem de ser clara e rígida, sem a possibilidade de dupla interpretação.
 
Impor o cumprimento da lei é dever de todos. Ganância, tolerância e descuido significam cumplicidade, geram a multiplicação do perigo diante das chuvas e prometem a constante repetição de cenas terríveis como a deste triste janeiro de 2011.

Tubaronense conquista regime total de liberdade

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Braço do Norte
 
Um tubaronense acusado de atentado ao pudor, preso há sete meses na Penitenciária Pública de São Cristóvão do Sul, planalto central catarinense, teve a sua ordem de prisão revogada pelo Juízo da Vara de Execuções Penais da Comarca de Curitibanos, e está solto em regime total de liberdade. Segundo o seu advogado, Wanderley Becker, após ele ter sido condenado e com o surgimento de novos fatos que provam a sua inocência, a justiça jamais poderia negar-lhe a liberdade. 
 
“Ele foi vítima de uma injustiça feita por uma pessoa que não o quer bem”, revela. Amanhã, o advogado estará na Penitenciária Pública de São Cristóvão do Sul para trazer o cliente de volta para a família, em Tubarão. 
 
Wanderley entrará com uma ação de revisão criminal para comprovar que Pedro Paulo foi preso injustamente. “Não tenho dúvidas de que a ação será julgada procedente e o estado será condenado a indenizar por todos os danos materiais e morais sofridos por meu cliente e sua família. Ele possui uma esposa tetraplégica que depende dele financeiramente e ficou num sofrimento terrível esse tempo todo”, relata.

Polícia prende quadrilha que invadiu sítio em Laguna

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Mirna Graciela
Laguna
 
Oito jovens foram presos ontem de manhã pela Polícia Civil acusados de assaltar o sítio da desembargadora do Tribunal de Justiça de Santa Catarina Salete Sommariva, na localidade de Nova Fazenda, às margens da BR-101, em Laguna. Eles invadiram a residência na madrugada de ontem, armados e encapuzados, e mantiveram a família como refém durante cerca de duas horas. 
 
O delegado da Polícia Civil de Laguna, Rubem Thomé, informa que os bandidos agrediram as cinco pessoas que estavam na casa. Foram momentos de grande tensão. O genro da desembargadora foi atacado com coronhadas, pontapés e foi ameaçado de morte com uma furadeira. Precisou ser levado ao hospital com diversos ferimentos. “Até crack fumaram lá dentro e fizeram tudo o que desejaram em uma completa arruaça e desordem”, revela o delegado. 
 
Catorze pessoas foram detidas suspeitas de terem ligações com o crime. Seis delas foram liberadas depois de prestar depoimento. 
 
A fuga
Para fugir, os criminosos roubaram os dois veículos que estavam na garagem do sítio, um Toyota Corolla e um Citroen C4 Pallas. A Polícia Militar de Laguna empreendeu um cerco policial com o auxílio das guarnições de Imbituba e Tubarão, e surpreenderam os assaltantes na Praia do Sol, quando encontraram o Corolla com dois deles. Houve troca de tiros, o veículo capotou e um dos adolescentes foi atingido por um tiro na perna. 
Na sequência, policiais militares de Laguna localizaram o Citroen, abandonado na Praia do Gi. Através das investigações, com a ajuda de um helicóptero, a Polícia Civil conseguiu localizar o paradeiro dos bandidos, em uma residência no bairro Casqueiro. 
 
Recuperação dos furtos
Além de pertences pessoais das vítimas, foram recuperados a quantia de R$ 559,00, dois notebooks, um estojo com joias, dois aparelhos de celular, DVD, entre outros objetos. Também foram apreendidos com os assaltantes um revólver calibre 38 e dez munições. 
Dos oito presos, seis são menores, com idades entre 15 e 17 anos, e os outros dois têm 20 e 23 anos. Todos os menores já possuíam várias passagens na polícia por tráfico de drogas. Eles foram conduzidos à Central de Polícia de Laguna e devem ser encaminhados para um Centro de Internação Provisória.

Leite está mais caro

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Zahyra Mattar
Laguna
 
Um dos alimentos essenciais, especialmente para as famílias com crianças, o leite, já está alguns centavos mais caro do que o observado no fim do ano passado.
 
Em 2010, as marcas importadas tinham preço médio de R$ 1,44 a caixinha nos supermercados de Tubarão. Entre as nacionais, o valor médio era de R$ 1,66. Agora, o menor preço encontrado é na faixa de R$ 1,59 (importado) e R$ 1,99 (nacional). 
 
Hoje, o custo da produção de leite (média de R$ 0,50 a R$ 0,60 por litro) é alto perto do lucro que gera – aproximadamente R$ 0,65. Mas as novas regras do mercado podem ser ditadas a partir de abril, quando começa a entressafra.
 
Nesta quinta-feira, produtores e empresários do setor lácteo reúnem-se no oeste do estado para tentar subsídios ao setor. Um dos principais assuntos será a importação, principalmente do Mercosul.
 
Os países vizinhos têm vantagens econômicas, devido ao sistema cambial, que impactam negativamente no mercado interno, tanto na indústria, como para os produtores. Justamente por isso, o setor quer, para este ano, uma política inclusiva e unificada.
 
Uma das saídas para acabar com a guerra fiscal na comercialização de leite e derivados entre os estados do sul é montar índices para ajuste dos impostos nos três estados.
 
“Não queremos vantagens, mas igualdade de condições de competição com o restante do país e com o mercado internacional”, pontua o presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios e Derivados de Santa Catarina (Sindileite), Arley Felipe.
 
Na região
O Vale do Braço do Norte é o maior produtor de leite do sul do estado. A agroindústria processa, em média, 350 mil litros por dia. Mais de 1,6 pequenos produtores e 11 laticínios atuam na região. A maioria deles em Braço do Norte. A mesorregião do sul é a terceira maior em produção leiteira de Santa Catarina. É a responsável por 8,2% do total gerado no estado.
 
Sobe o salário… sobe tudo
Você tem percebido que quando vai ao supermercado precisa deixar ‘os dois olhos da cara’ para pagar o que está no carrinho? A alusão à expressão popular – ‘custa os olhos da cara’ – não é mero acaso.
Comer bem custa caro. Muito caro. E deverá ficar tudo pela ‘hora da morte’, especialmente com o aumento do salário este ano e projeção da inflação para os 12 meses de 2011 (veja no E Mais…, ao lado).
Um dos alimentos que mais puxaram a inflação no fim de 2010, a carne, deve continuar a subir e ficar cada vez mais escassa no prato do consumidor. Ainda que o nível econômico do brasileiro tenha melhorado, o efeito cascata é quase uma regra básica na economia do país.
E voltamos para o salário mínimo. ‘Ele’ sobe, sobem também o gás, os combustíveis, os alimentos. Mas, no campo das carnes, o suíno e o frango continuam como a melhor opção para a dona de casa.
Pelo menos garantem o churrasquinho do domingo, ainda que o bom mesmo seja a picanha suculenta. O problema é que o corte está entre os que sofraram aumento de mais de 20% em novembro de 2010.
O suíno teve acréscimo de 30% no mesmo mês do ano passado. O frango: 50%. O problema foi o milho. A saca de 100 quilos passou de R$ 14,00 para R$ 28,00. E cerca de 80% da alimentação do penoso é o milho.
“Como o insumo não caiu ainda, a tendência é continuar com o mesmo preço de 2010. Não acredito em uma nova alta”, tranquiliza o diretor executivo da Associação Catarinense de Avicultores (Acav), Ricardo de Gouveia.

Temporais e ventos fortes para os próximos dias

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Karen Novochadlo
Tubarão
 
Ontem foi o dia mais quente dos meses de janeiro registrado em Tubarão nos últimos dois anos. A temperatura mínima chegou a 25,2ºC e a máxima a 36,8ºC. Até sexta-feira, as temperaturas diminuirão um pouquinho e ficarão por volta dos 35ºC. No entanto, é propícia a formação de temporais, granizos, ventos fortes até tornados. 
 
Hoje deve chegar uma frente fria pelo oceano Atlântico e uma massa de ar quente e úmido da Amazônia, o que provocará pancadas de chuva. A umidade do ar também deve aumentar. Ontem era de 40%. “O tempo estará instável, o granizo, ventos e até um possível tornado podem ocorrer em áreas isoladas, mas as pessoas devem tranquilizar-se”, comunica o climatologista Rafael Marques. 
 
A Defesa Civil do município está em alerta desde o último dia 23. “Durante este mês, sempre teremos um funcionário em sobreaviso, o que é normal neste período por causa das chuvas”, avisa o coordenador José Luiz Tancredo. Na última semana, o órgão, em parceria com a Unisul, começou a delimitar as áreas de risco do  município. 
 
Enxurradas e ventos fortes causam danos em SC
Quatro municípios catarinenses sofreram com as chuvas dos últimos dias, incluindo Orleans. Lá, 30% da região foi afetada por enxurradas e cinco mil pessoas prejudicadas. Duas residências sofreram danos e o sistema de transporte teve problemas. 
Em Joinville, a Defesa Civil registrou 27 pontos de deslizamentos, queda de muros e árvores. Além disso, duas casas foram interditadas, as estradas não pavimentadas foram danificadas e três pontes estão comprometidas. Na cidade de Presidente Getúlio, cinco bairros contabilizaram prejuízos por causa dos ventos fortes e da enxurrada, que afetou 5,9 mil pessoas. 
 
Redobre os cuidados com a saúde no verão
Com o calor, aumentam os atendimentos nos hospitais e postos de saúde por causa de quedas de pressão e desidratação. Alguns simples cuidados com a alimentação, pele e escolha das roupas podem evitar muitos transtornos. 
Durante períodos quentes, o corpo trabalha para conservar a temperatura. Então, adotar algumas medidas pode ajudar e muito a manter a saúde. Umas das recomendações médicas mais frequentes é tornar o protetor solar um item de uso obrigatório antes de sair de casa. “As pessoas têm que evitar expor-se nos horários que o sol é mais forte, entre 10 e 16 horas”, orienta o especialista em clínica médica Rafael Hass, da Socimde, em Tubarão. 
 
Outros cuidados devem ser tomados na hora de realizar atividades físicas. O praticante deve  procurar utilizar roupas leves, frescas e claras, que facilitam a transpiração. O exercício deve ser feito em horários em que o sol não seja tão forte. E é vital tomar muita água. Quem for diabético, hipertenso, estiver com o colesterol e pressão alta deve procurar a orientação de um médico antes de se exercitar. Sem os cuidados necessários durante estes esforços físicos, o sistema cardiovascular pode sofrer uma sobrecarrega e provocar queda de pressão e desmaios.
 
A alimentação, principalmente fora de casa, deve ter uma atenção especial. “Os alimentos com gosto, cheiros diferentes e expostos na temperatura ambiente devem ser evitados. Podem provocar infecções por bactéria, como a salmonela”, alerta o médico. Deve-se evitar frituras, gorduras e carnes em excesso.  A prioridade deve ser frutas, verduras e comidas leves. 
A água também deve ser ingerida periodicamente. Nos dias mais quentes, o consumo deve ultrapassar dois litros.