sábado, 19 setembro , 2026
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“E agora, José?”

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Talvez, o pensar intrínseco dos últimos dias tenha me forçado a analisar e a refletir sobre o poema intitulado “José”, de Carlos Drummond de Andrade.
Parece-me que o poeta traduz a realidade gélida, indiscutível e penosa pela qual estamos passando: “E agora, José?/ A festa acabou/ A luz apagou/ o povo sumiu/ A noite esfriou/ E agora, José?/ E agora, José?”. Seus versos simples e objetivos remetem-me à reflexão do viver.

O eu-poético questiona o momento atual, o significado da nossa própria existência e do mundo. São ações no passado, portanto encerradas, concluídas, e sem saída! Ressalta que a “festa” da vida, que antes acontecia, muitas vezes despercebida de outrem, agora terminou. A “luz”, o “povo” e a “noite” que, a princípio, podiam-se ser desfrutados, agora não existem mais. O tempo é findo!

Assim, a fatal e repentina partida das radiantes e cheias de vida meninas – Gisa, Diélly e de Dona Tida; do nosso também estimado tio Anselmo Schotten – do sofrimento irreparável, do lamento e do choro que não querem cessar, aprofunda a certeza da pergunta sem reposta: “E agora, José?”. Deus, porém, espera que saibamos dar encaminhamentos diferentes à vida, mesmo com os escombros, com as ausências, com o deserto que se fez em nossas almas. Não sabemos como aceitar essa transmutação, o desligamento físico. Tudo se torna dolorosamente desesperador. Não estamos preparados para a morte.

A realidade e a harmonia de outrora, que nos propiciava conforto e segurança, no entanto, desabou. Ficamos à deriva, mas urge que saibamos reagir neste momento de ruptura, levantar e continuar a caminhada. É o alerta do Criador de que, a qualquer momento, estamos suscetíveis ao processo de desconstrução da transitoriedade.

Há que se edificar uma nova consciência de vida, todos os dias, incansavelmente, com sabedoria, munindo-nos de tijolos resistentes aos imprevistos, preparando a mistura fraternal da argamassa, unida ao ferro da confortante oração. Sobretudo, termos em mãos a trena para medir com cuidado nossas atitudes, dispondo, com antecedência, do alicerce da fé e do amor.

“A morte nos ensina que, no fim de tudo, nada nos pertence. (…) As coisas se partirão apesar de nós. As pessoas partirão quando chegar sua hora, não importa quão alto protestemos”. O que não podemos é legar a quem partiu a sensação de culpa por terem nos deixado.

Assim, construtores que somos, edificaremos a obra com a supervisão e o amparo do Grande Arquiteto, porque “A morte nos diz que devemos viver a vida agora, no momento – que o amanhã é ilusão (…). Diz-nos também que não é o número de nossos dias, horas ou anos que têm importância, mas sim a qualidade do tempo gasto”.
E isso elas e eles souberam fazer com maestria: viver intensamente, cumprindo muito bem cada missão a que lhes foi designada aqui na Terra.

José Nei Ascari: “Não sou o salvador da pátria”

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José Nei Ascari, 42 anos, é casado e tem dois filhos. Em 1992, com apenas 24 anos, Zé Nei foi eleito prefeito de Grão-Pará. Foi um dos mais jovens do estado a ocupar um cargo eletivo. Depois desta experiência, ele bem que tentou dedicar-se mais a sua profissão, a advocacia, mas não levou muito tempo voltar ao cenário político: em 2000, foi eleito novamente para comandar a prefeitura de Grão-Pará. Em fevereiro de 2005, ingressou na chefia de gabinete da presidência da assembleia legislativa. Permaneceu no cargo até dezembro de 2008, quando assumiu a secretaria estadual de administração. Esta carreira meteórica e idônea deu credibilidade ao democrata para alçar um voo um pouco mais alto. E ele aterrissou direto na assembleia legislativa. Assume a vaga em 1º de fevereiro com uma pauta já definida e totalmente volta aos interesses do estado, especialmente da região a que representa: o sul catarinense.

Zahyra Mattar
Tubarão

Notisul – Como avalia o resultados das urnas para o Democratas? E para você?
Zé Nei
– O partido saiu vitorioso, sobretudo em Santa Catarina. Elegemos o governador (Raimundo Colombo), de um deputado federal elegemos três e de seis estaduais ampliamos para sete. Pessoalmente, acredito que minha candidatura superou todas as expectativas. Tínhamos uma meta suficiente para garantir a eleição e superamos isso. Credito este desempenho à forte resposta dos 44 municípios do sul catarinense. Estou satisfeito com todo este resultado.

Notisul – O deputado estadual reeleito Joares Ponticelli (PP) disse que vocês estão próximos e farão um trabalho a quatro mãos. Como você vê isso? Não teme um conflito de interesses?
Zé Nei
– Não. O deputado Joares tem o partido dele e eu tenho o meu. Para mim, o embate eleitoral terminou no dia 3 de outubro. Agora, é hora de enrolar as bandeiras partidárias e desfraldar as bandeiras do estado e da nossa região. E o deputado Joares tem papel importante nisso. Tenho sim falado bastante com ele, que tem demonstrado interesse muito grande em trabalhar a quatro mãos e, no que depender de mim, isto vai sim ocorrer. E por algo muito simples e importante: as pessoas que votaram no Zé Nei e as que votaram no Joares esperam que trabalhemos de forma unida pelos pleitos comuns. Tenho uma relação de amizade e respeito enorme com Joares. Nós dois entendemos que é preciso ter união política, da classe empresarial, da imprensa, para que possamos melhorar o desempenho da região e trazer os investimentos que nós aqui do sul precisamos e merecemos.

Notisul – O fato do Democrata estar coligado com o PMDB gera o pensamento de apenas um governo de continuidade. O que muda em 2011?
Zé Nei
– O (governador) Raimundo Colombo e Eduardo (Moreira – PMDB) darão continuidade àquilo que está bom, que funciona. A descentralização é um exemplo. Este modelo de gestão, implantado por Luiz Henrique (da Silveira (ex-governador – PMDB), é irreversível. É claro que nem todos estão satisfeitos com o atual modelo. Então, cabe ao governo eleito melhorar, ampliar, discutir, evoluir, aperfeiçoar este modelo. Modificações? Sim, haverão. Até porque o governo será do Democrata e nós fomos para as eleições com um projeto próprio. Haverá uma reestruturação administrativa. Não será nenhuma grande reforma de impacto, mas algumas secretarias serão fundidas e outras separadas. Ainda não está definido exatamente quais.

Notisul – Você participa desta nova configuração do governo?
Zé Nei
– Participo com sugestões. Inclusive, a bancada já esteve reunida com o governador eleito. Mas não acredito que assumirei cargo nenhum. Claro que existe a possibilidade, mas antes disso o que existe é muita especulação em torno deste assunto. Minha disposição inicial é cumprir o meu mandato. Estou determinado a fazer isso. Já tive uma experiência do executivo estadual (foi secretário de administração na gestão de LHS) e foi ótima, mas agora pretende cumprir meu mandato.

Notisul – E quando Jairo volta para a SDR em Tubarão?
Zé Nei
– (Gargalhadas, o ex-secretário, Jairo Cascaes acompanhou a entrevista do amigo do Notisul). Nem sei se volta (risos). O que existe até agora é apenas definição do critério e fixou o número de regionais para cada partido da coligação. O PMDB ficará com 16, o Democrata terá dez. O restante (dez) será dividido entre as outras siglas. Agora, quantas ficarão com cada partido, isso ainda não sei. Não existe absolutamente nenhuma tratativa neste sentido ainda. Estas conversas ainda não foram deflagradas. Acredito no bom senso de todos. O importante é encontrarmos pessoas certas para comandar estas unidades. A meta é fazer um bom governo. Muito antes de brigarmos por espaço, temos que brigar para que a administração do estado de fato atenda os anseios da sociedade.

Notisul – 1º de fevereiro é seu primeiro dia de trabalho na assembleia. Quais os seus planos?
Zé Nei
– Primeiro: defender a execução dos investimentos já priorizados para a região. Não vou para a assembleia defender projetos pessoais. A sociedade já definiu o que quer e a minha proposta é brigar por isso. Outro ponto que quero trabalhar já desde fevereiro é o fortalecimento dos municípios, para que tenham mais condições de desenvolverem-se, de atenderem a demanda, que é sempre crescente. É nas cidades que as pessoas moram. É preciso dar condições para os prefeitos. Além disso, tenho interesse de representar o movimento apaiano, para que as instituições do estado tenham condições de melhorar os serviços que prestam aos alunos especiais.

Notisul – Existe uma expectativa imensa sobre os seus ombros pelo fato de você ser da região e da base governista. Como você vai lidar com isso?
Zé Nei
– Não sou o salvador da pátria. Nem eu, nem ninguém. Não sozinho. As necessidade que temos hoje só serão atendidas se trabalharmos juntos. E isso quer dizer junto com Joares (Ponticelli), junto com a sociedade, com os prefeitos, com os colegas políticos em outras esferas. Segundo: estou completamente consciente das minhas responsabilidades, mas também tenho consciência das limitações do mandato. Deputado não pode tudo, não resolve tudo. Deputado não executa, é um porta-voz. E pode ter certeza que não serei mudo. Não vai faltar, da minha parte, disposição para o trabalho, para defender os interesses do estado e da região, para me unir aos colegas que pensem da mesma maneira, independente de questões partidárias.

Ponte da Ilhota: Moradores cobram agilidade na obra

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Karen Novochadlo
Gravatal

O único acesso ao bairro Ilhota, em Gravatal, é uma ponte precária de madeira. A prefeitura iniciou a construção de uma nova passagem, de concreto, há dois anos. Contudo, a obra foi parada, retomada este ano e paralisada novamente há alguns meses. Sem este acesso, os veículos precisam andar quilômetros a mais para chegar à comunidade.
A estrutura de madeira não possui grade de proteção, algumas tábuas estão podres e os pregos soltos. Segundo o prefeito Rudinei Carlos do Amaral Fernandes (PMDB), o Nei, a empresa responsável alegou que não tinha condições financeiras de continuar com os trabalhos.
Os recursos enviados pelo governo federal na época foram de R$ 292 mil. A prefeitura entrou com uma contrapartida de R$ 70 mil. Para que a obra não fosse interrompida mais uma vez e um novo edital de licitação precisasse ser lançado, Nei assinou esta semana um aditivo de R$ 40 mil à obra.
Agora, o prazo de término da nova ponte é de quatro meses. As vigas levarão entre 30 e 45 dias para serem terminadas e instaladas. A passagem atual, garante o prefeito, receberá melhorias (troca de algumas tábuas). Contudo, a ponte continuará sem limitação de peso de veículos, também uma reivindicação dos moradores.

Cemitérios: Estudo ambiental será realizado

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Tubarão

Uma resolução expedida pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) em 2003 determina que os cemitérios necessitam de um estudo de impacto ambiental para que o funcionamento seja autorizado.
Os dois principais locais de Tubarão, o Municipal, no centro da cidade, e o Horto da Saudade, no bairro Monte Castelo, não cumprem esta regra.
Mas isso mudará em breve. Ontem, o prefeito Manoel Bertoncini (PSDB) e o curador do meio ambiente, promotor Sandro de Araújo, assinaram um o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para o licenciamento ambiental dos dois espaços.
Agora, a prefeitura irá elaborar o projeto ambiental, que prevê, entre outros trâmites, um estudo do lençol freático. Depois disso, será requerido o licenciamento junto à Fatma. O Ministério Público concedeu um prazo de 12 meses para a prefeitura confeccionar o projeto ambiental adequado às exigências do Conama.
Além dos dois espaços administrados pelo município, Tubarão tem mais oito cemitérios. Os responsáveis por estes locais serão notificados pelo departamento de meio ambiente da prefeitura para também se adequarem às regras ambientais.

Preparação para o Catarinense: Imbituba enfrenta o Figueira hoje à tarde

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Imbituba

Dois dias após ser apresentado, Müller, novo técnico do Imbituba Futebol Clube, comanda hoje um jogo-treino contra a equipe do Figueirense que disputará Copa São Paulo de Futebol Júnior. A partida será no estádio do Paes Leme Esporte Clube, às 15h30min.
Muller avaliará o jovem grupo que treina no Ninho da Águia desde o início de novembro, acompanhado dos auxiliares técnicos Alexandre Pandóssio e Pavãozinho. O Imbituba estreia na Divisão Principal do Campeonato Catarinense 2011 no dia 16 de janeiro, domingo, em casa, contra o campeão da Divisão Especial (Marcílio Dias, Atlético Tubarão, Concórdia ou XV de Indaial).
O Imbituba agora conta com o apoio da Unimed. Na tarde de ontem, foi assinado o termo de parceria para a temporada 2011. O time passará a utilizar a marca Unimed em seu uniforme oficial e terá à disposição nas partidas realizadas em casa uma ambulância da cooperativa médica e placas padrão da empresa.
“A Unimed é uma marca que agrega valor, com credibilidade no que oferece e certamente isto terá um efeito positivo para todos que formam a equipe”, comemora o presidente do clube, Roberto Luiz Rodrigues.

Infraestrutura viária: Mais 3 ruas serão pavimentadas

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Tubarão

Três obras importantes de pavimentação estão agendadas para iniciar em janeiro do próximo ano em Tubarão: a Augusto Hülse e a Paulo Nascimento, ambas no bairro Humaitá de Cima, e a Manoel Emerick, no Santo Antonio de Pádua. Todas serão calçadas com lajotas e feitas em parceria com a comunidade e a prefeitura.
Esta semana, o prefeito Manoel Bertoncini assinou o termo de compromisso para pavimentação das três estradas. Na Manoel Emerick, será pavimentado um trecho de 150 metros. Outros 4,2 mil metros quadrados de pista serão calçados na Augusto Hülse e mais 640 metros quadrados da Paulo Nascimento.
Nos três casos, a prefeitura entrará com 70% do custo total da obra: fornecerá o projeto, areia, lajotas, material para travessia e caixas coletoras, além de realizar o rebaixamento da rua. Os moradores arcarão com os meios-fios e a mão-de-obra.
“Gostaria de realizar esta obra sem cobrar um centavo de ninguém. Todos já pagam o IPTU. Mas infelizmente isto não é possível. Temos muitas ruas à espera de pavimentação e a prefeitura não tem condições de realizar todas”, valoriza Bertoncini.
Porém, em regiões onde sabidamente a maioria dos moradores não tem condições de custear qualquer obra, caso, por exemplo, da Divinéia e do Morro do Bem Bom, a prefeitura continuará a arcar com todos os custos do calçamento.

Divisão Especial: Peixe perde e está fora da 1ª divisão

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Rafael Andrade
Concórdia

De um lado, muita festa. De outro, cabeça baixa e tristeza. No oeste do estado, na noite de ontem, o Concórdia venceu o Atlético Tubarão, por 2 a 0, no Estádio Domingos Machado de Lima, e conquistou o acesso à elite do futebol catarinense do próximo ano. O Galo do Oeste não disputa a primeira divisão desde 1995.
O Peixe não tem mais chances, já que na outra partida da rodada o Marcílio Dias venceu o XV de Indaial por 3 a 2 e também garantiu o seu lugar na Divisão Principal do próximo ano.
Com o resultado, o Concórdia chegou à vice-liderança, com nove pontos, três a mais que o Atlético, e leva vantagem em caso de empate na próxima rodada, já que tem mais vitórias – primeiro critério de desempate.
A derrota do Tricolor da Vila garantiu o clássico Tuba-Luz em 2011. Leão do Sul e Peixe continuarão na Divisão Especial do próximo ano.
“Foi uma derrota muito dolorosa, lamento. Enalteço o bom trabalho feito este ano pela diretoria do Tubarão”, declara o técnico do Tricolor da Vila, Suca.
O Atlético encerra a sua participação no campeonato domingo, quando apenas cumprirá tabela contra o XV.

Recuperação do crédito: Acumulado do ano é de 11,9%

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Zahyra Mattar
Braço do Norte

Ainda que seja a indústria o setor econômico que mede o giro financeiro mensal de um estado, na região outra atividade também serve de termômetro. O comércio sempre foi destaque nos municípios que formam a Amesg e a Amurel.

Esta semana, quando os dados do Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor foram divulgados, um município destacou-se: Braço do Norte. O trabalho forte feito pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) local mostra resultados, e bastante positivos.

Enquanto no país a inadimplência do consumidor subiu 3,3% nos últimos dez meses (comparativo entre janeiro e outubro de 2009 a 2010), na maior cidade do Vale o percentual foi negativo: – 6,49%.

“Isto significa que as pessoas continuam a comprar e também a pagar suas contas em dia”, destaca o gestor executivo da CDL, Claiton Della Giustina Coan. Em Braço do Norte, 70% das compras são feitas na modalidade a prazo.

A inadimplência nas compras com cheque, a segunda preferida do consumidor do município, reduziram 34% no comparativo dos últimos dez meses deste ano no comparativo com o mesmo período do ano passado. “A rede de contato articulada entre os lojistas e a Polícia Civil foi ampliada e melhor organizada. Daí este resultado tão positivo”, explica Caiton.

Além destes resultados, Braço do norte concentra também outro índice acima da média: o resgate de crédito aumentou significativamente. Nas vendas no crediário, o percentual alcançou a casa dos 11,9% no comparativo dos dez meses deste ano com janeiro a outubro do 2009.

Resgate de crédito em outubro chega a 18,2%

No fim de ano, o consumidor sempre procura investir parte do 13ºsalário para quitar dívidas e garantir um Natal mais gordinho. Em Braço do Norte, qualquer comparativo neste sentido ainda é prematuro. Novembro, o mês termômetro neste quesito, ainda está na metade.

Ainda assim, o setor comercial do município do Vale também alcançou números mais do que positivos quando os dados de outubro e setembro deste ano são considerados.
A recuperação de crédito teve um crescimento de 18,2% no município. Os dados são da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL). A inadimplência no crediário também teve queda no município do Vale: 2,6%. Nas compras com cheque, a redução de devolução caiu 9,6% em outubro, com relação a setembro.

Construção civil: Faltam profissionais no mercado

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Zahyra Mattar
Tubarão

As facilidades para adquirir a sonhada casa própria alavancaram o setor de construção civil no país. A área já vinha em certa crescente desde 2005, e teve uma explosão exponencial no ano passado.

Na região, Tubarão, Braço do Norte e Laguna são os municípios que melhor exemplificam o desenvolvimento da atividade. Por outro lado, nos últimos meses, o setor estagnou. O motivo: falta de mão-de-obra. Mesmo com a oferta de salários bastante atrativos (média de R$ 1,5 mil para pedreiros), as empresas da região têm imensa dificuldade em contratar.

Algumas, revela o presidente do Sindicato da Construção Civil (Sinduscon) de Tubarão e Região, Silvio Ghizi, já começam a ‘importar’ trabalhadores de outras partes do país. “Hoje (ontem) mesmo, fui atrás de gente em Florianópolis. Tenho obras atrasadas há três meses em Braço do Norte”, exemplifica Silvio.

Nos canteiros de obras em Tubarão, há um pouco de cada região do país. E isto é observado pelos sotaques dos trabalhadores. “Tem gente de tudo quanto é lugar do país. As empresas daqui já até fretam ônibus para buscar trabalhadores em outros estados, especialmente do nordeste”, detalha o presidente do Sinduscon.

Toda esta dificuldade, completa Silvio, faz com que o setor não tenha condições de expandir. O resultado também já é verificado. Na região, a demanda de pessoas em busca de imóveis é pelo menos o dobro da quantidade de apartamentos e casas à disposição. “Estamos muito preocupados em relação ao próximo ano”, resume Silvio.

110
mil metros quadros é a quantidade de área construída por ano na região. Juntas, as empresas dos 19 municípios da Amurel e da Amesg empregam aproximadamente oito mil pessoas.

No país, setor também desacelera

O nível de emprego na construção civil brasileira cresceu 0,94% em setembro deste ano. O levantamento foi divulgado ontem pela Fundação Getúlio Vargas. O número, considera o presidente do Sindicato da Construção Civil (Sinduscon) de Tubarão e Região, Silvio Ghizi, porque não há oferta de mão-de-obra.

Em setembro, houve a criação de 26,5 mil novos postos de trabalho formais no país. Na região, não há um levantamento neste sentido. Contudo, no estado, até dezembro de 2009, o setor empregava 79.837 pessoas. O número integra o estudo econômico anual feito pela Federação das Indústrias do estado de Santa Catarina (Fiesc).

Embora o índice de emprego tenha aumentado, a comparação com agosto corrobora a dificuldade enfrentada por boa parte das empresas em contratar e a desaceleração do setor. O percentual de setembro é inferior ao mês anterior, quando 48,6 mil trabalhadores foram empregados.

Projeto Comércio Mais seguro: Polícia Militar inicia conscientização anti-assalto

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Rafael Andrade
Tubarão

Parece simples, e realmente é. O comando do 5º Batalhão da Polícia Militar (5º BPM) de Tubarão iniciou o projeto Comércio Mais Seguro. O objetivo geral é diminuir os riscos de assalto em estabelecimentos comerciais de Tubarão e região.

“Isto é possível sim, basta atentar-se ao ambiente de trabalho e adequá-lo com seguridade, além de manter contato frequente com a PM quando perceber qualquer ação suspeita e/ou comunicar ao praticar algum transporte de alto valor”, orienta o major Flávio Knabben, comandante do 5º BPM.

Neste mês, praticamente todos os pontos comerciais, dos mais variados segmentos, dos bairros Oficinas, Fábio Silva, Monte Castelo, Santo Antônio de Pádua e Centro serão atendidos pela PM. “Todos os policiais operacionais estão aptos para conversar com os empresários ou gerentes destes pontos e explicar o conteúdo do projeto. Uma cartilha de dicas contra assaltos será entregue e o ambiente será cadastrado, bem como avaliado para possíveis adequações arquitetônicas”, explica o major Joel Alves, coordenador do projeto.

O maior tópico do conteúdo desta cartilha é a prevenção do crime. “Entre as dicas, estão atitudes simples, como o manuseio correto do dinheiro, locais estratégicos de instalação dos caixas, cartazes de proibição de entrada com capacetes, toucas e similares, entre outras 18 dicas importantíssimas”, ressalta Flávio.

Além da prevenção a assaltos, a cartilha traz dicas de como agir durante e depois dos crimes. A cartilha indica que o princípio é manter a calma, nunca reagir ao roubo e acionar o 190 da PM logo após a ação. “É importante anotar alguma característica dos ladrões, como o tipo de roupas e placas de veículos”, ensina Flávio.

12
assaltos. Este foi o número aproximado de vezes que a Padaria Panicoch, ao lado da Catedral de Tubarão, foi invadida por ladrões nos últimos 20 meses. A gerente, Ilda Derner, avalia que este tipo de ação – do Projeto Comércio Mais Seguro – vai beneficiar pela abrangência de informação técnica repassada nos pontos comerciais. “Eles já passaram por aqui, deixaram a cartilha e vamos adequar alguns detalhes e nos policiar mais. A prevenção é o melhor remédio também neste caso”, avalia Ilda.

Todos os bairros serão assistidos
Tubarão é dividido em quatro setores no policiamento ostensivo da PM. Os bairros da margem esquerda serão atendidos após o cadastramento do projeto nos pontos citados na matéria acima. “Além de atender toda a cidade, vamos tentar implantar o conteúdo de conscientização em pontos comerciais de Pedras Grandes, Sangão, Treze de Maio, Capivari de Baixo e Jaguaruna até o fim do próximo ano”, adianta o major Joel Alves, coordenador do projeto.

Resumo das dicas: siga!

• 1 – Procure fazer pagamentos e transações financeiras por telefone ou internet;
• 2 – Instale alarmes, câmeras de segurança;
• 3 – Dê preferências a caixas registrados fixadas;
• 4 – Faça sangria (giro monetário) a cada uma ou duas horas, dependendo do movimento do local;
• 5 – Oriente os empregados a não prestar informações sobre você e sua família;
• 6 – Não reaja ao assalto. Mantenha a calma;
• 7 – Não altere o local em que houve o assalto;
• 8 – Ligue imediatamente para a PM no telefone 190
• 9 – Faça o registro da ocorrência na Polícia Civil.
• 10 – Preste atenção no assaltante e observe o tipo de roupa e todos os detalhes que conseguir.