quarta-feira, 21 outubro , 2026
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Prejuízo ultrapassa R$ 100 mil por mês

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Zahyra Mattar
Tubarão

Até julho deste ano, a emergência do Hospital Nossa Senhora da conceição (HNSC), em Tubarão, contabilizava R$ 100 mil por mês de prejuízo. Haviam cerca de mil Autorizações de Internação Hospitalar (AIHs) represadas. O equivalente a R$ 1,3 milhão a receber. Os dados deste ano ainda não estão fechados, mas o déficit o setor não caiu: continua a ser o de R$ 100 mil mensal. Até ontem, eram 1.244 AIHs represadas. Uma cifra de R$ 1,741 milhão.
 

A falta de atualização da tabela do SUS e a instabilidade na quantidade de recursos empregados na saúde só fazem aumentar esta dívida. Uma das saídas é a lendária Emenda 29, cujo objetivo é fixar quanto cada esfera do poder precisa destinar ao setor. A promessa, mais uma vez, é que a matéria seja votada assim que a câmara federal voltar do recesso, em fevereiro.
 

“A regulamentação da Emenda 29 representa um avanço para diminuir a instabilidade no financiamento que o setor enfrenta. Garante uma solução definitiva e estável quanto aos recursos que devem ser injetados”, pontua a diretora administrativa e financeira da instituição, Soraia Bittencourt da Rosa Martins.
Hoje, para manter o setor, a instituição conta apenas com dois convênios firmados com as secretarias da saúde das prefeituras de Tubarão e de Capivari de Baixo. Apesar de ajudarem, os recursos não são suficientes para cobrir os prejuízos.
 

“Este ano, iniciamos uma tentativa frustrada de obter a parceria de outros municípios. Esperamos retomar esta aproximação em 2011. Precisamos alcançar um equilíbrio financeiro. Sem isso, não temos como investir na estrutura física e no atendimento apenas com recursos próprios”, lamenta a diretora administrativa.

Foram mais de R$ 3 milhões em investimentos este ano

O Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC) é um complexo de saúde cada vez mais estruturado. Com recursos próprios e o auxílio dos governos estadual e federal, a instituição hospitalar segue a busca constante por adequação às novas tecnologias e melhorias no atendimento.
Este ano, os investimentos em equipamentos e infraestrutura somam R$ 3.193.778,17. Uma das áreas em que mais recebeu recursos foi a dos exames de diagnóstico por imagem. O Centro Diagnose Conceição, que já é referência no estado, recebeu um novo aparelho de tomografia e equipamentos para medicina nuclear e radiologia.
Os investimentos também se concentraram no centro cirúrgico, com aquisição de aparelho de cirurgia a laser e equipamentos para anestesia, entre outros aparatos.

Estrutura física
Em 2010, o Hospital Nossa Senhora da Conceição concluiu as obras de reestruturação do Setor 8, oferecendo quartos semiprivativos aos clientes. Também houve investimento nas obras de construção e enclausuramento da Estação de Tratamento de Efluentes, reforma e modernização do elevador da portaria central e adequação das instalações internas de combustão de gás natural.

SUS representa mais de 80% da ocupação
O Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), em Tubarão, é a maior instituição catarinense em número de leitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A instituição é referência em saúde na região e também para outros estados do país. E isto é comprovado pelos números.
Hoje, a taxa de ocupação está no patamar de 81,52%. O índice só não é maior porque em alguns setores, como a pediatria, os 35 leitos têm ocupação mensal de apenas 30%. Em contrapartida, setores como a UTI adulto (20 leitos) e a UTI neonatal e pediátrica (10 vagas) permanecem com 100% de ocupação todos os meses.
Até o mês passado, foram feitos 10,5 mil atendimentos externos, que inclui os de urgência e emergência, ambulatorial e de pronto socorro. A média de internação pelo SUS foi de 1.052 por mês.
Além disso, foram realizados aproximadamente 7.275 exames por imagem por mês a pacientes do SUS e 2.160 partos por mês ao mesmo público.

Local já está aberto

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Zahyra Mattar
Tubarão

Quem passa pela antiga rodoviária de Tubarão, no centro da cidade, deve ter percebido que o lugar está com outra 'cara'. Isto porque a estrutura, hoje rebatizada de Centro Integrado de Artes, abriu as portas ao público em novembro.
 

Nada havia sido divulgado até agora porque a parte externa ainda não está pronta. Falta a instalação do piso das pedras da calçada. "Acredito que terminaremos por completo a obra em mais 15 dias. A merecida festa de inauguração deve ser marcada para o começo do próximo ano", prevê o adjunto da secretaria de indústria e comércio da prefeitura, Alberto Botega.
 

Por dentro, o local ficou organizado, amplo e bonito. O antigo piso foi mantido para que o aspecto histórico fosse preservado. As divisórias das salas são feitas com vidro temperado para valorizar o trabalho feito dentro delas.
 

Por hora, 14 artesãs, antes instaladas na Casa da Cidade, mudaram-se para o Centro Integrado de Artes. São seis salas espaçosas específicas para os profissionais confeccionarem, exporem e venderem os seus produtos. Além da parte dos artesãos, foi feito um hall de exposição, construída uma oficina de arte e um pequeno teatro, que tem até camarins.
 

Com isso, toda a produção artística ficará concentrada no Centro Integrado de Artes. O lugar também terá uma lanchonete, cujo empreendimento deverá estar instalado até fevereiro, estima Alberto. O local é gerido pela secretaria de cultura, esporte e turismo da prefeitura.

* Com informações do repórter Rafael Andrade.

Investimento

A prefeitura de Tubarão investiu cerca de R$ 90 mil na obra. Além do recurso próprio, o Centro Integrado de Artes teve recursos federais – R$ 70 mil do Ministério da Cultura – e da Alcoa Foudantion (R$ 33 mil), cujo repasse foi destinado à compra dos equipamentos que serão utilizados nas oficinas de artes.

A luta pela obra
• O projeto original para a implantação do Centro Integrado de Artes na antiga rodoviária de Tubarão foi feito em 2001.
• A ordem de serviço para o início das obras foi assinada em novembro de 2007. A vencedora da licitação foi a empresa Ser Forte, que tinha seis meses para concluir os trabalhos.
• Em junho de 2008, já com atraso nas obras, a Ser Forte chegou a paralisar os trabalhos. O problema foi com a documentação solicitada pela Caixa Econômica Federal, que faz os pagamentos dos recursos destinados pelo Ministério da Cultura.
• Em dezembro de 2008, as obras foram paralisadas. A empreiteira retirou o material e os funcionários. O motivo: algumas pendências, como a saída do barbeiro Antônio Paulo Medeiros, o Chico. Sem a desocupação da sala, não seria possível terminar a reforma estrutural.
• A obra foi retomada em julho do ano passado e finalizada no fim de outubro deste ano.

Banheiros
Os banheiros da antiga rodoviária foram reformulados. Hoje são limpos e organizados. As louças foram trocadas e a pia é de granito. No banheiro feminino, também foi feito um fraldário. Agora são quatro banheiros: dois masculinos e dois femininos. Ambos têm adaptação para cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção.

Bancos
Os antigos e feios bancos de concreto deram lugar a assentos de madeira, mais bonitos e confortáveis para os passageiros que esperam os ônibus. O terminal urbano da margem direita continuará no Centro Integrado de Artes, na avenida Marcolino Martins Cabral.

Calçadas
Esta parte ainda não está pronta. O material já foi comprado e falta apenas a instalação. As calçadas seguirão o mesmo padrão das feitas em outros pontos do centro da cidade: com demarcação para pedestres com deficiência visual. O piso da parte externa também será colocado em breve, para que o local possa ser devidamente inaugurado. Isto é previsto para ocorrer já no começo do próximo ano.

Segurança
Um servidor da prefeitura de Tubarão será o responsável por cuidar do Centro de Integrado de Artes durante o dia. À noite, um guarda é responsável pela vigilância.

Livros preservam registros de escravos

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Karen Novochadlo
Tubarão 

As páginas estão amareladas e algumas têm marcas da ação de traças. Trata-se de um livro de registros, que contém dados históricos de batizados de filhos de escravos que viviam na região de Tubarão. O material tem mais de 100 anos é protegido e catalogado pela Cúria Diocesana no município.
Na verdade, são dois livros. Guardam registros que datam, respectivamente, de 1848 a 1871, e 1937 a 1872. O primeiro refere-se aos batizados registrados na paróquia Santo Antônio dos Anjos, de Laguna. O outro é da paróquia Nossa Senhora da Piedade de Tubarão.
 

“Os livros são um tesouro”, revela a escriturária Terezinha Volpato, 59 anos, 30 de trabalho na diocese. Nas páginas, constam, em uma caligrafia que só possível ler com lupa, nomes de escravos, datas de nascimentos dos filhos, padrinhos e os nomes de seus donos.
“Antigamente, as pessoas tinham o costume de batizar a criança o mais rápido possível, já que a mortalidade infantil era alta na época”, explica Terezinha. A crença era que os filhos não poderiam morrer pagãos.
 

Os registros civis do século 17 são escassos. A maioria das pessoas não registrava os filhos, contudo, não deixava de realizar o batismo. Portanto, os poucos documentos que se têm são estas certidões.
Uma curiosidade é que as crianças estão registradas somente com os nomes das mães, seguidos pelos nomes dos proprietários das mulheres. A escravidão foi abolida no Brasil em 1888.

Um dos registros do livro
“Em 14 de outubro de 1871, nesta matriz Santo Antônio dos Anjos da cidade de Laguna, baptizei e pus os santos óleos no inocente Pedro, pardo, nascido a 23 de fevereiro, último filho natural de Donata, parda, e escrava de Danilo Lopes de Alcantara, padrinhos Lucas Rodrigues Araça e Júlia Amélia de Araújo e para constar mandei fazer este assento que assignei Vigário colado Manoel João Luiz da Silveira”.

Cuidados com os livros
A escriturária Terezinha Volpato, 59 anos, tem um verdadeiro amor pelos registros de batismos da Cúria. Ela não permite fotos dos livros mais antigos ou mesmo xérox: a luz pode danificar as páginas.
Os dados de todos os livros foram sistematizados no computador. A ideia é preservá-los e facilitar a consulta. Terezinha conta que é bastante comum às pessoas, principalmente de origem italiana, requisitarem documentos de batismo.

Águia pega o Brusque no Ninho hoje à noite

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Imbituba

O jogo-treino do Imbituba contra o Brusque, na noite de hoje, às 19 horas, no Estádio Ninho da Águia, em Imbituba, deve ser o último realizado pelo time antes da estreia no Campeonato Catarinense de 2011, no dia 16 de janeiro. A diretoria planeja somente mais um amistoso, mas não está nada decidido.
O técnico Müller, da Águia do Litoral, pretende utilizar todos os 20 jogadores que tem à disposição do elenco principal. O Brusque também vem forte para a competição e deve dar trabalho na partida de hoje.
 

“Buscamos um melhor entrosamento e volume de jogo para formar um elenco forte para o Estadual”, almeja Müller.
O jogo também tem um lado social. O ingresso para assistir a partida contra o campeão da Copa Santa Catarina deste ano será um quilo de alimento não perecível, que será doado para entidades assistenciais de Imbituba.
Após o confronto, a Águia entra em recesso de fim de ano. O Imbituba estreia em casa contra o Marcílio Dias, campeão da Divisão Especial de 2010.

Concórdia
O Concórdia, que conquistou a segunda vaga na elite do futebol catarinense profissional este ano, contratou dois reforços ontem. Para a lateral direita, Barão, 32 anos, deve assumir a vaga de titular. O outro contratado é o atacante Cleiton.

Atletas de Jaguaruna estão entre os melhores do ranking

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Rafael Andrade
Jaguaruna

Atletas de Jaguaruna e região estão entre os melhores do estado no jiu-jitsu. A Federação Catarinense da modalidade divulgou o ranking estadual de 2010.
A avaliação visa valorizar os lutadores que participam dos eventos organizados pela entidade. Todas as faixas e categorias de idades e pesos foram analisadas pela federação.
 

Só marcaram pontos os lutadores que se classificaram entre os três primeiros colocados de cada competição da federação. Os atletas promovidos de faixa ou que mudaram de categoria também somaram pontos no ranking.
O atleta e professor Paulo Duarte está entre os principais nomes do estado e prevê crescimento em 2011. Ele coordena a Academia Gracie Sul, de Jaguaruna. O local também foi avaliado pela federação e ganhou pontos importantes.
 

As três academias que somaram o maior número de pontos receberão troféu e certificado. Os campeões da categoria absoluto adulto do circuito em todas as faixas receberão uma premiação em dinheiro, a maior delas destinada ao campeão da faixa preta – R$ 3,5 mil. O certificado e o dinheiro serão entregues em evento festivo no fim de semana, em São José.

Maquiagem educacional

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Opinião do grupo RBS (14/12/10), intitulada “maquiagem educacional”, ressalta a importância de se ter absoluta clareza se o objetivo do Conselho Nacional de Educação, ao recomendar que as escolas evitem reprovar alunos até o 3º ano do ensino fundamental, é preservar os interesses das crianças ou melhorar artificialmente os indicadores educacionais.
 

O fato de as taxas de aprovação serem consideradas no cálculo do Ideb (no Saeb, conta apenas as notas das provas), e de governos municipais e estaduais passarem a adotar mecanismos que inflam tais taxas, sem que necessariamente os alunos estejam aprendendo mais – que é o que realmente interessa -, evidencia que a última hipótese, infelizmente, é a mais concreta.
 

Além de alunos até determinada série não reprovarem, adota-se fórmula que diminui as exigências para aqueles que têm menor média anual passarem de ano. Quando deveria ser o contrário. Assim, é que pela resolução 023/2000/CEE/SC, o aluno com média anual igual a 3 precisava obter nota igual a 9,7 na prova final, para ser aprovado. Pela resolução 158/08/CEE/SC, bastam 6,8. Uma diminuição de 2,9 pontos, substancial, mesmo considerando o valor relativo e não absoluto, das notas, como muitos pensam.
 

Justificam as autoridades que a reprovação acarreta evasão escolar e outros transtornos para o aluno. No entanto, a saída não está na fuga do problema, mas no seu enfrentamento, com melhores oportunidades de aprendizagem para o aluno, conforme previsto na LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) e nas resoluções acima citadas.
 

A simples informação da não reprovação faz com que diminuam os esforços de alunos, pais e professores. Se nas séries iniciais – período mais fértil da inteligência -, como anunciado, o prejuízo é maior porque torna a recuperação mais difícil, mesmo com redobrados investimentos, que dificilmente acontecem.
Presume-se que o Brasil não está levando a sério a necessidade de melhorar substancialmente a aprendizagem dos alunos, em que pese os sucessivos vexames no Pisa (53º entre 64 países), e os reiterados alertas de que não diminuiremos as desigualdades sociais e a violência, tampouco nos inseriremos na economia global, se não superarmos este desastre. Mesmo considerando os tímidos avanços.

Sobre matéria “Lixo: Geramos mais de 4 mil toneladas”

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A matéria “Lixo: Geramos mais de 4 mil toneladas” (edição do Notisul da última quarta-feira) bem traduz uma realidade de boa parte dos municípios brasileiros: a dificuldade na gestão da coleta e destinação do lixo domiciliar. A questão assume grande complexidade, não apenas pelas exigências técnicas inerentes ou pelas restrições de ordem legal, mas sobretudo por demandar soluções por vezes custosas, cujo investimento a ser suportado é inviável para orçamentos municipais cada vez reduzidos.
 

No caso dos municípios, a solução passa pela gestão compartilhada entre esses entes federados. Apesar de esta expressão ser relativamente recente, sua prática já é antiga. A União, estados, Distrito Federal e municípios, de longa data, vêm formalizando acordos para a consecução de objetivos comuns por meio da união de esforços.
A gestão compartilhada de serviços públicos ganhou força a partir de 2005, com a lei que regulamentou os consórcios públicos, com a lei de saneamento em 2007, e este ano com a lei que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos.
 

Os consórcios públicos constituem um eficaz instrumento para a gestão compartilhada. São pessoas jurídicas, com autonomia financeira, criados pelos próprios entes federados para desenvolver atividades de interesse comum de seus associados, sempre a partir das diretrizes traçadas por estes. Por meio deles, é possível que vários municípios, por exemplo, possam adquirir medicamentos com menor custo, em razão da compra em escala, viabilizar o fomento de determinado setor, como o turístico, ou até mesmo executar serviço público cujas necessidades sejam afetas a todos os entes envolvidos, como no caso do lixo.
 

O consórcio público para resíduos sólidos, assim como em outros serviços, parte do pressuposto de que o município precisa abrir mão de parte do seu poder de decisão, para dividi-lo, ou melhor, compartilhá-lo, com outros entes. Não é uma decisão fácil. Exige comprometimento das partes envolvidas.
Desde muito tempo, a organização administrativa no Brasil teve como foco a competência de cada ente. O legislador constituinte quis assim.
Este tipo de opção pode gerar a falsa ideia que os problemas de uma cidade ficam presos a seu limite territorial, que sua realidade é inacessível ao que a circunda. Para algumas demandas sociais, isto até pode ser verdade, mas para outras tantas não.
O consórcio público presta-se para mudar esse paradigma. Consolidar a ideia que problemas individuais, que se repetem numa região, demandam solução regional, pensada conjuntamente e executada a partir de recursos humanos e financeiros custeados de forma partilhada.
 

A tendência é que cada vez mais este modelo se firme, principalmente em regiões do país cuja prevalência seja de cidades de pequeno e médio portes. A experiência tem revelado que é possível obter resultados extremamente positivos, tanto que a própria União tem incentivado sua criação. Atualmente, há determinadas linhas de financiamento que só podem ser pleiteadas por municípios com mais de 50 mil habitantes ou por consórcios públicos cujos entes associados somem esta população.
O consórcio pode ser um instrumento facilitador do desenvolvimento de uma região, ou viabilizador da solução para inúmeros problemas, possibilitando que as ações conjuntamente executadas gerem reflexo individualmente para cada consorciado.
 

Sobre o lixo, num futuro bem próximo, os municípios terão que adotar medidas efetivas para lhe dar ou garantir a destinação de forma segura e com custo viável, tarefa cada vez mais difícil, já que, via de regra, a arrecadação municipal tem sofrido periódicas e significativas diminuições.
A gestão compartilhada por meio de consórcio público é uma opção que merece especial atenção. Tal escolha pode ter como fundamento os resultados já obtidos com este modelo, o destaque dado pela Constituição Federal aos consórcios, ou até mesmo a sabedoria popular traduzida no antigo dito, segundo o qual a “a união faz a força”. Independentemente do motivo, com a implantação de serviço melhor ou com economia de recursos financeiros, ou ainda, na situação ideal em que ambos benefícios se realizam, ganha o município, mas, acima de tudo, ganha a população.

Câmara vota quatro projetos hoje

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Tubarão

Quatro projetos de lei de autoria do executivo de Tubarão serão apreciados hoje pelo legislativo. Os vereadores reúnem-se às 11 horas, na câmara, em caráter extraordinário. O encontro não gera qualquer ônus ao município. O pedido foi feito pelo prefeito em exercício, João Batista da de Andrade (PSDB), devido à urgência das matérias.
 

O primeiro projeto altera o Código de Obras do município, quanto aos trâmites necessários para pedido de licença para localização e/ou funcionamento de estabelecimentos e/ou renovação. A outra lei tem o objetivo de vedar a interrupção de programas, projetos ou ações administrativas, cuja implementação esteja em curso, por ocasião de mudança de gestão ou de comando.
 

A lei proibirá, por exemplo, a construção de obra semelhante à outra de mesma natureza e especificações, em detrimento da que esteja em desenvolvimento. “Essa lei vai evitar que os sucessores, sem justificativa, mudem ou interrompam obras e projetos iniciados por seu antecessor”, detalha Batista.
A terceira matéria a ser apreciada tem o objetivo de criar a avaliação periódica de desempenho individual no serviço público municipal. A última pauta versa sobre a autorização para a prefeitura firmar convênio com a Apae.

Liminar suspende cobrança de taxa para travessia

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Laguna

O aumento de R$ 1,00 definido pela empresa controladora da balsa na Cidade Juliana, a Laguna Navegação, não é mais válido. O Tribunal de Justiça de Santa Catarina acolheu argumentação da prefeitura, feita em ação pública com pedido liminar, e suspendeu o aumento.
Na decisão, é ordenado ainda que a Laguna Navegação restabeleça a cobrança conforme a resolução do Departamento de Transportes e Terminais de Santa Catarina (Deter).
 

A empresa e a prefeitura discutem o aumento há algum tempo. A decisão, em primeira instância, já decidia pela manutenção dos valores pagos atualmente (R$ 7,00 para carros). A empresa questionou junto ao TJ-SC e voltou a perder.
O tribunal considerou que, em conformidade com a súmula 001 da Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antac), é de responsabilidade do município coordenar o transporte aquaviário de passageiros, veículos e cargas. Com isso, somente o executivo tem autorização para aumentar a taxa.

Ao que tudo indica, em 2011 decola

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Zahyra Mattar
Jaguaruna
 

É definitivo. No próximo ano, aviões cortarão o céu da região. A inauguração das obras físicas do Aeroporto Regional Sul, em Jaguaruna, ontem, trouxe novas perspectivas. Não poderia ser diferente.
Para decolar, falta apenas um passo, pequeno perto de todas as batalhas já vencidas: a homologação da pista. Feito isso, são automaticamente liberados pouso e decolagens de aeronaves.
 

Mas o caminho a ser trilhado para isso não é tão simples. Além da homologação propriamente dita, é necessário definir a gestão do novo empreendimento. Será por meio de concessão à iniciativa privada, mas é preciso definir como isso será feito. Também são necessárias empresas dispostas a operar em Jaguaruna.
 

“Hoje (ontem), foi uma noite de festa e 2011 será um ano inteiro de festa. Não tínhamos nada e hoje temos aeroporto, BR-101 duplicada, ferrovia litorânea, porto reestruturado. Agora chegou a nossa vez, a vez do sul catarinense”, valoriza o presidente da Associação Empresarial de Tubarão (Acit), Eduardo Silvério Nunes.
Para 2011, a classe empresarial do sul do estado já definiu uma outra meta em relação ao aeroporto: concretizar o projeto do terminal de cargas, uma parte do empreendimento considerada vital ao desenvolvimento.
 

“É fundamental. Com a abertura propriamente dita, teremos movimentação na indústria do turismo. Mas é com o terminal de cargas que iremos alavancar completamente o nosso crescimento”, considera Eduardo.

As obras

| Estrutura física | Esta fase compreende a construção do terminal de passageiros, redes elétrica e hidrossanitária, climatização, subestação de energia, estação de tratamento de esgoto e de água, telecomunicação de telefonia e cabeamento estruturado, proteção contra descargas atmosféricas, paisagismo e torre de controle de tráfego aéreo. O investimento do estado nesta fase, iniciada em fevereiro do ano passado, foi de R$ 6.768.518,02. Além do terminal, os trabalhos de prevenção, salvamento e combate a incêndios também está concluído. Esta parte do empreendimento é necessária à homologação do aeroporto junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O investimento estadual, neste caso, foi de outros R$ 577.013,56.

| Equipamentos | A ordem de serviço à empresa vencedora do processo licitatório, a Telear, de Porto Alegre, para execução dos serviços de sinalização noturna (balizamento e papi), da estação de rádio e comunicação, da estação meteorológica e a instalação do rádio farol (NDB), foi assinada no dia 20 de setembro deste ano. O investimento do estado para esta fase, cuja conclusão é prevista para o próximo mês, é de R$ 1,8 milhão.

| Acesso | A estrada, de cinco quilômetros, é aberta pelo consórcio Setep/Espaço Aberto. As desapropriações dos terrenos serão pagas pelo governo do estado e custarão R$ 500 mil. A pavimentação custará R$ 18,2 milhões e será paga pela União. A obra inclui ainda o pátio de estacionamento, uma ponte sobre o Rio Jaguaruna e um viaduto sobre a Ferrovia Tereza Cristina. Os trabalhos, iniciados em junho deste ano, têm previsão de término em julho de 2011.