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Maquiagem educacional

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Opinião do grupo RBS (14/12/10), intitulada “maquiagem educacional”, ressalta a importância de se ter absoluta clareza se o objetivo do Conselho Nacional de Educação, ao recomendar que as escolas evitem reprovar alunos até o 3º ano do ensino fundamental, é preservar os interesses das crianças ou melhorar artificialmente os indicadores educacionais.
 

O fato de as taxas de aprovação serem consideradas no cálculo do Ideb (no Saeb, conta apenas as notas das provas), e de governos municipais e estaduais passarem a adotar mecanismos que inflam tais taxas, sem que necessariamente os alunos estejam aprendendo mais – que é o que realmente interessa -, evidencia que a última hipótese, infelizmente, é a mais concreta.
 

Além de alunos até determinada série não reprovarem, adota-se fórmula que diminui as exigências para aqueles que têm menor média anual passarem de ano. Quando deveria ser o contrário. Assim, é que pela resolução 023/2000/CEE/SC, o aluno com média anual igual a 3 precisava obter nota igual a 9,7 na prova final, para ser aprovado. Pela resolução 158/08/CEE/SC, bastam 6,8. Uma diminuição de 2,9 pontos, substancial, mesmo considerando o valor relativo e não absoluto, das notas, como muitos pensam.
 

Justificam as autoridades que a reprovação acarreta evasão escolar e outros transtornos para o aluno. No entanto, a saída não está na fuga do problema, mas no seu enfrentamento, com melhores oportunidades de aprendizagem para o aluno, conforme previsto na LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) e nas resoluções acima citadas.
 

A simples informação da não reprovação faz com que diminuam os esforços de alunos, pais e professores. Se nas séries iniciais – período mais fértil da inteligência -, como anunciado, o prejuízo é maior porque torna a recuperação mais difícil, mesmo com redobrados investimentos, que dificilmente acontecem.
Presume-se que o Brasil não está levando a sério a necessidade de melhorar substancialmente a aprendizagem dos alunos, em que pese os sucessivos vexames no Pisa (53º entre 64 países), e os reiterados alertas de que não diminuiremos as desigualdades sociais e a violência, tampouco nos inseriremos na economia global, se não superarmos este desastre. Mesmo considerando os tímidos avanços.

Sobre matéria “Lixo: Geramos mais de 4 mil toneladas”

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A matéria “Lixo: Geramos mais de 4 mil toneladas” (edição do Notisul da última quarta-feira) bem traduz uma realidade de boa parte dos municípios brasileiros: a dificuldade na gestão da coleta e destinação do lixo domiciliar. A questão assume grande complexidade, não apenas pelas exigências técnicas inerentes ou pelas restrições de ordem legal, mas sobretudo por demandar soluções por vezes custosas, cujo investimento a ser suportado é inviável para orçamentos municipais cada vez reduzidos.
 

No caso dos municípios, a solução passa pela gestão compartilhada entre esses entes federados. Apesar de esta expressão ser relativamente recente, sua prática já é antiga. A União, estados, Distrito Federal e municípios, de longa data, vêm formalizando acordos para a consecução de objetivos comuns por meio da união de esforços.
A gestão compartilhada de serviços públicos ganhou força a partir de 2005, com a lei que regulamentou os consórcios públicos, com a lei de saneamento em 2007, e este ano com a lei que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos.
 

Os consórcios públicos constituem um eficaz instrumento para a gestão compartilhada. São pessoas jurídicas, com autonomia financeira, criados pelos próprios entes federados para desenvolver atividades de interesse comum de seus associados, sempre a partir das diretrizes traçadas por estes. Por meio deles, é possível que vários municípios, por exemplo, possam adquirir medicamentos com menor custo, em razão da compra em escala, viabilizar o fomento de determinado setor, como o turístico, ou até mesmo executar serviço público cujas necessidades sejam afetas a todos os entes envolvidos, como no caso do lixo.
 

O consórcio público para resíduos sólidos, assim como em outros serviços, parte do pressuposto de que o município precisa abrir mão de parte do seu poder de decisão, para dividi-lo, ou melhor, compartilhá-lo, com outros entes. Não é uma decisão fácil. Exige comprometimento das partes envolvidas.
Desde muito tempo, a organização administrativa no Brasil teve como foco a competência de cada ente. O legislador constituinte quis assim.
Este tipo de opção pode gerar a falsa ideia que os problemas de uma cidade ficam presos a seu limite territorial, que sua realidade é inacessível ao que a circunda. Para algumas demandas sociais, isto até pode ser verdade, mas para outras tantas não.
O consórcio público presta-se para mudar esse paradigma. Consolidar a ideia que problemas individuais, que se repetem numa região, demandam solução regional, pensada conjuntamente e executada a partir de recursos humanos e financeiros custeados de forma partilhada.
 

A tendência é que cada vez mais este modelo se firme, principalmente em regiões do país cuja prevalência seja de cidades de pequeno e médio portes. A experiência tem revelado que é possível obter resultados extremamente positivos, tanto que a própria União tem incentivado sua criação. Atualmente, há determinadas linhas de financiamento que só podem ser pleiteadas por municípios com mais de 50 mil habitantes ou por consórcios públicos cujos entes associados somem esta população.
O consórcio pode ser um instrumento facilitador do desenvolvimento de uma região, ou viabilizador da solução para inúmeros problemas, possibilitando que as ações conjuntamente executadas gerem reflexo individualmente para cada consorciado.
 

Sobre o lixo, num futuro bem próximo, os municípios terão que adotar medidas efetivas para lhe dar ou garantir a destinação de forma segura e com custo viável, tarefa cada vez mais difícil, já que, via de regra, a arrecadação municipal tem sofrido periódicas e significativas diminuições.
A gestão compartilhada por meio de consórcio público é uma opção que merece especial atenção. Tal escolha pode ter como fundamento os resultados já obtidos com este modelo, o destaque dado pela Constituição Federal aos consórcios, ou até mesmo a sabedoria popular traduzida no antigo dito, segundo o qual a “a união faz a força”. Independentemente do motivo, com a implantação de serviço melhor ou com economia de recursos financeiros, ou ainda, na situação ideal em que ambos benefícios se realizam, ganha o município, mas, acima de tudo, ganha a população.

Câmara vota quatro projetos hoje

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Tubarão

Quatro projetos de lei de autoria do executivo de Tubarão serão apreciados hoje pelo legislativo. Os vereadores reúnem-se às 11 horas, na câmara, em caráter extraordinário. O encontro não gera qualquer ônus ao município. O pedido foi feito pelo prefeito em exercício, João Batista da de Andrade (PSDB), devido à urgência das matérias.
 

O primeiro projeto altera o Código de Obras do município, quanto aos trâmites necessários para pedido de licença para localização e/ou funcionamento de estabelecimentos e/ou renovação. A outra lei tem o objetivo de vedar a interrupção de programas, projetos ou ações administrativas, cuja implementação esteja em curso, por ocasião de mudança de gestão ou de comando.
 

A lei proibirá, por exemplo, a construção de obra semelhante à outra de mesma natureza e especificações, em detrimento da que esteja em desenvolvimento. “Essa lei vai evitar que os sucessores, sem justificativa, mudem ou interrompam obras e projetos iniciados por seu antecessor”, detalha Batista.
A terceira matéria a ser apreciada tem o objetivo de criar a avaliação periódica de desempenho individual no serviço público municipal. A última pauta versa sobre a autorização para a prefeitura firmar convênio com a Apae.

Liminar suspende cobrança de taxa para travessia

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Laguna

O aumento de R$ 1,00 definido pela empresa controladora da balsa na Cidade Juliana, a Laguna Navegação, não é mais válido. O Tribunal de Justiça de Santa Catarina acolheu argumentação da prefeitura, feita em ação pública com pedido liminar, e suspendeu o aumento.
Na decisão, é ordenado ainda que a Laguna Navegação restabeleça a cobrança conforme a resolução do Departamento de Transportes e Terminais de Santa Catarina (Deter).
 

A empresa e a prefeitura discutem o aumento há algum tempo. A decisão, em primeira instância, já decidia pela manutenção dos valores pagos atualmente (R$ 7,00 para carros). A empresa questionou junto ao TJ-SC e voltou a perder.
O tribunal considerou que, em conformidade com a súmula 001 da Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antac), é de responsabilidade do município coordenar o transporte aquaviário de passageiros, veículos e cargas. Com isso, somente o executivo tem autorização para aumentar a taxa.

Ao que tudo indica, em 2011 decola

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Zahyra Mattar
Jaguaruna
 

É definitivo. No próximo ano, aviões cortarão o céu da região. A inauguração das obras físicas do Aeroporto Regional Sul, em Jaguaruna, ontem, trouxe novas perspectivas. Não poderia ser diferente.
Para decolar, falta apenas um passo, pequeno perto de todas as batalhas já vencidas: a homologação da pista. Feito isso, são automaticamente liberados pouso e decolagens de aeronaves.
 

Mas o caminho a ser trilhado para isso não é tão simples. Além da homologação propriamente dita, é necessário definir a gestão do novo empreendimento. Será por meio de concessão à iniciativa privada, mas é preciso definir como isso será feito. Também são necessárias empresas dispostas a operar em Jaguaruna.
 

“Hoje (ontem), foi uma noite de festa e 2011 será um ano inteiro de festa. Não tínhamos nada e hoje temos aeroporto, BR-101 duplicada, ferrovia litorânea, porto reestruturado. Agora chegou a nossa vez, a vez do sul catarinense”, valoriza o presidente da Associação Empresarial de Tubarão (Acit), Eduardo Silvério Nunes.
Para 2011, a classe empresarial do sul do estado já definiu uma outra meta em relação ao aeroporto: concretizar o projeto do terminal de cargas, uma parte do empreendimento considerada vital ao desenvolvimento.
 

“É fundamental. Com a abertura propriamente dita, teremos movimentação na indústria do turismo. Mas é com o terminal de cargas que iremos alavancar completamente o nosso crescimento”, considera Eduardo.

As obras

| Estrutura física | Esta fase compreende a construção do terminal de passageiros, redes elétrica e hidrossanitária, climatização, subestação de energia, estação de tratamento de esgoto e de água, telecomunicação de telefonia e cabeamento estruturado, proteção contra descargas atmosféricas, paisagismo e torre de controle de tráfego aéreo. O investimento do estado nesta fase, iniciada em fevereiro do ano passado, foi de R$ 6.768.518,02. Além do terminal, os trabalhos de prevenção, salvamento e combate a incêndios também está concluído. Esta parte do empreendimento é necessária à homologação do aeroporto junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O investimento estadual, neste caso, foi de outros R$ 577.013,56.

| Equipamentos | A ordem de serviço à empresa vencedora do processo licitatório, a Telear, de Porto Alegre, para execução dos serviços de sinalização noturna (balizamento e papi), da estação de rádio e comunicação, da estação meteorológica e a instalação do rádio farol (NDB), foi assinada no dia 20 de setembro deste ano. O investimento do estado para esta fase, cuja conclusão é prevista para o próximo mês, é de R$ 1,8 milhão.

| Acesso | A estrada, de cinco quilômetros, é aberta pelo consórcio Setep/Espaço Aberto. As desapropriações dos terrenos serão pagas pelo governo do estado e custarão R$ 500 mil. A pavimentação custará R$ 18,2 milhões e será paga pela União. A obra inclui ainda o pátio de estacionamento, uma ponte sobre o Rio Jaguaruna e um viaduto sobre a Ferrovia Tereza Cristina. Os trabalhos, iniciados em junho deste ano, têm previsão de término em julho de 2011.

Projeto praça de alimentação é iniciado

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Karen Novochadlo
Tubarão

Os vendedores ambulantes, principalmente das carrocinhas de cachorro-quente, deverão trocar de ‘endereço’. A avenida Marcolino Martins Cabral não será mais o ponto dos comerciantes. Eles serão remanejados para a rua São Manoel, em frente à agência central do Banco Itaú, e para frente do Museu Willy Zumblick, na praça 7 de Setembro. O mesmo local onde atenderam durante o período natalino.
A transformação faz parte do projeto Praça de Alimentação. Seis carrinhos ficarão na São Manoel e outros sete em frente ao Museu Willy Zumblick, no recuo da parada de ônibus.
 

O local será provisório por seis meses. E alguns já falam da área como permanente. O proprietário da Hard Dog há 18 anos, Sebastião Padilha da Silva, 48, acredita que a medida beneficiará a todos. “Teremos mais espaço para colocar as mesas e os clientes ficarão mais confortáveis”, analisa.
O proprietário da Hamburdog, Alfredo Luiz Nunes, relata que os clientes gostaram do novo ponto, uma antiga reivindicação da classe. “Um outro pedido nosso é a instalação de um banheiro público. Nós mesmos poderemos fazer a manutenção”, garante.
 

Mas a medida não agradou a todos. “Nós concordamos em vir para cá, mas não há prioridade para posicionar os carrinhos”, lamenta Elizabeth de Souza Antunes, 54 anos, dona da Au Au Lanches. A reclamação dela é quanto à falta de critérios para a colocação dos carrinhos. Os que chegaram primeiro durante o período natalino ficaram com as melhores posições. E são justamente estes que estão há menos tempo no mercado.
No ponto em frente ao Itaú, deverão ser instalados mais dois postes para melhorar a iluminação. Também será colocada fiação elétrica em frente ao museu.

Benefícios
A mudança de local beneficiará os pedestres que transitam pela avenida Marcolino Martins Cabral, já que as calçadas ficarão livres. Entretanto, algumas mudanças serão realizadas no trânsito. A rua São Manoel terá o trânsito interditado permanentemente. Somente os táxis poderão trafegar, o que já ocorre desde o início deste mês. E estacionar no local será definitivamente proibido.

Vendas boas em 2010
As vendas do comércio no Natal deste ano cresceram 7,2% em relação ao ano passado em Tubarão. O levantamento foi realizado pela Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL).
 

No estado, o crescimento foi de 10,2%, segundo a Federação das CDLs (FCDL-SC). Os números registrados demonstram expansão do consumo da classe C. O aumento do número de empregos também motivou as compras. Roupas e calçados foram a preferência do consumidor, seguidos pelos eletrônicos.
No Brasil, as vendas realizadas na semana do Natal, entre 18 e 24 de dezembro, cresceram 15,5%, na comparação com a mesma semana de 2009. Os dados são do Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio- Natal 2010, divulgados ontem.

Trocas de presentes
A semana depois do Natal geralmente é movimentada por causa das trocas de presente. Mas muitas pessoas resolveram estender o tempo de permanência nas praias e visitar as lojas somente depois do Réveillon. Esta é a expectativa da vendedora Thuany Vieira, 24 anos. “Não tivemos muitas trocas hoje (ontem) e o movimento das vendas foi similar ao do ano passado”, revela.
Para realizar a troca nas lojas, não se deve remover as etiquetas e apresentar a nota fiscal.
 

Dois morrem após capotamento

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Sangão

Alicia Freitas Gonzales, 26 anos, e Ricardo dos Santos, 44, morreram após uma batida seguida de capotamento na BR-101, em Sangão na noite de domingo, por volta das 22h30min. Os dois estavam em um Ford Fiesta de Sangão que colidiu lateralmente em uma moto, no quilômetro 365 da rodovia, próximo ao trevo de acesso a Morro da Fumaça.
 

Os Bombeiros Voluntários de Jaguaruna (BVJ) foram acionados para atender a ocorrência, mas, ao chegarem ao local, constataram que Alicia e Ricardo não apresentavam mais sinais vitais. Outras duas pessoas que estavam no Fiesta – o motorista de 19 anos e outra caroneira de 18 – já estavam fora do veículo, às margens da rodovia.
 

Após a batida, o carro capotou quatro vezes e foi parar em uma plantação de arroz alagada. “O carro estava totalmente submerso. Não tinha o que fazer. Os dois morreram afogados, pois estavam presos ao cinto de segurança e prensados pelos bancos”, relata Fabiano Dias, comandante do BVJ.
A moto envolvida no acidente é uma Honda Fan 125 cilindradas de Içara, conduzida por um jovem de 19 anos, que nada sofreu. A caroneira da moto, de 18, teve ferimentos de média complexidade e escoriações por todo corpo.
 

Os sobreviventes da tragédia foram encaminhados ao Hospital de Caridade de Jaguaruna (HCJ) e ao Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), em Tubarão.
Foram necessários dois guinchos para retirar o veículo da barreira. O Instituto Geral de Perícias (IGP) de Tubarão recolheu os corpos das vítimas.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) precisou fazer o controle do tráfego por quase uma hora. A PRF registrou 117 mortes em acidentes nas rodovias federais do país durante este feriado prolongado.

Presos continuam na rua após a 1ª fuga da história do semiaberto

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Tubarão

Não contentes com o aconchegante alojamento com colchões ortopédicos, refeição diária balanceada, temperatura amena graças à manta térmica do prédio do semiaberto do Presídio Regional de Tubarão, os dois detentos que fugiram na sexta-feira continuam foragidos.
Os acusados de assassinato Marcos Dário Siqueira e de assalto Sidney Nunes, ambos de 25 anos, estão soltos. A polícia acredita que eles já voltaram à terra natal. Marcos é de Florianópolis e Sidney de Itajaí. A dupla era considerada de bom comportamento, por isso foi transferida para o semiaberto de Tubarão, que pode comportar até 120 reclusos neste regime.
 

No entanto, eles não quiseram saber de prisão, mesmo que apresente boas condições, e decidiram passar o Natal e o Réveillon livres. Eles fugiram do pátio de sol com um terceiro detento, também da capital, que foi recapturado no mesmo dia. O trio pulou a cerca, atravessou um terreno do Exército, o Rio Tubarão a nado e saiu na região de Alto Pedrinhas, no bairro do KM 60, em Tubarão.
Foi a primeira fuga do novo complexo no bairro Bom Pastor.

Jovem é baleado após briga de bar

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Rafael Andrade
Laguna

Júlio César Fernandes da Silva, o Nei, 24 anos, levou um tiro no peito, na tarde de ontem, por volta das 15 horas, em frente a um bar no Loteamento Juliana, bairro Portinho, em Laguna. O autor dos disparos, segundo as investigações iniciais do delegado Rubem Thomé, é um ex-recluso da Unidade Prisional Avançada (UPA) de Laguna. “Já temos a identificação do autor e estamos à sua procura junto com o pessoal da Polícia Militar”, informa Rubem.
 

Ainda não foi apurado o motivo da tentativa de homicídio, mas testemunhas relataram à polícia que os dois tinham uma antiga rixa.
O autor do disparo conseguiu progredir de regime há poucos dias. “Ele estava em regime aberto e passava o dia na rua. Cometeu o crime e sua situação vai ficar muito complicada após o localizarmos”, avisa Rubem.
Júlio César foi encaminhado ao Hospital de Caridade Senhor Bom Jesus dos Passos, em Laguna. O quadro clínico da vítima é considerado grave. Ele passou por uma cirurgia e não corre risco de morte.
 

A região onde ocorreu o crime foi alvo de várias operações das polícias Militar e Civil este mês. “Laguna está muito perigosa. Hoje, qualquer um tem uma arma e sai atirando. Vamos apertar o cerco para que a cidade volte a ser tranquila e agradável como há poucos anos”, declara um soldado da PM.
Já foram registrados na cidade dez homicídios somente este ano. Bem acima dos três que ocorreram em 2009. Quantos serão em 2011? A polícia está unida para tentar reduzir estes números trágicos.

43 profissionais a mais para segurança pública

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Rafael Andrade
Tubarão

A Guarda Municipal de Tubarão (GMT), criada há cinco anos, hoje com 43 profissionais, deve receber um investimento aproximado de R$ 1 milhão no próximo ano. É o que prevê o secretário de segurança e trânsito da prefeitura de Tubarão, Toni Bittencourt.
O recurso deve ser usado na compra de mais viaturas – uma Blazer, uma Parati e duas motos -, 43 pistolas .380, coletes à prova de balas, munições e em projetos como a expansão do Programa Travessia, por exemplo. Tudo para reforçar a segurança na cidade.
 

No fim de maio do próximo ano, todos os guardas municipais deverão estar ainda mais preparados nas ruas, armados e com melhores condições de locomoção. Bairros mais distantes da área central poderão ser guarnecidos. “A ideia é manter o foco na fiscalização de trânsito e de ambientes públicos, como as praças, por exemplo. A guarda armada é sinal de proteção ao cidadão. A GMT não substitui o trabalho da PM, mas podemos auxiliar com melhores condições”, conclui Toni.

Guarda recupera carro furtado

Uma equipe da Guarda Municipal de Tubarão (GMT) recuperou, por volta das 10 horas de ontem, um Fiat Uno furtado (foto). O veículo foi levado sexta-feira da rua Expedicionário José Pedro Coelho, no bairro Dehon.
A guarnição fazia rondas pela região do bairro Andrino quando avistou o Uno estacionado de forma irregular. Ao consultar as placas junto à Central de Operações da GMT, a equipe constatou que o automóvel tinha registro de furto e o encaminhou até a Central de Polícia. Lá, o proprietário constatou que algumas ferramentas que estavam no porta-malas no dia furto foram levadas. O carro foi entregue ao dono e ninguém foi preso.

Guardas auxiliam em vários setores de Tubarão

Além da fiscalização diária no trânsito da área central de Tubarão, a Guarda Municipal atua em vários outros setores da cidade. Repartições estaduais como o Corpo de Bombeiros e a Polícia Civil contam com a colaboração dos guardas.
A GMT realiza a segurança no Albergue Noturno Pousada da Paz, na comunidade do Pantanal, no bairro São João margem esquerda. “O serviço da GMT é muito requisitado. Hoje, fizemos segurança e controle viário de eventos antes guarnecidos pela PM. Isso resulta em mais segurança. Acredito que a guarda poderá auxiliar ainda mais. Outro sonho que deveremos concretizar, talvez em 2012, é a construção do prédio próprio da corporação”, relata o secretário de segurança e trânsito da prefeitura de Tubarão, Toni Bittencourt.