quarta-feira, 14 outubro , 2026
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Equiparação salarial

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O Brasil precisa aumentar a produtividade como forma de enfrentar a concorrência internacional. A equiparação salarial tem sido ponto de constante controvérsia na justiça do trabalho. Hoje em dia, ao contrário do que aspiram seus idealizadores, em lugar de beneficiar, os empregados têm sido um mal para os empregados mais dedicados.

Por mais que se procure qualificar o desempenho de um trabalhador (aí incluo os rurais, dos serviços e da indústria), comparando-o com outro ou com outros, tende-se a fazer injustiça com o trabalhador mais dedicado. Isto porque o desempenho de uma tarefa não se prende somente à quantidade produzida. Uma tarefa envolve quantidade, qualidade, presteza, criatividade, produtividade (menos desperdício de tempo e/ou material).

Um modelo que se utilizava era o da empreitada. O empregado recebia um salário base, acrescido pela quantidade e qualidade do bem ou serviço produzido. Esse modelo caiu em desuso porque as decisões judiciais passaram a considerar como “direito adquirido” a remuneração conseguida no passado. Em outras palavras, o empregado tinha um nível de produtividade que lhe proporcionava uma remuneração. Por isso ou por aquilo, aos seus proventos diminuíram porque não consegue mais atingir a empreitada anterior.

Os juízes trabalhistas foram obrigados a aplicar o princípio da irredutibilidade da remuneração, obrigando o empregador a continuar a pagar ao empregado a remuneração anteriormente atingida. Em outros casos o empregador, reconhecendo o maior mérito de algum empregado, acabava proporcionando-lhe algum adicional na remuneração. Os juízes foram obrigados a reconhecer a princípio da equiparação salarial para os demais trabalhadores.

A meu ver esse ponto da legislação trabalhista deverá ser revisto. Irá beneficiar os melhores trabalhadores, além de reduzir de forma fantástica as reclamações trabalhistas, liberando juízes para outras áreas do direito. É necessário convencer a futura presidente Dilma Rousseff para promover a alteração pontual da CLT.

Patrícia Goto: “A depressão compromete tudo”

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A psiquiatra Patrícia Leiko França Goto, 35 anos, é natural de São Paulo, onde se formou em medicina e fez residência. Os seus primeiros trabalhos foram em hospitais paulistas. Em Londrina (PR), trabalhou em um hospital psiquiátrico e abriu um consultório. Desde 2005, atende em Tubarão, na clínica Pró-vida e no consultório próprio. A médica atende um quadro variado de doenças mentais, mas seu trabalho concentra-se em tratar casos de depressão e transtorno de ansiedade. A preocupação das pessoas com a qualidade de vida levou-as para seu consultório, em busca da cura de doenças que não eram levadas a sério.

Karen Novochadlo
Tubarão

Notisul – Desde o início dos anos 2000, e um pouco da década de 90, fala-se em depressão. Trata-se de uma doença da atualidade?
Patrícia Goto
– A depressão é uma doença que já existe há muitos anos. Mas agora, em função do ritmo de vida das pessoas e da sobrecarga do trabalho, tornou-se mais evidente. Se você trabalha muito, consegue ter um padrão de vida que antes não se tinha. Isso aí tudo gera uma sobrecarga. Aqui no sul do país, as pessoas preocupam-se mais com qualidade de vida. Na minha clínica, não atendo muitos casos de psicose, mais quadro de depressão e ansiedade. Mas eu acho que hoje se fala mais da doença, por isso se tornou mais em evidência. É uma doença antiga, mas o auge é agora, por causa do ritmo de vida das pessoas. Mas também é certo que as pessoas procuram mais tratamento.

Notisul – Quem é mais suscetível a depressão?
Patrícia Goto
– A mulher, na faixa etária em torno dos 40 anos. Em todos os casos, cerca de 50% acontece entre 25 e 40 anos. Agora, os estudos apontam uma incidência maior em adolescentes e adultos com menos de 20 anos. A causa disso pode ser o contato com as drogas e o álcool.

Notisul – Existe algum estudo que aponte por que a mulher é mais suscetível?
Patrícia Goto
– Não tem nada comprovado. Mas acredita-se que é por causa da questão hormonal e a dupla jornada de trabalho. A mulher tem marido, filho, trabalho, casa. É mais desgastante. Quanto ao fator hormonal, temos a menopausa, que contribui bastante.

Notisul – Você atende mais casos de depressão?
Patrícia Goto
– É bem variado. Atendo de tudo, desde esquizofrenia, transtorno bipolar, até crianças que vem com indicação de algum colega. É bem misturado. Às vezes, as pessoas vêm e dizem: “Eu vim porque eu tenho uma depressão”. E eu digo que ela não tem depressão. Ela pode ter algum sintoma da doença, mas não todo o quadro.

Notisul – Quais são os sintomas?
Patrícia Goto
– A depressão é uma variação de humor e dura umas duas semanas um humor mais depressivo. O que eu caracterizo como principal do quadro depressivo é o prejuízo funcional. Você tem uma dificuldade no contexto geral, social, afetivo e laboral. É uma doença que você não está boa para sair ou para trabalhar. A depressão compromete tudo. Você não tem vontade de fazer nada. Os sintomas principais são humor deprimido por pelo menos duas semanas, sono excessivo, diminuição da concentração, redução da libido nas mulheres, dificuldade de memorizar. Todo mundo fala que depressão é vontade de chorar e ficar na cama. Não é isso. Tenho um paciente que não tem vontade de chorar, mas tem outros critérios, como falta de concentração. Para ele, nada está bom, falta disposição e vontade. São sintomas que somam. Na depressão, o peso também oscila. Ou ganha peso ou perde peso.

Notisul – Também tem se falado muito em transtorno bipolar. Como é esta doença?
Patrícia Goto
– O transtorno bipolar tem a fase depressiva. Muitas vezes, o paciente vem no consultório e, se não é feito um diagnóstico bem detalhado, passa por uma depressão. Porque veio para cá numa fase depressiva. Por isso precisamos levantar um histórico e saber como era antes. O que caracterizam o bipolar são os dois polos: a depressão e a euforia. Muitas vezes, a pessoa só vem na fase depressiva. Porque quando está eufórica ela gosta: está ativa, elétrica. Na verdade, essa pessoa não tem uma depressão, mas um transtorno bipolar. E ela se encontra na fase depressiva. As pessoas confundem muito. Elas acham que basta tomar antidepressivos e vão melhorar. Mas precisam tomar um estabilizador ou um ansiolítico. Tem que usar mais de uma medicação nesse caso.

Notisul – Qual o tratamento para depressão e transtorno bipolar?
Patrícia Goto
– O acompanhamento ideal é procurar um especialista. A gente não aconselha a fazer o tratamento com um clínico geral ou com um médico de outra especialidade. O certo é se tratar com um psiquiatra. O tratamento consiste em medicação, com os psicotrópicos, e fazer uma terapia. Mas é o profissional que vai indicar a melhor hora oara ir a uma terapia. Porque se você está muito depressivo não absorverá muito a terapia. Tem que estar melhor do quadro para depois ser encaminhado para uma terapia. O transtorno bipolar também. É medicação é outro tipo.

Notisul – A terapia no caso seria com um psicólogo? Qual é recomendado: consultar-se primeiro em um psicólogo ou psiquiatra?
Patrícia Goto
– As pessoas têm preconceito quanto a irem ao psiquiatra e vão ao psicólogo. Se é um psicólogo com um feeling legal, ele já consegue ver que a coisa não é séria e precisa de outro profissional. Ele sente que tem que encaminhar esse paciente para um médico. Geralmente, quando é a família que leva o paciente, a mãe ou o irmão encaminham para o especialista. O certo é ir primeiro no médico. O tratamento ideal une a psicologia com a psiquiatria: medicação e psicoterapia de apoio.

Notisul – Como a família de um depressivo ou bipolar deve encarar a situação?
Patrícia Goto
– Na psiquiatria, costumamos falar que todas as doenças envolvem toda a família. No quadro depressivo, muitas vezes a pessoa não quer fazer nada e deseja ficar jogada. Então, é uma doença que pega toda a família. Todo mundo quer ver a melhora porque sofre junto. É diferente de uma dor que pode ser curada com uma simples medicação. Na depressão, a medicação demora para fazer efeito, geralmente de quatro a seis semanas. Agora, a forma que você tenta lidar com a situação varia bastante. Às vezes quem tem depressão ou transtorno bipolar tem outras patologias secundárias. Cada caso é um caso.

Exposições fecham no ano com chave de ouro

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Duas exposições para lá de interessantes tomaram corredores da escola Diomício Freitas, a Escola Jovem, em Tubarão. Uma é assinada pelos alunos da professora de biologia, Eliana Scremin. O tema abordado é divisão celular: mitose. A outra foi feita pelos alunos da professora de artes Rosangela de Fátima e versa sobre a arte moderna. As duas mostras ficam expostas até esta sexta-feira. É uma boa oportunidade de ver temas interessantes abordados de maneiras bem particulares pelos estudantes.

Prontos para a nova etapa da vida
Eita turminha que vai deixar saudades!!! Essa galerinha aí de cima é a turma do terceirão do colégio Dehon, de Tubarão. A formatura foi na sexta-feira da semana passada. Parabéns a todos!

Menção honrosa
Dois alunos do colégio Dehon, de Tubarão, receberam menção honrosa na 13ª Olimpíada Regional de Matemática! A cerimônia de premiação ocorreu no centro de cultura e eventos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Parabéns aos estudantes João Marcelo Bittencourt Lima e Antônio Jerônimo Botelho!!!

Antibióticos: Nova regra de venda pode impactar na saúde pública

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Karen Novochadlo
Tubarão

Desde domingo as farmácias da região começaram a exigir e reter as receitas médicas de antibióticos. A medida da Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa) visa dificultar a automedicação, mas deverá impactar diretamente no aumento da demanda no setor público de saúde.
Muitos não têm condição de arcar com os custos de consultas e ainda comprar a medicação prescrita. A receita agora é expedida em duas vias. Uma fica retida na farmácia.

“Teve muita gente que foi pega de surpresa e veio comprar a medicação com uma receita sem o controle especial, e não pudemos vender”, revela o farmacêutico Felipe Message.
Ele é favorável ao controle imposto pela resolução da Anvisa, mas faz algumas ressalvas. “Isso vai aumentar a demanda de médicos para o Sistema Único de Saúde. E o SUS não está apto nem para atender a atual demanda”, considera Felipe.

O secretário de saúde da prefeitura de Tubarão, Roger Augusto Vieira e Silva, não acredita que haverá uma demanda tão grande nas unidades de saúde. “Muitas pessoas que iam nas farmácia para comprar medicamento continuarão indo, mas ao invés de comprar um antibiótico, levarão um anti-inflamatório”, explica.

Caso ocorra o contrário, ou seja, haja aumento grande por consultas médicas nos próximos meses, Roger garante que a prefeitura irá ajustar o horários dos profissionais para que todos sejam atendidos. Em princípio, não haverá contratação de mais médicos.

A medida gera dúvidas
Alguns antibióticos geram dúvidas na comercialização. Apesar de alguns constarem como venda restrita, fábricas enviaram e-mails aos farmacêuticos para informar que o comércio pode ser feito sem receita. Outros medicamentos não possuem a tarja vermelha de restrição de venda, exigida pela Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa), e têm a mesma fórmula de remédios restritos.

Todas as farmácias serão obrigadas a apresentar à vigilância sanitária e à Anvisa as receitas e o número de medicação vendido. O ministério da saúde controla todos os lotes de medicamentos vindo das fábricas.

A resolução
A resolução da Anvisa lista 93 tipos de substâncias antimicrobianas que compõem todos os antibióticos registrados no Brasil, como amoxicilina, azitromicina, cefalexina e sulfametoxazol. Estão fora da lista os antibióticos usados exclusivamente em hospitais. As receitas terão validade por dez dias a partir da prescrição. Os médicos e profissionais habilitados devem indicar o remédio com letra legível e as receitas não podem ser rasuradas.

Benefícios da medida

A resolução da Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa) pretende evitar o uso indiscriminado de antibiótico pela população. O objetivo é conter o avanço dos casos de contaminação por superbactérias, como a KPC – responsável pelo recente surto de infecção hospitalar no Distrito Federal (DF).

Para o coordenador do curso de farmácia da Unisul de Tubarão, professor Cleidson Valgas, a medida vem em boa hora. “Vejo com bons olhos. O uso irracional dos antibióticos faz com que bactérias comuns fiquem mais resistentes”, opina. Ele argumenta que a medida diminuirá a cultura das pessoas de se automedicarem. O uso de antibióticos acaba com a flora bacteriana benéfica, que auxilia na digestão e protege a pele, por exemplo.

O delegado do Conselho Regional de Medicina em Santa Catarina, Flavio Geraldo Pereira, também é favorável à resolução. “Não sei se haverá uma pressão da indústria farmacêutica quanto à medida, mas toda a medicação precisaria de uma receita médica”, considera.

Duplicação da BR-101: Obras no viaduto central avançam

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Tubarão

Os trabalhos de aterro na cabeceira sul de acesso ao viaduto duplo central de Tubarão (de avenida Patrício Lima), avançam nesta semana, mesmo com o tempo instável na região. O depósito de solo e cinzas já começa a cobrir os blocos de EPS (isopor). Quem passou pela estrutura ontem, já conseguiu visualizar como ficarão as pistas no sentido sul-norte.

A primeira parte da cabeceira está com a base concluída, e uma das pistas pronta receber a pavimentação asfáltica. Com a instalação dos blocos de EPS na fase final, a evolução do aterro será rápida. E é neste serviço que os esforços da equipe da Construtora Triunfo, responsável pelas obras no trecho entre Tubarão e Sangão, irão se concentrar neste momento.

Com a evolução dos serviços na cabeceira sul do viaduto, essa Obra-de-arte Especial (OAE) segue para os últimos retoques. As pistas superiores estão equipadas com as proteções laterais e já recebem as camadas asfálticas. A cabeceira norte está concluída, sinalizada e tem uma das pistas liberada ao tráfego de veículos há alguns meses. A outra pista começou a ser asfaltada nesta semana.

A meta é que todo o equipamento esteja finalizado este mês e seja liberado em seguida. Isto fará com que o tráfego de veículos na região flua melhor, especialmente durante a temporada de verão, quando movimento na rodovia cresce, em média, 30%.

O viaduto duplo faz parte do conjunto de quatro OAEs edificadas para ligar a rodovia à cidade: o viaduto de acesso norte (da Jucasa), o central, o viaduto sul (acesso aos bairros São João e Morrotes), e a passagem inferior sul (do Ceconvest).

Superação: Artistas cegos apresentam-se em Tubarão

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Karen Novochadlo
Tubarão

Animados e alegres, Mauri, 63 anos, e Maria, 50, foram a sensação, ontem, no calçadão de Tubarão. Ele toca acordeão. Ela canta um repertório eclético de músicas sertanejas e folclóricas. Detalhe: os dois são deficientes visuais. Mauri perdeu a visão aos 30 anos. Maria aos 25. Mas nem por isso deixaram de fazer aquilo que adoram: música.

O casal mora em Florianópolis e devem ficar em Tubarão até o dia 18 deste mês. Mauri e Maria conheceram-se na capital, há cinco anos. Ela vendia cartões telefônicos e ouviu o acordeão de Mauri. Pronto! Foi paixão ao primeiro som, como brincam.

Hoje, eles percorrem os estados do sul e do sudeste com sua arte popular. E se apresentam assim: Mauri e Maria. Nada de sobrenomes. “Só forneço o nome artístico”, brinca Mauri, que trabalha com música há mais de 50 anos.

Ele começou a tocar em conjuntos musicais e depois passou a fazer a alegria do povo onde o povo está: na rua. “Gosto de dizer que moramos na rua. Nossa casa, em Floripa, é só um cantinho para passarmos as férias”, dispara Mauri, com um bom-humor invejável.

Maria é natural de Orleans e nunca teve contato tão direto com a música antes de conhecer seu companheiro. Hoje, nem imagina fazer outra coisa. “Adoro cantar. Especialmente o sertanejo. São músicas belas e com um tom saudosista”, avalia a artista.

A jornada de trabalho inicia às 9 horas e vai até o fim do dia. Mauri e Maria vivem de doações. Não sabem quanto arrecadam por dia, mas garantem ser o suficiente para pagar a hospedagem e a alimentação. O próximo destino da dupla? Nem eles sabem ainda. “Voltamos para Florianópolis para passar as festas de fim de ano com a família. Depois, só Deus sabe!”, responde Mauri.

Show: Uniluz estimula a doação de alimentos

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Tubarão

A expectativa dos organizadores do Uniluz 2010 é que o número de doação de alimentos neste ano ultrapasse a arrecadação feita no ano passado, quando foram arrecadados mais de 1,5 mil quilos de alimentos não perecíveis. Tudo foi doado à secretaria de assistência social da prefeitura de Tubarão e ao projeto Aldeia Indígena.

“O Uniluz de 2009 ajudou famílias que realmente necessitavam. Esperamos que o número de doação cresça nesta edição para fazer um Natal mais solidário de outras famílias”, incentiva a professora Valdézia Pereira, uma das organizadora do evento.
A entrega dos alimentos não perecíveis poderá ser feita no dia do evento, na próxima terça-feira, às 20 horas, no pátio do prédio sede da Unisul.

Na programação, além do show nacional do cantor Oswaldo Montenegro, haverá participação das crianças do colégio Dehon, da Orquestra da Tractebel Energia, do pianista Pedro Dominguez e do cantor Roger Nichele, do Coral Universitário da Unisul.

Flávio Bernardino dos Santos: Morre mentor de megadesmanche em Tubarão

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Rafael Andrade
Tubarão

Acusado de ser o mentor do megadesmanche de veículos descoberto pela polícia em 2002 em Tubarão, Flávio Bernardino dos Santos, 64 anos, morreu no fim da madrugada de ontem, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC). O ex-empresário sofria de diversas doenças como diabetes, hipertensão e obesidade mórbida, e estava internado há nove dias (cinco dias na UTI).

As doenças provocaram um choque séptico (falência circulatória sanguínea aguda). Bernardino cumpria pena de 20 anos por vários crimes em regime domiciliar, em um de seus apartamentos em Laguna, desde 2005.

Cinco pessoas acusadas de envolvimento com o megadesmanche já foram condenadas. Entre os crimes, são apontados falsidade ideológica, receptação, adulteração de identificação de veículo, corrupção ativa, sonegação fiscal e furtos e roubos de caminhonetes e caminhões. Um deles, de 49 anos, também cumpre prisão domiciliar. Ele foi o último a ser preso e condenado pelo Tribunal de Justiça, há dois meses. Recebeu permissão para ficar em casa porque passa por um tratamento de um câncer avançado nos testículos. Uma sexta pessoa responde o processo em liberdade.

O desmanche de veículos de Tubarão, o maior já descoberto no estado, começou a ser desmantelado em janeiro de 2002. Segundo a denúncia do Ministério Público de Tubarão, a revenda da L.A. Santos, no bairro Dehon, serviria apenas como fachada para a realização do negócio ilícito.
O corpo foi velado na Capela Santa Terezinha, bairro Oficinas, e sepultado no Cemitério do bairro São Martinho, no fim da tarde de ontem.

Rumo à São Silvestre: Campeão aos 70, tubaronense ainda quer mais

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Rafael Andrade
Tubarão

Maratonista mais velho em atividade em Tubarão, Clemente de Souza, 70 anos, conquistou mais um troféu. É o 501º. Ele foi campeão da meia maratona internacional de Blumenau, na sua categoria – de 70 a 74 anos. A prova foi disputada domingo.
A vontade de vencer e competir não para por aí. Clemente passará por uma bateria de exames nos próximos dias para avaliar as suas condições físicas e ganhar um possível ‘sinal verde’ para participar da mais importante prova de atletismo da América Latina, a meia maratona de São Silvestre, no próximo dia 31, em São Paulo.

Além dos troféus, Clemente já conquistou 1.620 medalhas em 42 anos dedicados às corridas de rua. “Enquanto eu conseguir caminhar sozinho e os médicos me liberarem, quero continuar correndo. Faço pelo prazer e pela saúde que o esporte proporciona”, revela Clemente.

O atleta iniciou no ciclismo, e depois optou pelo pedestrianismo – provas de rua. O atletismo é resumido em corrida de campo – em pistas, por exemplo. Hoje aposentado, Clemente trabalhou por 53 anos na mesma empresa. Para ele, a fidelidade que tem ao esporte é o que lhe dá forças físicas e psicológicas para continuar a saga pelas estradas brasileiras e internacionais.

“A São Silvestre é diferente. Serão mais de 25 mil inscritos este ano, aproximadamente 500 na minha categoria desta prova – entre 70 e 79 anos. Correr com aquela multidão é um combustível”, anima-se.
Uma das principais conquistas em sua vida foi o primeiro lugar obtido na São Silvestre em 2000, quando disputou na categoria entre 60 e 69 anos.

Preparação ao Catarinense 2011: Imbituba adia a apresentação

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Imbituba

O elenco do Imbituba seria apresentado oficialmente hoje. Porém, o compromisso foi adiado para amanhã por conta da realização de mais um amistoso de preparação ao Campeonato Catarinense de 2011. Após enfrentar os juniores do Criciúma, Avaí e Figueirense, a Águia do Litoral medirá forças com o Guarani, vice-campeão da Divisão de Acesso do Campeonato Catarinense, em Palhoça, esta tarde.

O Imbituba estreia no Catarinense contra o campeão da Divisão Especial (Concórdia ou Marcílio Dias), em casa, no dia 16 de janeiro. Para conseguir o acesso à Série D do Brasileiro, a equipe da Amurel precisa ficar à frente de Joinville (caso não consiga a vaga na C pelo tribunal), Brusque, Metropolitano, Concórdia e Marcílio Dias.

Nove contratações já foram feitas pelo Imbituba. Segunda-feira, foi oficializada a chegada do lateral esquerdo Rodrigo, que estava no Grêmio Maringá-PR. O atleta tem 20 anos e já treinou ontem. A Águia ficou em quarto lugar no Estadual deste ano e quer surpreender em 2011.