sexta-feira, 3 julho , 2026
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Sabe o que os astros reservam para você hoje?

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Áries (21/03 a 20/04)
Seu regente Marte encontra-se tensionado em sua sétima casa, sugerindo uma fase propensa à grande irritabilidade, sobretudo em seus relacionamentos afetivos.

Touro (21/04 a 20/05)
Transitando por sua quinta casa, seu regente Vênus lhe predispõe aos prazeres e às atividades de lazer. Os aspectos tensos que Marte estabelece, a partir de sua sexta casa, lhe trazem a necessidade de estabelecer critérios.

Gêmeos (21/05 a 20/06)
Os ângulos de tensão que Marte estabelece a partir de sua área social apontam dificuldades no convívio com as pessoas, sobretudo uma forte tendência à competitividade.

Câncer (21/06 a 21/07)
Marte transita por sua quarta casa, tensionando o seu circuito familiar ao entrar em desarmonia com outros astros.

Leão (22/07 a 22/08)
Sua terceira e nona casas encontram-se tensionadas pelos ângulos que Marte estabelece com Júpiter e Urano, criando dificuldades.

Virgem (23/08 a 22/09)
Os aspectos tensos que Marte estabelece com outros astros, a partir de sua segunda casa, sugerem um período extremamente delicado para suas finanças.

Libra (23/09 a 22/10)
A passagem de Marte por seu signo estimula suas paixões e lhe motiva a seguir seus instintos. Entretanto, o astro entra em tensão com Júpiter e Urano, deixando-lhe vulnerável.

Escorpião (23/10 a 21/11)
A passagem de Marte por seu setor de crise, em oposição a Júpiter e Urano, sugere uma fase em que você fica suscetível a grande desgaste.

Sagitário (22/11 a 21/12)
Transitando por seu setor de amizades, a energia de Marte choca-se com as energias de Júpiter e Urano, lhe trazendo desafios para lidar com grupos.

Capricórnio (22/12 a 20/01)
Pressões do cotidiano têm sido seus maiores desafios nos últimos dias e esta é uma tendência que deve se prolongar mais um pouco. Você depara-se com questões profissionais.

Aquário (20/01 a 19/02)
Sua terceira e nona casas encontram-se tensionadas pelos ângulos de oposição que Marte estabelece com Júpiter e Urano, o que lhe traz grandes conflitos internos.

Peixes (20/02 a 20/03)
Sua impulsividade anda comandando suas ações, lhe predispondo a atitudes imprudentes que podem comprometer inclusive seu orçamento.

Festa = investimentos

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“Não falta nada em nossa escola!”. O diretor da Escola Martinho Alves dos Santos, em Tubarão, José da Silva Thiesen, é só orgulho. Também pudera. Todos os anos, a unidade educacional recebe melhorias com os recursos arrecadados durante a festa junina.

Em 2009, a prioridade foi a climatização, com instalação de ar-condicionado em todas as salas. Já em 2010, os recursos serão destinados à colocação de cobertura metálica para unir os três prédios da escola.

O investimento total será de R$ 20 mil, e ainda vai sobrar um ‘merrequinha’ para destinar a outras pequenas melhorias. “Felizmente, sempre conseguimos alcançar nossos objetivos. E devemos isso à comunidade, aos pais de alunos e empresários que nos patrocinam. Todos eles dão a sua contribuição para realizar essa festa”, agradece o diretor.

Atrações
A festa junina da Martinho Alves dos Santos deste ano ocorreu no último sábado. Além dos indispensáveis quitutes da época e da quadrilha, teve apresentação de banda, homenagens aos namorados e performances dos próprios estudantes, que fizeram cover de Beyonce, Mamonas Assassinas, entre outras atrações.

Público
A estimativa é que de 7 a 10 mil pessoas compareceram à festa junina da Escola Martinho Alves dos Santos.

Curtas

Vestibular
Os estudantes da Escola Dom Joaquim, em Braço do Norte, estão de olho no livros que devem ler para estarem preparados para o vestibular da Universidade Federal de Santa Catarina (Ufsc) do próximo ano. As obras estão detalhadas no blog da escola. Anote aí o endereço e confira: http://eebdomjoaquim.blogspot.com.

Dinâmica dos nomes
Sob a orientação da professora Ludimar Teresa de Oliveira, os alunos da 1ª série do ensino médio da Escola Jovem Dite Freitas, em Tubarão, elaboraram o perfil das turmas a partir da compreensão dos estudantes sobre as características principais de cada um. Os destaques foram os colegas Willian Fernando, Rodrigo Siega e Luiza Estela. Eles receberam o maior número de elogios dos amigos. Willian (esse moço da foto), por exemplo, foi “traduzido” como um cara tranquilo, amigo, paciente e educado. Parabéns!

César do Canto Machado

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As coisas acontecem como realmente devem acontecer.
Quando todo mundo esportivo catarinense pensava que a cidade de Tubarão tivesse encerrado seu belo ciclo do futebol, lá nos distantes anos 60 e, no máximo, na década de 70, quando, nos dois períodos, também memoráveis para o próprio futebol brasileiro que chegou ao tricampeonato, construiu uma magnífica história com a conquista de três títulos estaduais (57, 58 e 70), eis que se reacende neste ano de 2010 uma grande chama de esperança na retomada do sucesso, devolvendo aos fiéis desportistas tubaronenses a alegria e o sonho em voltar a ver futebol em casa, com a mesma emoção daqueles velhos e bons tempos que lotavam o Anibal Costa e, mais ainda, o “Monumental da Vila”, apinhando, aí, seu famoso “Morro da Navalha”; tudo isso sem esquecermos, é claro, a belíssima passagem do Tubarão FC pela nossa história esportiva, este de boas campanhas às portas e entrada do novo século -, pena que de uma passagem tão meteórica.

Estamos falando aqui da possível volta da rivalidade local no nosso futebol da Cidade Azul, tendo de um lado o “perpétuo” e sempre bravo Leão do Sul e, do outro, o novato e motivado Atlético Tubarão, este que vem, é claro, e ainda, com certo tipo e jeito do EC Ferroviário, mesmo vestindo azul, mas com o propósito de reconquistar a torcida rubronegra, que muito vibrou nos tempos de Bracinho, Norzinho e outros.

Não sei até que ponto os dirigentes do Atlético concordam com isso; porém, é assim mesmo que o tubaronense vê e espera deste novo confronto dos dois clubes profissionais na mesma cidade na Segunda Divisão do Catarinense 2010. Queiram, ou não, é impossível não fazer comparação com os bons tempos de Ferro-Luz, quando a cidade se enchia de motivação para o futebol e esperar, pelo menos, algo parecido.
Vida que segue.

Com a continuidade do Hercílio Luz na “Segundona”, fechou-se uma janela, porém, duas outras foram abertas, e vislumbrantes. A grande oportunidade de crescerem juntos os dois time da cidade e voltarmos, assim, a termos duas agremiações na “elite” do nosso futebol. E seríamos a única cidade do interior do estado a ter este privilégio.

Impossível? Claro que não! Com motivação, todos ganham, e motivação é o que, espera-se, não há de faltar. É agora ou nunca para o futebol tubaronense!.
Há, porém, um reparo: mesmo valendo toda a torcida de ambos os lados, embora muitos venham a chamar o embate entre estes dois rivais da mesma cidade de clássico, o confronto entre Hercílio e Atlético ainda não é e tampouco será em seus primeiros dias um verdadeiro clássico. Isto porque o tempo precisa lhes passar este recibo, ou seja: o clássico existe quando uma série de confrontos mostra este potencial e este clima, com equiparação de forças e uma boa série de jogos realizados.

Logo, pelo menos por enquanto, teremos um jogo entre dois times da mesma cidade, o que é bem diferente do velho e conhecido Ferro-Luz, época em que os dois equilibravam-se partida a partida, e efervesciam a cidade antes, durante e depois de cada jogo (jogaram mais de cem vezes entre si).
Todavia, como tudo precisa ter um começo (ou um recomeço, como é o caso do futebol tubaronense neste momento), a sorte está lançada.
E que vença o melhor, desde que – como diz a máxima do futebol – seja o seu time do coração!

“Quero que o paciente permaneça na região”

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Araildo Liberato, o PG (PDT), comerciante, 44 anos, tem uma certa experiência na política. Ex-prefeito de Capivari de Baixo, PG atendeu uma pedido do partido e disputa uma cadeira na Assembleia Legislativa. Natural de Capivari, é casado, tem quatro filhos, e lidera comércios na cidade quem vem de geração para geração. Tem intimidade com o comércio desde a infância e gerencia na cidade uma casa lotérica e uma lanchonete que leva o seu apelido. PG foi vice-prefeito de 2005 a 2008, ao lado de Moacir Rabello (PP). No mesmo ao em que terminou o mandato, candidatou-se a prefeito e obteve 3.326 votos. A vontade de participar da vida política surgiu depois dos inúmeros pedidos dos amigos. “Passei a me interessar pelo assunto e a enxergar Capivari com outros olhos. Quis passar à minha cidade que estou à disposição o tempo todo, tirando essa imagem de político que só aparece em época de eleição”, desabafa. PG agora briga por um espaço maior na região e tem como principal proposta a descentralização da saúde.

Carolina Carradore
Tubarão

Notisul – Como candidato da região, qual a bandeira que você irá levantar na campanha?
PG –
Minha maior luta será pela descentralização da saúde. Minha proposta é criar um hospital base em cada micro-região, oferecendo assim, mais condições de atendimento à população. A ideia é realizar projetos de lei que deixem o cidadão na região. É inadmissível um paciente encarar uma viagem para Florianópolis, por exemplo, para ter um tratamento de saúde. É claro que não podemos deixar de citar também a conclusão do aeroporto regional sul, o término das obras de duplicação da BR-101, a ponte que liga Capivari de Baixo a Tubarão, são bandeiras de luta importantes para o crescimento da nossa região. O sul ta esquecido. Prova disso, são notícias que lemos no jornal como, por exemplo, a paralisação das obras de duplicação da 101, entre Capivari de Baixo e Laguna. Vamos lutar que cada vez mais rápido saia a duplicação da rodovia. Outra proposta é trazer mais curso técnico para cá. Tanto que o partido traz junto com o ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT), cursos para Tubarão e região com o intuito de qualificar o trabalhador. Essa é nossa bandeira luta junto com o partido: dar oportunidade de emprego e geração de renda às famílias.

Notisul – Para você, qual o papel exato do deputado da região?
PG –
O papel do deputado é legislar e lutar pelo desenvolvimento não só de Santa Catarina, mas também para a região em que representa e ir em busca de projetos que fortaleçam o estado. Por isso que hoje Tubarão e as cidades vizinhas estão esquecidas, simplesmente por falta de representação. Precisamos de mais representantes e temos condições de eleger mais deputados. Às vezes, votamos para candidatos de fora e deixamos de lado políticos da nossa região. Na última eleição, elegemos dois deputados, mas poderíamos ter tido mais representantes.

Notisul – Na sua opinião, quais as áreas que precisam de mais investimentos na região?
PG –
Saúde, segurança, habitação, são as áreas de maior prioridade. A segurança pública precisa de uma grande atenção. Hoje, estamos à mercê das drogas e uma das principais alternativas é damos condições de tratamento aos dependentes químicos. É claro que a nossa região precisa de mais investimentos na educação e na saúde.

Notisul – Como você avalia a atuação dos deputados que representaram a região até então?
PG –
Acho que todos fizeram o seu papel, mas faltou mais representantes. Nossa região pode eleger pelo menos cinco deputados na Assembleia Legislativa. E quanto mais representantes, mais condições de desenvolvimento teremos no sul.

Notisul- Como você está formando sua base eleitoral?
PG –
Estou procurando fortalecer nossa campanha dentro de Capivari de Baixo e em outras cidades da região, fazendo visitas de casa em casa, uma campanha franciscana, do coração. Também mantenho contatos com representantes do PDT de outra cidades pra formar uma melhor estrutura e através disso, realizar uma boa votação na Amurel.

Notisul – Você pretende investir em dobradinha?
PG –
Estamos apoiando o candidato a deputado federal Edson Firmino (PDT) para que possamos fazer um bom trabalho e ter sucesso no pleito.

Notisul – Quanto você irá gastar na campanha?
PG –
Vamos fazer uma campanha franciscana, não temos condições de fazer um investimento alto e trabalhar dentro das condições que temos hoje. Vamos fazer uma campanha dentro da realidade e garantir os votos do coração. Acho que as pessoas que gostam da gente, confiam no nosso trabalho, vamos nos apoiar. Nossos votos vão ser aqueles do coração e não o voto do dinheiro. Também vamos explorar a internet, uma tecnologia mais gratuita que amplia a propaganda eleitoral e entra em vários lares. Aproveito a oportunidade para pedir o apoio dos amigos, para quem confia no trabalhado de PG. Através da multiplicação dos votos é que teremos o sucesso da eleição.

As entrevistas realizadas pelo Notisul com os candidatos com domicílio eleitoral na região serão em ordem alfabética.

Já entrevistados
Ada De Luca (15015) – PMDB – Laguna; Alexandre Moraes (15650) – PMDB – Tubarão; André Igreja (12123) – PDT – Imbituba; Arlei da Silva (23730) – PPS – Capivari de Baixo; Araildo Domingos Liberato (PG) (12312) – PDT – Capivari de Baixo.

“Quero lutar pela saúde”

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Arlei da Silva, 39 anos, atua há mais de 20 anos no setor de transporte rodoviário, área que abandonou somente quando foi eleito vereador em Capivari de Baixo, nas eleições de 2008, quando obteve 349 votos. Candidato a deputado estadual pelo PPS, a sua principal meta é trazer projetos inovadores no setor da saúde para a região. Um deles é a criação de um órgão regulador que concentre somente pedidos de remédios à população. “É inadmissível que o cidadão tenha que entrar na justiça para obter uma medicação por meio do município”, argumenta. Natural do Rio Grande do Sul, adotou Capivari de Baixo aos 17 anos, época em que teve seu primeiro emprego formal na empresa Transporte Capivari. Casado, tem um casal de filhos. Arlei sempre dedicou a sua vida profissional ao setor de transporte. Passou a concentrar forças na vida política em 2008 e deixa um recado à região. “Se todos os eleitores da votarem em candidatos da nossa área, praticamente todos serão eleitos e nossa representatividade na assembleia legislativa será bem mais expressiva”, sugere.

Carolina Carradore
Tubarão

Notisul – Como candidato da região, qual a bandeira que você pretende levantar?
Arlei da Silva
– Minha bandeira maior é trazer um hospital infantil para a região. Não temos um local que atende somente crianças. Saneamento básico também será minha prioridade. Em Capivari, por exemplo, solicitei em requerimento um projeto à Casan. Com apoio dos demais vereadores, houve aprovação e hoje temos um projeto e verba liberada de R$ 18 milhões para fazer tratamento de esgoto na cidade. A luta que o cidadão passa para obter remédios também é outro problema que quero ajudar a resolver. Se for criado um órgão regulador, as pessoas não irão mais precisar entrar na justiça para obter medicação gratuita pela prefeitura. Caso eu não me eleger, vou sugerir essa ideia para o candidato da região que vencer as eleições.

Notisul – Para você, qual o papel exato do deputado estadual?
Arlei
– Trazer projetos para Santa Catarina e fiscalizar são os papéis principais do deputado, que também precisa estar sempre próximo da população para saber das suas reais necessidades.

Notisul – Na sua opinião, quais as principais áreas que precisam de mais investimentos na região?
Arlei
– Sem dúvida alguma, é a BR-101, obra em andamento, mas que precisamos ficar em cima para ser finalizada. As estradas estaduais também precisam de atenção com urgência. Emprego também é uma necessidade da nossa região. A área de cursos técnicos também é precária na região para que nossas empresas não precisem trazer mão-de-obra de outros lugares e, assim, abrir vagas para a nossa região.

Notisul – Como você avalia a atuação dos deputados que representaram a região até então?
Arlei
– Acho que todos fizeram o seu papel, cada um dentro do seu potencial. Quem tem que julgar, na verdade, é o eleitor. Se eu não fosse candidato, eu iria procurar saber qual o político que mais atuou na região ou alguém que trouxesse uma proposta inovadora.

Notisul – Qual a sua opinião quanto ao modelo de descentralização atual do governo de Santa Catarina?
Arlei
– Sou contra as secretarias de desenvolvimento regional (SDRs), pois de nada adiantar ter as regionais e não ter autonomia. No momento em que as verbas do estado forem destinadas à região, tudo bem. Mas, se a situação ficar como está, as SDRs não deveriam existir. Ah, outra coisa: sou totalmente contra a realização de concurso público em ano de eleição. Se for eleito, quero fazer um projeto estadual para que em ano de eleição não exista concurso público.

Notisul – Como você está formando sua base eleitoral?
Arlei
– Sempre digo que estou em um partido que está crescendo muito. Vamos fazer uma campanha boca a boca. Vejo também que há uma necessidade cada vez mais do eleitor em conhecer seu candidato a fundo.

Notisul – Quanto você irá gastar na campanha?
Arlei
– Só no decorrer na campanha para saber. Temos que fazer santinhos, plotagens. Gastos é óbvio que vamos ter. É claro que temos que fazer tudo com transparência.

Notisul – Como vai ser a sua estratégia de campanha?
Arlei
– Lideranças em bairros. Vou ter de dez a 15 segundos de televisão, então, preciso de muita criatividade para passar minhas ideias ao eleitor. Um dos suportes será o acesso à internet, que também quero explorar. Quero aproveitar a oportunidade também para falar ao eleitor que não vote em branco. Se não quer votar em mim, que escolha um candidato, mas que exerça o seu direito de voto.

As entrevistas realizadas pelo Notisul com os candidatos com domicílio eleitoral na região serão em ordem alfabética.

Já entrevistados
Ada De Luca (15015) – PMDB – Laguna; Alexandre Moraes (15650) – PMDB – Tubarão; André Igreja (12123) – PDT – Imbituba; Arlei da Silva (23730) – PPS – Capivari de Baixo; Araildo Domingos Liberato (PG) (12312) – PDT – Capivari de Baixo.

Aeroporto Regional Sul: Desapropriações ainda não foram pagas

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Zahyra Mattar
Laguna

De abril para cá, nenhum município repassou mais verbas para o pagamento dos terrenos do Aeroporto Regional Sul, em Jaguaruna. A Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec) também não fez mais nenhum depósito. A entidade integrou o consórcio intermunicipal pró-aeroporto com a promessa de desembolsar R$ 110 mil. Transferiu R$ 90 mil até o momento (faltam R$ 20 mil).

Em valores nominais (sem correção), são necessários mais R$ 263.175,69 para terminar de pagar as desapropriações. Em preço atual, estima-se que o montante chegue a R$ 850 mil. E a cifra continua a crescer a cada dia que passa.
Em 19 de abril, o presidente do consórcio, o prefeito de Jaguaruna Inimar Felisbino Duarte (PMDB), afirmou que tentaria um convênio com o governo do estado. Mas não há nada de concreto. Com a expectativa de o aeroporto começar a operar já no próximo ano, o receio está em possíveis problemas judiciais que a falta de pagamento da indenizações poderiam gerar.

“Como os municípios estão argolados, o correto seria o estado assumir. Este compromisso, na verdade, deveria ter sido do estado ou da União desde o começo. Os prefeitos tomaram a frente para ter a garantia do investimento na Amurel. Não fosse isso, hoje não teríamos nem a sombra do aeroporto”, defende o secretário executivo da Amurel, Jorge Leonardo Nesi, o Nardo.

Com a troca de comando do estado, dificilmente uma solução deverá ser sinalizada até o fim deste ano. E o mais relevante no momento: será que o próximo gestor vai assumir a dívida? “Caso isso não ocorra, a sugestão é que as cidades impactadas com a abertura do novo acesso, no caso Sangão e Jaguaruna, abram mão do ISS para quitar o que falta”, propõe Nardo.

Andamento das obras

No momento, a empresa Espaço Aberto trata de finalizar as obras que compreendem a segunda etapa do Aeroporto Regional Sul, em Jaguaruna, da qual prevê: a construção do terminal de passageiros, redes elétrica e hidrossanitária, climatização, subestação de energia, estação de tratamento de esgoto e de água, unidade do Corpo de Bombeiros, telecomunicação de telefonia e cabeamento estruturado, proteção contra descargas atmosféricas, paisagismo e torre de controle de tráfego aéreo.

O investimento do estado já ultrapassa os R$ 6 milhões previstos na licitação. O terminal de passageiros está com 80% das obras concluídas. Porém, algumas modificações precisaram ser feitas no projeto com o objetivo de cortar custos, apesar de a empresa Espaço Aberto ter conseguido um aditivo de R$ 749, 654. Uma das medidas foi trocar cerca de 20% dos vidros que seriam colocados no terminal por paredes de tijolos. A previsão é que esta etapa esteja concluída até o fim deste ano.

A terceira fase do empreendimento, a abertura do acesso pela BR-101, em Sangão, deve começar nos próximos dias. O trabalho será feito pelo consórcio Setep-Espaço Aberto. As desapropriações dos terrenos por onde passará a estrada serão pagas pelo governo do estado. É previsto um gasto de R$ 500 mil com as indenizações.

O valor para a pavimentação ficou orçado em R$ 18,2 milhões. A estrada terá cinco quilômetros. A obra ainda inclui o pátio de estacionamento de veículos, uma ponte sobre o Rio Jaguaruna e um viaduto sobre a Ferrovia Tereza Cristina. O prazo estimado para conclusão dos trabalhos é de 540 dias. Até que a estrada fique pronta, a opção será chegar ao aeroporto via Jaguaruna ou pelo distrito de Morro Grande, em Sangão.

Municípios que investiram no aeroporto*

• Armazém – R$ 15.481,82.
• Braço do Norte – R$ 55.867,91.
• Gravatal – R$ 24.325,36.
• Imbituba – R$ 80.416,27.
• Pedras Grandes – R$ 11.084,83.
• Sangão – R$ 18.308,78.
• Santa Rosa de Lima – R$ 4.520,88.
• São Ludgero – R$ 19.342,70.
• São Martinho – R$ 7.374,87.
• Treze de Maio – R$ 15.128,17.

* Em 2002, quando os terrenos foram avaliados, chegou-se ao acordo que cada cidade integrante do Aeroporto Regional Sul pagaria valores correspondentes ao número de habitantes. Para isso, ficou estipulado que as prefeituras teriam o compromisso de contribuir com R$ 2,25 por habitante (da população de 2002). A participação financeira das cidades foi autorizada pelas respectivas câmaras de vereadores.

Municípios que contribuíram com cotas extras
• Capivari de Baixo – R$ 200 mil.
• Jaguaruna – R$ 250 mil.
• Tubarão – R$ 300 mil.
• Amrec – R$ 90 mil de R$ 110 mil (faltam R$ 20 mil).

Municípios que contribuíram com cotas extras
• Rio Fortuna – R$ 9 mil*.
• Laguna – R$ 107 mil.
• Grão-Pará – R$ 13 mil.
• Imaruí – R$ 30 mil.

* Rio Fortuna é o único município com autorização para participar do consórcio, mas que ainda não contribuiu. O restante não tem autorização dos vereadores para dispensar qualquer valor. Desta formas, apesar da boa vontade dos prefeitos, nenhum centavos pode ser liberado para ajudar o consórcio.
Fonte: Amurel.

A área em números

Terrenos
• Área total: 66 lotes (3.126.475,70 milhões de metros quadrados).
• Área total paga: 48 lotes (2.360.891,77 milhões de metros quadrados).
• Área total não quitada: 18 lotes (765.573,93 mil metros quadrados).

Valores
• Avaliação dos lotes em 1º de junho de 2002: R$ 1.112.568,94.
• Pagos até agora (com a correção): R$ 1.054.444,68.

Ainda faltam:
• R$ 263.175,69 (valor nominal).
• Valor já depositado pelos municípios: R$ 1.091.851,59
• Se fosse pelo valor nominal, 98% da dívida já estaria quitada. Com as cifras de hoje, a parte paga corresponde a 75,51%. O restante, 24,49%, é o que falta ser liquidado.

Show: Fãs de Restart vão ao delírio

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Carolina Carradore
Tubarão

Gritos histéricos, cartazes com declarações de amor, roupas coloridas, faixas na cabeça e uma fila quilométrica. Este era o cenário em frente a Hangar Eventos, no início da tarde de sábado. Toda a euforia vinha por conta da apresentação do grupo Restart, o novo fenômeno teen do cenário nacional. Fãs de toda a região cantaram os maiores sucessos junto com os integrantes da banda.

Ansiosas, as primas Letícia Moraes, 10 anos Juliana Moraes, 12, Izabel da Silva, 11, Tamires Gomes, 14, e Patrícia Gomes Moraes, 14, tinham um único objetivo: curtir o show bem pertinho do palco. Para isso, chegaram bem no início da tarde, mas foram surpreendidas com a presença de outras fãs que já aguardavam desde a manhã. Apaixonadas pelo Restart, as meninas lideram um fã clube virtual com mais de mil membros. “Eles vestem roupas coloridas para mostrar que são alegres, que o bom da vida é ser feliz”, diz Letícia, que não esconde a sua preferência por Pelanza, um dos integrantes da banda.

Todas estavam acompanhadas da tia Kátia Gomes, 32 anos, que compartilhava com as sobrinhas a ansiedade. “Por elas, a gente paga esse mico ”, brinca.
Uma turma de meninas de Laguna não escondia as lágrimas de emoção em estar frente a frente com os maiores ídolos. E cor foi o que não faltou para Izadora Pavanali, 13, Nicole Resh, 13, Maria Rute Izidoro, 13, Vitória Effiting, 12, Júlia Martins, 12, e Luana Valério, 14. Óculos de vários tons, calças coloridas… Vale tudo para ficar mais próxima do ‘jeito Restart’ de ser. “Gostamos das músicas românticas e do jeito alegre”, opina Nicole.

Sucesso
Em pouco mais de um ano, a banda Restart chegou a três milhões de plays no MySpace e, mesmo sem o apoio de uma gravadora, foi o segundo mais ouvido no MySpace em 2009, na frente de nomes consagrados como Mallu Magalhães, Jonas Brothers, McFly, NXZero e Fresno.

Lucro com os shows

Se os adolescentes de todo o Brasil aclamam e admiram o Restart, para outros a banda é uma boa fonte de renda. É o caso da família da vendedora ambulante Carla Bumatti, 32 anos. Moradora de São Paulo, ela, o marido e os dois filhos seguem a banda pelo Brasil afora. Eles encaram as viagens dentro de um Doblô que se transforma em uma espécie de barraca com os mais variados tipos de acessórios alusivos ao Restart.

A família segue a banda há mais de um ano e tira o sustento do lucro objetivo com as vendas dos produtos. “A gente vende muito, pois o grupo é um fenômeno. O mais legal é que meus filhos se divertem, participam dos shows e estão sempre comigo”, diz Carla, que compra objetos como camisetas, bottons, fitas e óculos na famosa rua 25 de Março, em São Paulo.

Justiça: Tubarão vira comarca especial

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Carolina Carradore
Tubarão

Agora é oficial: Tubarão finalmente estará entre as grandes comarcas do estado. Quarta-feira, o Tribunal de Justiça aprova a inclusão da cidade na entrância especial. O projeto já havia sido aprovado na comissão especial do TJ. A informação é deputado Joares Ponticelli (PP), um dos maiores lutadores da causa.

Em 2007, Ponticelli apresentou uma emenda na assembleia legislativa que foi rejeitada na época. Desde então, junto com juízes e membros da OAB, levanta a bandeira para que os magistrados de Tubarão possam seguir carreira na comarca.

Reivindicação de longa data da região, a entrância especial trará uma séria de benefícios à região. “A não elevação da comarca de Tubarão seria uma verdadeira perda, porque continuaria a ser apenas uma comarca de passagem, já que os juízes não poderiam progredir em suas carreiras. Agora, eles podem continuar na cidade e só saíram para serem desembargadores”, explica Ponticelli.

Na prática…

A elevação da comarca também criou cargos de “juízes especiais”. Outra mudança é que o fórum também poderá receber novos “juízes permanentes”. Também no que diz respeito à distribuição de recursos e material humano (servidores), as comarcas de maior entrância recebem uma atenção especial, além de uma maior facilidade para a criação de novas varas.

Tubarão conta atualmente com oito juízes titulares. Sendo comarca de entrância especial, abre espaço para mais três vagas, trazendo mais celeridade aos trabalhos do fórum.

Direito: PEC agiliza o divórcio

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Priscila Alano
Tubarão

A aprovação da chamada “PEC do Divórcio” facilitou o processo de separação dos casais. O novo texto agiliza a vida de quem opta em dar um fim no relacionamento. A novidade é a extinção dos prazos exigidos pela lei anterior. Antes, era necessário primeiro pedir a separação judicial, aguardar um ano, e só depois realizar o processo do divórcio.

A bacharel em direito Magali Magnus Wagner, de Tubarão, explica que as alterações extinguem a separação. Fato que, para ela, é considerado um avanço, pois os trâmites serão mais rápidos. A lei anterior era de 1977. “Antes, era feito em duas etapas: separação e divórcio. Agora, será mais ágil. A criação de duas etapas para o casal se separar foi instituída para agradar, sobretudo, a igreja, que era contra a lei na época”, explica Magali. Todos os processos de separação judicial que tramitam hoje no judiciário devem transformar-se automaticamente em divórcio, pois a lei é retroativa. As estatísticas apontam que são poucos os casais que querem retomar o matrimônio.

Pela antiga redação, o casamento só poderia ser dissolvido pelo divórcio após separação judicial por mais de um ano, ou com comprovada separação de fato por mais de dois anos. Com a nova lei, as pessoas ficaram livres e poderão contrair um novo matrimônio.

A autônoma Maria do Carmo Damásio, a Carmem, 52 anos, conta que quando ela e o marido optaram pela separação, há mais de dez anos, o processo demorou. Carmem esperou por mais de um ano para voltar a ter o nome de solteira. “Meu ex-marido não pagou a pensão para os seis filhos. Quando nos separamos, todos eles eram menores. E até hoje ainda não assinei o divórcio, pois tenho receio que meus filhos percam a herança”, relata Carmem.

Divórcio nos cartórios
O divórcio também pode ser realizado nos cartórios, mas com uma ressalva: desde que o casal não tenha filhos menores de 18 anos.

Plano Diretor: Moradores pedem a aprovação

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Wagner da Silva
Braço do Norte

A Associação de moradores dos Bairros Floresta e Trevo (AMBFT), em Braço do Norte, pede urgência na análise e aprovação do Plano Diretor do município. A solicitação é justificada pelo compromisso assumido pela administração em dezembro do último ano.

Mais de sete meses se passaram desde o encontro com o prefeito de Braço do Norte, Evanísio Uliano (PP), o Vânio. Porém, até o momento, a única certeza é a inclusão do município na ação contra a instalação da fosfateira em Anitápolis. Outras oito reinvidicações foram feitas, mas nenhuma teve resposta.

Para o presidente da associação, Hugo Medicina, a aprovação do Plano Diretor será suficiente para resolver praticamente todas outras sugestões. “O projeto foi aprovado pelo prefeito anterior e precisava da aprovação da câmara. O documento não foi analisado como deveria, não houve a criação de emendas nem de vetos”, lamenta.

O Plano Diretor é uma importante ferramenta para o desenvolvimento. “Com o plano, o município saberá como e para onde crescer, pois regularizará os loteamentos clandestinos, reservará espaços próximos ao anel viário, um antigo projeto para indústria, gerando emprego e renda de forma organizada. Neste contexto, vemos que é a principal ação para que, em poucos anos, Braço do Norte torne-se exemplo”, argumenta Hugo.

Rompimento com a Casan seria benéfico

Outra sugestão importante, o rompimento do contrato de parceria, esteve na pauta de um encontro entre o prefeito Vânio Uliano e o presidente da Casan, Walmor De Luca.
Nos últimos anos, os moradores sofreram com problemas de abastecimento de água, o que para o presidente Associação de moradores dos Bairros Floresta e Trevo (AMBFT), Hugo Medicina, foi mais uma demonstração da fragilidade do sistema, já que a falta de investimentos que não acompanha o crescimento do município.

“Não temos rede de esgoto, o abastecimento é um dos piores da região. Não vemos grandes investimentos, mas grandes promessas. Acreditamos que o melhor, visto o descaso, seria o rompimento da parceria”, avalia Hugo.

A solução, segundo ele, é a implantação do sistema municipal de saneamento (Samae) e, em último caso, a contratação de uma empresa privada especializada neste tipo de gestão. “Não sou conhecedor de dados, mas acredito que qualquer uma conseguiria oferecer serviço superior com menor custo a população”, enfatiza.