sexta-feira, 20 fevereiro , 2026
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“O que o aluno sabe ao sair da escola?”

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Amanda Menger
Tubarão

Notisul – Depois de 40 anos em sala de aula, como o senhor observa a educação?
Wilson
– Observo uma grande mudança. A educação tem avanços e alguns estrangulamentos. Tem avanços à medida que novas tecnologias são incorporadas, que professores aperfeiçoam-se, buscam titulação e, com isso, desenvolvem teorias e tentam aplicá-las à prática, avaliar melhor e conduzir melhor o processo de aprendizagem. Tem gargalos, sim, e observamos isso na comparação de resultados. Um deles é o Pisa, programa internacional de avaliação de estudantes, do qual o Brasil participou em todas as edições desde 1997 (ocorre a cada três anos). É um teste aplicado com jovens de 15 anos e não é baseado em memória, e sim em aplicação de conhecimentos. Os resultados são comparados entre os países que participam. O Brasil não se sai bem nestes testes, já melhorou, mas ainda está longe do ideal. Este é apenas um parâmetro. O que o jovem que passou pela escola sabe? Como ele lê um livro, um jornal? Ele sabe fazer cálculos? Sabe calcular juros? Como ele escreve? Nós percebemos de um modo geral que a escrita apresenta problemas na estrutura frasal, de clareza de ideias, de grafia. Se o jovem passou oito, dez anos na escola, supõe-se que ele soubesse se expressar melhor em sua língua. Outro ponto que mudou muito e os professores queixam-se bastante é das atitudes.

Notisul – Como assim?
Wilson
– Nós migramos de uma sociedade em que havia hierarquia. Havia respeito aos mais velhos, às autoridades constituídas, e o professor em sala de aula era uma autoridade, os alunos o respeitavam. O professor dava orientações, cobrava e o aluno respeitava isso. Hoje, se vê casos de alunos que não respeitam o professor, não o consideram autoridade, o rejeitam e quando não o agridem. Vejo que essa é uma mudança para pior. A prática da profissão piorou bastante. E para isso não se vê uma solução a curto prazo. É preciso uma reeducação de valores. Uma conjugação de esforços entre a escola e a família. Não basta só a escola querer educar se a família não der limites, não der os princípios fundamentais.

Notisul – O senhor falou sobre as dificuldades que os jovens têm hoje de ‘ler’ o mundo, mesmo passando pela escola. Onde está o problema?
Wilson
– É uma boa pergunta e uma resposta difícil. Em primeiro lugar, a com a tecnologia, os instrumentos apelam mais para o lazer do que para o dever. O tempo que se dedicava no passado à leitura, hoje, dedica-se ao lazer mais superficial, a consultar a internet. Mas é navegar na superfície, sem profundidade. Lê-se duas, três telas, não mais do que isso. A informação fica na aparência. A leitura exigiria mais tempo e isso não ocorre hoje. Jovens de outras gerações tinham na leitura um passatempo, não tinham internet, nem televisão. A leitura era um bom passatempo e um meio instrutivo e formador. Hoje, somos mais levados à superficialidade. Como mudar isso? Não é fácil. As mudanças não vêm e voltam. Elas vêm e vão adiante, como novas ondas. É preciso resgatar valores fundamentais.

Notisul – O senhor tem participado de diversos congressos, no Brasil e no exterior. Com a globalização, as angústias também se globalizaram?
Wilson
– Tenho assessorado o governo do estado em alguns projetos de interesse da secretaria de educação e convivido com palestrantes de outros pontos do mundo. Depois de alguns dias, parte-se para conversar entre as pessoas e muitos falam de suas preocupações, desejos, conquistas, aflições. E me chama muito a atenção em como o homem é parecido. Eram profissionais da Austrália, da Suíça, da Noruega, Finlândia, França, Hong Kong, México, Inglaterra, Canadá e as pessoas são muito preocupadas com a família, com a correria da vida moderna, com o estresse, com as novas tecnologias e com a educação. A queixa é universal. A Finlândia tem se saído muito bem no Pisa, então, todos querem ir para lá saber como eles atuam.

Notisul – E como eles atuam?
Wilson
– Não há nenhum segredo. A educação para ter resultado precisa de bons professores, bem remunerados; ter boas escolas, bem equipadas; um bom planejamento de ensino e executar; ter ordem, disciplina, cobrança. E aí os jovens naturalmente são bem educados. Deixar à vontade de cada um mostrou-se infrutífero. Agora, só ter o desejo de ter uma educação boa, sem investir nela, efetivamente não dá. O professor que receba dois, três salários mínimos jamais terá condições de ter uma boa formação, um bom equipamento. Escolas caindo aos pedaços, chovendo dentro, crianças amontoadas em galpões, não tem um ambiente propício, não há uma sala de aula confortável, de silêncio. Fazer discurso sobre educação é muito fácil, mas praticar efetivamente a educação como prioridade e traduzir esta prioridade em investimentos concretos, tanto na formação docente, oferta de infraestrutura, de ensino para o estudante, para o estudante que esteja bem alimentado, bem transportado e bons métodos de ensino. Para isso, o professor precisa estar atualizado, instrumentalizado e satisfeito com a sua profissão.

Notisul – O professor também precisa ser avaliado? A estabilidade às vezes é um problema?
Wilson
– A estabilidade é uma questão muito controversa. O professor que é aplicado, bom, não precisa de uma proteção, ele garante-se pela sua capacidade, pelo seu empenho, pelo seu esforço. Aí está a garantia de trabalho. A avaliação deve ser constante, nós sempre somos avaliados, em tudo, em nossa aparência, em nossa profissão. Professor deve ser, assim como qualquer outro trabalhador, avaliado, assim como ele avalia os alunos. Por que não premiar o professor que os alunos têm bons resultados? Já há algumas experiências no Brasil, algumas muito positivas em São Paulo.

Notisul – Sei que o senhor tem um interesse bastante grande pelas novas tecnologias. Como isso surgiu na sua vida?
Wilson
– Sempre fui curioso. O menino pobre que saiu da roça foi estudar porque era curioso (risos). Aquilo veio desde a infância. Quando surgiram as tecnologias digitais, sobretudo a internet, eu fui muito feliz, porque fui desafiado a coordenar a equipe que ia implantar a informatização da Unisul. Ou seja, íamos trocar as máquinas de escrever por computadores, de forma gradativa. Isso foi em 1988/1989. Ainda não tinha internet disponível na época, tanto é que, alguns anos depois, nós tivemos acesso à rede Bitnet, que nem se fala mais nisso hoje. Era um fiozinho que ligávamos no computador, de tela verdinha (risos) e levava a manhã inteira para carregar um programa (risos). A Unisul foi evoluindo e nós pegamos uma boa assessoria para montar a internet, e o backbone – a espinha dorsal de fibra ótica – implantada na época, está até hoje. O que mudou foi a ponta. Nós começamos com grandes computadores e hoje é rede de micros e vemos que a tecnologia de computadores pequenos tomou conta. Para isso, foi preciso pesquisar, conversar com muitas pessoas e aprendi muito. No começo, havia muita resistência.

Notisul – E qual era o medo das pessoas?
Wilson
– Um era o medo pessoal. Estavam acostumados com a máquina de escrever, eu bato e fica aqui. E, se faz no computador, não sei o que ocorrerá depois. Outro medo era de segurança: vou bater as notas e aí todos vão ver? Vamos passar a parte financeira para a internet? Aliás, esta foi uma resistência imensa, porque achavam que ficaria público, e as pessoas poderiam alterar, dar baixa em suas mensalidades sem pagar, iriam alterar as notas (risos). Hoje, tem as ameaças virtuais, as invasões de hackers. E o terceiro medo era o da mudança mesmo. Mas isso foi superado. O uso do computador, da internet, não é mais questionado. Pode se questionar métodos, equipamentos, softwares, mas a internet e a informática tomaram conta do mundo. Ela tem pontos positivos e negativos. Entre os positivos, está o acesso à informação, por exemplo, das contas públicas. Acredito que, com a informação disponível, o controle sobre aquilo que gasta com o dinheiro de todos nós é maior.

Notisul – E os pontos negativos?
Wilson
– O fato negativo é os maus elementos que se aproveitam da tecnologia para enganar, para mandar mensagens falsas ou maliciosas para captar informações pessoais, ou denegrir a imagem. Mas, a par disso, tem um dado muito positivo, e a tecnologia evolui, dos grandes computadores, hoje aos portáteis. Eu estou vendo agora (ele mostra um IPhone) o site do Notisul e posso ler o que foi publicado lá, na palma da mão. Assim posso ler o New York Times, e outros jornais do mundo inteiro.

Notisul – É assim que o senhor informa-se hoje?
Wilson
– Eu uso esse de mão quando estou em viagem ou estou esperando alguma coisa. Tem os jornais, os livros, chamados e-books. Raramente vou a banco, faço todas as minhas transações financeiras pela internet, não vejo grandes problemas se você tiver cuidados básicos. Consultar sempre a sua conta, seu cartão de crédito. Precisa ter cuidados, é como praticar sexo sem proteção. Expor-se tem risco. A grande vantagem da internet é ter acesso à informação.

Notisul – E o professor diante de tudo isso?
Wilson
– O meio não faz a mudança. O que faz a mudança é a essência, são os valores, a prática. Teve muita gente que achava que o retroprojetor, o projetor de slides, o projetor multimídia seria a solução e já estamos passando por isso. A utilização da tecnologia deve ser instrumental. Qualquer assunto o aluno encontra na internet. Qual é a função do professor? É orientar, mostrar qual o peixe deve ser pescado neste mar de informações que é a internet. O professor deve estar informado, saber pesquisar, para depois orientar. É possível usar este material para interessar os alunos, tornar as aulas mais dinâmicas, atrativas. Ainda assim, tem o conteúdo a ser trabalhado, mas estará melhor ilustrado, mais palpável, mais próximo do aluno. E isso em todas as disciplinas.

Filosofia em vídeo

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Sócrates, Aristóteles, Platão… Estes são alguns dos nomes mais conhecidos da filosofia. A disciplina é vista muitas vezes como algo chato e monótono. E mudar esta visão foi um dos objetivos de um trabalho realizado pelo professor Giovani Silveira. Ele propôs para os alunos do 2º ano do ensino médio da Escola Jovem que fizessem vídeos de até cinco minutos sobre a ética. Além da avaliação em sala de aula, foi promovido um concurso de vídeo amador. Os estudantes fizeram a inscrição e os melhores em cada turno foram premiados na semana passada.

“Fizemos este projeto no ano passado com foco na propaganda eleitoral. Este ano, foi sobre a ética. A intenção é fazer o jovem pensar sobre o assunto e relacionar com questões do dia-a-dia. Teve vídeos ótimos, com mensagens fortes. Pena que nem todos participaram da mostra competitiva, mas acredito que, no próximo ano, mais alunos participarão”, avalia Giovani.

O resultado motivou tanto a direção da escola, que para o próximo ano, serão comprados equipamentos para gravar e editar o material. “Eles já fizeram trabalhos maravilhosos com câmeras de celular e fotográficas. Isso prova a capacidade e a criatividade deles. Queremos dar mais suporte em 2010. E também juntaremos todos os vídeos para formar um documento único e inscrever em competições nacionais”, revela a supervisora Silvana Nogueira.
As equipes vencedoras do concurso receberam prêmiações em dinheiro. O julgamento dos trabalhos ficou por conta das responsáveis pelo Notisul Escola.

Um e-mail…
“É muito importante e interessante a integração do Notisul com os colégios. Essa prática estimula professores e alunos a trabalharem com mais empenho. A iniciativa de levar o jornal para a sala de aula fez a diferença neste último ano, transformou muitos ‘ledores’ em leitores assíduos do jornal. Parabéns! Que essa iniciativa perdure e se aperfeiçoe ainda mais”.
Anice Gomes, aluna do 4º ano de magistério do Colégio Dr. Otto Feuerschuette, de Capivari de Baixo.

… Milhões de
agradecimentos!
“Oi, Aniece. Tudo bem!? Obrigada por ter nos escrito. O reconhecimento do nosso trabalho é sempre um incentivo para continuarmos a fazer sempre mais e melhor. Ao mesmo tempo que agradecemos, também elogiamos a todos que participaram do projeto. Nada teria sido feito se os principais ‘personagens’, as escolas, não estivessem comprometidas. Para o próximo ano, o Notisul Escola voltará cheio de novidades. Ainda melhor! Um grande abraço e maravilhosas férias”.
Amanda, Pri e Zah – equipe do Notisul Escola.

Construindo história

A sociedade atual foi o foco de um trabalho proposto pelo professor de sociologia Santos Crozeta de Sociologia, da Escola Dite Freitas, a Escola Jovem de Tubarão, aos alunos das 1as séries do ensino médio. A ideia foi produzir textos com os conteúdos abordados no 4º bimestre: símbolos, transcendência e crenças populares.
No papel, conteúdos fantásticos foram desenvolvidos pelos alunos, que abordaram assuntos de suas próprias comunidades. “Foi percebido, no desenrolar do projeto, o empenho e a vontade dos alunos em mudar a sociedade. Através de situações fictícias, eles trouxeram, de uma maneira ou outra, a verdadeira realidade”, avalia o professor Santos.
Confira a seguir algumas das histórias escritas pelos alunos:

• O Mistério das Congonhas – a equipe procurou desvendar assassinatos até então nunca esclarecidos pela polícia.
• Metavoia – os alunos abordaram problemas familiares e escolares através de uma banda batizada de Metavoia, uma música de estrutura religiosa que traz a reflexão das próprias atitudes.
• Deu a Louca Nos Contos de Fada – aborda questões como bulimia, anorexia, drinknorexia.
• Recomeçar – conta a história de Peter, um garoto que não gostava de estudar e envolveu-se no mundo das drogas.
• Lesbianismo – versa a história daquelas que têm coragem e vencem o preconceito.

Até breve!

Acabou e já estamos com saudades. Desde julho, um trio de repórteres do Notisul empenhou-se ao máximo para contribuir com a educação nos municípios em que o jornal circula. Depois de quase seis meses ‘perturbando’ os professores das seis escolas participantes (desculpem, mestres, mas foi preciso), percebemos que ganhamos mais do que contribuímos. O aprendizado foi enorme. Para nós, valeu a pena!
Apesar de o trabalho normal do jornalista não ser dos mais fáceis – é uma correria o dia todo -, vir para o Notisul e dedicar tempo para fazer, toda semana, a página do projeto Notisul Escola foi um privilégio e não um trabalho extra.
No próximo ano, voltamos com a corda toda e esperamos que vocês também voltem com a mesma empolgação que nos contagiou. Agradecemos a todos que participaram, aos professores, diretores e orientadores, que se esforçaram muito para colaborar com o sucesso do Notisul Escola.

Um abraço, maravilhosas férias e até 2010!

Amanda, Pri e Zah

ISS dos leasings: Expectativa é receber R$ 20 milhões em 2010

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Amanda Menger
Tubarão

Os cortes dos comissionados em Tubarão serão anunciados mesmo no próximo dia 30. Até lá, tudo o que for falado é mera especulação. A garantia é do prefeito Manoel Bertoncini (PSDB). Segundo ele, serão realizadas novas reuniões com os vereadores e os partidos que compõem a aliança.

Dos 241 comissionados, 17 são ou têm status de secretários, além de seis assessores especiais. O destino destes cargos, que são indicações de partidos e da cota pessoal do prefeito, só será decido daqui a alguns meses. “Deveremos começar o mês de março com uma estrutura diferente da atual. Em fevereiro, discutiremos isso com mais atenção, mas já posso adiantar que não teremos mudanças drásticas com relação ao número de secretários. Não posso dizer ainda se vamos juntar secretarias”, afirma Manoel. O prefeito disse ainda, que, para o porte de Tubarão, com cerca de 100 mil habitantes, o número de comissionados não é exagerado.

Também no dia 30, o prefeito entregará o cargo ao vice-prefeito Pepê Collaço (PP). Ele ficará no comando durante 15 dias, prazo das ‘férias’ de Manoel, que irá para o Caribe. “Nessa reunião, apresentarei uma pesquisa de opinião que nós fizemos com a população. O resultado já foi entregue e me surpreendeu: é uma nota até maior do que eu mesmo daria”, disse o prefeito, sem revelar qual é a nota.

Salários
Os servidores públicos já receberam, na íntegra, o 13º salário. O depósito ocorreu segunda-feira. Já o salário de dezembro, deverá ser depositado até este domingo.

Recursos com ISS podem
chegar a R$ 20 milhões

Cerca de R$ 20 milhões é o valor que a prefeitura de Tubarão espera receber com as ações de cobrança do Imposto Sobre Serviços (ISS) nas operações financeiras de leasing feitas por instituições financeiras, como os bancos, no próximo ano. A expectativa é positiva, principalmente após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que confirmou a incidência do ISS neste tipo de serviço.

“Neste ano, esperávamos receber R$ 10 milhões, porém, recebemos apenas R$ 2,5 milhões. Para 2010, acreditamos que devem liberar R$ 20 milhões, porque agora há uma segurança jurídica para isso”, analisa o prefeito Manoel Bertoncini (PSDB).
Mesmo com a alta probabilidade de receber estes recursos, Manoel prefere não fazer planos. Só anunciará obras quando realmente tiver dinheiro em caixa. Dos R$ 100 milhões em ações, Tubarão recebeu em torno de R$ 18,5 milhões – R$ 16 milhões ainda no governo do ex-prefeito, Carlos Stüpp (PSDB).

“Stüpp foi taxado de sonhador quando propôs as ações de cobrança do ISS. Mas, agora, a cidade será beneficiada com recursos que antes iriam para o cofre dos banqueiros. Como as primeiras ações são de 2001, a cobrança é retroativa em cinco anos, ou seja, 1996. Os municípios que entrarem agora na justiça só receberão os valores de 2004 para frente”, observa Manoel.

Natal na Fábrica dos Sonhos: A alegria dos pequenos

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Adréa Raupp Alves
Capivari de Baixo

Ver o Papai Noel e pedir um presente de Natal é a vontade de toda criança. Erik Steckert, de 3 anos, Gustavo Garcia Ávila, 5, e Ágata Machado, 4, estavam eufóricos ontem, em frente da Fábrica dos Sonhos, em Capivari de Baixo.
A alegria era tanta que as crianças corriam de um lado parta o outro e não conseguiam decidir qual seria a primeira atração do local em que eles posariam para as fotografias. Mas os olhinhos estavam à procura do Papai Noel. O pequeno Erik, vestido de vermelho, conta que foi um bom menino nesse ano e que seu pedido ao Bom Velhinho é um caminhão que vira robô. Mas o que ele queria mesmo era percorrer a fábrica e descobrir cada decoração natalina.

Já Gustavo vai mais além. Quer ganhar um boneco do Max Steel. Ágata é enfática: quer uma borboleta de pelúcia e uma boneca princesa. Sair de perto da Fábrica dos Sonhos, especialmente montada pela prefeitura para a data? Nem pensar.
O local ficou mesmo muito bonito e tornou-se parada obrigatória para as famílias. “No dia em que a fábrica foi inaugurada (nesta terça-feira), não conseguimos chegar a tempo e eles perderam a chegada do Papai Noel. Começaram a chorar. Noel é uma figura esperada o ano todo por eles”, conta a avó das crianças, Maria Eloá Cruz Ávila, emocionada por ver os pequenos correrem de um lado para o outro.

Programação para hoje à noite

O Grupo Municipal de Teatro de Tubarão encerra as atividades deste ano, com a apresentação de um Auto de Natal, hoje, às 20h30min, no Centro Municipal de Cultural. O evento faz parte da programação do Mix Cultural de Natal. Cerca de 30 alunos integram o grupo e a maioria participará da apresentação, dirigida pela professora Ilza Laporta. As atrações do Mix Cultural prosseguem até dia 23 deste mês.

Turismo: Primeiro transatlântico da temporada atraca

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Imbituba

O navio Insignia, com bandeira das Ilhas Marshall, fez em Imbituba a última atracação no Brasil antes de seu destino final, Punta del Este, no Uruguai. Ele permaneceu durante todo o dia de ontem em Imbituba e partiu no início da noite.
O transatlântico com 637 turistas, além de 389 tripulantes – um total de 1.026 pessoas a bordo – iniciou sua viagem na Itália em novembro e já passou pela Inglaterra, Espanha e Portugal. O navio chegou ao Brasil por Recife, e passou ainda por Salvador, Rio de Janeiro, Santos e Itajaí.

“Como possui enseada aberta ao mar, o porto de Imbituba possui facilidade de acesso para os grandes navios”, considera o administrador do Porto de Imbituba, Jeziel Pamato de Souza. “Apesar de estarmos concentrados na movimentação de carga a granel, carga geral e contêineres, sentimos que temos a obrigação de criar as melhores condições para a atração de navios transatlânticos por entendermos que esta é mais uma forma de contribuir para o desenvolvimento turístico de Imbituba e região”, acrescenta.

O Insignia é o único transatlântico previsto para atracar na cidade neste mês. Cerca de 15 outros navios turísticos devem passar pela cidade para serem alfandegados no Porto de Imbituba, já que o local é de fácil acesso se comparado a outros portos da região.

Um pedacinho do mundo
Os passageiros do Insignia vêm de diversos continentes. A maioria é de norteamericanos e canadenses, mas há também ucranianos, australianos, argentinos, suíços e holandeses. O cruzeiro pela América do Sul teve início no Rio de Janeiro e dura três semanas, para onde os passageiros retornarão após uma passagem pelo Uruguai. A embarcação retorna ao Rio no próximo dia 26.

Presídio Regional: Agente prisional de Tubarão é presa

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Carolina Carradore
Tubarão

Mais um escândalo envolvendo um funcionário do Presídio Regional de Tubarão foi registrado durante a madrugada de ontem. Uma agente prisional foi presa na manhã de ontem por tráfico de drogas, dentro de uma casa de prostituição, em Gravatal.
Mais seis pessoas foram presas, resultado da Operação Quinta Coluna, desencadeada em Criciúma e região, envolvendo 50 policiais e 12 delegados. Todos são acusados de integrar uma das principais quadrilhas de tráfico de drogas da região que agia de Imbituba a Passo de Torres.

Segundo informações do delegado Ulisses Gabriel, da Central de Polícia de Criciúma, as investigações iniciaram através de um homem, acusado de ser o líder do grupo, detido em Criciúma. “Temos informações que ele distribuía cocaína, crack e maconha para pequenos traficantes de toda a região. Não temos um número exato, mas sabemos que movimentavam uma grande quantidade de droga por mês”, afirma Gabriel. Durante a operação, também foi apreendida uma arma e 800 pedras de crack.

Servidora e presidiário acusados
de facilitar entrada de droga

Segundo apurou a polícia, um dos suspeitos entregava droga para um detento que cumpre pena em regime semiaberto no presídio tubaronense, acusado de aproveitar a liberdade durante o dia para entregar droga a pequenos traficantes. Entres os seus revendedores, a agente prisional e um membro da quadrilha, segundo informações dos investigadores, traficavam em Tubarão, Braço do Norte, Araranguá e Gravatal.
A agente foi detida na manhã de ontem, em uma casa de prostituição em Gravatal, local onde morava. Com ela, a polícia deteve mais um casal, proprietário do local. Cerca de 200 gramas de crack, além de balança de precisão e fitas adesivas foram apreendidos no estabelecimento.

A funcionária do presídio também é acusada de facilitar a vida dos traficantes, fazendo contatos com detentos. Três garotas de programa prestaram depoimento na delegacia de Armazém e foram liberadas.
As prisões ocorreram em Morro da Fumaça, Criciúma, Gravatal, Balneário Arroio do Silva, Turvo e Tubarão. Batizada de Quinta Coluna, a ação faz menção à expressão usada no período da ditadura, quando espiões infiltravam-se nos movimentos estudantis, situação supostamente semelhante à da agente prisional.

Operação carne podre: Além de carne, 100 quilos de peixe são apreendidos

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Rafael Andrade
Tubarão

A segunda etapa de fiscalização a supermercados e açougues de Tubarão iniciou terça-feira. Nove estabelecimentos no bairro São João margem esquerda e em Oficinas foram vistoriados. Quase 600 quilos de carne estragada e derivados foram apreendidos.
Ontem, os fiscais vistoriaram o Mercado Público, no centro. Cinquenta quilos de carne inadequada ao consumo humano e 100 quilos de peixe e camarão foram recolhidos. A carne foi encaminhada até a empresa Ossotuba, no Sertão dos Corrêa. Lá, os alimentos foram triturados, cozidos, pressionados, moídos e transformados em farinha para ração de aves e suínos. O peixe foi levado para o Aterro Sanitário Sul, em Laguna.

Uma consumidora estava no Mercado Público na hora da apreensão e afirma que o produto recolhido não estava estragado. Porém, o veterinário da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Carlos Hoffmann, relata que a maioria dos produtos apresentavam validade vencida, rotulagem deficiente não compatível com a legislação vigente, temperatura de conservação inadequada e sem procedência de origem. “Torna-se totalmente inadequado para consumo”, alerta Hoffmann.

Após a operação de ontem, os fiscais participaram de uma reunião no fórum, solicitada pelo promotor de justiça Sandro de Araújo. Ficou acordado que a operação reinicia no próximo mês. O judiciário e os demais órgãos responsáveis pela operação entram em recesso de fim de ano.

Os locais vistoriados foram apontados em denúncias de consumidores e comerciantes ao Ministério Público (MP) de Tubarão. A operação é coordenada pelo MP estadual e conta com a participação de representantes da Cidasc, Vigilância Sanitária Estadual, Polícia Militar Ambiental e Ministério da Agricultura.

SC-407: Mais um trecho será pavimentado

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Wagner da Silva
Braço do Norte

Os moradores da comunidade de São Luís, em Imaruí, e das imediações da rodovia SC-407 em São Martinho conheceram ontem o projeto do asfaltamento deste trecho da estrada. A apresentação foi feita pelo secretário de desenvolvimento regional em Braço do Norte, Gelson Luiz Padilha (PSDB).

O lote tem aproximadamente sete quilômetros de extensão e é parte importante do roteiro turístico religioso previsto para ser implantado na Amurel. A ideia é interligar Imbituba (santa Paulina), Laguna (Santo Antônio), São Martinho e Imaruí (beata Albertina Berkenbrock). A previsão é que o estado empregue cerca de R$ 7 milhões na obra.

O edital para contratação da empreiteira que executará o serviço será lançado oficialmente hoje, quando o governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) inaugura outro trecho da SC-407: entre Rio Fortuna e Santa Rosa de Lima (Veja o suplemento especial encartado hoje). A cerimônia será feita em dois um pontos, um em cada município.

Conforme o projeto apresentado por Padilha, o leito atual da rodovia foi alterado com o intuito de reduzir o número de curvas e as subidas íngremes. O projeto ainda prevê que o centro da comunidade também seja pavimentado com lajotas e sejam feitos estacionamentos e paradas para ônibus.

“A comunidade aprovou o projeto e não poderíamos ter fim de ano melhor na SDR em Braço do Norte”, comemora Padilha, ao anunciar que, a partir da abertura da licitação, a expectativa é que a ordem de serviço seja entregue em 90 dias, ou seja, março do próximo ano.

Preparativos : Hercílio Luz prepara festa de aniversário

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Rafael Andrade
Tubarão

No dia 22 de dezembro de 1918, um grupo de amigos tubaronenses, amantes do futebol, participou de uma reunião no clube Sete de Julho e decidiu fundar o Hercílio Luz Futebol Clube. O nome do clube homenageia o governador de Santa Catarina à época. Na próxima terça-feira, o Leão do Sul, assim batizado pela torcida, completa 91 anos de existência.

O estádio Doutor Anibal Torres Costa, hoje com capacidade para 15 mil torcedores, é a ‘casa’ do time tubaronense. Mas os primeiros jogos do Leão eram disputados no centro, na região do Hospital Nossa Senhora da Conceição, em um campo sem arquibancadas. Na década de 40, o engenheiro doutorado da Estrada de Ferro Dona Tereza Cristina Anibal Torres Costa doou um terreno no bairro Santo Antônio de Pádua. Ali, foi construído o estádio da equipe colorada.

A festa de 91 anos será comemorada no Anibal Costa. Inicia às 20 horas, com ampla programação. “A torcida pode participar, vai ser servido um coquetel e um bolo. É tempo de confraternizarmos”, convida o vice-presidente do clube, Nardilei Piucco.
Após os parabéns, inicia o tão aguardado sorteio de um Gol zero quilômetro. Mais de 200 cartelas já foram vendidas, 300 foram colocadas à venda. “A torcida pode colaborar e comprar as últimas cartelas durante a festa”, avisa Piucco.
A diretoria do Leão ainda planeja uma queima de fogos para fechar a festa em grande estilo.

Rio Tubarão: Briga agora é por recursos

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Amanda Menger
Tubarão

Na noite do dia 22 para a madrugada de 23 de novembro do ano passado, o Rio Tubarão subiu 4,7 metros acima do nível normal. O volume assustou, já que, a partir de 5,2 metros, as áreas mais baixas de Tubarão começam a alagar. A elevação das águas disparou o alerta: é preciso redragar o rio. A última ação deste tipo ocorreu entre 1978 e 1982 e fazia parte do plano de contenção de cheias, do antigo Departamento Nacional de Obras e Saneamento (DNOS), após a enchente de 1974.

Passado mais de um ano do susto, o secretário de desenvolvimento regional em Tubarão, Jairo Cascaes (DEM), entregou ontem, ao prefeito Manoel Bertoncini (PSDB), o projeto de manutenção da calha do Rio Tubarão. Esse documento indica quanto é preciso retirar de areia do rio e quais os pontos mais críticos. Agora, é necessário buscar recursos para que a obra ocorra. O valor estimado é de R$ 80 milhões para extrair cerca de seis milhões de 6,831 milhões de metros cúbicos de areia, já que a calha está 40% assoreada entre a ponte Cavalcanti e a foz, em Laguna.

Como o valor é alto, a proposta é fazer primeiro os pontos críticos, o que demandaria R$ 25 milhões. “Só com recursos próprios do município a obra não sairá tão fácil do papel. Para conseguir as verbas em Brasília, temos que ir juntos e saber em qual porta bater”, argumenta o prefeito.
O projeto foi feito por técnicos do Deinfra e Cidasc. “Foi um trabalho conjunto. Em março, nos comprometemos a fazer e, em setembro, o pessoal apresentou os resultados”, diz Jairo. Além da batimetria, o projeto contempla também a escolha das áreas de bota fora e os encaminhamentos para a obtenção das licenças ambientais.