sábado, 11 julho , 2026
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Religiosidade – arma contra a violência (fim)

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A família, base da construção social, degradou-se. Pais já não conseguem mais educar e controlar seus filhos. Por vezes, eles mesmos têm dúvidas em discernir o certo do errado, o meio se lhe apresenta com inúmeras oportunidades para o desvio de conduta, a escola ensina matemática, português, história, geografia, etc., mas não ensina moral, bons costumes, ética e civismo. Existem ainda as atividades ilícitas como o comércio e consumo de drogas, “estar na onda”, os modismos a definir de “caretas” quem não os seguem.

Que estrutura tem o nosso adolescente para contrapor esta situação? A juventude é, seguramente, a grande vítima dessa realidade. Culpados somos nós, pais, empresários, políticos, profissionais liberais, professores, dentre outros, que não lhe oportunizamos outra alternativa. Nossa omissão e negligência nos torna refém e vítima de nossos erros.
Enquanto isso, a legislação passou a proibir o trabalho para menores. Estava criado o cenário perfeito para o desvio de conduta: pais ausentes, estado omisso, maus exemplos e ociosidade infanto-juvenil.

Mas quem pode ocupar o vácuo criado com esta omissão de tantas instituições – família, estado, escola? Além de cada uma delas ter que repensar seu papel na construção de uma sociedade mais justa, honesta e geradora de esperança, estou convencido de que a religiosidade espontânea ou induzida possa ajudar a resgatar os valores morais e éticos da sociedade. Independente de credo ou religião, as igrejas podem dar uma contribuição importantíssima na construção de uma sociedade harmônica, resgatando valores, fazendo entender o papel de cada um, mostrando o ser como fator de felicidade acima do ter, fazendo ver o quanto nossa vida e as coisas terrenas são efêmeras, desenvolvendo uma sociedade mais humana, mais justa, mais solidária, mais compreensiva e respeitosa.

O estado, na sua (in)competência, precisa entender que apoiar as iniciativas que, honestamente, busquem através da educação religiosa a criação da sociedade ideal, deve incentivar e intervir para que isso passe a ser uma realidade. A inclusão, com mais intensidade, de disciplinas escolares que busquem reparar a perda da família como centro da formação social, é fundamental. Professores ligados à educação religiosa, moral e cívica precisam ter carga horária maior e a eles deve-se dispensar maior capacitação, pois formarão o cidadão no seu caráter e não só nas atividades profissionais. Isto é o mínimo que o estado deve fazer.

As medidas repressivas, diante da atual situação, não são necessárias, porém, a reestruturação da sociedade passa pelo resgate de valores morais, éticos e religiosos. A religiosidade é arma importante no combate à violência.

Festa = investimentos

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“Não falta nada em nossa escola!”. O diretor da Escola Martinho Alves dos Santos, em Tubarão, José da Silva Thiesen, é só orgulho. Também pudera. Todos os anos, a unidade educacional recebe melhorias com os recursos arrecadados durante a festa junina.

Em 2009, a prioridade foi a climatização, com instalação de ar-condicionado em todas as salas. Já em 2010, os recursos serão destinados à colocação de cobertura metálica para unir os três prédios da escola.

O investimento total será de R$ 20 mil, e ainda vai sobrar um ‘merrequinha’ para destinar a outras pequenas melhorias. “Felizmente, sempre conseguimos alcançar nossos objetivos. E devemos isso à comunidade, aos pais de alunos e empresários que nos patrocinam. Todos eles dão a sua contribuição para realizar essa festa”, agradece o diretor.

Atrações
A festa junina da Martinho Alves dos Santos deste ano ocorreu no último sábado. Além dos indispensáveis quitutes da época e da quadrilha, teve apresentação de banda, homenagens aos namorados e performances dos próprios estudantes, que fizeram cover de Beyonce, Mamonas Assassinas, entre outras atrações.

Público
A estimativa é que de 7 a 10 mil pessoas compareceram à festa junina da Escola Martinho Alves dos Santos.

Curtas

Vestibular
Os estudantes da Escola Dom Joaquim, em Braço do Norte, estão de olho no livros que devem ler para estarem preparados para o vestibular da Universidade Federal de Santa Catarina (Ufsc) do próximo ano. As obras estão detalhadas no blog da escola. Anote aí o endereço e confira: http://eebdomjoaquim.blogspot.com.

Dinâmica dos nomes
Sob a orientação da professora Ludimar Teresa de Oliveira, os alunos da 1ª série do ensino médio da Escola Jovem Dite Freitas, em Tubarão, elaboraram o perfil das turmas a partir da compreensão dos estudantes sobre as características principais de cada um. Os destaques foram os colegas Willian Fernando, Rodrigo Siega e Luiza Estela. Eles receberam o maior número de elogios dos amigos. Willian (esse moço da foto), por exemplo, foi “traduzido” como um cara tranquilo, amigo, paciente e educado. Parabéns!

“Dejeto não é um problema. É solução!”

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Wagner da Silva
Tubarão

Notisul – Quando você passou a se interessar pelo reaproveitamento de dejetos?
Bora
– Em Concórdia, região de maior produção de suínos do estado, quando pouco se falava em poluição, questões ambientais, fiscalização. Não acredito que tinha esta consciência, e as granjas eram construídas próximo a rios. Investíamos no tratamento deste problema e tínhamos o projeto das bioesterqueiras. Eram dois tanques cobertos, onde o dejeto fermentava por cerca de 120 dias e depois era distribuído na pastagem. Outro sistema era o biodigestor, usado pelos indianos há milênios, mas possuía pouca capacidade de produção de gás, e que não emplacou na época.

Notisul – O que você viu nos dejetos que te motivou a trabalhar com isso?
Bora
– O dejeto suíno é considerado um dos principais poluidores das águas, mas também uma poderosa fonte de adubo orgânico, principalmente se levarmos em conta o plantel catarinense e brasileiro de suínos. Ele pode transformar-se na maior fonte de adubo orgânico do Brasil, a custo relativamente barato para os produtores, já que o insumo encontra-se nas propriedades, substituindo o adubo mineral NPK com muito mais eficiência, já que possuem muito dos micronutrientes que as plantas precisam.

Notisul – Por que o dejeto causa tanto desconforto às pessoas?
Bora
– O problema não é o dejeto, mas a maneira como é trabalhado. Ele é uma alternativa de adubação barata. Nossa região produz cerca de três mil metros cúbicos de rejeito, mas 70% disso é água. Os outros 30% são formados por sais minerais, restos não digeridos de milho e soja. Temos que reduzir ao máximo a quantidade de água desperdiçada, reduzir a água nas granjas em 50 %

Notisul – Como se faz isso?
Bora
– Através do uso de bebedouros racionais, evitar a lavação de granja com esguicho, não deixar vazamentos, nem torneiras abertas. Com isso, o consumo de água cai para algo próximo de quatro litros/dia/suíno. A economia em utilizar os dejetos como adubo pode dar ao produtor um carro zero por ano, dependendo de seu plantel. E olha que a legislação só permite o lançamento na lavoura após 120 dias de fermentação.

Notisul – O dejeto suíno também pode gerar energia e aquecimento, como andam os projetos neste sentido?
Bora
– O dejeto pode ser praticamente 100% reutilizado. Antes da adubação, ele pode ser usado em usinas de biomassa, biogás e ser purificado, como combustível veicular. A compostagem também foi testada e, apesar de seu custo, pode agregar valor aos dejetos na propriedade.

Notisul – Houve algumas ações para tentar implantar algumas usinas para reaproveitamento. Por que não funcionaram?
Bora
– A meu ver, faltou interesse. Em 2001, implantamos um sistema de biogás em Orleans, na propriedade de Valério Mazzon, a primeira a produzir energia e jogar na rede comum. Mas a cooperativa de eletrificação não quis, pois, em vez de consumir, eles tinham que pagar ao produtor. Hoje, é vista de forma diferente. Se tiver nos parâmetros exigidos pela Anatel, pode ser estudada. Outro que não foi à frente ocorreu em Braço do Norte. A Epagri, em parceria com uma empresa do interior paulista, tentou implantar há alguns anos uma usina de biomassa. Com o dejeto, ela produziria óleo e carvão que seria utilizado nas caldeiras para gerar energia. O projeto era bom, mas o poder público não deu atenção. São Ludgero ficou interessado, mas o proprietário do terreno supervalorizou as terras e não foi possível levar adiante.

Notisul – A Epagri possui alguma projeção neste sentido?
Bora
– Sim. Voltamos às negociações para a usina de biomassa. A prefeitura de Grão-Pará mostrou interesse, mas a conversa ainda precisa evoluir. Se todo o dejeto e outros resíduos, da indústria madeireira, plástico, florestais da região fosse recolhido, hoje teríamos uma produção de 12 a 28 megawatts de energia. Isso representa praticamente o consumo das duas maiores cidades do Vale.

Notisul – Qual o motivo que o leva a acreditar tanto na produção de energia e fertilizante através do lixo e dejeto?
Bora
– Temos a característica de ser um povo trabalhador, somos ricos em dimensão e em recursos naturais, mas há questões ambientais a serem resolvidas. Ele pode ser utilizado em usinas de biomassa, biogás e compostagem, além da bioesterqueira, e da adubação orgânica, que ajuda a agricultura e a pecuária. Além de usar o dejeto para adubar a terra e gerar energia, ele mostrou ser uma importante alternativa na piscicultura. Temos tecnologia, mas não incentivo para executar os projetos que conhecemos, implantar e avaliar seus resultados.

Interpraias: Região comemora o lançamento do edital

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Priscila Alano
Laguna

Os editais de licitação para pavimentação e fiscalização da SC-100, trecho entre a balsa de Laguna e o Camacho, em Jaguaruna, com um ramal para o Farol de Santa Marta, parte da futura Interpraias, foram publicados ontem. A obra contribuirá com o desenvolvimento do turismo na região.

A abertura do envelope com a documentação necessária habilitando as empresas para a execução da pavimentação ocorre no dia 10 do próximo mês, na sede do Deinfra, em Florianópolis. Já os envelopes das empresas que participam da concorrência para a fiscalização, serão abertos no dia 23 do próximo mês, também na sede do departamento.

O secretário de desenvolvimento regional em Laguna, Mauro Candemil, explica que na primeira etapa será analisada a documentação das empresas, para verificar se estão aptas a participarem da concorrência. “Caso não haja problemas com a documentação e nenhuma empresa entre com recurso, ocorre a abertura dos envelopes com as propostas, os valores. Em uma expectativa otimista, espero que em setembro seja homologada a vencedora”, declara Candemil.

Três motivos atrasaram o andamento do processo de licitação para pavimentação da SC-100. “Com as exigências ambientais, levamos três anos para resolver. Depois, ocorreu a manifestação (da comunidade da região da Ilha) contra o ex-governador Luiz Henrique da Silveira (na inauguração da estrada do Camacho, no fim de outubro do ano passado), que atrasou em mais seis meses, e agora por último a troca no governo também contribui para o atraso na licitação”, detalha Candemil.
A pavimentação do trecho está avaliada em R$ 22 milhões. No valor, já estão inclusas as condicionantes ambientes.

O projeto
Na pavimentação da SC-100 tem uma extensão de 18 quilômetros. Serão executados serviços de drenagem, elevação do leito em mais de um metro de altura, acostamento lateral, pista multiuso para pedestres e ciclovia com 2,5 metros de largura de um lado e de 1,5 metro do outro.

Moradores e comerciantes aguardam a obra
Os moradores, comerciantes, veranistas e turistas aguardam ansiosos o início das obras na SC-101. A pavimentação da rodovia é reivindicada há mais de dez anos. O comerciante Agenor Zanelato Machado conta que os motoristas enfrentam vários problemas ao trafegar na via. Em dias de chuva, muitos carros atolam e apresentam problemas mecânicos. “Muitos turistas reclamam, falam que o lugar é bonito, mas falta infraestrutura na região. Espero que, com a pavimentação o turismo na região cresça”, afirma Agenor.

Moradia: Quando os problemas em condomínios falam mais alto

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Carolina Carradore
Tubarão

O cachorro do apartamento de cima não para de latir, os moradores boêmios promovem mais uma festa de arromba, o vizinho não respeita o espaço da garagem… Como se não bastassem tantas dores de cabeça, o síndico não sabe mais o que fazer com o condômino inadimplente. Não são raras as situações em que os moradores de prédios extrapolam os limites da tolerância.

Boa parte dos problemas poderia ser resolvida se os condomínios fossem registrados, explica o diretor do Sindicato dos Condomínios (Secovi), Walério Berkenbrock, presidente da Imobiliárias Associadas de Tubarão e Região da Amurel (Iata). Segundo ele, cerca de 40% dos condomínios da cidade não possuem registro. “É um fator importante, pois tira boa parte da responsabilidade do síndico. Isso sem falar que a ação de cobrança fica mais fácil”, explica.

Água
O Secovi orienta os síndicos de prédios habitacionais a regularizem seus condomínios. “Assim, todos poderão impor seus direitos e deveres”, justifica o diretor do sindicato em Tubarão, Walério Berkenbrock.
A falta de participação dos condôminos nas assembleias é um dos principais problemas enfrentados em Tubarão. Outra reclamação fica por conta da distribuição de consumo de água. Hoje, a conta, é dividida pelo metro quadrado do imóvel. Uma sugestão que poderia ser discutida em assembleia é que a conta seja dividida por quantidade de moradores de cada apartamento.

Cobrança
Outra dor de cabeça constante é a inadimplência dos condomínios. A assembleia legislativa aprovou a lei complementar nº 477, que permite que os tabelionatos recebam para protesto comum o crédito do condomínio, decorrente das cotas de rateio de despesas e da aplicação de multas. Com a aprovação da lei, os administradores de imóveis adquirem autonomia para manter a saúde financeira do condomínio e a tendência será a diminuição dos atuais percentuais de inadimplência.

O assunto foi tema da palestra “Como reduzir a inadimplência nos condomínios: protesto das taxas condominiais em atraso”, ontem à noite, no Espaço Integrado de Artes da Unisul. O encontro contou com a participação do deputado estadual Giancarlo Tomelin, autor do projeto de lei que permite o protesto de taxas condominiais em atraso, Fernando Willrich, presidente do Sindicato dos Condomínios do estado, e Murilo Gouvêa dos Reis, assessor jurídico da entidade.

Lugar de Homem é na Cozinha: Ingressos já estão à venda

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Tubarão

Já estão à venda os ingressos para o grande evento beneficente promovido pelo Notisul anualmente, desde 2008. A terceira edição do Lugar de Homem é na Cozinha ocorre daqui a 27 dias, exatamente na data em que o jornal comemora dez anos de fundação: 29 de julho.

Como nas edições anteriores, 13 equipes formadas por lideranças empresariais e políticas da região dedicarão algumas horas de seu tempo para cozinhar em prol da solidariedade. Toda a renda arrecadada com o evento será revertida a entidades assistenciais.

No ano passado, as instituições filantrópicas beneficiadas foram a Fundação Educacional Joanna de Angelis e a Combemtu, de Tubarão, e a Casa Lar Asacad, de Braço do Norte. Cada uma recebeu R$ 9,1 mil. Em 2008, Albergue Noturno Pousada da Paz, Abrigo dos Velhinhos e Lar da Menina, todos de Tubarão, foram os contemplados, com R$ 7.620,00 cada.

Como sempre, os cardápios deste ano são de dar água na boca (confira na página 20), o que prova que os chefs de cozinha estão preparadíssimos e entendem realmente de pilotar o fogão. Ficou interessado? Então, compre logo o seu ingresso, pois são limitados! Será no próximo dia 29, no Clube 29 de Junho.

R$ 60,00
é o valor do ingresso para o Lugar de Homem é na Cozinha, que pode ser adquirido no Notisul.

Trânsito: Ruas sem iluminação e sinalização

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Priscila Alano
Tubarão

Os motoristas que precisam usar a rua Cândido Freire Leão (antigo Posto Texaco), em Tubarão, reclamam da falta de sinalização vertical e horizontal. Falta inclusive a pintura das faixas. A ligação com a avenida Pedro Zapellini também preocupa pela falta de iluminação. Acidentes já ocorreram no local.

A integração das vias pretendia facilitar o fluxo do trânsito no centro da cidade, mas os usuários evitam passar pelo local, principalmente no período da noite.
A diretora da Contribuição para o Custeio de Iluminação Pública (Cosip) Reneuza Borba, explica que para este ano serão realizadas apenas ações de manutenção, e não estão previstas obras de ampliação da rede. “Pretendemos colocar no orçamento do próximo ano a ampliação da rede de iluminação pública. Temos que respeitar a lei de responsabilidade fiscal. Os motoristas devem ter atenção ao dirigir no período da noite e usar os faróis dos carros”, explica Reneuza.

O secretário de segurança e trânsito da prefeitura, Antônio Bittencourt, o Toni, afirma que o projeto para sinalizar a rua foi elaborado, e o custo é de aproximadamente R$ 10 mil. “Estamos aguardando o aval do prefeito para executar”, explica Toni.

Outra rua que gera transtornos no centro é a Doutor Otto Feuerschuette. Motoristas estacionam nos dois lados da via, ficando um pequeno corredor para o tráfego. O engenheiro civil da secretaria de segurança e trânsito, Rodrigo Vieira Joaquim, explica que a equipe da pasta realizará uma pesquisa com os moradores da rua e apresentará duas propostas: ou tornar a via mão única, ou proibir o estacionamento nos dois lados.

Extração de argila: Ministério Público é acionado

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Wagner da Silva
Santa Rosa de Lima

Representantes da comunidade de Rio dos Índios, em Santa Rosa de Lima, estiveram ontem no Ministério Público. O objetivo era entregar nova documentação e representar contra uma empresa de exploração de argila.
A decisão de informar o MP sobre a situação foi tomada após uma interdição do acesso e a assinatura de um termo de compromisso, entre a empresa Fontanella e a prefeitura, mas não cumprido, segundo o vereador Salésio Wiemes (PT) e o secretário de agricultura, Remi Beckhauser.

De acordo com eles, devido ao transporte com veículos pesados, mais de 100 famílias, cerca de 80 alunos e empresas, como laticínios, madeireiros, pousadas, têm dificuldade de acesso. “Muitos produtores estão com dificuldades em escoar a produção, alguns tiveram prejuízos por não conseguir utilizar o acesso. Precisamos de uma solução”, declara Wiemes.

A comunidade pede a suspensão da extração de argila até a solução definitiva do problema. “Esperamos que o MP tome uma decisão que possa solucionar o problema. Esta extração vai contra os projetos de desenvolvimento planejados pelo município”, argumenta Remi.

Manutenção da estrada

Na empresa Fontanella, a justificativa é que mais de R$ 650 mil foi investido em maquinário somente para a manutenção periódica da rodovia municipal. Além do pagamento dos impostos ao município.

“Legalmente, a responsabilidade é da prefeitura, mas assumimos um compromisso com a comunidade e estamos cumprindo. Cada manutenção gira em torno de R$ 11 mil. O valor é absorvido pela minha empresa, mas há outros usuários que não contribuem com este serviço. Isso também não é correto”, argumenta o empresário Ramiris Fontanella.
No período de dezembro de 2009 a fevereiro de 2010, não houve extração da argila, segundo o empresário. Mesmo assim, ele efetuou a manutenção do trecho.

O assessor Eduardo Schroeder informa que promotoria irá analisar e apurar as informações do documento deixado pelos representantes da comunidade, e depois dará um parecer.

Joguinhos Abertos: Cidades recebem Regional Sul a partir de hoje

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Armazém

Armazém e região estão em clima de competição. A partir de hoje, começa a Etapa Regional Sul dos Joguinhos Abertos de Santa Catarina. O cerimonial de abertura será às 19 horas, no Ginásio de Esportes Wensing.
Antes mesmo da abertura, várias equipes já estarão em quadra na manhã de hoje. Alguns jogos foram antecipados para a o início da manhã devido à partida da Copa do Mundo entre Brasil e Holanda, às 11 horas.

Com isso, o futsal abre oficialmente as disputas do Regional Sul, às 8 horas, no Ginásio Paulo Wensing, com a partida entre Tubarão e Braço do Norte. Outra modalidade que inicia cedo é o handebol masculino, a partir das 9 horas, com Biguaçu x Cocal do Sul, no Ginásio Philippi, em São Ludgero.
O basquete será à tarde, no Ginásio Poliesportivo da Unisul, em Tubarão, entre as equipes de Içara e Sombrio, às 15 horas. Já o vôlei, será disputado no Ginásio Rodolfo Kindermann, em Gravatal.

O Regional dos Joguinhos é aguardado com grande expectativa pelos organizadores e competidores, pois, no ano passado, as competições não foram realizadas devido ao surto de Gripe A, (H1N1) em todo o estado. A competição segue até a próxima quarta-feira.

Eleições: Tríplice aliança ainda indefinida

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Carolina Carradore
Tubarão

A três dias do prazo final para registro das candidaturas, o cenário político catarinense continua indefinido. Mesmo com a suspensão da filiação do PMDB, Eduardo Moreira está confiante que conseguirá na justiça o direito de permanecer na chapa do democrata Raimundo Colombo e dar palanque ao presidenciável tucano, José Serra.
Por outro lado, o presidente interino do PMDB estadual, João Mattos, firmou compromisso ontem com o presidente do PT, José Fritsch, para apoiar a presidenciável Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB).

“Vou seguir orientação do diretório nacional: dar palanque a Dilma. Mas sabemos que ainda tem peemedebistas que irão apoiar Serra”, argumentou Mattos, ao Notisul. Ele também descartou a possibilidade do PMDB indicar outro vice no lugar de Moreira, na chapa do DEM/PSDB.

Por sua vez, para Raimundo Colombo, nada mudou e a tríplice aliança está garantida. “Eduardo é o meu vice, pois a justiça vai lhe garantir esse direito. A tríplice está fechada e ponto final”, assegurou. O único que parece não estar preocupado com os rumos do PMDB é o PSDB, que passou situação semelhante dos peemedebistas. Por pressão do diretório nacional, fechou aliança com os democratas, na quarta-feira.

O presidente estadual do PSDB, Beto Martins. permanece com a mesma posição. “Nosso compromisso agora é com o DEM. A situação do PMDB não é mais problema nosso”, reitera, e não descarta a possibilidade do PSDB indicar um candidato a vice de Colombo, caso a justiça afaste Eduardo Moreira das eleições.

Corrida contra o tempo

O ex-governador Eduardo Moreira entrou com mandado de segurança ontem para anular a decisão do diretório nacional do PMDB, que suspendeu por 180 dias a sua filiação. Em uma corrida desenfreada, ele tenta de todas as maneiras garantir a sua candidatura ao governo do estado.

“A justiça vai me garantir esse direito, pois a atitude da cúpula nacional foi antidemocrática. Vou fazer valer o direito do cidadão”, promete. Ele também não escondeu a profunda decepção com o partido que representa há 25 anos e garante que toda essa situação teve como pano de fundo o PT.

Tranquilidade

Já o PT de Santa Catarina, está sorrindo à toa. Com o apoio garantido do PMDB estadual na campanha a presidente da república, o presidente do partido no estado, José Fritsch, espera fazer a maior campanha para Dilma em Santa Catarina. O PT definiu quarta-feira, na convenção, o vice de Ideli Salvatti ao governo do estado. Será o empresário Guido Bretzke, de Jaraguá do Sul.
Já o PP, está de mãos dadas com o PDT e lançou a candidatura de Angela Amin e Manoel Dias, presidente dos brizolistas no estado.