Jailson Vieira
Tubarão
Mais uma paralisação poderá ser deflagrada nos próximos dias. Os vigilantes de todo o estado mostram-se descontentes com a proposta patronal de 11% de aumento salarial e um acréscimo de apenas R$ 2,00 no vale alimentação.
O vale atualmente é de R$ 15,00 e passaria para R$ 17,00. Porém, a categoria almeja receber R$ 22,00 por dia.
As assembleias ocorrem por regiões e, conforme o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Tubarão e região, Serafim Medeiros Aguilera, se a greve for oficializada, bancos, empresas e diversos estabelecimentos poderão ter o funcionamento comprometido. “Na maioria dos encontros locais, foi decidido pelo estado de greve. Amanhã (hoje), será decidido em Criciúma. Na próxima quinta-feira, temos uma assembleia estadual, em Florianópolis e lá será decidido. Se entrarmos em greve, os bancos, empresas e shoppings não poderão abrir”, alerta Serafim.
Os vigilantes pedem um aumento salarial de 14%, mas até ontem a classe patronal se mantinha irredutível. Com a possibilidade de paralisação, é provável que muitas agências bancárias fechem as portas. A categoria é regida pela Lei Federal 7.102/83, que versa sobre a vigilância privada em instituições financeiras e proíbe a contratação de segurança particular que não sejam os trabalhadores devidamente treinados e capacitados. A Polícia Federal é a responsável pela fiscalização e pelo cumprimento da lei.
A última greve dos vigilantes que ocorreu no estado foi há mais de 20 anos, e as reivindicações eram praticamente as mesmas.

