Karen Novochadlo
Tubarão
Um movimento que surgiu na internet, na rede social Orkut, incitou protestos de vários estudantes em instituições de pelo menos três municípios catarinenses, inclusive Tubarão, no início da semana. Eles reclamam de supostas fraudes no vestibular para medicina, prestado para várias universidades, inclusive a Unisul. Responsáveis da Acafe, a organizadora dos concursos, avisam que não receberam nenhuma denúncia formal.
“Tiveram 11 alunos que passaram no vestibular em uma universidade com o mesmo gabarito. A única nota que mudou foi a de redação”, argumenta a vestibulanda Lorena Locks Coelho. Isto ocorreu em várias outras instituições. As indignações aumentaram quando uma moça que passou no concurso postou no Facebook que voltaria para o Brasil. Ela estuda medicina em um outro país e passou no vestibular. O número de acertos em cada disciplina seria idêntico ao de outros estudantes.
Alguns alunos suspeitam que houve uma cola, enquanto outros acreditam em uma venda de vagas. A coordenadora de concursos da Acafe, Lucinara Marin, explica que, para que o órgão possa efetuar uma investigação, é necessário que haja um pedido por escrito dos estudantes. O procedimento é feito para evitar processos por danos morais, calúnia e difamação. Até agora, segundo Lucinara, nenhum foi enviado. “Se houver fraude, se providenciarem a documentação, nós teremos o maior interesse em investigar”, revela a coordenadora.
Quanto às acusações quanto ao sistema Acafe, ela argumenta que não há provas. “O pessoal de medicina costuma gabaritar as provas. É normal que existam gabaritos iguais”, justifica Lucinara.
