Laguna
Mar Grosso, Laguna. Tarde ensolarada. Um ser negro com listras brancas, seis braços, asas e um ‘narigão’ anda de um lado para o outro. ‘Caça’ moradores e turistas. Uma versão boazinha do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue, foi a forma encontrada pelos profissionais do programa municipal de combate à dengue do município, para alertar moradores e turistas quanto a adoção da medidas de prevenção à doença.
E é impossível não perceber o servidor ‘vestido de dengue’. Em paralelo com projeto Sesc Verão, ele distribui panfletos e repassa informações importantes para quem passa. Segundo o coordenador do programa, Marcos Aurélio, no verão o trabalho é redobrado pois há uma grande circulação de veículos e pessoas na cidade.
“Isso aumenta a chance de surgirem casos autóctones, ou seja, de transmissão local de dengue, o que traz riscos para toda a região”, preocupa-se. Assim como os turistas, o safado do Aedes aegypti também passeia pelo país.
Geralmente o maligno pega carona não autorizada em caminhões, ônibus e até no carro dos próprios turistas. Além disso, as plantinhas, verdinhas e belas, podem se tornar a casa do Aedes.
Na verdade ele gosta mesmo é do pratinho cheio de água. No caso das bromélias, o perigo é ainda maior. “Essas plantas acumulam água. É importante retirar o líquido pelo menos duas vezes na semana”, ensina explica.
Atualmente, o município tem 145 armadilhas e 48 pontos estratégicos distribuídas em vários pontos, como borracharias, cemitérios, floriculturas e comércios de materiais de construção.
As armadilhas são visitadas a cada sete dias e os pontos estratégicos quinzenalmente. Quando larvas são encontradas, o material é recolhido e levado ao laboratório, para análise. O último foco do mosquito transmissor da dengue em Laguna foi encontrado em agosto de 2011.

