sexta-feira, 8 maio , 2026

Alunos fazem manifestação por justiça

Mirna Graciela
Imbituba

Uma manifestação por justiça pelo assassinato da professora Hannelore Sielwert, de 40 anos, foi realizada ontem, em Imbituba. Pais, estudantes, professores e familiares da vítima percorreram as ruas do bairro Vila Nova, onde fica o Colégio João Guimarães Cabral. Ela dava aulas de filosofia na instituição há dois meses.

A educadora foi morta pelo companheiro, o policial militar Ênio Sebastião de Farias, de 50 anos. Após ser preso, na semana passada, ele confessou o crime. O subtenente está detido no 4º Batalhão da Polícia Militar, em Florianópolis.
A diretora do colégio, Maria Regina Farias, conta que os alunos buscam uma explicação para o crime. “Eles não acreditam na forma brutal como ocorreu. Isto foi terrível e nós, enquanto escola, temos o dever de propagar a paz”, declara a diretora.

Os que foram seus alunos a descrevem como uma pessoa muito sensata, que falava de problemas sociais, como justiça e política. E não negava ajuda a ninguém.
A caminhada seguiu até uma praça e uma oração foi feita em frente à Igreja de Sant’Anna.

Hannelore foi assassinada a pauladas, no último dia 12. As investigações, coordenadas pelo delegado Raphael Giordani, apontaram que, após matá-la no sofá da sala do casal, Ênio esquartejou, queimou e enterrou o corpo nas dunas da lagoa do Timbé, em Itapirubá.
O seu carro foi encontrado atolado e com o porta-malas sujo de sangue, dois dias após o crime, em uma estrada de acesso à praia. O policial fugiu para a cidade gaúcha de Santana do Livramento, onde foi preso.

Acusado pode ter alegado que atirou para diminuir a pena

Na última sexta-feira, quando confessou o crime, na delegacia de Imbituba, o subtenente Ênio Sebastião de Farias, 50 anos, declarou que as brigas com Hannelore Sielwert eram constantes. Os motivos eram irrelevantes e as discussões ficavam sérias, geralmente por ciúmes.

O policial alegou que a matou em casa, com um tiro. A arma, um revólver calibre 38 e sem registro, teria sido jogada fora, mas ele não lembra onde. No entanto, segundo o delegado Raphael Giordani, o exame de necropsia não apontou perfuração, mas sim um afundamento no crânio.

A causa pode ter sido uma paulada ou um golpe com cassetete. Giordani lembra que o policial talvez tenha falado que a matou com um tiro para evitar agravantes, pois a pauladas é considerado motivo cruel e pode aumentar a pena, em caso de condenação.

O policial também responde por outro processo, por desvio de R$ 792,4 mil em licitações para a Polícia Militar. Conforme a ação civil pública, ele, um coronel reformado e oito empresas, entre elas fornecedoras de alimentos, cometeram improbidade administrativa em compras feitas em 1998 e 1999.

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